O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.

Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira

Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.

Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3

O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.

Por um Help à Música Sertaneja

Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.

Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos

Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...

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sábado, 29 de outubro de 2011

Cabaré do Timpin foi hackeado

Ontem nosso Cabaret foi hackeado. Não foi nada de grave, o estrago foi pequeno - se é que dá pra chamar o que ocorreu de estrago. Na verdade foi com se fosse uma espécie de aviso do tipo: estamos aqui, de olho no que você está fazendo. No caso um post em específico ficou impossível de ser viazualizado. Um segundo após a página carregar, imediatamente era redirecionado para a página de pesquisa do site 4Shared.


O post hackaedo foi "Eu te amo e Open Bar" de Michel Teló em versão Eletromelody da Gang do Eletro. Ele continha a notícia de que pela primeira vez na história da música brasileira, uma versão tecnobrega de uma música sertaneja havia sido lançada antes da original. Explico.

Michel Teló está preparando um DVD com músicas "de balada" e uma delas é chama-se "Eu te amo e open bar" e tem batidas eletrônicas. De sertanejo apenas a sanfona, de resto é dance music. Alguém da platéia filmou de seu celular e postou no Youtube. Dali para alguém no Pará pescar o peixe foi um pulinho. Daí nasceu a versão "Super Pop pra sempre vou te amar". Como o Google rapidamente indexou esse post, basta digitar "Eu te amo e open bar" e nosso post é um dos primeiros resultados.

O fato é: alguém viu e isso, não gostou e hackeou o nosso blog. Não sabemos se foi alguém da produção de Michel Teló ou algum fanático maluco pelo Polaco Miguézão. Se Michel Teló é inocente neste caso, seria interessante que ele se manifestasse. Em tempos de Twitter, isso até seria fácil se ele não tivesse a insensates de nos bloquear. Mas enfim, restabelecemos o post e agora tudo voltou a normalidade, como vocês podem conferir no link abaixo.

domingo, 16 de outubro de 2011

Michel Teló - O Polaco Muiguezão

Hoje o cantor Michel Teló disse em seu perfil do Twitter que a música "Ai se eu te pego" estava a três semanas como a mais tocada no país. Casualmente eu tinha acabado de ver no site Hot100Brasil que a liderança estava com Gusttavo Lima e sua "Balada". Na hora rebati o galeguinho dizendo que era mentira, que na verdade ele estava em segundo lugar. Pois não é que rapaz me respondeu da seguinte forma, vejam com seus próprios olhos o print da mensagem dele:
Como tenho meus contatos, consegui uma cópia em PDF do relatório semana da Crowley, uma segunda avaliação para corroborar a informação do Hot100Brasil. Deu a mesma coisa, Gusttavo Lima na frente de Michel Teló.


Mas sabem o que é mais impressionante? Michel me bloqueou no Twitter. Se eu tivesse feito uma crítica de seu trabalho - e já fiz isso em outros carnavais - eu até entenderia o bloqueio, mas eu só fiz corrigir uma informação errada! Quando ele implodiu o Grupo Tradição para se lançar em carreira solo, cantei a pedra que Luan Santana, na época virtualmente um moleque desconhecido, tornaria-se maior que ele, acabei sendo profético. Será que cabe aqui a profecia de que Gusttavo Lima construirá uma carreira mais sólida que Michel Teló a longo prazo?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"Eu te amo e Open Bar" de Michel Teló em versão Eletromelody da Gang do Eletro

Só que ao invés da original do galego, essa tem letra. Clique e baixe já. A original nem foi lançada oficialmente, mas os paraenses mais rápidos do gatilho da amazônia já fizeram sua versão.



A Gang do Eletro demonstrando que pra eles não faz a mínima diferença que o show seja no auditório do Ibirapuera, no Studio SP da Rua Augusta ou na carroceiria de caminhão em um balneário qualquer do Amazonas pra duas pessoas. Ela manda ver!


Abaixo a original. Qual ficou melhor?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

DVD Tô de Férias -A bela e emocionante Fênix do Grupo Tradição


A fênix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Não sei se o guitarrista Wagner Pekois - único remanescente da formação original - sofreu alguma espécie de queimadura grave, mas ele segurou as pontas depois que todos os outros membro do Grupo Tradição picaram a mula, repetindo a atitude de Michel Teló. A banda foi reduzida a cinzas mas ele persistiu, escalou uma trupe de jovens músicos e eis que a banda ressurge das cinzas, mais bela e mais forte do que antes, calando a boca de muita gente que tinha decretado seu fim.


Tal decreto não era de todo sem fundamento. O Tradição tinha mais de uma década de carreira, praticamente com a mesma formação desde que era uma banda do circuito dos bailes, tocando por horas a fio. O carismático cantor Michel Teló era a própria imagem da banda. Tanto que logo após ele sair, eles fizeram uma mini turnê pelos Estados Unidos e foram hostilizados por desavisados que pensavam se tratar de uma fraude.

Só que a persistência dos dois Wagners - o guitarrista e o empresário Wagner Braga Hildebrand, criador da banda - aos poucos foram gerando frutos. Primeiro descobriram na banda gaúcha Os 4 Gaudérios dois irmãos extremamente talentosos, o cantor Guilherme e o baterista Leonardo. Do grupo sul matogrossense foram recrutados o sanfoneiro Jefferson e o baixista leandro. Com o percussionista Marcio, fecharam a formação e sairam em turnê pelo sul do país, aperfeiçoando o repertório e a sinergia do grupo.

Foram dois anos de tentativa e erro, os dois discos que lançaram de lá pra cá eram indecisos e irregulares, mas mostrava uma banda em busca da redescoberta de sua própria identidade. A gravação do DVD no primeiro semestre era a prova e provavelmente a última chance de voltarem a serem uma banda relevante no competitivo e saturado mercado atual da música sertaneja. Era tudo ou nada. E eis que essa semana lançam o DVD, intitulado Tô de Férias, gravado no Balneário de Camburiú e surpreenderam até os mais céticos. Enquanto a maioria dos artistas sertanejos adotaram um comportamento de manada, reproduzindo fórmulas em prol do sucesso fácil, o Tradição buscou em si o que os diferenciava do resto todo.


Já na faixa de abertura, evocam no ouvinte aquela saudade dos antigos discos que ele nem lembrava mais que sentia. Um ritmo contagiante, dançante que invoca a alegria e a festa. Logo em seguida emendam dois hits certeiros, o recente "Ingrata" que teve boa execução nas rádios locais e "Barquinho", sucesso do tempo de Michel Teló e que foi trilha da novela global América. A sequência de inéditas que se segue é irretocável, com o Tradição fazendo o que sabe de melhor, apartir da sanfona criada à base de chimarrão gaudério do vanerão, a inserção de elementos de axé, do forró e até de arrocha.

