O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.

Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira

Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.

Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3

O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.

Por um Help à Música Sertaneja

Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.

Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos

Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Caricatura da Galera da Lage

Caricatura da Galera da Lage


Da esquerda para a direita: Juca Culatra, Keila Gentil, Willian Love, Waldo Squash, Marcos Maderito, Timpin, Marcel Barreto e MG Calibre


Arte por Marcel Barreto

Barulho na terra alheia - Terruá para 2011

Matéria publicada originalmente no Diário do Pará no dia 28/06.2011

Do erudito ao popular, do clássico ao moderno, o Terruá Pará 2011 foi um sucesso sob todos os pontos de vista. Resgatou a velha guarda e consagrou a nova geração. Se o termo francês “terroir” tenta dar conta da produção endêmica de uma região, sua corruptela “terruá” para o nome do evento não poderia ser mais feliz. O que se escutou no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, nas noites de sexta-feira (24) e sábado (25), foi uma música que só se tornou possível dadas as peculiaridades do Pará, que une floresta e pós-modernidade.

Logo na abertura, após a introdução de raiz do grupo de carimbó Uirapuru, a sofisticação de Sebastião Tapajós, um dos melhores violonistas da atualidade, acompanhado pelo conjunto de percussão Trio Manari. O arranjo ficou pungente e da plateia não se ouvia nem a respiração, tamanha a atenção prestada a cada nota. Ao final de “Prelúdio ao Entardecer”, Sebastião chamou as meninas do Charme de Choro. Com seus vestidos coloridos e esbanjando beleza, as seis beldades - chamadas de rosas pelo galanteador Sebastião -, fizeram uma apresentação que foi um encanto só.

Na sequência, Dona Onete foi conduzida por um roadie ao palco. Mas quem esperou fragilidade sob o peso da idade deu com os burros n’água. A rainha do carimbó chamegoso esbanjou energia com sua voz poderosíssima e seus floreios jazzistas. Carismática, arrancou risos da galera em diversos momentos e encerrou sua apresentação com uma interpretação arrasa-quarteirão de “Jamburana”. Foi aplaudida de pé e deixou um gostinho que quero mais.


Dona Onete, arrasando


A batata quente de se apresentar depois de Dona Onete caiu nas mãos do guitarrista Pio Lobato. Ousado, começou com um solo subaquático cheio de efeitos que evolui para a emulação de uma banda de carimbó, tirando efeitos de sua guitarra que simulavam um grupo percussivo. Era sua genial “Psicocúmbia”. Um entreato perfeito para entrada de Paulo André Barata, que reverenciou seu pai Ruy Barata. Seguro de si e totalmente à vontade, Paulo André puxou o primeiro coro da plateia na noite, com o sucesso “Foi Assim”.

Uma das maiores promessas da atual música paraense, Lia Sophia compõe, arranja, toca, canta, dança e se veste bem. Não tinha como não dar certo. Estava linda e exuberante no palco. Cantou “Ai Menina” e “Amor de promoção”, composições suas que têm uma cara de classicões e grudam no ouvido logo na primeira metade, sendo cantaroladas por todos na segunda. Impecável.

Foi ela quem chamou ao palco a lenda viva da guitarrada, o mestre Solano, que assim como Dona Onete, contrariou a idade avançada com seu dedilhado poderoso. Foram três músicas que culminaram com o clássico “Americana”, em que a plateia se encarregou dos backings vocais.

Outra grande promessa da música paraense, Felipe Cordeiro começou seu set unindo três gerações da guitarrada, tocando com seu pai Manoel Cordeiro e com Solano. Na sequência, duas músicas suas que estarão na sua aguardada estreia em disco. “Legal e ilegal”, uma espécie de música de protesto, é sensacional. Com Felipe Cordeiro começaram os ares de novidade, com Luê Soares e com a grata surpresa dos meninos da Orquestra Juvenil de Violoncelistas da Amazônia, que encantaram a plateia com sua postura rock’n’roll. Foram muito aplaudidos.

