O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.

Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira

Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.

Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3

O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.

Por um Help à Música Sertaneja

Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.

Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos

Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sertanejo Pop

Pessoal, meu post de hoje foi uma contribuição para o site Blognejo, um dos melhores sites de música sertaneja da Internet brasileira. Confiram clicando aqui.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Expulsaram Marcus Blognejo do backstage de Luan Santana

Marcus, o homem por trás do Blognejo, foi expulso do camarim de Luan Santana, após um show do astro na cidade de Uberlândia. Antes de qualquer coisa, ao se analizar a atitude dos assessores de imprensa tanto do evento, quanto do cantor, deve-se levar em conta quem é Marcus e o que o Blognejo representa não só para o segmento da música sertaneja, mas para a música popular brasileira como um todo.

Marcus é um pioneiro. Ele foi o primeiro a ter a compreensão de que os ritmos populares - no caso dele, a música sertaneja - estavam carentes de uma cobertura decente e de uma crítica séria. Ao se pesquisar na Internet à procura de notícias e reportagens, só se encontrava releases e muito amadorismo. Quando não o mais puro jabá.

Motivado por essa percepção começou seu blog, na época ainda no portal NoEmbalo. A recepção foi tão positiva, que logo os acessos se multiplicaram e mais pessoas resolveram seguir o exemplo, como o caso de André Piunti - que acabou se formando em jornalismo e sendo contratado pelo UOL - e Fábio Dorneles, que tocava o finado Território Sertanejo e atualmente vive um momento sabático em sua vida.

Hoje Marcus tem seu próprio site, o Blognejo, que recebe milhares de visitas diárias e é lido com atenção não só por ouvintes de música sertaneja, como por cantores, músicos e produtores. E falo de gente grande.

Uma vez apresentado o trabalho do rapaz, passamos a expôr o quanto a expulsão do camarim de Luan Santana é particularmente algo lamantável.

Quem acompanha a história do rapaz de Campo Grande sabe que o sucesso que ele conseguiu na atualidade não foi uma coisa que ocorreu da noite pro dia. Luan Santana não foi um produto fabricado pela mídia. Luan Santana é um produto da Internet. Foi no boca a boca virtual que aquele disquinho produzido pelo Sorocaba foi sendo escutado, fazendo que os shows fossem mais frequentes e mais lotados. E nesse boca a boca o Blognejo teve um papel crucial.

Muita gente, mas muita gente mesmo, ouviu falar pela primeira vez de Luan Santana no Blognejo. Que a assessoria do cantor deveria dar prioridade de atendimento ao Marcus é uma questão de justiça. De ética, até mesmo.

Mas ocorre que Luan Santana foi "devorado pelo monstro" ao fechar acordo com a Som Livre. O controle sobre sua carreira saiu de suas mãos e passou para as mãos nem sempre eficientes de produtores e assessorias. No caso expecífico de Luan Santana a escolha da assessoria foi particularmente infeliz.

A assessora de imprensa Dagmar Alba - e nos bastidores todos sabem disso - não foi indicada por sua competências, mas sim por apadrinhamento, numa operação típica dos corredores de Brasília.

Em seu emprego anterior assessorava a banda de pagode Jeito Moleque. Em 2005 a banda criou um projeto ecológico fantástico, nos moldes do que o Radiohead e Pearl Jam faz, a compensação das emissões de carbono produzidas nos shows através do plantio de árvores. O DVD gravado em Manaus foi feito assim e graças a total incompetência da assessora, a repercussão na mídia foi nula.

O fracasso lhe custou o emprego. E a demissão custou ao Jeito Moleque um processo na justiça trabalhista.

Recentemente a assessoria - muito provavelmente por parte de Dagmar - afirmou que a recusa de Luan em aceitar gravar a música que faria parte da abertura da próxima novela das seis da Rede Globo se deve ao fato de que o público daquela novela não ser o seu.

Quando fui escalado para editar uma revista pôster do Luan pela editora Tambor Digital, ela me disse que não poderia me ajudar, pois tinha fechado acordo de exclusividade com outra revista. Um cantor limitando sua aparição na mídia? Exclusividade com apenas um véiculos? Não fazia - e não faz! - nenhum sentido. Um mês depois estava lá nas bancas: Luan Santana na capa da Billboard. O que isso impediu que ela me ajudasse na revista pôster é algo que nem Freud explica.