Eles conseguem soar tradicionais e modernos ao mesmo tempo, sem em momento algum soar forçado. A prova mais cabal são os dois pot-pourri que sucederam o lindíssimo dueto com a cantora Amannda na música "Eu tenho você". Primeiro dois modões de raiz que explicita o domínio técnico dos músicos, que a exceção de Pekois, todos com menos de 20 anos. Depois uma micareta com introdução de uma vinheta eletrônica, a cargo do DJ paulista, atualmente residindo em Uberlândia, Minas Gerais, Dan Rocha.

O segredo para que a peteca não caia nunca durante o show está na definição da sequência do repertório. Por exemplo, depois dessa ousada micareta eletrônica, um classico do antigo repertório "Eu tô bebendo todas" e depois mais inéditas, sempre intercalando dançantes com românticas. Do segundo caso "Beijo na chuva" com participação do novato Jairinho Delgado já nasce clássica. Sobre as participações cabe uma observação, eles não chamaram nenhum figurão para impulsionar as vendas, pelo contrário, Amannda, Jairinho e Felipe moro ainda não são conhecidos do grande público.


Os Pot-Pourris parecem que são mesmo uma das especialidades do Tradição. Mais uma vez eles se superam, primeiro resgatando dois clássicos da dupla Leandro & Leonardo: "Temporal de amor" e "Você vai ver" para depois atacar de "Moda de Bailão" e "Barulho da sanfona", musicas de bailão capazes de mover estátuas.

Quando o show se encaminha para o final, a grande supresa da noite. E não é que o baterista Leonardo também compões e canta bem? O reggaezinho "Te espero", composto com Jeffinho, o "Sanfoneiro Cachorrão", tem potencial pra emplacar em qualquer FM de música pop. Até neste aspecto a nova formação conseguiu resgatar - com o perdão do trocadilho involuntário a tradição do grupo, que era ter vários bons cantores na formação. Além de Guilherme, Pekois e Leandro, o baterista manda bem no microfone.

Como toda obra-prima que se preze, o final é daqueles de arrancar lágrimas de emoções até dos mais turrões, e confesso aqui que foi o meu caso. A emoção de todos os presentes no palco salta aos olhos e a história que envolve essa música e o próprio show fez com que o momento fosse ainda mais intenso.

Eles sempre tiveram o hábito de encerrar seus discos ao vivo com alguma canção gospel. O dia do show estava se aproximando e eles ainda não tinha a canção para o encerramento. Foi um técnicos de som chamado Janderson, que também arranha como cantor, apresentou um rascunho. Apartir dali a criação foi coletiva, com cada um dos meninos acrescentando uma frase aqui, outra acolá e a música ficou pronta praticamente no dia do show.

Ocorre que depois de uma semana inteira de tempo bom e de um dia inteiro de sol, horas antes da gravação um temporal se abate sobre Camboriú. Era como se o mundo desabasse sobre a alma de todos os envolvidos na produção. Foi quando o empresário Hildebrand lembrou-se de eventos semelhantes na época da gravação do primeiro DVD Micareta Sertaneja, penitenciou-se por sua pouca fé e fez suas preces. E a chuva passou, dando a todos os membros da banda o sentimento de garra e determinação que transparece nas imagens de todo o show e culmina na última música.

É emocionante ver Guilherme não conter as lágrimas ao cantar "Mais que vencedores", todos com os olhos úmidos e o nó na garganta é praticamente visível a olho nú. Quando a música acaba e os créditos sobem, uma enxurrada desaba dos céus, sem que o público demontre o mínimo de sinal de arredar o pé pra fugir da chuva. O final perfeito para um show perfeito. A imagem do cantor Guilherme se jogando no chão do palco, enxarcado pela chuva entrará para a história, assim como esse disco. Numa escala de zero a dez, a única nota que me vem na cabeça é onze.

sábado, 17 de setembro de 2011

Bruno & Marrone acertam a mão em disco novo, mas a assessoria erra feio

Em pleno segundo semestre de 2011, a assessoria da dupla Bruno & Marrone solicitou que o site Blognejo retirasse de sua página as músicas do CD novo, disponibilizadas para audição. Isso mesmo, elas estavam disponíveis apenas para audição e não para o famigerado e temido download.


Uma postura dessas pode até ajudar nas vendas do disco, para o sucesso do mesmo e consequentemente para a carreira dos artistas é altamente prejudicial. Até a cadela da vizinha sabe que hoje em dia os downloads gratuitos são a maior ferramenta de divulgação de qualquer artista.

O mais triste é que esse disco é um dos melhores lançamentos sertanejos neste 2011 conturbado para o segmento, quanto muita coisa de qualidade duvidosa anda sendo lançado sem critério algum, tendo em vista apenas o sucesso fácil e fortuito. O nosso Cabaret vai corrigir esse deserviço que a assessoria de Bruno & Marrone prestou à dupla, disponibilzado o CD na íntegra para nossos mui estimados frequentadores. Clique e faça o download.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Eu não aguento mais escutar Paula Fernandes

Eu não aguento mais escutar Paula Fernandes. Não que eu escutasse Paula Fernandes antes, gostava da "Pássaro de Fogo" e só. Só que agora ela é onipresente, você escuta mesmo sem querer, os outros fazem o serviço no seu lugar. O pior é que mesmo que você curta, sei lá, uluzudum da Africá Central, já deve ter uma versão em uluzudum de "Eu quero ser pra você".


Acho Paulo Fernades muito chato porque tudo ali é muito calculado para estar certinho. Até o babadinho com o Roberto Carlos tem um quê de cálculo. Paula Fernades é como uma Marisa Monte. É tanta engenharia envolvida que assistir um show dela é tão emocionante quanto assistir a construção de uma ponte.

Fora que andam dizendo por aí que ela é um porre de pessoa. Em tempos de Twitter e Facebook essas histórias correm e se multiplicam. Dizem também, os defensores, que ela é bipolar e toma uns antidepressivos. Eu não quero nem saber, mas acho essa questão muito chata. Até aí nenhuma novidade, não é mesmo?

A única coisa legal que tem na Paula Fernandes ela não explora, que é aquela história de que ela era namorada de Victor, da dupla com o Leo. Segundo consta no Santuário da Fofoca Universal a música "Meu eu em você", um jovem Victor, enamorado de uma mais jovem ainda Paula, fez para sua amada como prova de amor.

Mas enfim, não estou dizendo que o DVD de Paula Fernandes seja ruim. Apenas estou exercendo o direito constitucional da livre expressão. E isso inclui a liberdade de dar palpites. E eu tenho um palpite para dar sobre Paula Fernandes - e Marisa Monte também, chama ela - o que falta para elas sabe o que é? Uma calça jeans encardida e um tanque de lavar roupas.