Mas a novidade mesmo foi a participação de Waldo Squash com Felipe Cordeiro. Assim que soou a primeira batida eletrônica, ouviu-se um sonoro woooou! na plateia. Assim começou o clima de pista de dança que foi a introdução perfeita para eles, os visionários, os revolucionários, os malucos da Gang do Eletro. Foi uma hecatombe, o público saltou das cadeiras e uma rave foi formada na frente do palco. A Gang vive um momento mágico em sua carreira. Sem a menor sombra de dúvidas, foram a grande sensação da noite. Foram aplaudidos de pé com pedidos de bis.


Edilson Moreno, o mestre do brega pop


Cantar depois deles seria um tarefa ingrata, não fosse a segurança com que Edilson Moreno, o mestre do brega pop, que chegou chegando puxando o coro com seu sucesso “Stop”, dando continuidade ao baile promovido pela Gang e preparando o terreno para a diva Gaby Amarantos, que apresentou a todos três músicas daquele que é o disco mais esperado do ano, com direção musical de Carlos Eduardo Miranda, Berna e Ceppas.

No final, todos no palco cantando clássicos do carimbó “Sinhá Pureza”, “Macaco” e “Dona Maria”. O Ibirapuera inteiro cantando, dançando e fazendo uso das poltronas como instrumento percussivo. A chave de ouro foi a canja do grupo Uirapuru na frente do auditório. O saldo final foi extremamente positivo. O futuro lançamento do DVD com a gravação do show poderá finalmente fazer o Brasil conhecer a música do Estado de maior diversidade do país. A música paraense, enquanto movimento, precisava de um evento assim.

Link para o original

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Marcos Maderito entrevista Edilson Moreno

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A consagração da Gang do Eletro no auditório do Ibirapuera

Enquanto uma geração inteira anunciava a modernização da música brega paraense através do tecnobrega, na primeira década do século XXI, a Gang do Eletro inaugura a segunda década sem anúncios, sem promessas, mas sim com um produto pronto para o consumo. Neste final de semana aconteceu o festival Terruá no auditório do Ibirapura, reunindo 15 artistas da música paraense, desde os mais eruditos, como o violonista Sebastião Tapajós, até os mais populares, representados pelo bregueiro Edilson Moreno.



Marcos Maderito, o Mestre de Cerimônias da Gangue, que deste o "Alô São Paulo! da entrada até o agradecimento final, magnetizou a platéia


No meio de tanta gente dois artistas se destacaram. O primeiro foi a veterana Dona Onete, que cantou "Amor Brejeiro" e "Jaburana" arrancando aplausos com seus trejeitos, seu carisma e seu carimbó chamegado. Mas a carse ocorreu quando Maderito, Keila Gentil e William Love subiram ao palco. Era a Gang do Eletro colocando o autidório abaixo. O público levantou das cadeiras e foram pra beira do palco dançar ao som do batidão eletromelody do Dj Waldo Squash.



A evolução de Keila Gentil como artista performática no palco impressiona. Sua dança robô foi o assunto mais comentado nas redes sociais após o show


Nelson Motta, nos bastidores ao final da apresentação não poupou elogios e falou que eles são artistas prontos para o sucesso. Engano dele, pra quem acompanha o trabalho desses meninos - como é o meus caso - salta aos olhos a evolução deles como performers. Se antes eles usavam um visual casual, agora estão sob a tutela da estilista Sandra Machado. O show deles ainda não está pronto e não por defeito, mas pelo simples fato de que eles tem potencial para muito mais. Mesmo assim, durante a única música que tocaram - um medley de eletromelodys, mais o hit "Galera da Laje" inteiro, o que se via no rosto das pessoas na platéia era dislumbre diante de uma grande novidade.



Willian Love, a Coca que é Fanta e que ainda canta e encanta


A Gang do Eletro realmente inova. A batida eletrônica está sintonizada com a vanguarda mundial. A letras - ao contrário do tecnomelody atual do Pará - nada tem de brega. Os quatros membros tem carisma e uma sinergia própria impressionantes. Funcionam como banda no palco. Se ainda existe esperança para a música pop brasileira, essa esperança tem nome: Gang do Eletro.

