sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Rock nacional morreu e teve show sertanejo no enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade, trata-se do mais puro realismo. Não é a primeira vez que afirmo isso, a quase dois anos que bato nessa tecla e meu discurso continua solitário. A crítica cultural se recusa admitir isso devido a um fenômeno que os psicólogos chamam de dissonância cognitiva, ela encara como algo tão absurdo e incompreensível que seu raciocínio fica paralisado. Como isso pode acontecer? É o que esse post se propõe a analisar.

Como todas os grandes eventos históricos, os catalizadores não foram muitos, mas o contexto foi complexo. A crise da indústria fonográfica, a esquerda no poder, o entusiasmo com que o povo brasileiro recebeu o advento das redes sociais e maneira como artistas do rock e do sertanejo lidaram com esses fatores foi decisiva para essa mudança no vetor da música jovem de hoje. Dois nomes e duas músicas foram decisivos no processo. Los Hermanos e Bruno & Marrone. "Ana Júlia" e "Dormi na praça".



"Ana Júlia" foi o primeiro e último megahit do rock no século XXI, ao passo que "Dormi na Praça" foi o primeiro de dezenas, por parte do sertanejo. A diferença foi a atitude dos seus respectivos autores diante deles e do que essa atitude representou para a geração criadora subsequente.

"Dormi na praça" foi lançada em um albúm acústico voz e violão que representou uma quebra de paradigmas para a música seraneja. Nos anos 90 as gravações e os shows eram pomposos, com cordas, metais, cenários caríssimos, o que dificultava o surgimento de novos talentos no mercado. O Acústico de Bruno & Marrone e todo sucesso que ele fez inaugurava um novo mundo de possibilidades para novas duplas. Ao invés de aproveitar o lucro do Acústico e investir em pompa em seu próximo lançamento, Bruno & Marrone investiram em um CD e DVD Acústico Ao Vivo, celebrando o formato e cimentando a tendência.



"Ana Júlia" por sua vez, gerou uma reação inversa. Obcecados pelo terror de entrarem para a história como mais uma das conhecidas bandas de um só sucesso, optaram por não tentar repetir o sucesso e tomaram um caminho inverso. Recolheram-se em um sítio em conceberam o disco 'Bloco do Eu Sozinho', aclamado pela crítica e estrado pelo público. Recusaram-se a tocar "Ana Júlia" nos shows e a aparecer em programas de televisão. Mais uma vez essa atitude foi aplaudida pela crítica com efeitos nefastos para a geração seguinte. As melhores mentes criativas do rock foram influenciadas por essa postura.

Paralelamente a isso, Luis Inácio Lula da Silva e o PT venceram as eleições e deram início a uma série de programas sociais que tiveram efeitos contrários, tanto no rock, quanto no sertanejo. Diante da estabilização da economia e a consequente ascenção social das classes sociais, somada ao barateamento da estrutura de shows proporcionado pelo êxito do formato acústico, os artistas sertanejos colocaram o pé da estrada em longas turnês pelos rincões interioranos do país, esnobando o antigo esquema de se lançarem via contrato com gravadoras. Foi só o Prouni abrir as portas das universidades para milhões de estudantes do interior nos grandes centros urbanos que sugiu - o nome não é mera coicidência - o sertanejo universitário.

Com o rock o momento histórico não foi tão feliz. Durante os anos 90 cristalizou-se em todo o país uma série de festivais independentes que serviam como vitrines para que bandas e cantores fossem contratados pelas gravadoras. Na virada do século foi criada a Abrafin - Associação Brasileira dos Festivais Independentes, que devido a sua nobre causa, não tardou a ser financiada por verba estatal. Também não tardou a trocar a visão mercadológica capitalista de ser vitrine para gravadoras pela visão socialista de virar as costas para o mercado. A semente plantada por Marcelo Camelo germinou, cresceu a começou a gerar frutos.



A aversão romântica pelo pop sempre uma constante no mundo do rock n' roll e até funcionava em um mundo onde as gravadoras faziam o trabalho sujo de capitalizar a música. Mas nos novos tempos em que esse trabalho sujo deve ser feito pelos artistas ou suas associações, no caso aqui a Abrafin, essa atitude é suicida. A morte do mainstream pode ser eminente, só que o rock nacional agendou velório e enterro antes que o defundo batesse as botas.



O uso das redes sociais também foi determinante para que a balança pendesse para o lado da música sertaneja. Enquanto os sertanejos, cada mais preocupados com os aspectos comerciais de sua música aproveitaram as novas oportunidades para divulgarem shows, músicas, organizar redes de fãs clubes, os roqueiros se centraram em vagos conceitos vanguardistas de redes colaborativas e muita procrastinação retórica que deu com os burros n'água no pragmático mundo real.

E a realidade é a seguinte, o rock nacional ficou chato, é consumido por pessoas chatas e a grande maioria dos shows são um porre, com uma platéia ensimesmada que se considera o último biscoito do pacote, o que provavelmente é verdade, mas pelas razões contrárias do que ela pensa. O biscoito é tão insonso que as fábricas estão fechando por falta de demanda. Enquanto isso, os shows sertanejos estão cada vez mais divertidos, frequentados por pessoas divertidas e a música está tão agitada que em shows de João Carreito & Capataz, para nos atermos apenas a um único exemplo, já foram vistas rodas de pogo - aquela "dança punk" em que a galera fica se socando e se chutando.

63 comentários:

mt boas as observações e, realmente, não lembro de outra febre senão Ana Julia no rock dos últimos tempos... não lembro de nada que tenha me divertido no cenário nacional ultimamente senão os bons sertanjos universitários.

É bem verdade isso, visse!

Muito bem observado...