Tenho certeza que o tanque vai olhar dentro dos olhos das duas e vai dizer: "Vai se entregar pra mim / pela primeira vez..."

sábado, 3 de setembro de 2011

Grupo Tradição e o novo caldeirão - a revolução vem de Campo Grande

De todas as influências que podemos destacar da moderna música sertaneja, o grupo sul-matogrossense Tradição é a mais forte. Os produtores Dudu Borges e Ivan Myazato fizeram escola na banda. Michel Teló era vocalista. O produtor, manager e marido de Jannayna, Carlos Dias, era baixista da banda. E por fim, Anderson Nogueira, que além de ter lançado um exelente disco solo como cantor, toca bateria na maioria absoluta de hits sertanejos da atualidade. O mesmo pode ser dito do percussionista Wlajones. Só que, como se pode notar pelas frases acima, nenhuma deles ainda está na banda. Mas então, o Tradição acabou? Nada!

Leandro, Marcio, Guilherme, Jeffinho, Leko e Pekois

Sob a liderança do guitarrista Wagner Pekois, o Tradição montou uma nova e jovem formação e durante os ultimos vinte meses lançou-se à estrada em turnês constantes pela região sul, meio à margem da mídia, arredondando seu repertório e introsando os novos membros. No primeiro semestre deste ano gravaram seu primeiro DVD no balneário de Camburiu, que está prestes a ser lançado. Hoje saiu o primeiro clipe do DVD, com a música "To Solteiro", que pode ser conferido aqui no Cabaret, com exclusividade.


Além do remanescente Pekois, o novo combo do Tradição é formado pelos irmãos Guilherme Bertoldo nos vocais e Leonardo, o Leko nas baquetas. Os dois são gaúchos e tocavam na banda 4 Gaudérios. Para substituir Gerson Oliveira, um dos melhores sanfoneiros do Brasil - e o único remanescente dos veteranos que sumiu do mercado - Gerson Nogueira, a responsabilidade caiu nas mãos do jovem descendente de indíos Jeffinho Vilalva. Escolado na arte do Chamamé. Jeffinho é oriundo do Grupo Zíngaro, assim como o baixista Leandro Azevedo. Tampando o caldeirão, o percussionista Marcio Pereira, recrutado dos campo-grandenses Mensageiros do Oeste.

Encontrei os meninos quando passaram por Curitiba no mês passado. Pela quantidade de palhaçada que uns faziam com outros e pelas histórias engraçadas contadas, dá pra ver que a sinergia do grupo está boa. Mas o que realmente me supreendeu foi o senso de responsabilidade e liderança do cantor Guilherme Bertoldo. Toda a vez que eu fazia uma pergunta mais cabeluda e direcionava para o Pekois, depois de poucas frases do guitarrista Guilherme já chamava o assunto para si. Guilherme sabe o que quer e demonstrou determinação em fazer acontecer.

Isso é particularmente interessante sob o ponto de vista do que foi discutido na conversa: os novos rumos da música sertaneja. Enquanto o resto da manada volta suas atenções para a região nordeste numa relação cada vez mais promíscua - no bom e no mal sentido - com o forró, o axé e o arrocha, Guilherme quer investir cada vez no diferencial do Tradição, que é o vanerão gaúcho e todas as suas variante. A música gaúcha sempre encontrou enormes dificuldades em se modernizar e o Tradição sempre foi sua válvula de escape, apesar da banda ser de Campo Grande.


Com a consolidação da música sertaneja como a nova música jovem no Brasil e depois do estouro de Luan Santana, soa meio óbvio a todos que só o que falta é uma boa banda, que dê continuidade a esta revolução. Dentre as existentes podemos listar Kanoa, Rhaas, Seu Maxixe, Amigos Sertanejos, mas todas elas possuem aquela característica em comum que foi citada, estão com os ouvidos voltados pro norte. Só o Tradição está buscando sul a base de sua criação.

Mesmo soando tradicionais - afinal surgiram fazendo isso nos anos 90 - e fazendo juz ao nome, ao ficarem sua base criativa no sul, o Tradição acaba se saindo inovador. A musica sertaneja atual foi influenciada pela antiga formação da banda. Será que esses moleques afeiçoados a uma boa macaquiçe conseguirão fazer o mesmo com a geração futura?

Como diria Napoleão Bonaparte, no sermão da montanha: - Vai saber... Mas que o caldeirão vai tremer, isso vai!

domingo, 21 de agosto de 2011

O encontro de Xandy Avião e Gusttavo Lima


Depois de ter figurado na coletênea "Assim você me mata", com as regravações mais constrangedoras da música sertaneja em 2011, Gusttavo Lima resolveu estender o "conceito" para o visual. O mais provavel que tenha acontecido é que durante os ensaios no PROJAC para o Criança Esperança, Gusttavo tenha conseguido acesso ao guarda-roupas de Agostinho Carraro e "dado um ganho" num modelito. Na fuga do local tropeçou em um fio desencapado e levou uma descarga elétrica de 220V. Foi socorrido por Xandy, cantor dos Aviões do Forró. Com a coluna doendo por causa de um mal jeito na queda, Gusttavo escora-se em Xandy e bate esta foto.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Troféu ASSIM VOCÊ ME MATA com as músicas sertanejas mais constrangedoras lançadas em 2011

Preparar essa coletânea/premiação e escrever este release é como espremer um furúnculo. Desagradável, necessário e por fim aliviante. Trata-se das dez piores musicas sertanejas lançadas em 2011. Mas não piores por serem óviamente ruins, toscas ou mal cantadas ou produzidas. Ruins também por serem mancadas que caem mal no repertório de determinado artista por destoar do usual (ou do conveniente) ou então pela má influência que exercem no mercado e o triste legado que podem deixar para as próximas gerações.
Esperamos não ser mal interpretados. Não estamos aqui pra avacalhar com tudo e com todos e nem pra desrespeitas ou efender ninguém. Isso aqui tudo é uma brincadeira e a bem da verdade somos fãs de quase todo mundo nessa lista. E até porquê também, isso daqui é um release e devo adiantar que o CD é divertido. Então aumenta aí que isso daí também é sertanejão!

Bloco 1 - Abertura

10) Gustavo Lima & Reginho - Minha mulher não deixa não

Nem tanto pela ruindade, mas por merecimento e representatividade, para o último lugar e simultaneamente abertura das festividades, esta que foi a gravação primordial de um sucesso viral na música sertaneja em 2011. O Marco zero. Uma mancha na carreira de Gusttavo Lima, que é famoso por ser quase 100% autoral, mas cometeu essa gravação com Reginho, que se encontrava praticamente foragido no sul, porque tinha negociado essa musica com duas bandas de forró simultaneamente. Pegou dinheiro das duas e nenhuma das duas levou. No caso dessa gravação com Gusttavo, não se sabe quem pagou quem.

Bloco 2 - Novatos que já começam fazendo merda

09) Pedro Paulo & Alex - Adultério

08) Tom & Arnaldo - Dança com tudo

07 ) Janderson & Anderson - Madrugada (part. Stefhany)

06) Luis Fernando & Zé Miguel - Você quer

OK, a gente já ouviu o Latino fazendo isso de misturar funk com sertanejo, só que o Latino tem o dom pra fuleiragem, vamos nós caipiras lá arriscar um trem desses? Dá nisso. Então esses meninos: Pedro Paulo, Alex, Tom e Arnaldo, os nossos melhores cafetões tem um valiosíssimo conselho a dar, reconsiderem batalhar um vestibular enquanto o sucesso não vem?

