O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.

Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira

Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.

Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3

O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.

Por um Help à Música Sertaneja

Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.

Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos

Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...

Mostrando postagens com marcador Brega. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Luana Alves - Quem gosta de brega é ela!

Lembro como se fosse hoje. Estava em viagem a trabalho no Guarujá e enquanto esperava pela conclusão de um tarefa da equipe de campo, fui ao Google pesquisar sobre Júlio Nascimento. Foi assim que conheci o blog Quem gosta de brega sou eu. Adorei! Até o final do dia já tinha lido quase toda as postagens e adicionado a autora, uma tal de Luana Alves. Como o MSN era bloqueado na empresa onde estava prestando serviço, foi com enorme expectativa que na saída fui a uma lan house verificar se tinha sido adicionado por ela. Foi assim que tive meu primeiro contato com umas melhores blogueiras musicais do Brasil.

@Moondalua & @cabaretdotimpin, nos menores frascos, as melhores blogueira (e bregueiras)

De lá pra cá nossa amizado se firmou cada vez mais, através de uma intensa troca de idéias, músicas e piadinhas. Quando fui ao Recife em Fevereiro desse ano, a primeira coisa que fiz foi ligar pra ele e marcar um encontro ao vivo. Nos encontramos no Shopping Boa Vista e ela simplesmente ignorou minha frase dizendo que eu já havia morado no Recife por um período de dois anos e meio e saiu comigo, numa peregrinação turística pelos lugares que eu já estava careca de conhecer.

Ainda bem que a Arpoadeira de Lambaris (ela é baixinho e um dos meus hobbys é inventar novos adjetivos para descrevê-la é simpática, lindinha e boa de papo. Além de ter um conhecimento enciclopédido de brega e me atualizou das novas tendências e novos artistas que estavam despontando na cena. Fiquei completamente desnorteado ao saber que os moleques da periferia haviam inventado uma fusão de brega com funk e o pior! estavam tocando nas festas dos bacanas! Mc Sheldon, Mcs Cego & Metal, Boco da Mustardinha e assemelhados passaram a figurar desde então em meu Ipod com assídua frequência. É o Gangsta Brega, algo que só Recife é capaz de conceber.

Apesar de seu declínio de meus insistentes convites para sair comigo na noite (é, a Marceneira de Palito de Dentes é mais lisa do que bagre ensaboado e detectou minhas intensões chavequísticas) adorei o encontro. Luana é única no que faz. Ela tem um estilo todo pessoal em sua escrita. Ela transparece autenticidade em cada linha de cada post de seu blog. Quando as garras implacáveis do tédio se armam contra mim, é no Quem gosta de brega sou eu que encontro uma defesa inexpurgável.

No final de semana passado ele encontrou e fez uma mini-entrevista com Gaby Amarantos. Confio no instinto da Malaca do Jurunas e creio que ali nasceu uma amizade entre as duas que mesmo que Gaby estoure nacionalmente e vire uma diva de sucesso (o caminho quase inveitável é esse) pra sempre persistirá.

Abaixo o video da tal entrevista e nossa Alta Cafetinagem recomenda sem medo de errar, que os frequentadores de nosso Cabaret favorite o blog da Bandeirista de pista de Hot Wheels.

domingo, 4 de setembro de 2011

Jeane do Brega e a melhor introdução de clipe do ano

A era dos clipes caseiros virais ainda não completou meia década, mas já se pode observar alguns padrões. Letra com algum elemento diferencial, uma dança engraçada e alguma absurda, totalmente sem noção em algum ponto da gravação. O clipe de Jeane do Brega atende a esses requisitos. Claro, eu posso estar errado, o exercício de previsão nessa área é sempre uma atividade de risco. Mas só de ontem pra hoje foram mais de 60.000 visualizações. Se cair nas graças de ser regravada por pseudo-celebridades do calibre de uma Preta Gil - como foi o caso da Stefhany em 2009 -, aí fechou a polenta. De qualquer forma eu aposto na menina e ela já é considerada uma das musas de nosso Cabaret. Com vocês A JÉANE!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Reginaldo Rossi - Leviana

Sem mais...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Gafiera das Gaieras - O Melhor do Brega Volume 1

Depois do Forró e do Tecnomelody, chegou a vez do Brega recifense ter seus principais sucessos recentes reunidos em uma coletânea. Convém aqui esclarecer que a cena brega do Recife é extremamente diversificada. Tem aquele brega com um pé no calypso, influência dos residentes Chimbinha e Joelma, tem o brega romântico prata da casa, que é o que consta em nossa Gafieira das Gaieras e recente pós-brega dos MCs, uma mistura nada ortodoxa do brega com o funk e que fez a fama de figuras como Sheldon, Boco, Metal, Cego dentre dezenas deles. Também mereçe menção o brega da classe média alta, que até graças a Deus nenhum infeliz chamou de brega universitário e suas principais pontas de lança são Faringes da Paixão e Victor Camarote & Banda Arquibancada.


Manda Kitara, com os cantores Rodrigo Mel e Karlinha


Nesta nossa seleção de brega romantico, privilegiamos as bandas novas, com exceção da Kitara, que já está a alguns anos na estrada, mas que vive agora seu melhor momento. Com o repertório de 2011 sendo finalizado nos próximos dias, apresentamos os dois maiores sucessos do ano passado, "Beijo de Lingua" e "Quando está carente". Incluimos a banda de Rodrigo Mel para dar um maior "potencial comercial" para nosso disco e também pelo fato de que no sul quase ninguém conhece a Kitara, o que é uma injustiça.

As outras quatro novatas são Banda Saíra, Toda Boa, Nova Reação e Musa do Calypso. Enquanto as coletaneas sobre as outras vertentes do brega recifense não sai, confiram a playlist deste lançamento com a qualidade premium do Cabaret que você já conhece.

Gafieira das Gaieras - O Melhor do Brega Volume 1 by Timpin CDs

1) Boa Toda - Se eu fosse um garoto
2) Musa do Calypso - Baby
3) Musa do Calypso & Kitara - Se liga amiga
4) Kitara - Beijinho de língua
5) Boa Toda - Não me tocas
6) Musa do Calypso - A vontade que eu tenho
7) Banda Saíra - Estrela cadente
8) Nova Reação - É uma fase
9) Nova Reação - Nosso amor
10) Kitara - Quando está carente
11) Boa Toda - Lábios divididos
12) Boa Toda - Feitos um pro outro
13) Musa do Calypso - Podem até nos separar
14) Musa do Calypso - Quem nunca me amou

Clique no título pra baixar > Gafiera das Gaieras - O Melhor do Brega Volume 1

Clipe oficial Musa do Calypso - Baby

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Três Cabras & Um Cabaré

Essa semana fui premiado com três demonstrações de generosidade, destas revigoram nossas esperanças do futuro da humanidade. Quem acompanha o blog sabe a um mês atrás minha casa foi invadida durante a madrugada, fui espancado e os larápios levaram meu notebook. Durante um mês tive que puxar o freio das postagens e operar apartir de lan houses. Pois meus camaradas Denis Santos e Coutinho (Twitters devidamente linkados) me ajudaram a adquirir outro computador - este em que estou digitando este texto.

E hoje, meu amigo de Quixeramobim - Ceará, Lucas Ameida, deu uma repaginada geral no blog, emprestando ao mesmo um visual menos furreba série C que ele tinha. E tudo isso de graça sem cobrar nem uma paçoquinha do Bar da Salete. O curioso é que nos conhecemos trocando farpas na época do Watergate do Forró, eu defendendo minhas posições e ele defendendo os Aviões. Hoje somos grandes chapas e não passamos um dia sequer sem falar meia dúzia de merdas no MSN. Ele apartir de hoje irá postar no Cabaret artigos sobre forró, pois o cara é inteligente, escreve bem, tem senso crítico - existe isso em fãs dos Aviões ´- e tem conhecimento de causa. E é bonito, vai atrair mais menininhas para esse cafofo. Confiram a cútis da criança.

sábado, 18 de junho de 2011

Vem aí... Explosão do Brega - O filme

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mulher do Tamburete - Tem coisas que só Recife sabe produzir

Estava aqui escrevendo sobre João do Morro e seu novo disco, comentando que tem coisas que só Recife sabe produzir e recebo o link de um vídeo caseiro. Eram dois moleque dentro de um apartamento, com uma câmera na mão e nenhuma idéia na cabeça. Então, eis que ouvem uma vendedora ambulante cantando e divulgando seu produto: tamburete. O resultado ficou sensacional.



Como na história recente Recife ficou notória por produzir o maior web hit brasileiro de todos os tempos, o infame "Minha mulher não deixa não", bem que a cidade podia se redimir e assim como pôs em evidência o cantor Reginho, motivar alguém a localizar esta senhora e dar a ela a chance de gravar um disco e revelar seu talento. Poderia ser um caso semelhante ao daquela violeira pantaneira chamada Helena Meirelles, que só estreou em disco quando sexagenária.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Troféu Cabaret Clipe Sofisticado da Semana vai para... "Minha mulher não trabalha"

Muito barulho por nada - Profissão Repórter "polêmico"

Segundo a produção do programa, a edição do Profissão Repórter desta semana foi a que mais causou furor nas redes sociais da Internet. Um dos motivos foram os Twitteiros paraenses revoltados com a inclusão da banda Djavú numa suposta matéria sobre tecnobrega. Outro motivo foram as comemorações dos fãs que celebraram a aparição da banda Garota Safada no programa, levando o cantor Wesley Safadão aos Top Trends - expressões mais comentadas no Twitter - por mais de onze horas seguidas. Bobagem, em ambos os casos.