É fato que o "novo rock" vem perdendo a graça e, eu não lembro de outra banda recente de rock, como 'os hermanos', que tenha tirado, literalmente, a galera do eixo...Ah, sei lá...

Agora pogar em show sertanejo, sei não...sei não...kkkkkkkkk

Valeus!!

;)

Fala, Timpim. Concordo em termos com você, pois ignorou a Pitty, essa sim a última artista de rock a atingir êxito no cenário nacional. Depois dela, só bandas mais pop do que rock conseguiram tímidos sucessos, como Fresno, NxZero, Cine e Restart.
A escolha do sertanejo como música da massa é um fenômeno sociológico e econômico, como você bem observou. A partir do momento que o dono da rede de açougues, do mercadinho de bairro e da banca de jornal se transformaram em classe média, com acesso a bens de consumo mais caros e cultura, ritmos mais populistas ganharam cada vez mais espaço. Gêneros elitistas, como a MPB, estão falidos como os ricos quatrocentões que tanto a veneravam. É tudo um reflexo do nosso momento atual. E o rock nacional anda bem sem graça (muita vanguarda e pouco apelo pop - auto-sabotagem total). Mas isso não quer dizer que a música sertaneja tenha conseguido balancear sucesso de público com inovações sonoras. A música feita pela maioria das duplas é bem pasteurizada e parecida. Tirando João Carreiro & Capataz, Victor & Leo e mais alguns gatos pingados, quase nada se salva. Aliás, a música nacional em geral está pasteurizada. Mal dá para notar diferença entre o som do Luan Santana com o do Fiuk. Pelo menos no início da década, o rock de um Charlie Brown e o sertanejo de um Bruno & Marrone se diferenciavam. Se queremos escutar música de qualidade com apelo pop, o melhor, no momento, está em apostar no tecnobrega e rap paulista. Desses dois movimentos ainda sairá muita coisa boa.

Eae Timpim, vim aqui no blog falar sobre os erros.
A propósito, concordo com sua análise socio-econômica da ascensão do sertanejo. Mas acho que é passageiro, como foi com o axé que foi substituído pelo sertanejo. Só pensar que as micaretas tem duplas hoje, em dia.

Quanto aos erros:

-Anna Júlia é de 99, entretanto concordo que tenha sido o último grande hit do rock nacional, só lembrar que até dupla sertaneja regravou.

-Abrafin foi criada em 2005, não na virada do século. E acho que ela não tem verbas públicas financiando a associação, e sim, financiando festivais o que torna as coisas diferentes, pois cada festival tem patrocício municipal/estadual/federal. Se fosse a associação que tivesse patrocínios seria algo nacional, mas como é focado em festivais, e cada um tem seu patrocínio, portanto é local.

Durante os anos 90, de fato teve a criação dos festivais. Mas nos anos 90 os festivais independentes não tinham essa força. E eram outros festivais, como o Juntatribo em Campinas. E, sim, as gravadoras iam por lá, mas eram festivais diferentes dos de hoje.

Não entendi esse lance de "aversão romântica pelo pop" - você está falando que todos os "rockeiros" não gostam de pop? E a Abrafin não deve capitalizar para o artista, visto que não é representante de artistas e sim de festivais.

Eu acho que a maioria dos artistas fazem a mesma coisa em redes sociais. Divulgar o trabalho. Esse papo de "os roqueiros se centraram em vagos conceitos vanguardistas de redes colaborativas e muita procrastinação retórica que deu com os burros n'água no pragmático mundo real." é balela. Quem não divulgaria no twitter apenas as datas e os locias dos shows?
Pra mim parece puro e simples preconceito.

O rock pode ter ficado chato mesmo, não é esse meu ponto, meu ponto é você confundir um monte de coisa e tratar como verdade.
Outro ponto que me incomoda é pensar a Abrafin como Mainstream. Oras... você sabe que o mainstream do rock (não me importa o juízo de valores. Se é rock/pop/whatever) hoje em dia é muito distante da Abrafin. Restart, Fresno mandaram um alou.

Por fim, acho que você foi preconceituoso. E não pesquisou sobre o lado que você falou mal e decretou a morte. Seria mais ou menos como eu escrevendo sobre o sertanejo. Só achismo e juízo de valor.

abraço, @danielgot

Concordo Plenamente... Esses Rockeirinhos de Merda além de se acharem demais são os seres mais Hipocritas da Face da Terra. Adoram falar mal de todos os estilos Musicas Populares do Brasil como o Axé, Sertanejo, Forró, Pagode, Samba e etc, sendo que os defeitos da porra do Rock que eles tanto escutam superam fácilmente os defeitos de todos os outros Juntos. E não sei se você já percebeu mais eles parecem que possuem uma verdadeira necessidade de criticar os outros. Eles entram em redes socias como Youtube, Orkut, Facebook, Last Fm e em sites de letras e procuram por bandas de Pagode, Forró, Axé, Sertanejo só pra Falar merda nos Comentários dos mesmos. Basta ir no Youtube e Procurar vídeos do Chiclete com Banana, Aviões do Forró, Luan Santana, Exaltasamba pra ver a merda que os Rockeiros fazem lá. Por isso eu odeio Rock e os Rockeiros mais que tudo no Mundo. Bando de Parasitas Hipocritas e Imundos.