Pra Luis Fernando & Zé Miguel a gente até dá um desconto, devem ter sido pego no calor dos acontecimentos e queriam ser o primeiros a replicar aquela pérola do cancioneiro de Youtube, não foram tão "conceituais" quanto aos agorotos do funk. Agora francamente, venhamos e convenhamos, a gravação de Janderson & Anderson é de constranger samambaias. Minha memória afetiva de Stefhany está intacta porque não aguentei esperar ela entrar. A caixa de comentários está aí para isso, se conseguirem ouvir até o final, me contem como ela se saiu.

Bloco 3 - Encontro de gerações no Meio de Campo

05) Henrique & Diego - Canudinho

04) Guilherme & Santiago - Triste e Alegre

Dentre a geração de artistas apadrinhados por Sorocaba, Henrique & Diego são os mais promissores. Com uma penca de músicas próprias e regravações bem sacadas, o segundo disco deles, lançado ano passado é impecável. Nada justifica terem gravado uma música que contém a infame frase "Por você eu bebo o mar de canudinho / e atravesso o pólo norte de xortinho". O compositor deve ter achado essa frase em um bilhete perdido no chão da Avenida Paulista após a parada gay. Só pode.

Já o caso de Guilherme & Santiago é ainda mais grave. Os dois são os grandes penetras da nova geração sertaneja. Estão na estrada a anos, mas conseguem se encaixar em quase todos os eventos e coletâneas dos novatos. Até aqui conseguiram! Não bastasse a letra ser primária, os caras ainda acham por bem fazer uma declamação no meio da música.

Bloco 4 Final - Vergonha Alheia: o pódium dos grandes pés na jaca

Tirem as crianças da sala, o mesmo pessoas de idade avançada, os três grandes vencedores não precisavam fazer o que fizeram, todos os três estavam muito bem obrigado no mercado e as razões que os levaram a cometer essas músicas provavelmente nunca virão à tona ou por serem inconfessáveis ou por não existirem.

03) Fernando & Sorocaba - Pega eu

O contraste é ofuscante. A um ano atrás a dupla Fernando & Sorocaba trabalhava as músicas de um sofisticadíssimo disco acústico, celebrava um contrato com a Som Livre e seu DVD era divulgado na Globo em horário nobre. Mais ou menos na época a supracitada cantora Stefhany era motivo de chacota por usar o mote "Leva eu" em seus clipes toscos. E o que temos aqui? Uma composição do aclamado criador Sorocaba cuja refão contém as pérolas "Pega eu, leva eu, chama eu". Com direito a passagem de hip hop.

02) Jorge & Mateus - Eu quero só você

Que chamem o antigo produtor deles, o maestro Pinochio, coloquem em suas mãos uma chibata e dêem ordens expressas de uma senhora surra nesses caras. Jorge & Mateus não precisavam ter cometido essa regravação. Depois de "Aí já era", o grande disco de 2011, a última coisa que eles poderiam ter feito é uma regravação de um Axé que por sua vez era uma versão para uma música do norte americano Akon. Cópia da cópia. O pior é que nada funciona, um arranjo terrível onde não se distingue direito os intrumentos, um Jorge mais perdido que filho de prostituta em dia dos pais, que não sabe se vai ou se não vai.

01) Michel Teló - Assim você me mata

O grande campeão acabou mesmo sendo o cidadão que com sua "obra" acabou nomeando nossa premiação. Michel Teló anda dando claras demonstrações de que está com medo de entrar para a posteridade como um "homem de uma sucesso só" por conta de sua "Fuginha". Ele já tentou reproduzir o relâmpago com "Se intrometeu" que não emplacou e agora nos aparece com essa nova tentativa de sucesso nas baladas. Não estamos aqui dizendo que ele não vai conseguir ou que essa música seja intríscecamente ruim. A versão do forró com a Estakazero é cativante, sucesso em todo o nordeste. O que ocorre é que ela não combina com a "proposta de carreira" - a essas alturas convém acrescentar: se é que ela existe - de Michel Teló. Se comentarmos a importação da coreografia pornográfica no refrão e levantarmos a lebre que de que a música veio de um funk, cuja regravações já foram publicamente criticadas pelo produtor Dudu Borges, a coisa fica ainda mais complicadas. Como vovó já dizia: a língua é o chicote da bunda.

sábado, 30 de julho de 2011

As canções da esperança sertaneja de um futuro melhor

A idéia surgiu de uma conversa informal entre amigos e de uma reclamação em comum, artistas sertanejos que fazem regravações de músicas de qualidade duvidosa, com o único intuito de fazerem um sucesso efêmero. Um artista novo, que grave uma canção de letra apelativa, com intuito de de chamar os holofotes para si, pode-se até dar um desconto, agora artistas consagrados fazerem o mesmo é inadmissível.
A dois meses atrás publiquei um texto intitulado "Por um help para a música sertaneja" onde apontava o risco que o gênero sofria caso não apostasse em uma salto evolutivo qualitativo após a consagração popular de sua vertente mais moderna. No texto, fiz uma comparação meio que estapafúrdia, mas formalmente funcional, com a trajetória dos Beatles. Pois de lá pra cá a coisa só piorou. No momento em que nomes como Michel Teló e Jorge & Matheus abdiquem da qualidade em prol do sucesso pretensamente fácil, o risco de que influenciem os novos artistas a cada vez mais e mais fazerem o mesmo e grande e quem perde é a música sertaneja como um todo.

Mas como sentar na porteira da invernada e reclamar da magreza da boiada não resolve nada, resolvemos tomar a iniciativa de preparar uma coletânea de músicas de novos artistas que na contramão da tendência, estão investindo em qualidade e que representam uma esperança para o gênero. Artistas que com essa atitude podem até serem prejudicados num curto prazo, mas que com isso qualificam suas carreiras e semeiam um futuro digno para si mesmo. O debate foi quente e a escolha do repertório foi árdua, devido aos diferentes pontos de vista dos participantes, mas por fim o resultado ficou bacana. O CD foi postado em um provedor e já pode ser baixado por quem se interesse a saber o que de bom - em nossa opinião, claro - anda sendo feito na música sertaneja, à margem da mídia.

O título da coletânea é igênuo, ambicioso e utópico: Movimento Libertário Sertanejo. Mas libertar-se de quem? Bem, fica a escolha do freguês. Não somos donos da verdade e estamos longe de querer ter a pretensão de ditar o que as pessoas devem ouvir ou não. Somente achamos que as pessoas devem conhecer o que anda sendo produzido no underground e que devido ao fato de não estar inserido na "máfia do jabá" não é executado exaustivamente nas rádios ou não aparece na TV.