No primeiro caso, o da banda Djavú, o foco nem era o tecnobrega, mas detalhes peculiares envolvendo a banda, dando ênfase justamente no racha de seus membros, que originou a existência de duas bandas Djavús, como o mesmo nome, mesmo visual e mesmas músicas. Mais do que ficarem ofendidos com a produção do programa, os paraenses deveriam comemorar o fato de que o destino encarregou-se de castigar a banda, que se apropriou de músicas parenses para fazerem sucesso. Venceram copiando? Pois agora chafurdem na lama e morram ingerindo seu próprio veneno, copiando a si mesmos. Se você não conhece a história do roubo de músicas cometido pela Djavu, leia o Watergate do Tecnobrega.



Já o caso da Garota Safada, foi um exagero os fãs comemorarem a presença de Wesley Safadão nos Top Trends . A banda era mera figurante da matéria, tanto quanto a Solteirões do Forró. As estrelas da repostagem os gravadores de shows Junior Moral, Stênio CDs e Henrique CDs. Destaque mesmo foi quando a Garota Safada tocou durante quase vinte minutos ao vivo no Domingão do Faustão, aquilo sim foi a consagração. Talvez toda a agitação dos fãs se deva à atual richa da banda com os Aviões do Forró, que já tão grande que existe uma comunidade no Orkut com quase trinta mil membros, onde o principal foco é a competição e que é mais atualizada que as comunidades oficiais das duas bandas.

Inclusive, para quem quiser se informar do que acontece envolvendo as bandas, essa é a comuidade certa, porque as oficiais procuram esconder temas mais espinhosos, como a resente caso de uma mensagem no Twitter da cantora da Garota Safada, Marcia Felipe. Em seu microblog ela jogou mais gasolina na fogueira da disputa entre as bandas publicando a seguinte frase: "Eu jah vi #GAROTA parar o tranzito, mais derrubar #AVIÃO é a primeira vez. Aceita pai " A declaração despertou a ira dos fãs dos Aviões do Forró e causou desconforto até ente os próprios fãs da Garota Safada. O fato não foi comentado nas comunidades oficiais.



No frigir dos ovos - e Deus queira que eu esteja certo - talvez a agitação causada nas redes sociais seja uma lição para os diretores de jornalismo da grande mídia. A lição de que existe uma realidade aqui fora que eles não podem mais ignorar. Porque fazer uma matéria sobre a Djavu sem levar em conta que eles fizeram sucesso roubando música, é de uma ignorância crassa. Até o racha interno eles só foram descobrir durante a realização da reportagem, através de um e-mail que o cantor Geanderson mandou para o Caco Barcelos.

Nem o que programa trouxe de mais "novo" e que surpreendeu muita gente a ponto de cunharem a expressão "Nova Estratégia do Marketing do Alô" é tão novo. Embora não tenha citado essa forma dos gravadores de shows, eu já falei deles a mais de dois anos atrás no extinto site Bis MTV. O original não está mais disponível, mas o distinto frequentador pode ler a matéria em cache clicando aqui.

Que uma renovação da visão da cultura brasileira REAL ocorra o quanto antes, que a grande mídia abra os olhos para a produção cultural riquíssima que atualmente está sendo produzida no Brasil, sob o risco de que quando a copa do mundo chegar, seje apresentados aos gringos como produtores culturais nomes como Chico César, Alceu Valença e Preta Gil...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Watergate do Tecnobrega - Conheça a verdadeira história da Banda Djavú

Hoje a noite o programa Profissão Repórter vai exibir um matéria sobre bandas que cairam no gosto popular. As escolhidas foram Garota Safada e Djavú. Palmas pela escolha da Garota Safada, que vive um fase dourada em sua tragétória e vaias, muitas vaias pela infeliz escolha da Djavú.

Infeliz porque a Banda Djavú conquistou o gosto popular protagonizando o maior escândalo de roubo de músicas da história da música brasileira. E pior, a pauta do programa é justamente "um nome, duas bandas", ou seja, o cantor Geanderson vai se queixar de que a ex vocalista Nádila, inventou uma banda clone, ou seja, uma cópia. Ironia do destino e ignorância por parte do programa sobre a verdadeira história da Djavú

Nosso cabaret vai publicar aqui, na íntegra, uma série de repostagens feitas para o extinto site BiS MTV e que foram publicadas no final de 2009. A história é longa, mas garanto que vale a pena a leitura.

Divirtam-se!

Watergate do Tecnobrega - Parte 1




Rubi é uma pedra preciosa vermelha, uma variedade do mineral corindon (óxido de alumínio) cuja cor é causada principalmente pela presença de crômio. Rubi é uma das principais aparelhagens de Belém, criada nos anos 50 pelo Dj Orlando Santos e que hoje anima as festas de tecnobrega. Rubi, ou Extremeçe Rubi, como era originalmente chamada, é a música de trabalho do disco de estreia da Banda Ravelly. No decorrer deste ano, esta música causou intensos debates sobre o que é cover e o que é roubo, além de ser a responsável pela popularização do tecnobrega no sudeste.

Tudo começou em 2007, quando DJ Gilmar da Aparelhagem Rubi pediu que os DJs Leo e David compusessem uma música nova para ser executada em suas festas. A cantora oficial da dupla era Viviane Batidão, mas como sua prima Vanda estava em dificuldades, separada do marido e com filho pra criar, pediu que a chamassem para a tarefa. Assim nasceu Rubi, no barraco da dupla de DJs, na periferia de Santa Isabel, interior do Pará, ao custo de R$ 200,00.

No intuiuto de ajudar a moça em dificuldades, mais e mais músicas foram sendo gravadas, como Meteoro, Maciota Light e Atração Pittbull e outras, que quando começaram a acontecer Belém, motivaram a criação da Banda Ravelly, nome inspirado no pseudônimo que Vanda usava desde o tempo em que era vocalista da banda de forró Caicó, em Fortaleza, com os DJs Leo e David mandando ver nas bases.

Com a banda emplacando e fazendo shows, a grana começou a entrar, Vanda reatou com seu marido Max Sandro, que se encontrava exilado no Recife e contrataram Flávio para empresariá-los. Como em diversos casos já ocorridos no meio artístico em que o sucesso comercial atiça a ambição, começaram a ocorrer discussões com relação ao percentual de participação dos lucros entre as partes envolvidas e Max Sandro, devido ao fato de já ter aprendido a fazer as bases, achou por bem e conveniente dar um pé na bunda de Leo e David, justamente a dupla de compositores.

Paralelamente, há mais de dois mil quilômetros de distância, sem relação nenhuma com o fato e absolutamente do nada, as músicas começaram a fazer sucesso nos camelódromos do norte da Bahia. Dois empresários de Capim Grosso, Geanderson e Paulo Palcos, resolveram contratar a Banda Ravelly para uma série de shows. Ligaram para o Pará, acertaram tudo com Max Sandro e começaram a trabalhar na divulgação. Foi então que a famosa borboleta, que quando bate asas na Argentina causa tufões na China, deu as caras na história. O empresário Flávio pegou o chip do celular de Max Sandro, colocou em seu Nokia e passou a receber as ligações.

Em Senhor do Bonfim, a pouco mais de 100 Km de Capim Grosso, os radialistas do programa Zueira Legal tiveram a mesma idéia, uma turnê da Banda Ravelly pela região, ligaram para o Pará e desta vez quem atendeu foi Paulo, que por um erro crasso de comunicação interna, não sabia que sua banda já tinha sido contratada para a tarefa e fechou negócio. Numa bela manhã, Paulo Palcos acorda e vê sua cidade entupidas de cartazes anunciando os shows que seriam promovidos, olha só! Por seu concorrente.

Ao ligar para fazer a reclamação, recebe um tachativo "azar o seu, já fechamos com o Zueira Legal". Como Paulo Palcos é um cara meio, digamos assim, rude em suas maneiras de lidar com as intempéries da vida, resolveu sacanear os caras e montar uma banda que tocasse as mesmas músicas, do mesmo jeito e partir para a briga com a banda que lhe deu calote. Tudo foi feito às pressas. Chamou Nádila para os vocais, escalou Juninho Portugal, que não sabia tocar nem triângulo em forró de pé de serra como DJ de mentirinha e seu sócio Geanderson para os vocais.

Uma dúzia de gostosas de Capim Grosso completaram a formação da maior falcatrua da história musical brasileira.

O que se sucedeu foi um duelo digno dos maiores enxadristas entre as duas bandas, que saíram em turnê paralelamente pelo sertão nordestino. O xeque mate, por parte da Djavu, começou a ser arquitetado quando Paulo Palcos começou a fazer uso de todo o seu talento para o “Marketing Esquema Novo”: a gravação de um DVD. Abrindo um show da Banda Calypso, fizeram a gravação em um evento que foi um fracasso absoluto, mas que serviu para confirmar que imagem é tudo. A filmagem foi tão as pressas que, no vídeo, pode-se ver bandeirosas marcas feitas com esparadrapo no palco, porque as dançarinas ainda não tinham aprendido a coreografia correta.

Habituado a negócios escusos, Paulo Palcos não encontrou nenhuma dificuldade em largar o "master" do DVD na mão do alto escalão do mercado pirateiro de São Paulo. Em pouquíssimo tempo, as músicas estouraram num dos maiores de fenômenos de sucesso em massa de nossa história recente. O problema é que em sua vingança contra a Banda Ravelly, Paulo Palcos e Geanderson passaram o rodo em Belém e gravaram as melhores músicas da cena local, sacaneando meio mundo de gente e se comportando como se fossem suas.

Naturalmente que o pessoal de Belém chiou, gritou, berrou, mas a distância geográfica que encarece as turnês os deixou em tremenda desvantagem e quando a própria banda Ravelly desceu para tocar em São Paulo, foi acusada de ser uma cópia da Djavu. Nas comunidades do Orkut as discussões logo começaram a pegar fogo e mais uma vez a quadrilha encabeçada por Paulo Palcos foi esperta. Criaram dezenas de fakes que jogavam gasolina na fogueira, uns criticando e outros detonando a Djavu, o que só fez aumentar a curiosidade das pessoas, aumentando exponencialmente a quantidade de downloads.