Nunca gostei de Los Hermanos,poderia twer falado de outra banda Tim Pim,o rock já tão caidinho e vc. usa essa banda porre dos Los Hermanos como exemplo,ai é pra acabar...kkkkk
O Cara chato esse Camelo...aff...por isso deu também com aquela metidinha a intelectual que mal saiu das fraldas a Malu Magalhães(ou Manu? sei lá..menina enjoadaaa)
Na minha opinião o último grande hit do Rock Nacional ficou com Raimundos e sua célebre Mulher de Fases: Complicada e perfeitinha,vc. me apareceu,meu namoro é na folhinha...Mulher de Fases" Genial essa música!
Mas tenho que concordar contigo,o Rock nacional foi perendo seus padrinhos nessa vida louca,a grande fase foi nos anos 80 com CAZUZA e Renato Russo,por que tinha um contexto político e revolucionário junto.
A Revolução mesmo,na minha opinião,vc. talvez discorde,não aconteceu.Porém o LULA trouxe a ilusão e inebriou os brasileiros com todas as bolsas,os pacotes os PACS,as Minhas Casas minhas dívidas, os marketings lulescos,a vida melhorou sim,ilusão é sempre bom até que o dia que acordamos e nos damos conta que isso não ser feliz...
Os jovens estão curtindo essa nova fase,do Amor da Cachaça e da Vida boa...
Só que se pararmos pra pensar um pouquinho a Letra de Que Pais é este ainda é tão atual né?!
Ou lutar não vale mais a pena,ou esconder é uma nestesia bacana que alivia as dores do mundo...

...Nossa cheio de erros de português,a pressa realmente é inimiga da perfeição...

SE não conseguir entender o contexto,depois passo daqui e desenho tá Tim PIm,mas acho que deu pra entender né?!

Abraços...post interessante esse!

Concordo Timpim!!! Eu fui durante muitos anos uma representando do Pop/Rock em Goiânia, mais pop que rock. E os roqueiros da cidade já se deram ao trabalho de escrever uma 1ª página inteira do maior jornal do estado para falar mal dos artistas do pop do estado, como eu (na época), Mr. Gyn, Nila Branco entre outros. Essa mania de se achar melhor do que os outros, essa falta de humildade para com o público e com os meios de comunicação, fez com que o rock praticamente tivesse um triste fim... O rock nacional de hoje é o produto final de anos de uma atitude esnobe e sem consideração. A música ser comercial não quer dizer que ela seja ruim, quer dizer que ela fala a lingua do povo, mas muita gente prefere ficar falando sozinho. A qualidade cabe em qualquer lugar assim como a humildade, já o orgulho provou ser um ótimo destruidor! Pra terminar...eu que sou uma amante do rock posso afirmar que é muito triste ver isso tudo acontecer! É muito triste ver que hoje o rock de sucesso de hoje, é um produto apenas para pré-adolescentes e feito por pré-adolescentes, enquanto várias bandas de qualidade tem suas vozes abafadas pelas paredes de suas garagens!

Feliz colocação. Faço de suas palavras a minha.

obrigado por me mostrar a verdade. eu andava perdido, sem saber o sentido da música, do rock e a verdade me foi passada

quantas questões eu não tinha considerado, quantos argumentos sólidos eu nunca tinha percebido...

muito obrigado

Pra mim, o que falta pra essa nova geração bunda-mole de rock, é DROGA.
VÃO FUMAR MACONHA, PORRA!!!!!!!!!!!!

Tirando o fato de que os artistas do sertanejo "universitário" ou não, são das principais gravadoras vide: Som Livre (Rede Globo) Sony/BMG e Warner, o que os torna bastante expostos em todas as mídias. E de que a ABRAFIN, que é voltada para o desenvolvimento e fortalecimento dos festivais independentes e não dos artistas, e mesmo que tivesse a intenção não teria 1/3 da força para competir.
Tirando esses pequenos pontos sua análise estaria correta.

Leandro, duas coisas.

Coisa Um > O sertanejos só chegam nas grandes gravadoras quando já estão prontos, consagrados e com um sólido mercado consolidado. O que as "gravadoras" - e no caso dos sertanejos essas aspas nunca foram tão bem aplicadas - fazem são contratos de participação nos lucros dos shows em troca de duvidosas promessas de divulgação.

Coisa Dois> Se a ABRAFIN coloca a prioridade no festival e não no artista, então alguma coisa muito errada estaria acontecendo. É como se o pessoal do Woodstock invocasse com o passarinho do Charlie Brown por questões de mercado, imagem & mídia.

Timóteo,

"O sertanejos só chegam nas grandes gravadoras quando já estão prontos, consagrados e com um sólido mercado consolidado." O mercado dessa nova música sertaneja começa lá nos anos 90 e ainda hoje é sustentado por uma oligarquia de coronéis - os donos das nossas emissoras/retransmissoras de rádio e tv - neste nosso imenso Brasil varonil.
Não sei quanto ao seu conhecimento desta fabulosa máquina de talentos, mas tente passar uma temporada no interior brasileiro... quem sabe fazer um espaço/bar voltado para outros estilos musicais tipo: jazz, rock, blues... um programa de rádio que toque estes... enfim, qualquer coisa. Com conhecimento de causa te aviso é de uma dificuldade que beira o impossível.
Ah sim, mas você pode continuar acreditando que não tem nada de bom sendo feito no rock brasileiro atual, e que o sucesso do sertanejo é causa do talento musical e comercial dos mesmos, que tá tudo certo.

Coisa dois >> Ao que parece a ABRAFIN tem como prioridade os festivais. O que não quer dizer que concordo.

Em primeiro lugar me chame de Timpin. Essas coisas de Timóteo estão mais pras badtrips de minha mãe em seu período de gestação.

Ah sim, mas você pode continuar acreditando que não tem nada de bom sendo feito no sertanejo atual, e que o sucesso do sertanejo é causa uma oligarquia de coronéis, donos das nossas emissoras/retransmissoras de rádio e tv, que tá tudo certo.