Pessoal, cliquem aqui > Movimento Libertário Sertanejo < E ouçam as canções da esperança sertaneja de um futuro melhor. E espero que algum artista leia o "quase-manifesto" Por um Help para a música sertaneja e seja o nosso Bob Dylan ou quiça, o nosso Neil Young ou Creedence Clearwater Revival. Já falei em outras praias e outros carnavais, sou um filho da mãe otimista e esperançoso.

PS.: Em breve uma resenha crítica do CD.
PS2.: Acessem o blog do Yago, foi lá que tudo começou. Foi ele o REGENTE DA COLETÂNEA. Lá tem o set list caso você queria se certificar se vale a pena sacrificar seu tempo e sua banda em fazer o download

Observações sobre o Mercado Artístico Sertanejo

Prosseguindo com a sequência de postagens sobre a situação atual do mercado, da produção e do consumo de música sertaneja, postamos aqui um artigo de Dan Rocha, diretor artístico da Rádio Paranaíba FM, de Uberlândia, Minas Gerais, uma das maiores e mais influentes do país. Como se trata de um profissional da área, creio que suas palavras serão úteis tanto para artistas, quanto para empresários, produtores e o público em geral.
Mercado Artístico Sertanejo

Cada dia me impressiona a quantidade de cd´s de novas duplas sertanejas que aparecem na minha mesa, alguns inexplicavelmente inclusive. Como trabalho diretamente com esse mercado, a impressão que tenho é que a qualquer momento até meu dentista vai me deixar com a boca aberta na cadeira, formar uma dupla e sair cantando.

Claro que gente talentosa tem muito por aí e hoje a grande maioria dos materiais que chegam até minha mão são de qualidade, até pelo receio que o artista tem de enviar um material que ainda não está tão bom pra uma emissora grande. Mas o fato é que o mercado não tem na realidade “espaço” para conseguir emplacar tantos artistas novos. A internet e a facilitação para se gravar um cd , colaboraram muito para que sonhadores da fama pudessem literalmente “colocar a mão na massa” e ir em busca do tão famigerado sucesso.

É bonito, afinal todos tem direito de ter um pedaço do sol certo? Mas também é preocupante! Pois foi se o tempo que ter uma gravadora por trás do artista servia de alguma coisa, foi se o tempo que tocar no Faustão num domingo era garantia de explosão na segunda feira. Foi se o tempo que pra tocar em uma radio usava-se a clássica estratégia “dois filhos de Francisco” com amigos e família ligando na radio pra pedir a musica e isso gerar algum resultado.

Hoje além do talento, tem de ter um investidor “de peso” pois como eu disse, gravadoras já não fazem a diferença, os canais de divulgação evoluíram para internet e prensagem de cd´s para distribuição gratuita e acordos caros com emissoras de radio e tv. E pra isso é necessário rios de dinheiro, não só por que entrar no mercado é caro mas sim pelo tamanho desse mercado. O Brasil é muito grande com diversidades culturais muito variadas, enquanto em uma região o forró predomina, na outra é o pagode quem fala alto. E nessas, pro artista entrar expressivamente em um território abrangente, requer uma estratégia muito bem feita de mapeamento e investimento. Cada centavo gasto é um grande risco de ser pedido se não for investido com cautela e coerência.

Nessa vejo pais de família vendendo a casa, o carro e as vezes até o que não tem para apostar no sucesso do filho, da filha, do amigo, “Ah mais ele canta igual ao Jorge e Mateus então vai dar certo” ou o famoso “Essa dupla tem o estilo do Victor e Leo”, frases típicas do divulgador do produto que tem a falsa esperança de que está seguindo em um caminho que deu certo porem que já foi trilhado e muitas vezes o mato cresce de novo, aí meu amigo, você tem que fazer uma nova trilha e requer trabalho, investimento e sacrifício.

Observando o mercado a alguns anos, gostaria de deixar umas dicas pra quem está começando agora a trilhar esse tão pedregoso caminho das estrelas...

01 – Voce canta bem? Seus amigos te elogiam muito no Karaokê?

-Desculpe mas isso não é o suficiente para dizer que você tem o preparo para ser artista. Além de todas as dificuldades de mercado que citei acima, ser artista requer disciplina, objetividade, paciência, personalidade, carisma, brilho e diferencial.

02-Tenho 100 mil reais pra investir numa dupla que achei ótima, consigo fazer a carreira deles decolar com isso?

-No Maximo de um aeroporto pro outro... Quando falo em investimento pesado, é pesado mesmo! A media mínima que se gasta para que você consiga fazer caminhar um produto em duas ou três regiões é de meio milhão de reais por musica. Fique preparado para gastar um milhão se só você achar a dupla boa.

03-Mas eles cantam igualzinho o Victor e Leo, será que isso não ajuda?

-Nem um pouco, como eu disse ter diferencial é essencial. Victor e Leo, Jorge e Mateus, Zezé di Camargo e Luciano, e mais recentemente Luan Santana, cada um no seu estilo foram abraçados pelo Brasil. Copiar o estilo de alguém é seguir numa tendência que jamais irá pra lugar nenhum. Identidade própria é fundamental pra se desenvolver um trabalho firme.

04-Essa musica ta bem nessa linha universitária que todo mundo faz...

-Cuidado! Tudo que todo mundo faz, como eu disse , tem vida curta e poucos se destacam. Tenho observado uma enorme dificuldade de artistas conseguirem emplacar musicas com o tal “violãozinho acelerado”. É legal, é bacana, fazem sucesso com esse estilo...Mas achar o próprio estilo e inovar são regras básicas pra se atingir o sucesso.

05-Vou prensar 50 mil cd´s e distribuir....

-Até essa estratégia que já deu tão certo com alguns artistas está se defasando. Esparramar cd´s “na praça” não é garantia que as pessoas irão ouvir seu material. Distribua com estratégia e coerência. Chame a atenção das pessoas, faça com que elas procurem seu cd mesmo que seja pra ganha lo e não compra lo.
Distribuí los através de rádios e nos próprios shows do artista são sempre mais favoráveis que deixar na banca do pastel.

06-E se ainda sim eu não fizer sucesso?

-Como eu disse nada disso é garantia de que você vai atingir o sucesso... Então se nada disso der certo, volte pra cadeira de dentista e termine de atender o paciente.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Assim o Sertanejo se mata 2 - A crise continua

O último post "Assim o sertanejo se mata" gerou algumas reações que confesso que me surpreenderam, pois acho que peguei bem mais leve do que de costume. A reação mais supreendente foi do produtor Dudu Borges, que nem foi citado diretamente no texto. Recebi uma sequência de mensagens revoltadas no Twitter, alegando que em meu texto faltei com respeito ao trabalho dele. Bobagem, inclusive ano passado postei que considerava "Fugidinha" a música de 2010 e falei super bem dele, podem conferir clicando aqui.