Mas provavelmente a maior prova da incopetência de Dagmar Alba seja o fato de que mesmo após um ano de trabalho intenso, ainda não conseguiu calar as especulação sobre a sexualidade de Luan Santana. Luan Santana é gay? Essa pergunta não quer calar. Ao invés de simplesmente ignorar a questão e ganhar pelo cansaço, Dagmar teve a infeliz idéia de insistir na imagem de pegador.

Em uma gravação para o programa do Faustão que ainda não foi ao ar, Luan Santana afirmou que transa com fãs antes, depois e inclusive durante os shows. Pelo que eu saiba, nem o Mick Jagger faz isso. Na Internet a repercussão foi negativíssima.

O que a Dagmar tem talento mesmo é gerenciamento de backstage. Definir quem entra e quem não entra no camarim. Qual fã clube tem moral e qual não tem. Essas coisas. Em outras palavras: tráfico de influência.

Talvez ela esteja metendo os pés pelas mãos justamente para ganhar a conta e depois colocar a Globo na justiça.

Talvez.

O que é certo é que o potencial artístico de Luan Santana não pode ser posto em cheque por incompetência de assessorias de imprensa. E também é certo que pessoas como o Marcão, que com o mérito de seu trabalho competente, não podem ser tratadas com desrespeito e esnobismo.

terça-feira, 16 de março de 2010

Yes, We Can! (coluna nova de Timpin no Blognejo)



Fábio Dorneles e André Forastieri não se conhecem, não tomam cerveja juntos, mas cada um à sua maneira expressaram insights parecidos em recentes posts nos seus blogs. Fabio Dorneles comentou sobre como Victor & Leo infiltraram-se no repertório de cantores de barzinhos MPB e abriram caminho para a música sertaneja. Andre Forastieri desceu o sarrafo na nova moda folk, composta por nomes como Malu Magalhães e Vanguart.

Vou fazer a ponte entre os textos e aprofundar um pouco a questão.

Uma coisa que sempre me intrigou e me revoltou é o fato de que o povo da MPB só valoriza regionalismos de raiz, ignorando os galhos de ricas folhas verdes e floridos da musica brasileira. Em termos de forró, Mestre Ambrósio “pode”, mas Limão com Mel “não pode”. Em termos de música gaúcha, Renato Borgheti “pode”, mas Balanço do Tchê “não pode”. Na música sertaneja, Renato Teixeira “pode”, mas Bruno & Marrone “não pode”.

Enquanto chafurda numa catatonia criativa que já dura décadas e recicla pela enésima vez a bossa nova, a MPB transformou-se algo chato, enfadonho e ensimesmado. Via de regra uma música escutada por pessoas chatas, enfadonhas e ensimesmadas. As pessoas que se acham cultas. Aqui no Brasil, pessoas cultas não escutam músicas que o povão escuta. “Deus me livre, aquela música vulgar, aquilo não é cultura!”

Porque isso ocorre?



Leia o resto no Blognejo

segunda-feira, 1 de março de 2010

A Batalha de Titãs Mais Inútil & Equivocada da História da Galáxia

Na última sexta-feira estreei como colaborador do Blognejo, blog especializado em crítica musical sertaneja. Quando começei minhas aventuras musicais na web, desconhecia a existência desse site, confesso que acreditava ser pioneiro no assunto. Talvez, e isso não passa de mera especulação, seu eu soubesse de sua existência, nem tivesse me aventurado no ramo. Talvez. Mas, como dizia John Lennon, a ignorância é uma bênção e, neste caso em específico, foi mesmo.

O texto no Blognejo acabou por despertar uma certa polêmica na caixa de comentários. Tudo porque eu falei que o Luan Santana é uma espécie de novo Elvis Presley. Confiram lá meus argumentos em defesa dessa tese. Descontados dois ou três cometários de apoio, os resto foi escárnio e sob certos aspectos, ofensas pessoais.

Que algumas pessoas não concordassem com meu ponto de vista já é algo que eu esperava, afinal já recebi ameaças de morte ao afirmar que Maria Cecilia & Rodolfo eram mais legais que Sandy & Junior e até mesmo quando disse que o próprio Luan Santana ofuscaria a carreira solo de Michel Teló, ex vocalista do grupo Tradição. Normal. Lidar com fãs é muito semelhante a lidar com muçulmanos ortodoxos ou militantes do PT. Envolve uma série de riscos que vão desde ter sua reputação colocada em cheque até sua vida em risco.