Esses coronéis não construiram carreira nenhuma, pela primeira vez na história o que ocorreu foi diferente. Nesse sentido os sertanejos estão sendo mais rock n´roll do que ninguém nunca foi. E se vc pensa que não tem alguns peitando as gravadoras, preste atenção em JOÃO CARREIRO & CAPATAZ

Timpin,

Depois de dessa sua resposta rasa e sem fundamento, só me resta te parabenizar. Você é um profeta e tem razão o rock brasileiro morreu!

Abraço

Abraço Leandro!

Só que da próxima vez VC VAI PAGAR A PORRA DA CERVEJA!

Não concordo com tudo, acho que o rock nacional ainda tem salvação e que qualquer dia desses, quando o Brasil estiver cansado de Luan Santana e afins, o Los Hermanos volta, como o Messias do rock nacional de qualidade.
Mas sobre o surgimento do sertanejo universitário,só consigo elogiar a sua análise, um dia desses eu estava pensando sobre como surgiu esse fenômeno todo, em tinha atentado pra o pró- uni.

Tá e o rock universitário?? eheh

Ponto de vista interessante. Realmente, o rock nacional perdeu a capacidade de falar com as multidões. As músicas do Renato Russo, Cazuza, Gessinger, eram músicas pra todos. Dos fãs mais fanáticos à dona de casa que cantarolava no frente do rádio. Hoje o artista é meio que o representante de uma classe e a ela pertence. Não sei se os Hermanos começaram com isso, mas sem dúvida que no momento de estouro de Ana Júlia eles pipocaram e preferiram fugir do monstro chamado sucesso. Já pensou se a Legião faz o mesmo depois de "Será?". E o mais engraçado disso tudo é que os Hermanos, quando fogem do derundê fazem músicas muito boas, feito "Cara estranho", "vencedor", "Todo carnaval tem seu fim"...

Eu já acho que a música nacional morreu. Não se pode comparar com nada que venha de fora. O último show que fui assistir foi do U2. Daqui a pouco vou ver o Pearl Jam. Não nada no Brasil, mas nada que que chegue a 10% do que esses caras fazem em termos de música, espetáculo, etc.

EXATAMENTE, como o Leandro falou: o que fez o sertanejo se dar tão bem foram as emissoras/retransmissoras de rádio e tv. E não, Timpin, eles não eram consagrados antes disso. Digo isso porque moro em cidade pequena e sei. Eles eram conhecidos aqui, ali no outro interior e só. A gravadora viu e produziu pro mercado nacional. São elas que fazem esses super shows de hoje (com palco imitando bandas de ROCK internacionais), passam massivamente propagandas na TV até fazer a pessoa (que antes nem gosta ou não tinha o menor interesse) aprender a letra e gostar. Falo isso porque é assim que acontece com o forró. Parece louco, né? Mas, acredite, é assim que funciona a publicidade. É tudo muito bem estudado. Nós vemos com esses festivais acontecendo no Brasil e sendo transmitidos como as pessoas gostam muito mais dos artistas com grandes talentos, como as pessoas ficam ansiosas pra verem os próximos shows. Se a essas emissoras/retransmissoras de rádio e tv quisessem até transformar brasileiro em fã de blues elas transformariam.
Concordo com essa do Pro-uni que você disse e sobre toda essa questão social.

Abraços.

Esse texto vem de completo encontro á boa parte do meu pensamento na última década. O engracado é pensar que o tal som "emo/colorido" se tornou o baluarte do rock de sucesso nacional.Mas atento para o outro lado da moeda tb, isto é, o pop devora a si mesmo e a relevância de uma música que não evolui consigo mesma e não tem buscado sair do binômio festa-romance também significa a médio e longo prazo que as portas do rock (vide o culto á Legião) ainda estão abertas p/ o seu retorno á frente do estado comatoso de hoje.

O rock nunca foi música popular no Brasil. Na década de 80 houve um interesse da mídia por conta do surgimento rápido de muitas bandas com algum conteúdo, com algo a mostrar e falar, mas logo a grande mídia tratou de pausterizar e trasformar tudo em um grande pudim de leite pop. Ao longo dos anos 90, algumas bandas surgiram no rastro da geração anterior e foi só. A mídia tratou de focar em outros 'produtos' e criar outro 'mercado' e o rock voltou ao seu lugar no submundo. Não vejo grandes méritos na música sertaneja para atingir o grande público, apenas foi a bola da vez para a mídia, que já passou pelo pagode, pelo axé e pelo rock. Como disse o comentário anterior, se a mídia quiser, faz da massa brasileira os maiores fãs de blues do mundo.

Concordo com o Ogro. No Brasil a mídia é quem manda no mercado, lembram-se do Tchan, Banda Eva, Molejo, SPC e afins... Fases, mercado e principalmente lucros. O rock apenas voltou para o seu lugar.

As bandas de rock de verdade no Brasil não estão interessadas em sucesso como prega a bíblia do mainstream. Hoje o mercado médio, sustentável, funciona muito bem. Há, pelo menos, uma centena de bandas circulando pelo país, se auto-gerindo sem ajuda de gravadora, e, ainda assim, cheias de qualidade técnica tanto em execução quanto em composição. Ou "prontas", como você gosta de dizer.

Estas mesmas bandas não estão iludidas com enriquecimento, mas se preocupam sim em viverem dignamente do seu trabalho. E vêm conseguindo. Então, não é a morte do rock nacional e sim da ilusão de ser um rockstar, de ser tratado com aquela pompa, como se fosse um ser iluminado e superior aos outros seres humanos.