Agora uma coisa ele precisa entender. Ninguém está imune a erros. Se na maioria das vezes ele tem acertado, em algumas poucas vezes ele costuma errar. Foi o caso de "Chuva" e "Abelha" de João Bosco & Vinicius e mais recentemente "Ai se eu te pego" com Michel Teló. Não que a música não seja boa, como alguns entenderam de meu texto - e não sem uma certa dose de razão, fui mesmo ambíguo. A música é excelente, mas simplesmente não combina com a proposta de repertório de Michel Teló. Vou tentar explicar.

Não adianta fazer biquinho Michelzinho, fez caca e acabou-se. Pode até fazer sucesso, mas nem sempre ele é duradouro.

Quando abandonou o grupo Tradição Michel num primeiro momento se viu diante da concorrência com Luan Santana como cantor solo. Luan rompeu todos os paradigmas e patamares e hoje em dia Michel nem perto concorre com ele. Apartir do ano passado Gusttavo Lima passou a azedar a polenta de Michel, com a vantagem de ser compositor e com isso garantir a unidade de seu repertório. Como o ex-franjinha não é compositor, precisa firmar-se como intérprete e não é abdicando da qualidade pela busca cega pelo próximo hit, pela próxima "Fugidinha" que ele vai consagrar-se como intérprete.

Não estou aqui isentando Gusttavo Lima de suas próprias cagadas, afinal foi ele quem começou a invasão de "Minha mulher não deixa não" no sul e sudeste e recentemente ele também gravou uma versão de forró, a música "Balada". Mas é que Gusttavo tem o salvaguardo de ser compositor e sempre poder se redimir com um próximo e perfeito disco.

Gusttavo Lima e Reginho, maculando uma discografia até então impecável

E por falar em perfeito disco, nem tudo são espinhos na crise criativa atual da música sertaneja. Fred & Gustavo já estão com o terceiro disco disponível na Internet. Também autorais, os meninos arriscaram uma estratégia inédita para sua estréia em DVD. Ao invés de um apanhado geral da carreira, recolheram-se em uma sitio no Mato Grosso do sul e montaram seu repertório inteiramente do zero. Com exceção da música "Armadilha" o repertório é inteiramente inédito. E muito bom, convém muito frisar.

Tem de tudo no disco, desde a pegada pop moderna a modas de viola. Algumas faixas merecem destaque. "Lendas & Mistérios", a primeira música de trabalho, gravada com Maria Cecilia & Rodolfo tem uma letra maior que o padrão e o refrão é mais complexo que o usual. "Então valeu" tem uma cadência de arrocha e é permeada por uma sanfona muito bonita. "Inesquecível" é pau pra toda obra, caberia inclusive no repertório do Restart ou até mesmo Jota Quest. Frente a isso, qual não é a surpresa ao nos depararmos com "Sem você aqui", que está a altura dos grandes clássicos da música sertaneja.

Fred & Gustavo e a grande bola dentro de 2011

Ainda voltarei a escrever sobre esse disco, quando sair o DVD com a apresentação de Fred & Gustavo em Uberlândia. Citei o disco pra não me chamarem de chato, rabujento e resmungão que reclama de tudo. Existem coisas boas sendo lançadas. O disco ao vivo em Goiânia de Humberto & Ronaldo é muito bom. Tuta Guedes acabou de lançar seu segundo disco, que arrisca ser o mais pop do ano. João Carreiro & Capataz, mesmo amargando uma geladeira na Som Livre, estão se mantendo vivos no mercado, fazendo participações especiais em diversas gravações de amigos. Continuo um filho da puta de um otimista e não me incluo entre os que apregoam o fim do sertanejo jovem, moderno e urbano. Pessimismo só é saudável quando se aguarda a visita da sogra em um feriadão prolongado.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Assim o Sertanejo se mata

Julho está sendo um ano cabuloso para o sertanejo. Na hora de escolher musicas nordestinas para regravar, as escolhas tem se demonstrado de uma infelicidade atroz! Se é uma crise pontual, com tudo voltando ao seu rumo correto nos meses seguintes, é algo impossível de prever, apesar do fato de que os detratores da modernização já estarem soltando seus fogos. A impressão que se tem é que o tsunami "Minha mulher não deixa não" entorpeceu a percepção dos produtores musicais. Visivelmente não há critério nas escolha de qual musica nordestina deve ser regravada. Esclarecer os motivos para essa confusão pode ser arriscado, mas correr riscos não é algo que assuste um blogueiro que escreve com a faca nos dentes, então vamos lá.


Em primeiro lugar, saibam que os nordestinos não estão gostando nem um pouco dessa tendência de os sertanejos gravarem o que forró tem produzido de pior. Eles querem se ver bem representados, eles não vêem a hora do forró ser reconhecido nacionalmente e não acham que essa série de regravações equivocadas traga algum benefício. Em segundo lugar, o que os produtores musicais não percebem é que o sucesso de "Minha mulher não deixa não" tenha se dado pelo fato de que a música é ruim e que o povo gosta de música ruim. Pode parecer uma lógica maniqueísta, mas acredite, a maioria deles pensa assim. E como de praxe, estão errados.

Uma série de detalhes fez de "Minha Mulher não deixa não" o sucesso que foi, desde os mais óbvios até os mais ocultos. O primeiro, é claro, foi o clipe, sem ele nada disso estaria acontecendo. A letra é engraçada, mas o próprio clipe não estouraria sem um detalhe básico, o óbvio ululante, a dança dos meninos. Foi a dança que estourou o clipe e foi o clipe que estourou a música. Essa é a parte visível da coisa toda. Só que existe um subtexto na música que poucos analistas se atentaram. O matriarcado da sociedade nordestina.

Apesar de ser uma região que produza muitas letras que rebaixam as mulheres, por lá as mulheres mandam mesmo. Não é a toa que no sertão, muitas vezes dos homens tem seus nomes completados com os de suas mulheres ou mães: é o Tonho de Marileide, o Petrúcio de Vera ou o Nemédio de Erotildes. Isso não é explícito, mas tá lá no subconsciente coletivo nordestino e foi lá que a letra de "Minha mulher não deixa não" ecoou. Um hit pode ser imprevisível, mas uma vez ocorrido pode ser justificado, se analisado com atenção. O que os produtores musicais sertanejos estão tentando fazer é tentar capturar um relâmpago em uma garrafa para reproduzí-lo quando abrirem a tampa.