Baixe o CD de apresentação da Gang do Eletro

sábado, 25 de junho de 2011

Conheça um Pouco da História do Forró Estilizado

Bom Galera, meu Nome é Lucas Almeida e a partir de agora vou postar aqui no Blog assuntos relacionados ao Forró, pois sou simplesmente apaixonado pelo Ritmo Tradicionalmente Nordestino, mas vamos deixar de papo mole e irmos direto ao que interessa. O Forró Estilizado ou Eletrônico é o nome dado ao Movimento do qual fazem parte bandas como Aviões do Forró, Garota Safada, Magníficos, Mastruz com Leite, Limão com Mel entre muitas outras.

 Ele recebe esse nome devido a utilização de instrumentos elétricos, tais como a Guitarra e o teclado. Até o começo dos anos 90, os instrumentos citados anteriormente não eram usados pelos grupos de Forró da época, que ainda seguiam a linha do saudoso Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião. Em 1990 surgiu a banda que deu início a revolução fonográfica da música nordestina, que futuramente faria o ritmo romper barreiras nunca antes imaginadas. A Banda era à Mastruz com Leite, pioneira no segmento do Forró Estilizado. Graças a visão empreendedora do empresário Emanuel Gurgel, o Forró ganhou novas batidas e arranjos muito mais refinados.

 Apresentação da Banda Mastruz com Leite

Não demorou muito para esse novo jeito de Fazer Música se espalhar e cair no gosto do Público, público esse principalmente formado Por Jovens que estavam em Busca de novas Sensações. Contudo, não demorou muito para o Forró Estilizado se tornar alvo de duras Críticas dos Forrozeiros mais Tradicionais. As críticas evoluíram tanto, que acabaram virando uma espécie de conflito entre as duas Gerações. O Fato é que os apreciadores do Forró Estilizado sabem respeitar e até mesmo "curtir" o Forró Tradicional sem nenhum problema, porém a recíproca não acontece.

É bastante comum escutar de algumas pessoas adeptas do Forró Tradicional os seguintes dizeres em relação ao Forró Estilizado: "Isso não é Forró","Forró tem que Falar sobre os Problemas dos Nordestinos", "Quem já se viu Substituir a Sanfona pelo Teclado". Na minha opinião isso é um ponto de vista muito arcaico por parte dos seguidores do Forró Tradicional. E outra coisa interessante é que muitos acham que a sanfona é substituida pelo Teclado. Quem entende de Forró sabe que todas as Bandas de Forró Estilizado usam de 1 á 3 Sanfonas de uma vez em cima do Palco, e outras ainda utilizam Zabumba e Triângulo em suas apresentações.

Portanto caro leitor, o que estamos presenciando em relação ao Forró Estilizado nada mais é do que preconceito, que pode ser comparado ao que Roberto Carlos sofreu no início da Jovem Guarda.

Edcity vs. Zé Eduardo: Treta no Twitter

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Todos sabemos que o apresentador Zé Eduardo - também conhecido como Bocão - é uma das subcelebridades mais estupidamente sensacionalistas da TV baiana, perdendo apenas para a apresendadora aparentemente esquizofrênica do programa “Na Mira”.
Percebe-se também que ele tem se tornado meio problemático, e mostrou sentir um pouco do que chamamos de “dor de cotovelo” em relação a um dos poucos artistas que salvam bravemente o nosso pagodão de uma decadência que parecia inevitável: Edcity.
Enquanto eu tentava voltar a me atualizar no pagode (afinal, estive desligado desde o mês passado), passei pela comunidade oficial de Edcity e a primeira coisa que notei foi o tópico intitulado [URGENTE] ZÉ EDUARDO DIZ QUE EDDIE É FRACO NO TT. O tópico diz que Lost, numa tentativa de divulgar sua banda, perguntou o seguinte: “ZÉ ME RESPONDE UMA COISA PQ VC NAO LEVA EDCITY NO TEU PROGAMA?”. Após algumas discussões, Bocão simplesmente diz o seguinte:
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Isso me leva a perguntar: Será que Bocão acha que é tão evidente na mídia a ponto de poder dizer que Eddye, com todo seu talento, sua inteligência e todos os seus fãs, é um artista fraco?
Não seria melhor parar para olhar para si mesmo, e perceber que é apenas um medíocre apresentador de televisão, e que faz parte de um programa cujo objetivo principal é comentar besteiras sobre fatos cotidianos que merecem um certo respeito? Ou que falar merda na Itapoan FM também não o torna nenhuma celebridade?
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E eis que aparece uma resposta de Edcity, sem indiretas, sem rodeios. Eu teria falado muito mais, apesar de que a melhor resposta é aquela que não se dá. Mostrar a essa figura deprimente que sua opinião é tão importante que passaria despercebida pelos próprios ouvidos seria o melhor a se fazer.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Timpin no Terruá Pará 2011