O diferencial nesta polêmica foi que o debate foi entre fãs de blogs. Já faz uns bons pares de meses que esse arranca rabo anda ocorrendo nas caixas de comentários, sem que ninguém chegue a uma conclusão final. Quase ninguém torna pública suas opiniões a respeito. Abusam-se da opção de postagem anônima. Parece que temos aqui a gênese de um tabu. Como não devo nada a corno nenhum, não tenho medo de macumba e sou adepto de Éris, a deusa grega da discórdia, vou dizer aqui o que penso a respeito.

O dois sites que mancham de batom os monitores dos internautas, são, respectivamente: Blognejo e Universo Sertanejo. Como sou amigo de todos os envolvidos e heterosexual praticante, sinto-me em condições de assumir uma postura imparcial e desprovida de passionalidades.

Sou fã dos dois sites. Cada um cumpre sua função ao ser fiel a seus principios e suas premissas.

A premissa de André Piunti, do Universo Sertanejo é tentar atingir a imparcialidade, publicar a notícia como ela ocorreu, sem emitir opinião a respeito do fato (ou disco, ou show) noticiado. Essa postura ele adotou desde quando era estudante de jornalismo e continuou adotando ao ser contratado pelo UOL para escrever sobre musica sertaneja. Até onde eu saiba, da emergente geração de blogueiros a escreverem sobre musica sertaneja, ele foi o primeiro a conquistar seu lugar ao sol da remuneração. Devido a seus contatos obtidos com seu crachá do UOL, a exclusividade com que obtém suas infornações faz de seu site o melhor em matéria de notícias. É ele, por exemplo, nosso posto avançado que nos conta em primeira mão o que ocorre nos transatlânticos sertanejos. Ponto pro Andrezinho.

A premissa de Marcus Vinicius (e de Fabio Dorneles, outra autoridade em musica sertaneja, que tocava o site Território Sertanejo e que agora participa do Blognejo) é tentar analizar as informações que publica, emitindo opiniões e tentando contextualizar a notícia. Essa postura também foi adotada desde os primórdios. Isso a mais de dois anos atrás. Um trabalho nessa linha é fundamental que seja feito, afinal a musica sertaneja praticamente nunca teve um crítica séria e quem aprecia música sempre gosta de ver a qualidade artística der seus artistas prediletos sendo questionada ou exaltada. E o poder de uma opinião forte pode ser comprovado quando a dupla Victor & Leo obrigou-se a manifestar-se publicamente frente a repercussão que o Blognejo capitaneou sobre a coletiva deles antes da gravação de seu novo DVD. Ponto pro Marquinhus.

Assim apresentadas as características de cada um dos sites, fica claro que não existe uma concorrência, mas sim uma complementariedade. Ele se complementam, com cada preenchendo as lacunas do outro. O Universo Sertanejo é a noticia crua, como os jornais diários. O Blognejo é a noticia aprofundada, como as revistas semanais. Com o tempo, os leitores acabaram escolhendo a opção que mais lhe agrada ou então duas, sem levar a coisa para o terreno bélico das ofensas e piadinhas bestas das caixas de comentários.

Essa polarização só existe porque esse terreno, a crítica e o jornalismo musical sertanejo, ainda é muito insipente, com pouca gente colocando as mangas de fora. Trata-se, digamos assim, da primeira geração de blogueiro na área. Quando a segunda geração surgir, a polarizaço desaparecerá e que vai sobrar será um farto (e muitas vezes divertido) para os futuros historiadores da era digital. Por enquanto deixemos o Andrezinho preenchendo a lacuna do Marquinhus e o Marquinhus preenchendo a lacuna do Andrezinho

Porque não sei vocês, mas eu muitas vezes estive a ponto de mijar nas calças de tanta risada dos comentários furiosos de fãs e partidários. É pra cair o cú da bunda

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Pagando Pau 1

Os sites que falam sobre os ritmos populares de uma maneira séria e respeitosa começam a proliferar na internet brasileira, para a minha imensa felicidade. A maioria é tocada por fãs e amadores, entenda-se: não jornalistas. Como essa prática ainda é recente, encontramos muita riqueza de informações, mas pouca análise crítica. Defeito de todo fã. Até eu, às vezes me flagro praticando auto censura na hora de apontar defeitos em bandas que eu admiro muito, como o Forró do Muído, Grupo Tradição, Aviões do Forró, Banda Calypso ou Victor & Leo. No entanto existem também honrosas exceções. A primeira delas é o site Blognejo.