Além disso tudo, o conceito de sucesso deveria ser reformulado para algo mais humano e menos "idolátrico". Se o cara dá aulas, é músico freelancer, é produtor de disco, tem um estúdio que aluga para ensaios de outras bandas ou tem outros projetos musicais que também injetam uma grana que sustenta a banda principal dele, bem como suas demandas de vida, pode-se dizer que o sujeito vive de música. Nessa ótima, tem-se o total controle criativo das obras, a possibilidade de ser autêntico sem ter de se preocupar com um empresário telefonando as 3 da manhã por ter falado de assunto X ao microfone... Por fim, a não pressão em se vender milhões de cópias para dar como resposta à uma gravadora que, na realidade, pouco se importa com a expressão artística em si, e sim com o quanto de lucro ela pode contar, é um alento muito grande para quem entende essa realidade já estabelecida no país. Esse é que deveria ser considerado sucesso, na minha opinião.

Então assim, eu realmente vejo o seu texto como 100% equivocado em relação a tudo, até mesmo no que tange a questão da comparação entre música sertaneja e rock, que é absurda por si só. O sertanejo que você vangloria não é, nem de longe, sertanejo. É uma música pop, urbana, romântica, feita por pessoas que entendem uma dinâmica comercial de sucesso fácil e rápido e que conseguem apoio de majors justamente por que o apelo pop industrializado de suas canções traz, na prática, o adiamento da falência dessas multinacionais. Assim como já tivemos a vez do axé (Terra Samba, Ivete Sangalo), do pagode (Negritude Jr., Só pra Contrariar...), do forró universitário (Falamansa), etc...

O triste é que quando a febre do sertanejo passar, esses caras vão sentir na pele o que é serem usados e depois relegados ao "ostracismo".

E as bandas de rock do mercado médio que eu falei lá em cima, continuarão circulando e tocando, felizes da vida, donas do próprio nariz e, o mais importante: livres.

Ass: Luiz.

O Mobral pode ensinar a diferenciar a de há, pode ensinar a escrever ascensão e também a saber como a crase pode ser inserida em uma frase.

Se você aprender a escrever, já ajuda.

Algumas considerações:
1- não é "a quase dois anos", é HÁ quase dois anos.
2- catalisadores é com "s", não com "z".

Depois querem que o Liberal tenha algum respeito com esse tipo de colunista.

Abs,

Large a não de ser babaca e ficar defendando estas bandinhas mela cueca e de dor de corno rock e rock e não vai morrer numca agora se esta geração não tem nada de bom a dizer e seus protestos são sobre liberação da maconha e da viadagem como quer a rede globo, sinto muito, por voces....
A geração dos anos 70, 80 e 90 tinham muito mais cultura e atitude e não ficavam com estas merdas de freses de piscologia barata...

quase todo o texto é verdade
sertanejo universitário,PT, bolsa isso bolsa aquilo, acéfalos ouvindo barulhos sem letra e insistindo que isso se chama música, só não entendi muito bem essa parte de essa nova modinha ser boa. Boa p/ quem? p/ quem se recusa a ter opinião própria e apenas concorda que a globo é boa e que a zorra total é engraçada.Raciocinar e ter opinião formada esta quase virando crime como na idade média. Ou tu concordas com todos ou corre o risco de ser chamado de preconceituoso e ser preso.

O rock brasileiro ainda é consumido em larga escala, a diferença é que hj o principal público alvo é quase exclusivamente composto de pré-adolescentes (meninas), e seu principal representante é: RESTART.
Isso pode ser bom, quer dizer, essa mulekada vai crescer curtindo "rock" (apesar de ser rock colorido) e não sertanejo. Quando estiverem maiores, vão perceber o que é rock de verdade e esse será o retorno do rock nacional.
No fim das contas são as mulheres que decidem qual show faz sucesso e os rapazes seguem elas. Como a mulherada lota os shows de sertanejo pra ficar gritando louca-desvairadamente "Luan, eu te amo, lindooooooooooo"... a rapaziada vai atrás na esperança de pegar. É esperar que as menininhas fãs de restart hj passem a ir a shows de rock de verdade amanhã.

Os argumentos são válidos e até certo ponto coerentes. Só discordo de uma coisa: não foi uma "decadência" do rock. Aliás, foi exatamente o contrario. A evolução e a popularização da internet, o crescimento da mídia independente e consequentemente o fácil acesso à música, tirou dos músicos as amarras obrigatórias que tinham com gravadoras renomadas e com a grande mídia nacional. Bandas de qualidade ou bandas que tinham pretensões experimentais (como é o caso do Los Hermanos e de uma infinidade de bandas que surgiram depois) se sentirem a vontade e com espaço para produzir. As músicas não ficaram chatas, ficaram com mais qualidade. Pede para um crítico comparar um Marcelo Camelo ou um Marcel Powell (filho do Baden, caso não saiba ) e comparar a um Luan Santanas que você pode ter certeza que a palavra "chato" não vai aparecer.
A mídia hoje explora o sertanejo por ser uma das únicas alternativas rentáveis para as gravadoras ( como a Som Livre, que é o melhor exemplo ) ,posto que a internet levou o bom publico e a boa musica para longe das lojas de disco. Assim como explorou o pagode, o romântico nos anos 90 e CRIOU o axé. A mídia de massa é uma máquina que analisa a massa com precisão, analisa o mercado externo, enlata e vende. Os artistas antes vendia, 10 mil, depois 50 mil, depois 100 mil copias e tudo isso era gradativo. Hoje um artista já aparece na mídia com shows lotados e hits prontos. Por que? Pressa e desespero. Pintar um artista desconhecido como grande estrela em algum outro lugar VENDE porque convence. Perceba que o número de evangelicos cresceu abruptamente de uma década pra cá. O que a Som Livre fez? Investiu na música gospel! Ja não era sem tempo para essa máquina de interesses que apenas vende o que terá retorno e não se preocupa com a boa música, pois esta encontra-se na internet ou em qualquer outro lugar e entitulada por aí como "chata".