Que fique bem claro aqui que a questão nem é que eles tenham roubado as músicas, afinal no norte e nordeste, direitos autorais não costumam ser muito respeitados. A questão é o sucesso a qualquer preço, obtido a fórceps por meio de meios escusos. As falcatruagens de Paulo Palcos já estão se tornando conhecidas no meio. Para não perderem uma aparição na TV, deram um cano em um show em Sorocaba que levou a multidão a destruir palco, equipamento e camarins.

Outra coisa que Palcos costuma fazer é denegrir a imagem de bandas mais bem estruturadas que a dele, para a produção de eventos de apresentações coletivas, para que a sua Djavu não tenha concorrente de peso e se sai como a grande banda da festa. Trocar nomes de músicas nas legendas de seus DVDs para driblar o ECAD é outra técnica recorrente. A lista de delitos é enorme e não ficarei cansando o leitor com elas.

A cara de pau dos usurpadores é tão grande que, em entrevista a um telejornal local da Bahia, Juninho Portugal declarou que o que eles fizeram foi pegar o Melody de Belém e acrescentar um tempero baiano. Tempero baiano? Só se for o orifício circular corrugado, localizado na parte ínfero-lombar da região glútea de Vossa Excelência. No som em si, não há nada de diferente e se há, é a batida extremamente brocochô e repetitiva que soa como se viesse de um teclado furreba qualquer. Quem está habituado a escutar o Melody de Belém, se recusa a escutar este genérico degenerado.

Mas infelizmente o sucesso da Djavu foi fulminante. Até porque as músicas foram selecionadas a dedo e a Djavu se comportava como se fossem suas. Logicamente que os desavisados acharam a banda sensacional e os fãs se multiplicaram, os shows começaram a lotar e em pouquíssimo tempo estavam na mídia e ricos, podres de ricos. O faturamento mensal da banda gira em torno de R$ 3 milhões. Assim, passaram a agir legalmente comprando músicas em Belém, de gente que, devido a necessidade financeiras diversas, trairam a cena local entregando os cordeirinhos ao lobo, fazendo o monstro atingir proporções tais que uma vingança ficou aparentemente inviável.

Falei aparentemente porque ela veio, adicionando o elemento comédia a esta história policial e de onde menos se esperava. Ele, o pilantra do bem, o anarcocapitalista da música popular, futuro candidato a deputado federal pelo estado de Rondônia e que em um de seus DVDs se diz mais poderoso que Bin Laden e mais gostoso que Brad Pitt: DJ Maluco.

Ele já tem há anos uma banda que faz algo semelhante a Djavu: vive de fazer cover, o Bonde do Forró, só que nunca escondeu ser uma cópia. Um dos vocalistas, por exemplo, é um clone melhorado do Bruno da dupla Bruno & Marroni. Como a especialidade do DJ Maluco são falcatruagens construtivas, o que sua banda faz é divulgar o forró no sul do país. O Bonde do Forró é um sucesso e até DVD gravado em Barretos eles têm.

E como diabos o DJ Maluco conseguiu vingar os paraenses? Criando o fake do fake, a cópia da cópia: a Banda De Javu do Brasil, acertando a grafia do termo francês e inserindo músicos de verdade. Mais rápido ainda do que os falsários baianos, deslocou a vocalista Anne Lis, do Bonde do Forró, com larga experiência vocal e com um séquito de fãs já estabelecido, gravou sete músicas, mandou fabricar mais de 200 mil discos, criou site oficial, twitter, facebook, o diabo, assim como uma biografia falsa que dizia que o disco era o Volume 5 e mandou o release pra meio mundo de gente.

Quase todo mundo caiu na pegadinha e atualmente DJ Maluco está estufando ainda mais seu bolso de dinheiro, enquanto empresários diversos contratam sua banda para shows, comprando, no caso, lebre por gato. Isso porque a cópia da cópia ficou melhor que a cópia. O groove amazonense da música Rubi da De Javu do Brasil arrasa com aquele sonzinho fuleiro dos baianos. Acrescente-se que ele gravou uma versão de Beat It, de Michael Jackson, e deu uma de mestre, uma versão do hit Pocker Face de Lady Gaga, que de tecnobrega não tem nada, mas desce redondo nos ouvidos ainda não acostumados à batida de Belém no sul do país. Um Cavalo de Tróia, por assim dizer.

Segundo DJ Maluco, quando a Djavu perder o processo por plágio, afinal a cidade de Belém inteira é testemunha contra eles, a sua banda ficará como a original. Como essa história irá acabar é algo que nem Nostradamus seria capaz de conceber. Se isso acabar em morte, não ficarei surpreso, porque saiu no jornal local do Pará que Gabi Amarantos, vocalista da Banda Tecnoshow, foi ameaçada por telefone por ser uma das mais ferrenhas denunciantes do plágio. Inclusive essa novela ganhou agora outro ator peso pesado, a Rede Record. Como incluíram uma música da Djavu na novela Bela A Feia, simplesmente cortaram Gabi Amaranto quando, num programa recente, ela começou a fazer denúncias. Cabuloso isso tudo, muito cabuloso.

Rola até um boato muito forte de que Gugu Liberato é um dos sócios ocultos de Paulo Palcos. De um cidadão que tem falsos sequestradores em seu currículo, não seria de admirar que esse boato fosse real. De fato, fontes seguras afirmam que um diretor do alto escalão da Rede Record é sócio do esquema. Após inúmeras tentativas, consegui falar por telefone com o cidadão que, naturalmente, negou tudo. Aparentemente, ele atendeu o telefone pensando que eu queria contratar sua quadrilha para uma apresentação, pois ficou muito nervoso quando eu citei a questão do plágio e disparou uma avalanche de explicações e declarações que, posteriormente checadas, eram todas falsas. A única verdade que ele falou nos cinco minutos de ligação, foi seu nome de batismo, Marinho Silva Campos.

O mais revoltante nessa história toda é que Leo e David, os dois meninos humildes de Santa Isabel do Pará, continuam sem receber um centavo pelo mérito de serem autores de alguns dos maiores sucessos de 2009 e continuam morando no seu casebre que necessita de reforma urgente, pois cada vez que vem as tradicionais enchurradas amazonenses, tem uma parede lá que ameaça desabar. A Banda Ravelly, que praticamente negou tijolo quando a dupla de DJs foi pedir ajuda para a supracitada reforma, espero que tenha seu castigo com a publicação deste esforço de reportagem.

Quanto à Banda Djavú, muito provavelmente o nocaute, o dia que em que os meliantes beijarão a lona, virá no round em que os artistas paraenses em peso descerem para São Paulo. Quero só ver a Djavu ter que concorrer com nomes como AR-15, Viviane Batidão, Gangue do Eletro, Banda Elektra e a própria Ravelly e Tecno Show, que já estão com as malas prontas.

O Hermano Vianna sonhava em ver o tecnobrega ser descoberto primeiramente por um gringo, para depois aterrissar por aqui. Nosso intrépido antropólogo deve estar nesse momento "pre-té-ri-to" ao ver seu tesouro musical nas páginas policiais e nos tribunais. É Hermano, como vovó já dizia, a língua é o chicote da bunda.

Por Timpin

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Watergate do Tecnobrega - Parte 2


O faro investigativo do 'Hunter Thompson' do BiS Blog descobriu que há um iceberg de inverdades por baixo do angú de caroço do tecnobrega



O incêndio provocado pela reportagem O Watergate do Tecnobrega teve começo no Diário do Pará, alastrou-se para a Bahia via Blog do Marrom, Correio da Bahia e Bahia Notícias, chegou a São Paulo através do portal Forró em Sampa e não dá os mínimos sinais de que será contido pela equipe de assessoria de imprensa da banda Djavu. Se é que tal equipe existe.

Diante do furor que o escândalo causou na Web, Paulo Palcos, o homem por trás da Djavu se viu obrigado a manifestar-se publicamente em resposta à reportagem do BiS e fez isso da maneira que lhe é peculiar, mentindo e falando bobagem. Numa ligação para o Bahia Notícias, afirmou que sua banda não cometeu plágio por que "o nome de uma banda é Ravelly e o da outra é Djavu, onde está o plágio?" Essa nem os redatores da Escolinha do Barulho, capitaneada por Sidney Magal na TV Bandeirantes, colocariam no roteiro.

Em outra frase, acusou os paraenses de ciúmes, pois "o ritmo existe a 40 anos e estava enfurnado no Pará sem nunca fazer sucesso no resto do país". Quarenta anos? Qual será o ritmo que o Doutor Palcos deve estar se referindo? Seria a bossa nova? Segundo ele, Belém não é dona do ritmo, pois se assim fosse, só existiria uma banda de axé, uma banda de forró, uma banda de pagode e assim por diante.


Paulo Palcos falando merda pro Bahia Notícias


Agora, como que uma pessoa totalmente destituída de noção como esta conseguiu fazer de sua banda um dos maiores fenômenos do ano é uma tarefa que ultrapassa minhas capacidades humanas e que francamente, deixarei para os futuros historiadores.

Outra personagem desta novela que se manifestou, foi Vanda Ravelly, aquela que encontrava-se em dificuldades, separada do marido, com um filho pequeno para criar e prima de Viviane Batidão. Aquela que, que ao atender a ligação da reportagem, derramou lágrimas de crocodilo enquanto mentia desavergonhadamente. Só que a resposta dela não foi pública, porque ela não é otária de se complicar ainda mais. Foi no meu orkut, mas vou torná-la pública aqui na matéria por, meus amigos, tratar-se de um poema:

Foi com absoluto respeito que vi sua materia que envolvia o nome da banda Ravelly, o meu e o do meu marido. E é com absoluta certeza q t digo q nao espero mas nada da justiça do homem, mas todo homem deve esperar pela justiça d DEUS! Pois apenas ele sabera (sic) recompensar todo veneno q eu e Max Sandro estamos tendo q tomar.É muito bom, ler o que li e continuar firme!!!!!!