Atualmente a música brasileira vive um momento mágico de criatividade, com um intercâmbio de informações e referência que sempre me animou muito. Um caos, uma bagunça saudável, o caos que o filósofo Nietzsche dizia ser necessário ter dentro de si para dar luz a uma estrela dançarina. Só que justamente no caos é que se deve prestar muita atenção ao que é informação e o que é só ruído. Não é regravando ruído nordestino que os sertanejos serão os parteiros da estrela dançarina da musica brasileira do século XXI. Tem muito forró de qualidade, basta pesquisar mais.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Três Cabras & Um Cabaré

Essa semana fui premiado com três demonstrações de generosidade, destas revigoram nossas esperanças do futuro da humanidade. Quem acompanha o blog sabe a um mês atrás minha casa foi invadida durante a madrugada, fui espancado e os larápios levaram meu notebook. Durante um mês tive que puxar o freio das postagens e operar apartir de lan houses. Pois meus camaradas Denis Santos e Coutinho (Twitters devidamente linkados) me ajudaram a adquirir outro computador - este em que estou digitando este texto.

E hoje, meu amigo de Quixeramobim - Ceará, Lucas Ameida, deu uma repaginada geral no blog, emprestando ao mesmo um visual menos furreba série C que ele tinha. E tudo isso de graça sem cobrar nem uma paçoquinha do Bar da Salete. O curioso é que nos conhecemos trocando farpas na época do Watergate do Forró, eu defendendo minhas posições e ele defendendo os Aviões. Hoje somos grandes chapas e não passamos um dia sequer sem falar meia dúzia de merdas no MSN. Ele apartir de hoje irá postar no Cabaret artigos sobre forró, pois o cara é inteligente, escreve bem, tem senso crítico - existe isso em fãs dos Aviões ´- e tem conhecimento de causa. E é bonito, vai atrair mais menininhas para esse cafofo. Confiram a cútis da criança.

Balada em três tempos - Estakazero, Garota Safada e Gusttavo Lima

Bandas de forró antigamente eram rápidas no gatilho na hora de gravarem versões de músicas sertanejas. Hoje em dia a tendência está se invertendo, com a aceleração dos batidões sertanejo, que tando incomoda os puristas. Pode Chorar, Tarde Demais, Zuar e Beber, Primeiro Passo, Tentativas em Vão, Mentes tão Bem e mais uma cacetada de músicas estão aí para demonstrar. Ocorre que antes as regravações ocorriam depois de decorrido um certo tempo e o sucesso estar sedimentado, agora o pessoal está cada vez mais atento aos sucessos logo quando surgem, todos querendo a próxima "Minha Mulher não deixa nÃo". Um exemplo é a música deste post, em menos de oitos meses foi lançada pela banda de forró pé de serra Estakazero, foi regravada pela Garota Safada - e mais uma série de bandas como Forró Balancear, Cangaia de Jegue, dentre outras - e agora chega na versão de Gustavo Lima. O Cabaret apresenta o sucesso em três versões, ficando ao gosto do freguês a escolha da melhor.

Estakazero - forró pé de serra



Garota Safada - forró elétrico



Gusttavo Lima - sertanejo



Se um meteoro não devastar a Terra, daqui alguns minutos sai a versão tecnomelody de alguma banda de Belém do Pará.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Rock nacional morreu e teve show sertanejo no enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade, trata-se do mais puro realismo. Não é a primeira vez que afirmo isso, a quase dois anos que bato nessa tecla e meu discurso continua solitário. A crítica cultural se recusa admitir isso devido a um fenômeno que os psicólogos chamam de dissonância cognitiva, ela encara como algo tão absurdo e incompreensível que seu raciocínio fica paralisado. Como isso pode acontecer? É o que esse post se propõe a analisar.

Como todas os grandes eventos históricos, os catalizadores não foram muitos, mas o contexto foi complexo. A crise da indústria fonográfica, a esquerda no poder, o entusiasmo com que o povo brasileiro recebeu o advento das redes sociais e maneira como artistas do rock e do sertanejo lidaram com esses fatores foi decisiva para essa mudança no vetor da música jovem de hoje. Dois nomes e duas músicas foram decisivos no processo. Los Hermanos e Bruno & Marrone. "Ana Júlia" e "Dormi na praça".



"Ana Júlia" foi o primeiro e último megahit do rock no século XXI, ao passo que "Dormi na Praça" foi o primeiro de dezenas, por parte do sertanejo. A diferença foi a atitude dos seus respectivos autores diante deles e do que essa atitude representou para a geração criadora subsequente.

"Dormi na praça" foi lançada em um albúm acústico voz e violão que representou uma quebra de paradigmas para a música seraneja. Nos anos 90 as gravações e os shows eram pomposos, com cordas, metais, cenários caríssimos, o que dificultava o surgimento de novos talentos no mercado. O Acústico de Bruno & Marrone e todo sucesso que ele fez inaugurava um novo mundo de possibilidades para novas duplas. Ao invés de aproveitar o lucro do Acústico e investir em pompa em seu próximo lançamento, Bruno & Marrone investiram em um CD e DVD Acústico Ao Vivo, celebrando o formato e cimentando a tendência.



"Ana Júlia" por sua vez, gerou uma reação inversa. Obcecados pelo terror de entrarem para a história como mais uma das conhecidas bandas de um só sucesso, optaram por não tentar repetir o sucesso e tomaram um caminho inverso. Recolheram-se em um sítio em conceberam o disco 'Bloco do Eu Sozinho', aclamado pela crítica e estrado pelo público. Recusaram-se a tocar "Ana Júlia" nos shows e a aparecer em programas de televisão. Mais uma vez essa atitude foi aplaudida pela crítica com efeitos nefastos para a geração seguinte. As melhores mentes criativas do rock foram influenciadas por essa postura.

Paralelamente a isso, Luis Inácio Lula da Silva e o PT venceram as eleições e deram início a uma série de programas sociais que tiveram efeitos contrários, tanto no rock, quanto no sertanejo. Diante da estabilização da economia e a consequente ascenção social das classes sociais, somada ao barateamento da estrutura de shows proporcionado pelo êxito do formato acústico, os artistas sertanejos colocaram o pé da estrada em longas turnês pelos rincões interioranos do país, esnobando o antigo esquema de se lançarem via contrato com gravadoras. Foi só o Prouni abrir as portas das universidades para milhões de estudantes do interior nos grandes centros urbanos que sugiu - o nome não é mera coicidência - o sertanejo universitário.

Com o rock o momento histórico não foi tão feliz. Durante os anos 90 cristalizou-se em todo o país uma série de festivais independentes que serviam como vitrines para que bandas e cantores fossem contratados pelas gravadoras. Na virada do século foi criada a Abrafin - Associação Brasileira dos Festivais Independentes, que devido a sua nobre causa, não tardou a ser financiada por verba estatal. Também não tardou a trocar a visão mercadológica capitalista de ser vitrine para gravadoras pela visão socialista de virar as costas para o mercado. A semente plantada por Marcelo Camelo germinou, cresceu a começou a gerar frutos.



A aversão romântica pelo pop sempre uma constante no mundo do rock n' roll e até funcionava em um mundo onde as gravadoras faziam o trabalho sujo de capitalizar a música. Mas nos novos tempos em que esse trabalho sujo deve ser feito pelos artistas ou suas associações, no caso aqui a Abrafin, essa atitude é suicida. A morte do mainstream pode ser eminente, só que o rock nacional agendou velório e enterro antes que o defundo batesse as botas.