Bom o artigo. Ótimos os comentários. Mas todos esqueceram de evidenciar e explicitar um doloroso detalhe: os 'ritmos' (bons ou fáceis) se disseminam e viram 'febres' midiáticas devido ao encolhimento do cérebro tupiniquim, talvez um dos países latinos com menos leitores per capita do planeta. É triste, mas os jovens continua sendo os jovens de sempre com a preocupante diferença de serem mais burros que duas gerações atrás. Hoje em dia as letras do Renato Russo precisariam de tradutor. (Marco Bidart - mabidart@hotmail.com)

Morreu? Me desculpe, mas todo mundo sabe que quem dita o ritmo do momento são as gravadoras e a mídia!

O rock deixou de ser interessante para elas e por isso lançaram este maldito sertanejo universitário, que nem chega perto do sertanejo original! Mas antes disso veio o pagode, depois o axé e depois o funk. Não é por mérito, é por lavagem cerebral mesmo, rs!

Quem gosta de um bom rock continua gostando, assim como da boa MPB.

Foi mal a sinceridade!

To aqui me lembrando da Carla Perez, com seu conhecido "Segura o Tchan" que parecia que nunca teria fim... E o Tiririca?
Me lembro da vergonha que senti do meu país quando fui para o exterior e vi eles me mostrando o CD de Axé que tinham comprado.
Com todas as músicas piores, MAS DE SUCESSO, com mulheres rebolando.

Ainda bem que teve fim... Quem ouve eles hoje em dia?

Somente a boa música fica... o resto passa! E isso não quer dizer que todo sertanejo seja ruim...

Graças a Deus!

huahuahua... me acabei de rir com esta aberração da natureza! Vai lá continuar a ouvir sua rádio comercial sertaneja e deixa o rock em paz!!!

A inclusão digital leva a textos como esses... Não sou "do rock" e nem "do sertanejo", mas onde vc viveu nos anos 90 pra achar que o sertanejo é coisa do novo milênio? Só "pobre" gosta de sertanejo e por isso o sucesso é resultado do prouni??? Cantores sertanejos surgem espontaneamente e não são fruto da industria fonografica?? Meu deus, quanta bobagem! Duplas sertanejas são levadas (por seus empresários) para o interior do Brasil como se já fossem sucesso nas capitais. Essa imagem é "vendida", em parceria com as rádios, para o publico local que fica doido com a novidade "que já é sucesso no Brasil todo" e isso impulsiona o real sucesso das duplas. Tudo regado a jabacule e lindos onibus adesivados. Acho interessante a analise sobre a morte do rock, mas vc se perdeu nos argumentos por não conhecer absolutamente nada do tema sobre o qual se propos a escrever. Uma pena.

Putz..tudo isso é realidade...gosto de rock mas concordo que o rock nacional morreu há muito tempo...que venha " a musica do povo, pelo povo e para o povo"

Putz..tudo isso é realidade...gosto de rock mas concordo que o rock nacional morreu há muito tempo...que venha " a musica do povo, pelo povo e para o povo"

meo....deos....que blog é esse?!!

O ULTIMO PARÁGRAFO É SENSACIONAL !!!!

É EXATAMENTE POR ISSO Q ME LIGUEI AO SERTANEJO !!!

O PORRE DO ROCK ATUAL !!!

PESSOAS DIVERTIDAS NOS SHOWS SERTANEJOS !!!!

PARABENS, EU ACHAVA Q ERA SÓ EU Q SENTIA ISSO !!!

Morreu ? Só para estes acéfalos, manipulados, play-boys.Na verdade o que não existe mais nas rádios populares são diferenças entre os estilos, esta Ana Júlia que usou como exemplo, poderia facilmente ser gravada, adaptada, por uma dupla sertaneja, por um grupo de pagode ou forró. Já era uma música fora do contexto do que se entenderia por rock, assim como estes que vieram depois NX, fresno, restart, músicas simples, letras obvias com rimas dignas de uma criança do primário, para fácil "digestão" dessa geração google, que não quer nada com nada, que passa 24h por dia com os "amigos" virtuais. Uma coisa boa hoje em dia é a possibilidade de se ouvir o que quer, há décadas não ouço rádios,agora com o MP3 menos ainda, eu faço o meu estilo, passo longe de qualquer estilo que tenha o "universitário" junto ao nome.É ridículo pensar que um lixo destes se prolifera onde deveria se "cultivar" a inteligência, por isto que o pais está nesta situação, os políticos fazem o que querem, nos roubam na cara dura, mas ninguém se importa, desde que consiga comprar seu celular, TV de LED,sobre dinheiro pra beber, e "pegar" baba de umas vagabundas em uma micareta, não tem problema, esta é a música que representa esta geração.

É a vitória da Imbecilidade. triste isso.

Texto bem escrito o seu. Mas pra mim não surte efeito. Não consumo música como mera diversão. Acho Sertanejo Universitário uma bosta, e prefiro - desde sempre - ouvir heavy metal. É bem tocado, tem conteúdo, e sim, diverte muito. Sinto muito, mas prefiro ESCOLHER do que SEGUIR A MASSA. Essa sim, é burra de doer!

Texto bem escrito o seu. Mas pra mim não surte efeito. Não consumo música como mera diversão. Acho Sertanejo Universitário uma bosta, e prefiro - desde sempre - ouvir heavy metal. É bem tocado, tem conteúdo, e sim, diverte muito. Sinto muito, mas prefiro ESCOLHER do que SEGUIR A MASSA. Essa sim, é burra de doer!