Te desejo toda paz d espirito e muito sucesso, e um dia quando a justiça d meu pai se cumprir t mando noticias, alias (sic), vc tera (sic) noticias, vc e todos q nao sabem da verdade como ela realmente é, mas q um dia prevalecera (sic). Obrigada, e deixo um humilde abraço.
Vanda Ravelly

Se você leitor, souber o que significaria o contrário, um abraço arrogante, como comentou um anônimo que assinou Zelito no meu blog, o link pro meu orkut tá ali em cima e a página de rercados serve pra isso.

Mas o que veio à tona com a publicação do Watergate do Tecnobrega, é muito, mas muito cabuloso do que uma banda ficar rica e famosa às custas das composições dos garotos Leo e Deivid, da Banda Puro Desejo, que ainda ralam pela Amazônia e cuja casa, lá nas cercanias de Santa Isabel do Pará, ainda tem uma parede que ameça desabar. O que veio à tona foi que Paulo Palcos não está sozinho no ramo do crime musical qualificado. Ele tem um grande concorrente que, segundo fontes que me imploraram para não terem seu nome revelado, é capaz de matar pessoas para atingir seus objetivos.

Trata-se de Alessandre A. Silveira, vulgo Zú, de vitória da conquista, que pratica furto musical da maneira mais desonesta possível e imaginável. Ele tem o dom de conseguir superar Paulo Palcos em termos de falcatruagem. Só para citar um exemplo, um empresário do Pará, que naturalmente prefere não ser identificado, contratou a banda Djavu para uma série de shows pelo estado, Foi atendido com uma arrogancia e uma grosseria tamanha da parte de Paulo Palcos que seu sangue faltou só sair pelas ventas de tanto que ferveu.

Para vingar a rasteira, contratou uma das bandas clones da Djavu que surgiram às dezenas pelo Brasil, a banda DJ Javú, propriedade de Zu para tocar no lugar da original. Pois não que o prejuízo foi maior ainda? E como ferramenta de vingança o que ele fez? Mais uma cópia da Djavu, a D JJavú. Já está faltando letras no alfabeto para dar conta da clonagem generalizada.

Zu tem um vasto currículo de cópias, só que ao contrário de um DJ Maluco, que assume a cópia públicamente e ainda te dá aulas de como tocar tocar a música que o povo quer ouvir, o cidadão de Vitória da Conquista garante para o contratande que sua banda é original sim senhor e a mentira pega, uma rápida consulta ao Google confirmou que seus clones tocam em meio mundo de eventos pelo interior do nordeste.

O mais famoso dele atende pela alcunha de Boing do Maluco, se fazendo passar por Bonde do Maluco. Oralando Barros, empresário e produtor do Bonde original, declarou à reportagem que por uma questão de um mês, não ocorreu com ele o que ocorreu com a Ravelly. Zu, tentou registrar a sua banda como a autêntica, com as mesmas músicas, estilão Paulo Palcos. Ele ficou tão fuiroso que abriu um B.O. na policia civil e foram atrás do ladrão com mandato de prisão. O sujeito atualmente é considerado forajido da justiça.

Nossa equipe conseguiu um informção de suma importância para o leitor. Se você receber uma proposta de negócios de uma empresa com o CNPJ de número, 04448300 / 0001-99, por gentileza acione o 190 e solicite o imediato rastreamento da ligação. O nordeste agradesce a sua ligação e sua indentidade será mantido no mais absoluto sigilo.

Está assustado? Tem mais, mas agora saímos do caderno policial e nos adentramos no surrealismo criado pelo artista francês André Breton. Quando Paulo Palcos resolver brigar com a Ravelly e montar sua banda, foi como se tivesse aberto aquela caixinha do Hellraiser e despertado o Leviatã. O nome ele escolheu porque tinha gostado do filme De Javu e desta vez sem querer, talvez na única acusação das milhares que tem recebido, seja inocente.

Uma banda rock do interior de São Paulo partiu pra briga judical por causa do nome da banda. Na ativa desde 2006, o grupo Dejavoo encontra-se numa sinuca de bico por causa da palhaçada de Paulo Palcos. Eles vão ter que trocar de nome, refazer a arte de seu CD, modificar o template do seu blog e ter que gastar horrores para refazer o estrago feito pela divulgação de um nome que atualmente se encontra mais maculado que Judas Escariotes. Os caras da banda não aguentam mais o povo ligando para contratá-los para shows junto a bandas como Arreio de Ouro, Bichinha Arrumada e Cacete Armado.


Os azarados roqueiros paulistas da Djavoo


Se você achava que nunca veria tretas maiores do que as de dentro do Senado Federa,, tá na hora de rever seus conceitos. Conforme falei, este incêndio tem tudo para se alastrar ainda mais e com certeza esta não será a última reportagem do Watergate do Tecnobrega. Ainda falta contar a história da Banda Puro Desejo e detalhar a sacanagem que a Banda Ravelly fez com a dupla DJs Leo & Deivid.

Isso não é tudo pessoal, semana que vem tem mais.

por Timpin


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Watergate do Tecnobrega - Parte 3


Quando o BiS inicou as investigações do Watergate do Tecnobrega, nem imaginava o tamanho da encrenca que estava por ser revelada, nem sonhava que estava abrindo uma Caixa de Pandora da qual sombras aterrorizantes. Existem muitos esqueletos no armário do tecnobrega. O enredo é capaz de botar o roteiro do filme Todos os Homens do Presidente no chinelo. Complôs, espiões, agentes duplos, noticias falsas plantadas na mídia e o escambau.

A principal notícia falsa plantada na mídia pode ser conferida na primeira reportagem desta série, a versão de que os autores das músicas roubadas pela Djavu são a dupla de Djs Leo & Deivid e mais ninguém. Que a Djavu plagiou o povo do Pará não resta mais nenhuma dúvida, agora quem são os verdadeiros autores das músicas talvez seja mais difícil de comprovar do que os verdadeiros responsáveis pelo assassinato de JFK ou pela que das Torres Gêmeas. O que vou apresentar aqui é o máximo que se pode chegar na apuraçào dos fatos, o que resta são palavras de uns contra palavras de outros e a verdade final talvez nunca venha à tona.

O cenário começou a mudar quando surgiram os primeiros comentários no BiS. Uma das grandes vantagens das novas mídias digitais é que acabou a mão única na difusão das informações. Se antes era necessário enviar cartas às redações para contestar uma notícia e torçer para que a editoria desse satisfações, agora bastar escrever algumas linhas na caixa de comentários e, caso o argumento for de peso, a verdade acaba por ser revelada. Jornalistas não podem mais fabricar verdades e graças aos comentaristas, pude ter a chance de contornar algumas injustiças cometidas no texto.

A começar por Vanda, vocalista da banda Ravelly. Foi com ela que cometi a maior sacanagem, com ela peguei pesado, induzido por falsas informações fornecidas por umas das facções da conspiração do Pará, Gaby Amarantos, vocalista da banda Tecnoshow e Alde César, empresário dos Djs Leo & Deivid. Os objetivos de cada uma destas duas pessoas diferem, mas os métodos são os mesmos, produção de ruído de fundo que induza a mídia ao erro. E eu caí feito um patinho.


Depois de dois anos, Wanda Ravelly e Timpin se encontram, esclarecem os mal entendidos e reatam relações


Gaby Amarantos é uma exelente criatura, praticamente uma sócia fundadora do movimento do tecnobrega, nem de longe quero questionar aqui sua honestidade e integridade moral, mas talvez seja traída pela sua própria ambição de entrar para a história como rainha do tecnobrega e essa ambição despertou um temor de que com a repercussão da questão plágio da Djavu, Vanda Ravelly fosse colher os louros da glória. Talvez. Como afimei antes, não existem verdades finais nessa história. O Filósofo Nietzche, lá no século passado, de posse de seu bigode avantajado, já nos alertava que não existe esse treco de verdades finais.

Alde César é um picareta com formação acadêmica, pós graduação na Sorbone é um cara esperto pra cacete. Leo & Deivid tinha recebido um sonoro não por parte de Max Sandro, marido de Vanda Ravelly, quando foram pedir ajuda para a reforma da famigerada parede prestes a desabar relatada na primeira reportagem desta série. Ficaram com raiva. Ficaram com muita raiva e Alde César usou estava raiva para convencê-los a registrar a letra das músicas em cartório, para assim tentarem faturar algum em cima de um eventual processo contra a Djavu.

Que fique claro aqui que Leo & Deivid tem sim participação na criação das músicas roubadas, foram eles que criaram as bases e apesar da legislaçào em vigor relegar a um papel secundário dos arranjados na autoria de uma canção, no tecnobrega o arranjo é muito importante no produto final. Aconteçe que na hora de processar a Djavu pelo plágio, apenas Vanda Ravelly e Max Sandro foram citados como autores e é aqui que entra a eminência parda deste enredo, o personagem que aparece no meio do filme e muda todo o cenário (Hitckock adoraria filmar isso!): Marlon Branco, a voz que aparece na música Rubi (Nave do som).