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Willian Love e Keila Gentil, os casal de vocalistas da Gang, flagrados no ensaio


Os principais nomes da música paraense, dos mais eruditos aos mais populares, se apresentação no auditório do parque Ibirapuera hoje (24 de maio) e amanhã. A escalação é extensa, este anos estarão presentes Gaby Amarantos, Edilson Moreno, Charme do Choro, Dona Onete, Sebastião Tapajós, Pio Lobato, Solano, Felipe e Manoel Cordeiro, Quarteto de Cellos da Orquestra Jovem de Cellos da Amazônia, Paulo André Barata, Gang do Eletro, Carimbó Uirapuru de Marapanim e ainda as cantoras Lia Sophia e Luê Soares. E Timpin, o homem, o mito, a fraude, o Reis dos Cornos e Propagador da Fuleragem, como enviado especial do jornal Diário do Pará.

Exaltasamba anuncia "pausa" na carreira

Essa semana fui cobrada pelo Timpin (amigo e blogueiro safadão - acho que ele vai gostar dessa descrição) a escrever sobre "as novidades" na carreira de Thiaguinho, Péricles e Cia. Confessei a ele que já havia pensado em abordar o assunto no blog, mas que rolou uma preguicite, mas, motivada pela pressão do Timpin (que foi quem me incentivou a começar a escrever e a ter meu próprio blog) e por uma matéria que assisti hoje pela manhã na Record, aqui estou para dar meus pitacos e, como dizem: "Antes tarde do que nunca!"



Até já tinha começado um post, que dizia mais ou menos assim: "Quando ouvi que Thiaguinho estava anunciando carreira solo meu primeiro pensamento foi "Demorou!" e o segundo "E agora? Será que vai dar certo?""... Relembrei também a minha opinião (que não mudou) sobre quem segue carreira solo no pagode, texto já publicado aqui, mas vamos às observações desse caso:

- Há anos escuto rumores de que o Thiaguinho deixaria o Exalta. Ouvi dizer que ele investiria mais no grupo do irmão (cujo nome eu não lembro e não achei no Gó-ó-glee, mas prometo pesquisar com afinco e falar depois) e, quiçá, que passaria a cantar com ele. Achei arriscado. O Exalta tem bem mais nome que o grupo x do irmão dele.
- Também ouvi dizer que o cantor era meio que "contratado" e não sócio do grupo, o que faria com que ele ganhasse menos, mas, pera lá, o Exaltasamba deu uma espécie de ressucitada com ele e, fora isso, várias músicas do grupo, hoje em dia, são composições do Thiago... Show pra caramba, o menino compondo muito e ganhando... não tão bem (dizer "ganhando mal" é sacanagem... Quem ganha mal sou eu, você e os trabalhadores em geral. Bom senso mode ON). Meio injusto, né? Eu também me rebelaria (ou não, visto que não apoio essa história de carreira solo).
- Aí veio o DVD de 25 anos. Reza a lenda que Periclão quis ter maior participação na cantoria, quis aparecer mais no DVD... Tenso!
- Mês passado saiu uma nota na imprensa também falando sobre isso. Thiaguinho prontamente negou. Não entendi. Eu simplesmente não me pronunciaria. Deixaria rolar. Negar pra anunciar um mês depois achei feio.
- Anúncio da separação no Faustão. Panorama: Thiaguinho feliz, Péricles neutro (Ele também vai sair solo? Essa parte que eu não entendi até agora. Alguém ajuda?). Demais com cara de bunda.
- Especulações mil. Será que havia desentendimento dentro do grupo? (ÓBVIO que existia, sempre existe! Guerra de egos é uma ... shit*... Se rola essas coisas em empresas com três funcionários, por que não em grupos?) O que vai rolar agora? Exalta vai lançar DVD de despedida (tipo... pra queeee?! Ninguém vai poder ver o show referente a esse CD de despedida, pensa assim).
- Matéria do Fantástico. Como acabaram os cantores de pagode que seguiram solo. Não sei o Thiaguinho, mas eu tremi nas bases por ele.
- Matéria de hoje na Record: fãs apontam Rodriguinho, parceiro de Thiaguinho e diversas composições, como pivô da separação (ok, ficou gay isso, relevem).