Belo texto! Muitos pseudo-intelectuais se mordendo aí nos comentários, mas é a verdade nua e crua. Tapa com luva de pelica!

O maior problema ninguem enxerga: Brasil! Que prefere o povo burro sem educação e dá valor pra É o Tchan, Gustavo Lima e Michel Teló pois um povo sem cultura é mais facil de roubar e enganar! o rock nunca vai morrer, os maiores eventos, onde existem maiores plublicos são do rock, sertanejo é algo regional de nosso pais. O texto foi escrito sem neutralidade favorecendo o Forronejo (Sertanejo atual da moda) e criticando o rock, porem as letras e atitudes do Rock dos anos 80 tinham uma forma de expressão cobrando politicos (como Plebe Rude e Titas em Bichos Escrotos). Agora lhe pergunto caro amigo, o que um Forronejo nos transmite alem de silabas imbecis? Tche tche re re Tche tche?? Pa pá pá? O maior sucesso do Teló foi roubado! Gustavo LIma quebrou guitarra pra copiar o rock (isso nem se faz mais). Por favor amigo, estude um pouco mais pra falar de musica. Esse é o mal da internet, não tem filtro seletor, qq um fala o que quer...

Quer dizer que se o mundo fica bunda mole, eu também tenho que sentar na gelatina? E por qual motivo? Dinheiro? Tem que ver isso aí, essa inversão de valores. Entretenimento por entretenimento, qual o valor cultural disso? Você esqueceu de citar o caos que a educação vive nesse país e a massa de gente que não tem o mínimo critério crítico pra dizer a si mesmo o que gosta ou deixa de gostar. Essa massa não tem critérios, vai na onda da mídia. E, como bem sabemos, a mídia é expert em como ludibriar com luzes, sons e outras apetrechos de impacto até a pessoas ter medo de se sentir recusada pela massa (massa = galera) que ela faz parte. Ou seja, volto à pergunta: "Se o mundo fica bunda mole, eu devo sentar na gelatina?".

Quanta ignorancia... Ser a opção das grandes gravadoras não indica qualidade alguma. Uma mentira repetida milhares de vezes tende a ser aceita como verdade... E é isso que a mídia e grandes gravadoras fazem. Pra mim é sertanojo. Pobre de qualidade e fadado aos esquecimento com o passar dos anos. É aquela história, daqui a 30 anos músicas de Milton Nascimento, Chico Buarque, Los Hermanos e muitos outros serão lembradas e reinterpretadas... já as músicas de sertanojo e coisas do tipo "Ah se eu te pego..." estarão no limbo do esquecimento.

Por favor Mr. Escritor... se é q posso me referir ao "Bossal" que escreveu esse artigo com Mr.... A Besteira q vc disse é de tamanha ignorância, que acabo de concluir(e nem li o artigo todo)que vc é um fiel ouvinte e seguidor desses Demônios da música... ops Demônio representa o Rock... ou seja... desses merdas q acham que tocam e cantam!!!! Viva o Michel "Jiló" PQP

Victor Paiva

Rock CHATO? De onde você tirou isso? Chato pra mim é "ai se eu te pego", "tchê tchêrere tche tche", e afins! Você ta precisando saber o que é cultura, meu amigo.

Sertanejo? Universitário?
Universidade? cultura? inteligência?
letras mediocres, 'musicas horriveis'!!
que o diabo os leve!

Mozart, salve-nos
misericordia

No cenário pop os estilos sempre vão indo e voltando, hoje o sertanejo é pop, mas isso não significa que a qualidade da música seja boa!

Em suma, o rock precisa deixar de ser chato e o sertanejo consegue isso facilmente.
Concordo plenamente com você Timóteo. No entanto é com pesar que admito que este momento não é tão passageiro. Para isso passar, precisamos que o "Brasil" seja quem é, deixe a máscara de lado e assuma, nós não somos e não sabemos ser cult!

A solução que vejo para uma possível salvação e difusão do Rock no Brasil é fazer dele um elemento de diversão. Contestação é legal, sim, mas, para um ressurgimento, o Rock precisará do fator diversão, e, porque não, popularização. O futuro do rock está mais num som semelhante ao de Elvis, cheio de energia e otimismo, que no pessimismo de Nirvana e cia.
Por incrível que pareça, o sertanejo está fazendo isso, e está obtendo sucesso. Esse é o caminho que o Rock deve trilhar se quiser sobreviver. O hit "Sexta feira", do Leonardo, tem os três acordes básicos do Rock lá.
"Bandas coloridas", ruim que ruim, ainda reúnem um bom nº de fãs e mantêm o gênero rock "vivo".
Mas é preciso mais. Trazer mais Pop para o Rock, pois foi assim que ele iniciou, lá nos idos anos 50.

Acredito que essa esnobação do rock ao mercado seja uma tendência que já vinha se cosolidando lá fora e que chegou mais tarde aqui no Brasil. A década de 1990 foi quando o termo "rock alternativo" se consolidou, principalmente com a explosão do grunge e o surgimento do britpop. Então, todas as bandas que apareciam eram denominadas como "rock alternativo", mesmo tendo uma enorme precisão do termo. Como chamar de alternativas bandas como Smashing Pumpkins ou Radiohead, se elas estavam na MTV e vendendo milhares? Podiam fazer um som um pouco diferente, mas depois eram copiadas a centenas. Portanto, bandas que fizeram um enorme sucesso começaram a querer se distanciar do "mainstream", o suicidio do Kurt Cobain e a atitude de Fuck MTV do Pearl Jam demonstram bem isso, e deixaram um certo vácuo na grande mídia e no coração dos adolescentes. Se o surgimento de boybands, ou de cantoras pops, como Britney Spears ou Christina Aguilera, ou até o fato de o hip-hop ter se trasnformado no estilo musical preferido da juventude norte-americana, ocuparam esse vácuo, eu não sei. Mas o fato é que o rock, também, lá fora, perdeu seu reino e perdeu feio. O último grande disco do estilo musical apareceu há mais de 20 anos (o Nevermind do Nirvana) e, hoje, "as grandes bandas de rock" só fazem grandes shows nos circuitos de festivais na Europa, único lugar onde ainda fazem sucesso. E o termo "indie" foi definitivamente cunhado na década de 2000 para descrever as bandas de rock, que, diga-se de passagem, não são tão boas assim.