O uso das redes sociais também foi determinante para que a balança pendesse para o lado da música sertaneja. Enquanto os sertanejos, cada mais preocupados com os aspectos comerciais de sua música aproveitaram as novas oportunidades para divulgarem shows, músicas, organizar redes de fãs clubes, os roqueiros se centraram em vagos conceitos vanguardistas de redes colaborativas e muita procrastinação retórica que deu com os burros n'água no pragmático mundo real.

E a realidade é a seguinte, o rock nacional ficou chato, é consumido por pessoas chatas e a grande maioria dos shows são um porre, com uma platéia ensimesmada que se considera o último biscoito do pacote, o que provavelmente é verdade, mas pelas razões contrárias do que ela pensa. O biscoito é tão insonso que as fábricas estão fechando por falta de demanda. Enquanto isso, os shows sertanejos estão cada vez mais divertidos, frequentados por pessoas divertidas e a música está tão agitada que em shows de João Carreito & Capataz, para nos atermos apenas a um único exemplo, já foram vistas rodas de pogo - aquela "dança punk" em que a galera fica se socando e se chutando.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Simaria Mendes e Tuta Guedes - Dose Dupla de clipes novos

Simaria Mendes - Se eu fosse um garoto


Tuta Guedes - Vai chorar como eu

Bonde do Forró - A banda cover mais legal do Brasil

Num cenário onde todo mundo copia todo mundo, barracos a céu aberto por causa de direitos autorais acontecem quase toda semana, uma banda se destaca das outras por assumir que copia mesmo. É o Bonde do Forró, cujo proprietário DJ Maluco não tem o menor pudor de inclusive nomear os cantores que seus vocalistas imitam. Lauro por exemplo, não esconde de ninguém que sua voz é parecida com a de Bruno, da dupla Bruno & Marrone. Parecida não, idêntica e mais potente, diga-se de passagem. Zezé Jr. imita até o nome de Zézé di Camargo. É a banda cover brasileira mais legal em atividade no momento. Mas mais do que isso, eles são os maiores divilgadores do forró no sul e no sudeste, com suas intermináveis turnês. São odiados por muitos cantores e bandas, é certo, mas são adorados por quem os assiste ao ao vivo, pelo seu carisma e sua competência na condução dos shows.


Timpin cedendo uma foto com o Bonde do Forró depois dos cantores muito insistirem


Essa semana lançaram um clipe com a música "Declaração de amor" já gravada pela Garota Safada, que nosso distinto Cabaret lança com exclusividade. Ficou curioso? Assista o clipe e se quiser baixar o mais recente disco deles, clique aqui.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A melhor paródia sertaneja de todos os tempos

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Por um Help! para a Música Sertaneja

Que a música sertaneja tenha se firmado como a música jovem da geração atual é uma coisa só os analistas mais cegos ou teimosos podem se negar a admitir. O pop rock perdeu o trem da história e será muito dificil correr pra se agarrar no último vagão. E o mérito é todos dos artistas sertanejos, que suaram muito na estrada, construindo suas reputações às margens das grandes gravadoras. Se hoje eles estão nelas, que fique registrados que foram contratados quando já estavam prontos. Nenhuma gravadora lançou e projetou nenhum artista sertanejo.

Só que ao tornar-se a nova música jovem brasileira, o sertanejo passou a ter uma certa responsabilidade histórica, por assim dizer. Uma responsabilidade maior do que se pode imaginar, porque com exceção talvez do reggae, nenhum país fora do eixo anglo-americano produziu uma musica jovem que tenha feito frente ao rock. E essa responsabilidade se apresenta neste momento através da necessidade de inovações de conteúdo, posto que a fórmula já está inovada.

Nenhuma dupla representa mais esta urgência do que João Bosco & Vinicius, através de seus dois recentes trabalhos em estúdio. Em 2009 lançaram Terremoto, que sob a batuta do produtor Dudu Borges, consolidou a veia pop que conquistou a juventude e deixou a velha guarda da musica sertaneja de cabelo em pé. Inclusive este conflito de gerações é a prova maior da ruptura que o novo sertanejo está fazendo. Ruptura é o que move a juventude e ruptura é algo que o rock não tem mais cacife para causar.



Depois de dois anos, João Bosco & Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente. A fórmula é a mesma, mas não emplaca. É que depois do arrasa-quarteirão que foi o "Aí já era" de Jorge & Matheus, fica no ar esse mesmo trocadilho, aí já era, mais do mesmo não cola mais. A música sertaneja precisa de um novo salto evolutivo. E que salto seria esse. A qualificação das letras.
Porque versos como "Como uma abelha pousa numa flor / moça você chegou me dando amor / Como uma abelha ferrou meu coração / deixou saudade e o veneno da paixão" são francamente sofríveis, rimas de uma pobreza etíope. A situação atinge níveis de dramaticidades sheakepearianas em "Chuva".

Uma música que tem uma arranjo que tinha tudo para ser a "Strawberry Fields Forever" da música sertaneja, naufraga nos versos infantis de "O céu está fechado escuro me parece vai chover no meu jardim / Depois que você me deixou nunca mais choveu em mim / Como esquecer todas as noites que a gente se amava sem pensar / Não tinha luz fazia frio e a chuva nos molhava / Chove chuva, chove vem lavar esta saudade / Leva do meu peito as lembranças que me invadem"

Não citei uma música dos Beatles por simples pedantismo. É com a trajetória do quarteto de Liverpool - e do rock, por extensão - que quero fazer uma comparação, posto que é premissa inicial do texto. Em 1965 John Lennon encontrava-se em um impasse criativo que o incomodava muito. Foi num encontro com Bob Dylan que ele saiu desse impasse. O cantor americano de folk music o aconselhou a pensar em sua música como uma forma de arte. A ficha caiu e apartir do disco Help! os Beatles passaram a compôr canções com letras mais rebuscadas, arranjos mais audaciosos e a guinada resultou, dois anos depois, no disco Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band, o disco mais importante da história do rock.



Não fosse a coragem e a ousadia de John Lennon, o rock talvez tivesse sido uma moda passageira, que era o que se apregoava na época. E na música sertaneja, é o que apregoa a velha guarda. Que um disco de música sertaneja de letras mais trabalhadas seja anti-comercial é algo que carece de provas, estudos e pesquisas. A inteligência do público jovem não pode e não deve ser subestimada. O público as vezes tem necessidades que ele próprio desconhece.

O fato de que duplas sertanejas estejam regravando músicas como "Sou foda", "Minha Mulher não deixa não" ou "Você, você, você, você, você quer" é uma clara demonstração que chegou-se a um fundo do poço perigoso para o gênero. Precisamos urgentemente que um Bob Dylan de botas dê uns conselhos para um John Lennon de chapéu e viola. Quem se habilita?

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