Rodriguinho com cara triste na matéria (eu achei)... Dózinha. Nada a ver recriminar o cara, aposto que essas "fãsnáticas" até ontem ovacionavam o Rodriguinho, se duvidar até entravam em fãs-clubes dele, porque super apoiavam o "brother" do ídolo Thiago.

Aí, agora, viram as costas pro pobre? Hellowwww!!!! O negócio é Thiago e Exalta, o resto é o resto. Dózinha. Mesmo porque acho que quem influenciou foi o Neymar que joga bola com o Thiago, deve ter falado "Irmão, canta sozinho! Se lança com o nome Thiago Goleador, vai ser sucesso!" #NOT #EUMENTI

- Questão fãs. Quero ver agora quem é fã mesmo e vai apoiar o Exaltasamba como um todo! Torcendo pelos dois lados... dando força... indo aos shows quando o grupo voltar (já que diz que volta, quem sou eu pra dizer que não), pedindo música enlouquecidamente nas rádios, fazendo sacrifícios pra ir aos shows e usando faixinha de glitter "Para sempre Exaltasamba". Quero ver. Quero ver que é fã mesmo e quem é só Thiaguete.

Conclusão do caso: EU QUERO VER!

- Quero ver no que vai dar nas carreiras do Thiaguinho, do Exalta, do Péricles.
- Quero ver os fãs-clubes como vão se portar / se dividir.. Se vão se manter, se vão acabar junto com o grupo, se vão aumentar, se vão diminuir...
- Quero ver mais composições do Thiaguinho com o Rodriguinho (meu desprezo pra você que ficou contra o Rodriguinho. Mente pequena. Bleh =P).
- Quero ver como é que serão os novos CDs e os nomes de trabalho e as pegadas das músicas e as parcerias com outros artistas.
- Quero ver se a mídia vai dar espaço para os artistas separadamente (e SE vai dar espaço, né? Sempre importante frisar).

... De resto ... Ah! Estou torcendo, né? Gosto do Exalta desde de a época de "Eu me apaixonei pela pessoa errada, ninguém sabe o quanto que eu estou sofreeeeendo" (todas chora) e tenho lembranças muito fortes do Thiaguinho entrando no grupo e "E-eu! Prometo te dar carinho, mas gosto de ser sozinho livre pra voar..." estourando nas rádios (lembro que na época mandei a música pra um cara que eu conhecia"Olha aí sua música!" resposta imediata: "hahaha Eu sei! Sou eu mesmo"...

#soucachorrãoetenhoconsciencia #digno)...

Sabe seriado, quando acaba uma temporada e você fica na expectativa para saber como será a próxima, se ele vai continuar ou não, quem do elenco fica e quem sai? Então, to assím com o Exalta. Mas como esse é um seriado que eu gosto de acompanhar e o Thiaguinho é um personagem legal, estou aqui, de dedinhos cruzados para, nas próximas temporadas, dar tudo certo e minha série continuar me entretendo por bastante tempo.;

Por: Karla Ikeda
http://ki-comunica.blogspot.com/
Twitter: @karlaikeda

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Três Cabras & Um Cabaré

Essa semana fui premiado com três demonstrações de generosidade, destas revigoram nossas esperanças do futuro da humanidade. Quem acompanha o blog sabe a um mês atrás minha casa foi invadida durante a madrugada, fui espancado e os larápios levaram meu notebook. Durante um mês tive que puxar o freio das postagens e operar apartir de lan houses. Pois meus camaradas Denis Santos e Coutinho (Twitters devidamente linkados) me ajudaram a adquirir outro computador - este em que estou digitando este texto.