Marlon Branco afirma que as letras das quatro músicas roubadas são dele e de Vanda e mais ninguém e que se deu mal simplesmente pelo fato de não ter hábito de registrar suas músicas, coisa que a Banda Ravelly fez, em nome de Vanda e Max Sandro. Marlon conta com uma testemunha de peso, e se trata de uma testemunha qualquer, é o próprio Dj Gilmar, dono da aparelhagem Rubi e que é personagem da música, aparecendo no trecho "...eu bem que estava certo em duvidar, daquelas saidinhas com Dj Gilmar...". Gilmar garante que a música é de Marlon Branco, pelo mesnos esta. Talvez Marlon seja o cara mais injustiçado nessa história. Talvez.

O que não resta dúvidas é que é triste de ver aquela turma, que gravou estas quatro músicas fantásticas e que figuravam na vinha que marcará época: "Banda Ravelly, Marlon Branco & Djs Leo & Deivid" está atualmente querendo seus escalpos mútuos e chingando seus ascendentes familares.

Mas nem tudo são espinhos no jardim do tenobrega e no caminho das pedras amarelas que levará a Djavu a pagar pelos crimes que cometeu. Tem um nome pouco citado pelos noticiarios e que é o pai de uma criança que já garantiu sua vaga no subconsciente coletivo nacional. Esta criança se faz existeir através deste refrão: "O que pensa que eu sou / Se não sou o que pensou / Me Libera / Não insista / Vá buscar um outro amoooooor". É a música "Ma Libera", que a cabou por ser o maior hit da Djavu e seu autor, selado, registrado, carimbado, avaliado e que ainda pode voar, chama-se Max Murilo, a banda Morena Cor.

Geanderson, vocalista da Djavu, vive afirmando aos quatro ventos que possui uma autorização do autor da música para tocá-la onde quiser, gravar na mídia que quiser e esta autorização não existe. Interrogado por telefone pela reportagem, Geandeson afirmou que cabe a Max Murilo provar que não existe essa liberação. Aqui cabe uma pausa para uma profunda meditação. Aqui entra um paradoxo que vai aposentar de vez aquela antiga questão resolver quem veio primeiro, o ovo e da galinha. Vamos lá. Como é que uma pessoa faz para apresentar um documentos inexistente que prove a inexistencia do mesmo documento? Hein? Hein? Chupa que é de uva estimado leitor!

Só que o destino não é tão sacana quanto os pessimistas costumam afirmar. O livro de Jó do movimento tecnobrega talvez, eu disse talvez, esteja em seus versículos finais. O sucesso da djavu no sudeste, aliado justamente a este burburinho do plágio, acabou por despertar a atenção da Som Livre, que resolveu gravar um DVD em Belém, reunindo as quatro principais festas de aparelhagens da cidade, a saber: Super Pop, Hiper Tupinambá, Mega Principe e Rubi, com shows de dez bandas: XXXXXXXXXXXXXXXXXX. A festa promete ser uma verdadeira rave e tem tudo para ser inesquecível, pois as apresentações das aparelhagens são umas das melhores baladas do Brasil, quiçá do mundo.

O show será amanhã, anote da data que futuramente irá parar nos caledário de Belém, justificando o feriado municipal, 19 de dezembro de 2009. Como a confusão flui mais que as águas do amazonas naquelas bandas, hoje é sexta-feira 18 de dezembro e o povo da antiga formação da Ravelly ainda estão trocando farpas. A Ravelly diz que amanhã irá tocar as quatro músicas pra mostrar pro Brasil de quem é o ritmo do tecnobrega, Marlon Branco quer por que quer subir no palco na hora da execução da Rubi (Nave do Som) e Leo & Deivid, a esta altura do campeonato, ao ver sua banda Puro Desejo não ser escalada para o evento, devem estar uma expressão no rosto mais perdida que filho de meretriz em dia dos pais. Talvez!

Para finalizar mais este capítulo da nossa confusa e muitas vezes atrapalhada reportagem, fica o registro de um boato que tem divertido muita gente na Internet. A música "Nave do Amor", a única de autoria da Djavu e que está na trilha sonora da novela Bela a Feia da Rede Record, foi composta pela vocalista Nádila, no entanto foi registrada no nome do vocalista Geanderson e bocas pequenas dizem que a imitadora das coreografia de Joelma anda nervosinha por não estar faturando nada.

Quer dizer, os caras roubam até entre eles. Grandiospai!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Menino Sexy - Novo e super produzido clipe de stefhany

quinta-feira, 10 de março de 2011

Timpin na Estrada - Segunda Estação: Recife, parte 3

E às seis da manhã, no aeroporto do Recife, eu cheguei e caguei. Se tem um órgão de meu corpo que não costuma me deixar na mão, é o sistema intestinal. Toda manhã, logo depois do canecão de café e do cigarro, vem o cagão. Em Salvador isso não rolou, mas foi só chegar no Recife e aspirar o ar familiar de uma cidade onde já morei, que a rotina se fez valer. Foram onze minutos redentores no sanitário masculino do segundo piso.

Feito isso, o próximo passo era dar prosseguimento à resolução dos aspectos práticos pendentes da viagem. A saber, conseguir dinheiro para comer e um canto para dormir. O canto para dormir estava parcialmente esquemado, já tinha ligado para o amigo e padrinho de casamento Petrúcio, avisando que iria pra lá. O diacho é que estava chegando com cinco dias de antecedência.

Já a questão do dinheiro, cabe aqui uma informação que tenho a mais absoluta certeza de que após escrevê-la, o leitor pensará que sou bem mais imbecil do que imaginavam inicialmente. Eu estava sem o cartão magnético do banco para sacar o dinheiro no caixa eletrônico. Desde dezembro que o cartão está com minha esposa, que viajou com nossos filhos para o interior de Pernambuco pra passar uns tempos com a familia.

Tentem me entender. Eu achava que em Salvador conseguiria um camarada que me passasse o número de uma conta, para minha esposa depositar o dinheiro que Dan Ventura havia me depositado. Simples assim. Só que a vida é sempre mais compicada...


Dan Ventura, patrono supremo de minha viagem tinha me ajudado. Quem não se ajudou fui, saindo sem cartão. Ele canta no Bonde do Maluco e quem dá uma de maluco sou eu.


Minha idéia então era ir ao banco e inventar uma história triste de que era um turista incauto que havia sido assaltado e que precisava sacar dinheiro mostrando a carteira de identidade e digitando a senha. Só que para levar a cabo esse plano genial, precisava esperar a agência abrir, ou seja, mais quatro horas com uma fome que me corroia as entranhas.

Aberta a agência, mais perrengue. O primeiro foi que era dia de pagamento de bolsa-familia, aposentadoria ou sei lá o quê e a porra da agência estava apinhada de gente. Cada qual mais perdido que o outro, sem saber em que fila quilométrica entrar. Lá pelas onze e meia da manhã chego na boca do aixa e o segundo perrengue, só podia sacar R$100,00. Mas, como para quem não tem o que vem, vem bem, catei os cenzão e saí do banco mais feliz que lambari depois de enxurrada.

Desde a Bahia que eu estava em um jejum musical auto imposto. Preparei uma play list incluindo Kelvis Duran, Tayrone Cigano, Conde & Banda Só Brega e Labaredas da paixão, para ir me sintonizando com a cidade. Recife tem uma cena brega que é totalmente endêmica e viva. Claro, isso no ponto de ônibus onde aguardava a condução que me levaria ao Mercado de Afogados, onde tiraria a barriga da miséria.



Devorei três pratos feitos no valor de R$6,00 a unidade. Dois de galinha cabidela e um de carne frita. Não dispensei nem a farinha, que nunca costumei comer muito. Umas quatro garrafas de Coca-cola com muito gelo completaram o banquete. Palitei os dentes e cendi um cigarro me sentindo novamente um Rei. As coisas estavam voltando para seus devidos lugares.

Quer dizer, mais ou menos. Nem o Petrúcio e nem a esposa deles atendiam o celular. Eu sabia qual era o bairro onde eles moravam, mas não sabia nem que ônibus pegar e nem onde era a nova casa deles. Por isso, me dicidi por primeiro tentar fazer uma visita ao bairro onde tinha morado a três anos atrás. Tinha três camaradas por lá que poderiam me dar abrigo. Mas advinhe, o primeiro tinha se mudado, o segundo estava viajando pra Aracajú e o terceiro tinha acabado de sair pra praia sem hora pra voltar (em Recife, o domingo praieiro de quem trabalha no comércio é na segunda, a praia lota!), encontrei só a esposa dele. Joguei conversa fora, atualizemos as fofocas e vazei.

Só tinha então uma chance, achar a casa de Petrúcio no bairro de Água Fria e rezar para todos os deuses para que tivesse alguém em casa. Após alguns pedidos de informação embarquei no ônibus PE 15 - Afogados e desci no primeiro ponto em que tinnha uma paisagem familiar. E andei, perguntei, andei, perguntei, perguntei e andei mais um pouco até que entrei em um bequinho que tinham me indicado e bati em uma porta de ferro verde. A tarde já estava no fim e a noite se avizinhava. Momentos de tensão. A porta se abriu e uma mulher falou:

- Timpin, seu doido, o que tu tá fazendo aqui?
Era Vera, esposa de meu compadre Petrúcio. Desabei nos pés dela sob o peso de minha mochila e exclamei do fundo dos meus esfumaçados pulmões:
- Estou salvo!!! Posso ficar aqui?
- Claro! Mas hôme, tú tá fedendo mais que cú de bode véio! De onde tú vem?
- Já te conto, posso tomar um banho?
- Deve!

Após um banho de quinze minutos e um sabonete, vesti uma bermuda que era dela (a topeira não tinha levado nenhuma) que só serviu amarrando firmemente com minha sinta, comprei dezoito latas de cerveja e nos pusemos a beber, conversar e ouvir música. Vera me apresentou o DVD da banda Kitara, a nova sensação brega do Recife. Sefhany e Larissa, as filhas do casal, pulavam no meu colo. Era eu de novo o Rei, o lorde de ascendência merovíngia que nunca deixei de ser.