Bom texto, disse muitas verdades. O Brasil vem ficando cada vez mais vulgar, com reflexo claro na cultura, depois que o PT assumiu o Governo, com todos os fatos que você relatou. Mas não apenas culpa do PT, acredito que o excesso populacional e outros fatores contribuem para um mundo mais imbecilizado. Na minha época adolescente, e não faz muito tempo, tanto em festas de amigos como em boates ou festas pagas, pelo menos na classe média pra cima, tocava por rock. Hoje escutam funk e sertanejo, inclusive nas festas de elite, pessoas que supostamente tem mais acesso a cultura e educação. É algo muito trágico.

Bem, não concordo que o rock morreu! A inteligência e cultura, falta de cívica, é que divergem do conceito dos pobres ouvintes ! Ou seja... Não tem como alimentar leão com capim....

Passaram-se anos desde que vc fez essa postagem,é o "Rock Nacional ainda continua vivo" seu Merda!
E o Rock/Metal Internacional segue forte é na ativa, entre 2016 é 2017 o novo álbum do Metallica foi o 3 album mais vendido no mundo, top 3 nos,EUA
Sucesso absoluto em todo o mundo,varias bandas novas surgiram ao redor do mundo, fazendo grande sucesso e tendo centenas de milhares de acessos no YouTube!
O dinheiro que o Rock rende no mundo a fora,é muito maior do que essas merda que so daz sucesso nesse pais fodido,o que o Rock/Metal gera em dinheiro ao redor do mundo, daria pra comprar o rabo das Vadias das tuas mães, junto com todo esse país fudido é miserável!
O sertanejo é o Funk só fazem sucesso nessa porra de pais, porque suas letras incentivam as mulheres a se entregarem mais facilmente aos homens, elas ficam cada vez mais safadas e mais fáceis.
As letras fazem grande apologias a Sexo sem proteção, Bebidas, é traição sendo assim os jovens usam isso como um facilitador pra conseguir uma "transa" de forma fácil, afinal de contas as letras praticamente os mandam fazer isso.
O fato é que a maioria dos Brasileiros gostam é de putaria e não sabem levar nada a sério, nem tem responsabilidade pra porra nenhuma, por isso nossa país está cada vez mais pobre é fudido.
Só uma dica pra vcs seus desgraçados, se Sertanejo é Funk fossem bom,teriam Reconhecimento mundial é fariam grande sucesso no mundo todo assim como o Rock/Metal/Punk/Góticos/Trash Metal/Black Metal/Death Metal/ dentre milhares de subgêneros do Rock é do Metal fazem mundo a fora.
Bandas Nacionais fazem grande sucesso internacionalmente, como o Angra, Almah,Sepultura, Shaman,Semblant sucesso absoluto, coisa que nenhum deles atingiu até hoje.
Existem mais de 1 bilhão de Rockeiros no Mundo,kkkkkkk
Enquanto, essa subespécie na qual vcs fazem parte, só existem em nosso país.

Passaram-se anos desde que vc fez essa postagem,é o "Rock Nacional ainda continua vivo" seu Merda!
E o Rock/Metal Internacional segue forte é na ativa, entre 2016 é 2017 o novo álbum do Metallica foi o 3 album mais vendido no mundo, top 3 nos,EUA
Sucesso absoluto em todo o mundo,varias bandas novas surgiram ao redor do mundo, fazendo grande sucesso e tendo centenas de milhares de acessos no YouTube!
O dinheiro que o Rock rende no mundo a fora,é muito maior do que essas merda que so daz sucesso nesse pais fodido,o que o Rock/Metal gera em dinheiro ao redor do mundo, daria pra comprar o rabo das Vadias das tuas mães, junto com todo esse país fudido é miserável!
O sertanejo é o Funk só fazem sucesso nessa porra de pais, porque suas letras incentivam as mulheres a se entregarem mais facilmente aos homens, elas ficam cada vez mais safadas e mais fáceis.
As letras fazem grande apologias a Sexo sem proteção, Bebidas, é traição sendo assim os jovens usam isso como um facilitador pra conseguir uma "transa" de forma fácil, afinal de contas as letras praticamente os mandam fazer isso.
O fato é que a maioria dos Brasileiros gostam é de putaria e não sabem levar nada a sério, nem tem responsabilidade pra porra nenhuma, por isso nossa país está cada vez mais pobre é fudido.
Só uma dica pra vcs seus desgraçados, se Sertanejo é Funk fossem bom,teriam Reconhecimento mundial é fariam grande sucesso no mundo todo assim como o Rock/Metal/Punk/Góticos/Trash Metal/Black Metal/Death Metal/ dentre milhares de subgêneros do Rock é do Metal fazem mundo a fora.
Bandas Nacionais fazem grande sucesso internacionalmente, como o Angra, Almah,Sepultura, Shaman,Semblant sucesso absoluto, coisa que nenhum deles atingiu até hoje.
Existem mais de 1 bilhão de Rockeiros no Mundo,kkkkkkk
Enquanto, essa subespécie na qual vcs fazem parte, só existem em nosso país.

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