Dentre os exemplos de amizades recentes que ando fazendo e que relatei em meu post sobre as assessorias de imprensa, a do Marcus é uma das mais produtivas, para ambas as partes. Seu blog é atualizado com freqüência quase diária e trás muita informação e as vezes muita polêmica. Como na matéria em que ele denuncia o clima pesadíssimo em que está sendo feita a separação da dupla Edson & Hudson. Mas também rola diversão, como quando ele apresenta nomes bizarros de duplas sertanejas. Como se tudo isso não bastasse, temos também idéias geniais, como o Top Five, onde expões cinco situações com temas correlatos. sou fã do blog do cara e recomendo a todos que insiram ele na sua relação de leituras diárias.

Como exemplo da qualidade do trabalho do Marcus e aproveitando o gancho que foi a coluna dessa semana no site Bis MTV com João Bosco & Vinicius, que praticamente criaram o termo Sertanejo Universitário, vou colar aqui o Top Five que conta a história desse gênero. Aproveitem!

O Sertanejo Universitário em Cinco Tempos

1. BRUNO & MARRONE ESBOÇARAM

CD de voz e violão, pirateado, com um punhado de regravações e a posterior gravação de um DVD com várias músicas inéditas e regravações, mas num esquema acústico bem melhor elaborado e que vendeu horrores. Parece a história de uma dupla universitária, não é verdade? Só que estou me referindo a Bruno & Marrone, que, sem saber, desenhavam as primeiras etapas da história de sucesso desse novo segmento dentro da música sertaneja, isso cerca de 4 anos antes do surgimento para o Brasil de nomes como o da dupla abaixo.

2. JOÃO BOSCO & VINÍCIUS LANÇARAM

Vendo o sucesso que aquele esqueminha de Bruno & Marrone fez com a galera jovem, essa dupla resolveu seguir na mesma linha. CD pirateado, regravações, inéditas que pegaram, mas desta vez eles fizeram com a total consciência do público que pretendiam atingir. Galera jovem ,de preferência universitários, que passaram a lotar festas e a cantarolar as músicas para todo lado que iam, principalmente em sons de carros.

3. CÉSAR MENOTTI & FABIANO CONSAGRARAM

Os irmãos de BH fizeram a mesma coisa que João Bosco & Vinícius, só que se apressaram em gravar um DVD top de linha e lançá-lo para todo o Brasil através de uma das maiores gravadoras do país. O resultado: sucesso nacional, presença constante em programas de TV, músicas de sucesso. Enfim, o Brasil inteiro passou a conhecer e amar o estilo universitário.

4. VICTOR & LÉO RENEGARAM

Como é de praxe, o público universitário tende a mudar de dupla preferida a cada seis meses. Acontece que esses dois rapazes tinham um esquema parecido, com regravações, acústico, o que fez com que o público se identificasse e automaticamente rotulasse como sendo o mesmo estilo das duplas anteriores. Eles então fizeram um esforço para se desvencilhar do rótulo e mostrar que tinham um trabalho diferente. Soltaram até uma nota no site oficial repudiando o termo. De certa forma deu certo, já que seu público hoje é muito mais abrangente e seu trabalho é definitivamente diferente e original.

5. ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO ATACARAM


Uma das duplas mais amadas de todos os tempos resolveu atacar os novatos que estavam surgindo valendo-se do rótulo universitário, negando a antiga lenda de que os sertanejos eram uma família. Usaram frases como: “o sertanejo universitário repetiu de ano”, “eu sou mestre”, “eles são uma mentira musical”. Pesado, vindo de quem um dia também começou cantando em meio a farpas.

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Outro site para o qual eu pago um pau filho da puta é o Território Sertanejo. Não fiz amizade ainda com o Fabinho Dornelles, o dono do cafofo, mas posso garantir que acompanho de perto tudo o que sai lá. Num post dessa semana, foram apresentadas algumas das piores capas de todos os tempos. Vou apresentar algumas para vocês. Lá no blog tem mais, inclusive com textos explicativos. Divirtam-se!



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