Conversamos sobre nossos tempos no sertão nordestino. Era o fim do meu terceiro dia de viagem e parecia que fazia um mês que tinha saído de Curitiba.

Timpin na Estrada - Primeira Estação: Salvador, parte 2

Esperei o sol nascer para conferir os bolsos. Fora as moedas perdidas dentro da mochila, tinha uma nota de Vinte Reais. É que o otimista aqui, tinha torrado R$20,00 no aeroporto de Curitiba num livro do Bukowski. Mais R$20,00 nas latas de cerveja da sexta. Mais vintão na cervejada da véspera e o resto em créditos de celular, todos carcomidos pelas falcatruagens da Tim.

Tudo o que eu queria era um copão de café e uma carteira de cigarros. Voltei para a rua do bar, peguei meu Bukoswsky pra ler e fiquei esperando pra ver o primeiros corno que aparecesse carregando uma sacola de pão, sinalizando que existia uma padaria e que estava aberta.


Meu padrinho espiritual Charles Bukoswki, exercitando uma de nossas paixões


Oito da matina apareceu o primeiro, em menos de cinco minutos estava eu tomando degustando um cafézão açucarado da pova e fumando um cigarrinho. Na padaria tinha recarregado os créditos do celular, o que me deixava com R$8,00 no bolso. Assim que o bar abriu pedi uma latinha de refrigerante e finquei raízes na mesinha da frente, sem a mínima previsão do que aconteceria durante o dia.

A primeira coisa que aconteceu foi um tiozinho feio que só a porra, quase tão magro quanto eu e que falava pelos cotovelos. Era músico. Percussionista para ser mais exato, mas alegava não fazer feio em intrumento algum. Seu nomera era Mangueira dp Pituaçu. Me deu aulas vocais de tenor, soprano. Ensinou-me as sutilezas dos arranjos percussivos. Contou-me setenta e tantas histórias. Chorou na última delas, que versava sobre a homenagem que sua familia tinha lhe feito no seu aniversário de cinquenta anos e foi embora com os olhos ainda úmidos e me desejando muita boa sorte, nem imaginando o quanto precisaria dela.

Depois começou a turma domingueira do bairro, pra fazer o aquecimento via cervejas geladas e caldo de mocotó, para depois descerem para a praia. Pediram cervejas. Muitas cervejas. Começei a olhar para minha latinha de refrigerante de uma maneira nem um pouco amistosa. Mesmo assim elegi uma sucessora, trocando apenas de marca.

Começou a chegar mais gente, mais cervejas sendo abertas, mais caldo de mocotó atiçando minhas lombrigas e eu ali, sendo observado de cima abaixo sem que um puto dequer puxasse assunto. A única coisa que me fazia lembrar que eu não era um inseto, era os sorriso simpáticos da mina do bar. E suas coxas. No som, o novo promocional dos Aviões do Forró era repetido à exaustão, puxado pela infame "Minha Mulher não deixa não", só pra me lembrar o que cacete eu tenho que o resto da humanidade. Eu tenho mais é que me foder, mesmo.


Timpin, tu quer beber? Vou não, quero não, posso não, meu bolso vazio não deixa não


Quando o sol chegou a pino e todo mundo já tava bêbado, mandei o Universo inteiro se foder e pedi uma cerveja pra mim. Foi aí que um maluco puxou assunto comigo, pergutou de onde era e coisa e tal, mas o entrosamento não fugiu muito dessas preliminares. Em pouco tempo o pessoal todo desceu pra praia e fiquei lá, de novo sozinho com os donos do estabelecimento e com as coxas desfilando pra lá e pra cá.

Até que o par de coxas veio e falou comigo. Era um recado do dono da casa onde eu não tinha podido passar a noite. Foi aí que meu barraco desabou. Foi aí que o meu barco se perdeu. O cara estava simplesmente me dizendo que o guitarrista da banda proeminanete tinha alegado que não tinha combinado nada com isso. Que o baixista da mesma banda estava vindo pra "ver o que iriam fazer comigo" e qua a assessora da mesmíssima banda não teria tempo pra mim, pois estava enrolada com um show que estava naquela coisa de sai ou não sai.

Pelo menos consegui o telefone fixo da casa do guitarrista, já que o viado não atendia o celular. O puto se desculpou todo, dizendo que morava de favor na casa da irmã e que ela não se sentia nem um pouco à vontade dentro de casa com hóspedes do sexo masculino. Aí eu pensei: fudeu tudo.

E fudeu mesmo, quando o baixista da passagem aérea chegou com o outro morador da casa onde não pude dormir, queriam me fritar numa grelha, me esculhamdno, me chamando de irresponsável, inconsequente, porra-loca, todas essas coisas que já tinha ouvido de minha mãe e das professoras de educação artítistica no primário. Queriam me despachar de volta para Curitiba no mesmo dia.

Diante de minhas negativas em abortar a viagem, me deram umas horas para resolver o problema e sairam de carro, dizendo que iriam tentar arrumar um lugar pra mim. Passaram a chave na casa e sumiram. Claro que não consegui nada. Quer dizer, o meu amigo Roberto Kuelho, do Blog do Kuelho até me atendeu e prometeu me ajudar, mas o problema é que ele é de Feira da Santana, a 100Km de Salvador e meus míseros trocados que tinha no bolso não me levariam nem pra rodoviária.


O compositor e blogueiro Roberto Kuelho, o único baiano que se dispôs a me ajudar efetivamente. Eu cá com as coxas, ele acolá com os peitos. Observem sua cara de safado da porra!


Quando a noite de domingo chegou, os caras que tinham saído voltaram. Nada feito, não tinham conseguido nem uma caixa de areia de gatos disponível. Eu teria que ir embora. Falei que tinha desistido de Salvador e estava disposto a sumir dali. Pedi pra me despacharem pra Recife. Eu já tinha avisado meus contatos de lá que iria aparecer, mas no caso, chegaria de surpresa uma semana antes. Na situação onde me encontrava, isso era um peido pra quem está cagado. Conseguiram um vôo pras cinco da matina de segunda-feira.

Conseguiram mais. Conseguiram uma nota de cinco reais e me largaram num ponto de ônibus onde eu poderia chegar ao aeroporto. Já era noite e eu mal conseguia ler os letreitros dos coletivos que passavam, tamanha era a fome que embaçava meus olhos, consumia meus tecidos musculares e reservas secretas de gordura. Mas como disse, sou durão, consegui chegar chegar na porra de aeroporto as 20:00, para nove horas de uma famérrima espera. Minha espernaça, uma rede wireless que me permitisse chorar as pitangas pra cima de algum infeliz via MSN e acabar com a reputação de todos os pagodeiros baianos no Twitter.

Cheguei no balcão de informações da INFRAERO e perguntei:

- Moço, não tem wireless no aeroporto?

Ele olhou dentro dos meus olhos e disse:

- Tem! - fez uma pausa, sempre me olhando - Mas não é livre - mais uma pausa, um pouco mais demorarda e continuando a me olhar - Tem que comprar um cartão ali na agência - apontou a agencia e quando eu a vi, deu o tiro de misericórida - Mas ela está fechada.

- Muito obrigado, tchau.

No primitivo linguajar timpínico este "muito obrigado, tchau" pode ser traduzido por "terra de corno, aeroporto de corno" ou então "filho de rapariga, enfiasse teu sarcasmo e essa tua inornia no cú!"

Achei uma tomada no terceiro andar, liguei o computador e fiquei vendo uns filmes que a semanas estavam esperando três centímetros cúbicos de minha atenção. De vez enquando dava pause, tomava muita água e saia pra fumar e fugir do torturante cheiro de comida que vinha da praça de alimentação, que insistia em se esparrmar por todos os setores do aeroporto.

Quando as cinco da matina chegaram, as recebi com alegria e entusiasmo. Era o fim de meu segundo dia de viagem e promessa de que tão cedo não colocaria meus pés de novo naquele lugar ou oviria um disco de swingueira no meu Ipod. Era o mínimo de contas que naquela situação, poderia prestar à minha honra, minha dignidade e meu orgulho ferido. Foge, foge Timpin! Foge, foge com o Superman.

Timpin na Estrada - Primeira Estação: Salvador, parte 1

Prefácio

Fazer uma viagem de reconhecimento musical pelo Norte e Nordeste era um sonho óbvio, para um blogueiro independente como eu. E justamente por ser um blogueiro independente, tratava-se de um sonho virtualmente impossível. Como sou realista e sempre exijo o impossível, nunca desisti dele.

A maré mudou no dia em que conversava sobre o carnaval baiano via MSN com o baixista de uma proeminente banda de lá. A uma certa altura da conversa ele me disse que, se eu conseguisse hospedagem em Salvador, ele me conseguiria as passagens de avião. Beleza, maravilha, mas ainda me faltava bancar os custos da viagem.

O problema foi resolvido quando contei meu plano, também via MSN, para Dan Ventura, cantor da banda de arrocha Bonde do Maluco. O doido se dispôs a me ajudar financeira, sob o pretexto de gostar de meu trabalho. Claro que não acreditei no maluco, até ser supreendido por um extrato bancário. A grana - que não era pouca - estaria na minha conta na segunda-feira. Isso foi numa quinta-feira. Na mesma quinta liguei pro baixista das passagens aéreas e na sexta estava de mala e cuia partindo para a viagem, com R$100,00 no bolso, fruto do vale de adiantamente que havia conseguido com a chefe. Inventei a desculpa de uma vó doente para me ausentar por uns dias e ferro na boneca.


Dan Ventura, cantor do Bonde do Maluco e patrono supremo da viagem de Timpin pelo Norte e Nordeste. Venha o que vier, a culpa é dele.


Foi assim na louca que tudo aconteceu. Em menos de dois dias a viagem saiu dos mais delirantes sonhos de minha mente, para a realidade factual. Quando os deuses resolvem te sortear na loteira deles, não tem corno que impeça seu sonho de ser realidade.
Agora senta que lá vem a história.

Parte Um - Perdas e Danos na capital dos Baianos

Introdução

A intenção da primeira etapa da turnê era, uma vez em Salvador, e ciceroneado por pessoas do meio, aprender como funciona a dinâmica do pagode baiano. O resultado não poderia ter sido mais exitoso, mas pelos meios completamente opostos às expectativas anteriores a expedição.

Quando saí de Curitiba estava animadíssimo - lembro que ao me despedir dos colegas de trabalho exclamava eufórico e seachão: vou conhecer todo mundo, chamarei o Eddy (Edcity) de Lacraia, roubarei o boné do Marcio Victor (Psirico), chamarei o Xandy (Harmonia do Samba) de corno, direi a Igor Kanário (A Bronkka) e Chiclete (No Styllo) pessoalmente que eles parecem duas bichonas batendo boca e por aí vai.
Acabou que não conheci nenhum deles e isso - e o que levou a isso - acabou sendo muito mais didático do que se tivesse connhecido esse povo. As coisas que me aconteceram - lições de vida, ora xongas - me ensinaram muito mais do que se tivessem acontecidos as entrevistas, pois nesse caso mui provavelemente eu teria sido enrolado por tudo mundo e apresentaria aos leitores deste Cabaret um relatório fantasioso.



Grosso modo, o funcionamento do pagode baiano é o seguinte: ele não funciona. Que ali existe uma cena riquíssima em sua diversidade e vitalidade, não sou cara de pau de negar. Mas que a desunião, o choque de egos inflados, as maracutaias empresarias e a ausência de assessorias competentes, inviabilizam a ruptura do nixo local de Salvador.

Os números não deixam mentir, as exeções à regra são Psirico e Parangolé. Fora essas duas bandas, quase nenhuma tem uma agenda relevante fora de Salvador. Alguns shows pingados aqui e acolá. São todos santos de casa de poucos milagres.

O que era para ser uma semana de intensos contatos e conversas, resumiu-se às piores 48 horas de que tenho lembrança.

Primeiro Dia

Cheguei em Salvador na sexta-feira a meia noite mal cabendo em mim de tanta euforisa e saí no domingo, praticamente no mesmo horário, mal podendo esperar pelo segundo exato do avião decolar e sumir de lá, sem a mais remota intenção de voltar.
Juro que estou sendo até ameno em descrever, mas fui tratado feito um cagalhão de cachorro em um gramado qualquer. Não sou revanchista e muito menos vingativo. Sou um doce de pessoa, mesmo vendo aquele falso do Chimbinha chorando na televisão. Não vou citar nomes que comprometam reputações que já se comprometem por si próprias.

O primeiro presságio da encrenca em que eu estava me metendo foi logo na chegada. Ao ligar para o celular do músico de uma banda e morador da casa onde eu iria me hospedar, ouvi a seguinte resposta "este número está programado para não recber chamadas". Sobrou para o amigo que estava me esperando no aeroporto - outro músico de uma banda - me levar para a casa de um amigo dele, no improviso.

Foi lá que passei a primeira noite. Não digo que não foi, mas teria sido bem mais divertido se logo na chegada tomasse uma germânica cervejada de comemoração, afinal Salvador é ou não a capital do carnaval de seis meses? Imagine estimado leitor, o susto ao chegar na casa do cara e ver garrafas e mais da garrafas... de água mineral. Água mineral pra caralho, garrafas e mais garrafas delas! Casa onde só mora homem, louças por lavar e diversos recipientes de produtos vazios e nenhuminha de nem nada lata de cerveja. Certamente o segundo presságio, mas o pior cego é aquele...

Mas como disse, não posso dizer que não foi divertido, foram quase quatro horas de muitas histórias do mundo do pagode, alguns videos no youtbe apresentados e alguns ídolos de barro destruídos pelas marteladas das versões alternativas da história. Mesmo assim, na hora do meu amigo músico ir embora e deixar-me na casa do amigo do amigo, pedi para passarmos num posto de gasolina pra mim comprar um lanche, pois não havia comido nada desde a hora do almoço. E o cardápio tinha sido um cachorro-quente de R$2,00.

Comprei outro cachorro quente de R$2,00 e oito latas de cerveja para a goroba descer.
Como já era quase amanhecendo o dia - o sono pesando - e não tem muita graça beber sozinho quando não se está sozinho, engoli o cachorro quente mais três latas de cerveja e fui dormir.


Eis o bairro onde fui tentar uma hospedagem


Só que a porra da janela do quarto não tinha veneziana e mal consegui pegar no sono e o sol já estava queimando meu rosto. Dei um giro de 180 graus e meus pés passaram a ser assados. Peguei o travesseiro e fui dormir no chão. Foi um sono assaz inqueito. Dez da manhã e já estava de pé. Doido para sorver uma impossível canecona de café preto.

Nunca vi um fogão mais subutilizado em toda a minha vida. Estava ali somente para superte de garrafas vazias de água mineral. Ao acordar, se não tomar um canecão de café preto, não sou gente, sou pré homo sapiens, nem homo habilis dá pra chamar, pois fico fico num estado de inabilidade para nada, muito menos pensar. E menos ainda falar. E os donos da casa querendo saber quem caralho era afinal de contas Timpin, metralhando uma pergunta atrás da outra.

A única coisa que atinei foi tentar ligar de novo, sem sucesso, para o cara que originalmente iria me hospedar. O mais lógico diante do fracasso dessa segunda tentativa seria ligar para a assessora de imprensa da banda do cara. Ela não atendeu. Mandei duas mensagens explicando minha situação e pedindo encarecidamente que ela localizasse o músico. Pouco tempo depois recebo uma mensagem dela dizendo que não estava em Salvador, mas que assim que chegasse - quando, meu deus? - me ligaria.

Na agonia, entrei na Internet através do computador de meus hospedeiros e avisei o ligadíssimo do dono da comunidade do Orkut da banda do musico incomunicável. Logo depois ele me responde que deu o recado pro cara e que só me restava esperar seu retorno. E eu esperei. Esperei pra caralho, esperei até que esquecer do café e o corpo tratar de acordar por sí só.

Aí lembrei das latas de cervejas sobreviventes da noite anterior. Abri a primeira. Depois a segunda, a terceira e logo logo tinham ido todas pra fita. Foi quando um bar, do outro lado da rua, a uns vinte metros de distância, começou a olhar pra mim. E eu a olhar pra ele. A paquera durou uns cinco minutos e lá estava eu, tentando convencer uma atendente gatinha e proprietária de uma das cochas mais estonteantes de 2011 a me emprestar o casco de uma garrafa de Skoll, eu devolveria depois. Negócio fechado, ela devolveria o troco depois também. Comprei também um pastel de carne, à guiza de almoço.

Sentei no chão do sala tentando escrever um post sobre o começo da viagem, bebericando e comendo o pastel. Desisti de escrever por falta de conteúdo. Tentei ligar de novo, tanto pro músico quanto pra asessora. Nada. Ao devolver o casco, queimei o troco na forma de uma coxinha e pedi outra cerveja para auxiliar a digestão.

A atendente gatinha até que era simpática, ia soltando sorrisos generosamente e acabei pedindo outra cerveja. E assim por diante, até o sol se pôr e meu celular finalmente começar a tocar. Primeiro foi o cara que tinha me buscado no aeroporto e me largado lá. Dizendo que eu tinha que - pelo amor de Deus! - arrumar um lugar pra passar a noite porque o amigo dele queria levar a namorada pra lá - erá sábado, ora pois. Depois foi a assessora da banda finalmente me ligando - mas sem ter voltado pra Salvador - CAGANDO na minha cabeça por ter viajado tendo feito apenas UM tratado de hospedagem.

Taí uma coisa que não costumo levar muito na esportiva é levar um sermão quando estou comendo água. Fiquei puto, entrei na casa, enfiei os computador na mochila e mais algumas tralhas que estavam esparramadas pelo chão e vazei. Saí andando a esmo e trocando as pernas pelas ruas do bairro até começar a entregar as pontas e passar a procuar por um abrigo urgente. Estava positivamente bêbado. Achei uma em construção em estado de abandono, tomada pelas ervas daninhas e elegi meu lar. Tenho uma vaga lembrança de ter me jogado no chão de um quartinho escuro usando a mochila como travesseiro.


Eis a rua onde perambulei feito um cão sarnento e sem dono


Acordei de magrugada deitado em cima de escombros de tijolos, madeiras e entulhos, com as roupas cheias de pega-pegas, amor-de-sogra ou sei lá que cacete de nomes que aquelas paradinhas que grudam tem. Tirei o que deu pra tirar na hora e me deitei no piso da construção.

O diabo é que eu não consigo dormir de costas, como a maioria das criaturas normais. Não sei se é pelo fato de eu ser gaúcho, mas só sei dormir ou de bruços ou de lado. De bruços naquela porra de concreto salpicado era impossível e de lado até que dava, até o momento que as sailências do concreto começavam a perfurar o coro e atingir o osso. Devido a minha peculiar constituição física, coro e osso tenho em abundância.

Lembrei dos mendigos e suas camas de papelão. Pensei em sair atrás de algum, mas meu senso de ridículo e minhas questões de honra me impediram. Sou realmente um cara durão, resisti firme e tentei dormir mesmo assim. Claro que não consegui e como tinha pacotado logo ao anoitecer, acordei de madrugada sem sono e curado da bebedeira. Na casa ao lado, um jovem casal bebia ao som de um discode Zeca Pagodinho que ouviram três vezes, até que enjoram - ou se embebedaram, sei lá - o que sei é depois do CD do Zeca, deixaram a música Liga da Justiça, da banda Leva Nóiz, no repeat até ser esculhambados pelos vizinho e parararem com a putaria.

Foi uma longa espera até o dia amanhecer, sem saber ao certo se ele viria para o meu bem ou o meu mal. Era o fim de meu primeiro dia em Salvador e apesar dos percalços, ainda estava otimista.

terça-feira, 1 de março de 2011

A viagem se aproxima do fim II

É amanhã meu vôo de volta para o sudeste. Para abençoar minha partida, deixo pra vocês em primeira mão um vídeo amador feito durante a gravação do novo DVD que aconteceu neste último domingo no bairro do Jurunas em Belém, na frente da casa onde Gaby Amarantos nasceu e cresceu. Eu estava lá, foi muito emocionante.

O show contou com a participação mais do que especial da Gang do Eletro e a direção foi dividida entre a cineasta paraense Priscila Brasil e o francês Vincent Moon. Ainda sem data prevista para lançamento, o que se sabe é que sairá também no exterior.

Quanto ao video abaixo, não comentarei nada, para isso existe a caixa de comentários, mas como eu estava lá, posso responder cada uma das observações. Hehe!



Em breve um post mais completo sobre o evento.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A viagem se aproxima do fim

A minha viagem de mapeamento musical das regiões Norte e Nordeste está chegando ao fim, depois de Salvador, Recife, Sertão de Pernambuco, estou em Belém. Quem acompanha este Cabaret a mais tempo sabe o quanto eu sonhava em conhecer essa cidade em geral e as festas de aparelhagens em particular. Pois este sonho foi realizado. Vejam:


Timpin na fazendo o S do Super Pop


Conheci um monte de gente bacana e vivi muitas situações que só quem põe o pé na estrada com uma idéia na cabeça e uma mochila nas costas vive. Daqui a dois dias volto pra Curitiba e chegando lá, faço um invetário geral de tudo o que me aconteceu. Obrigado por não abandonarem este Cabaret que ficou este tempo inteiro praticamente entregue as baratas.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A Arte de estragar uma boa idéia

Quando deflagrei minha onda de ataques contra as práticas comerciais predatórias da A3 Entretenimentos fui acusado de muitas coisas. De invejoso a viado, não faltaram adjetivos depreciativos. Curioso, não me chamaram de corno, mas enfim, uma das carapuças que mais serviu em minha linda cabecinha galega foi a de estar a serviço da banda Garota Safada. Isso não é verdade, é claro, mas é que em momento algum citei que Garota Safada também toca músicas de bandas novas.

Pois bem, espero com este post livrar-me desta malfadada carapuça e colocar alguns pingos em alguns is. Em primeiro lugar uma coisa deve ficar clara, uma coisa é banda e outra coisa é empresa.

Ao contrário do que os Talifãs dão a entender nas caixas de comentários no decorrer do Wikileaks do Forró, eu nunca falei mal dos Aviões do Forró. Desafio qualquer um a encontrar uma linha sequer que me desminta. A minha bronca é com a empresa da qual os Aviões são sócios. E não é sem uma certa tristeza que lanço minhas acusações, pois a A3 conseguiu estragar uma invenção genial de Isaias CDs: o CD Promocional.



Foi com essa idéia, a distribuição gratuita de discos que os Aviões fizeram sua fama. Claro, o sensacional repertório do Volume fez sua parte. A questão é que o tal disquinho com a inscrição "Promocional/Invendável" revolucionou a forma com que a música passou a ser divulgada. Hoje em dia até os artistas da música sertaneja adotaram essa estratpegia.

E foi a A3 entretenimentos, na pessoa do Sr. Isaias Duarte quem inaugurou esta revolução.

A coisa pendeu para o lado negro da força quendo perceberam que os discos promocionais serviam também para contornar a questão dos direitos autorais. Como não eram comercializados, estavam isentos do pagamento dos direitos autorais. Desta forma, bandas já estabelecidas passaram a se apropriar de sucessos embrionários de bandas emergentes.

Como o capitalismo é implacavelmente selvagem, praticamente todas as bandas passaram a fazer isso. Garota Safada inclusive. Afinal de contas, precisavam sobreviver no mercado. Hoje em dia dá pra contar nos dedos as bandas de repertório majoritariamente próprio: Limão com Mel, Magníficos, Mastruz com Leite e mais umas poucas.

Só que engana-se quem pensa que são apenas as bandas novas e compositores que perdem com isso tudo. É o forró em si enquanto gênero musical quem perde. Como virou um oba oba, como todo mundo tocando as mesmas músicas, não se consegue criar uma identidade própria e o pior, prejudica a diversidade, a inovação e a busca por uma evolução na qualidade musical e artística.

É por essas e por outras que o Movimento Forró das Antigas está ganhando força. O povo está tomado por uma forte nostalgia dos velhos tempos, nos quais a concorrência entre as bandas era fundamentada no aspecto musical e não no aspecto comercial.

Finalizamos com um excelente documentário sobre o Movimento Forró das Antigas, em duas partes.



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Coluna do Timpin no jornal O Liberal (01/02/2011)

É só clicar, ampliar e ler a bagaça.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

RELIQUIA!! Chimbinha pré-Calypso em show do Roberto Villar

Esse é pra compensar o LIVRO! que foi o post anterior.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Wikileaks do Forró - A Ascensão e Queda de Reginho

Quem nunca come mel, quando come se lambuza. Foi exatamente o que aconteceu com o cantor e compositor recifense Reginho. Autor do sucesso do verão "Minha mulher não deixa não" ele ficou sua conta bancária, em menos de dois meses, atingir a cifra de cinco dígitos.

Quase como se tivesse ganho um prêmio na Megasena. E se considerarmos que o mérito deste estouro não é dele, a coisa fica ainda mais parecida com um prêmio de loteria. Não fossem aqueles quatro moleques terem filmado e postado no youtube aquele clipe que virou web hit, sua música ainda estaria desconhecida, em meio a outras tantas na coletânea de um Dj Sandro da vida. O clime já ultrapassou os conco milhões de visualizações!

Pois um pote de mel cai do céu diretamente no colo de Reginho e ele comeu, comeu e por fim se lambuzou.


O melecado Reginho


A primeira vez em que ele comeu do pote foi ao ser procurado pelos empresários da banda Garota Safada. Na época ainda era um sucesso promissor, como meio milhão de acessos. Diante de uma promessa e de R$25.000,00 para a conseção da eclusividade de gravação comercial e execução na mídia, Reginho optou pelo dinheiro.

É importante aqui relembrar que a música acirrou uma batalha que já vinha se estendo a mais de dois anos entre as bandas Aviões do Forró e Garota Safada. A prática de bandas estabelecidas no mercado incluir em seu repertório músicas de bandas obscuras já era generalizada a anos, sendo Aviões e Garota as mais representativas quanto a isso. Só que com a velocidade com que tudo aconteceu, somado a deflagração do Wikileaks do Forró, a batalha ficou dramática. Cada banda regravou sua versão com apenas um dia de diferença. O circo pegou fogo ao ponto dos cantores Xandy Avião e Wesley Safadão trocarem farpas via Twitter.

Ao saber desta confusão, Reginho aproveitou-se de uma brecha de seu contrato com a Garota Safada e comeu pela segunda fez do pote de mel. Passou dois dias em Fortaleza negociando com a A3 Entretenimentos e pelo valor de R$50.000, 00 gravou um "clipe oficial" - oficioso seria o termo mais correto, com participação especial de Xandy Avião. Foi o dinheiro mais mal gasto da história da A3, porque além de ser uma atitude de má fé perante a igenuidade de seus fãs, teve um peso nulo na balança.


Cena do clipe que, por razões sanitárias, este blog não vai incorporar


Mas o momento em que Reginho se lambuzou miseravelmente no mel celestial foi quando se associou ao empresário Ariosvaldo Carvalho. Como a música "Minha mulher não deixa não" atingiu um sucesso sem precedentes, tornado-se um tsunami prestes a devastar ouvidos e mentes do sul e sudeste, os shows de Reginho passaram a ser solicitados e seu cachê rapidamente atingiu a cifra dos R$25.000,00 do contrato inicial com a Garota Safada. Arisosvaldo e Reginho, numa atitude de extrema ganância e imprudência, foram para um programa de Televisão dizendo que o contrato com a Garota Safada não tinha valor, pois tinha um contrato assinado entre eles, como data anterior.

Detalhe crucial: a data do tal contrato anterior era de apenas alguns dias da postagem do clipe viral na Internet, o que claramente demonstra de que era falso. Naturalmente que a Luan Entretenimentos, empresa que negociou o contrato de exclusividade da Garota Safada, iria reagir. No último final de semana foi ao mesmo programa que Reginho e Ariosvaldo tinham ido e mostraram a todos o contrato, registrado em cartório, com reconhecimento de firma.

No mesmo dia - observem como tem males que vem de trem - o Programa do Gugu exibiu uma matéria com a Turma do Zé da Alegria, um grupo musical infantil de Recife, que alegou e provou que a música de Reginho era um plagio do refrão original "Minha mãe não deixa não" que fazia parte de um DVD lançado em 2005. Tudo devidamente registrado. Essa história, aliás, o Cabaré do Timpin já tinha contado, clique aqui para refrescar a memória.

Posso afirmar, sem medo de errar, que a batata de Reginho está assando. O rapaz foi foi mal aconselhado, primeiro pela A3 Entretenimentos, que o nosso Wikileaks do Forró já demonstrou que merece muito mais a alcunha de máfia do que de empresa. E depois, a associação com Ariosvaldo Carvalho, que todo mundo sabe que roubou um disco inteiro da banda Calypso para ser o disco de estréia de sua genérica Cia. do Calypso, mas isso já é outra história de um manancial de histórias que não parece ter fim.

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