E hoje, meu amigo de Quixeramobim - Ceará, Lucas Ameida, deu uma repaginada geral no blog, emprestando ao mesmo um visual menos furreba série C que ele tinha. E tudo isso de graça sem cobrar nem uma paçoquinha do Bar da Salete. O curioso é que nos conhecemos trocando farpas na época do Watergate do Forró, eu defendendo minhas posições e ele defendendo os Aviões. Hoje somos grandes chapas e não passamos um dia sequer sem falar meia dúzia de merdas no MSN. Ele apartir de hoje irá postar no Cabaret artigos sobre forró, pois o cara é inteligente, escreve bem, tem senso crítico - existe isso em fãs dos Aviões ´- e tem conhecimento de causa. E é bonito, vai atrair mais menininhas para esse cafofo. Confiram a cútis da criança.

Balada em três tempos - Estakazero, Garota Safada e Gusttavo Lima

Bandas de forró antigamente eram rápidas no gatilho na hora de gravarem versões de músicas sertanejas. Hoje em dia a tendência está se invertendo, com a aceleração dos batidões sertanejo, que tando incomoda os puristas. Pode Chorar, Tarde Demais, Zuar e Beber, Primeiro Passo, Tentativas em Vão, Mentes tão Bem e mais uma cacetada de músicas estão aí para demonstrar. Ocorre que antes as regravações ocorriam depois de decorrido um certo tempo e o sucesso estar sedimentado, agora o pessoal está cada vez mais atento aos sucessos logo quando surgem, todos querendo a próxima "Minha Mulher não deixa nÃo". Um exemplo é a música deste post, em menos de oitos meses foi lançada pela banda de forró pé de serra Estakazero, foi regravada pela Garota Safada - e mais uma série de bandas como Forró Balancear, Cangaia de Jegue, dentre outras - e agora chega na versão de Gustavo Lima. O Cabaret apresenta o sucesso em três versões, ficando ao gosto do freguês a escolha da melhor.

Estakazero - forró pé de serra



Garota Safada - forró elétrico



Gusttavo Lima - sertanejo



Se um meteoro não devastar a Terra, daqui alguns minutos sai a versão tecnomelody de alguma banda de Belém do Pará.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Borboletas do Forró - Mais uma história absurda envolvendo a A3 Entretenimentos

Efeito borboleta. O fenômeno é bastante conhecido e gerou até uma série de filmes de sucesso. Uma borboleta bate asas na Argentina e desencadeia uma série de eventos que culminam em um terremoto na China. Fenômeno bastante semelhante ocorreu nos bastidores do forró neste final de semana, tendo como palco o Twitter. Os personagens foram a agitadora cultural Flaviane Torres, a assessora da banda CrisL, o cantor Xandy Avião, o assessor dos Aviões Junior Farias e até o próprio coisa-ruim Isaias Cds, o Godfather da A3 Entretenimentos e patrão supremo de todos os envolvidos.

Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma espécie de flash mob virtual em que os fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto para divulgarem o novo clipe e se possível irem para os Top Trends, rancking indicador dos assuntos mais comentados na rede social. A campanha deu certo e a Tag permaneceu nos Top Trends por mais de duas horas.

Motivada pelo sucesso da empreitada, a assessora CrisL propôs aos fãs uma nova investida, desta vez para levar a banda para o Caldeirão do Huck. Uma internauta afobada questionou: "porque não tentamos logo o Domingão do Faustão?" Foi então que a borboleta bateu asas na Argentina através da resposta distraída de CrisL: "O problema do Faustão é que eles cobram pros artistas se apresentarem lá..."



Como os Aviões já tiveram no programa e estão por estarem de novo, Xandy interpretou como uma indireta e piadista que é, emendou no ato: "Se for assim, estamos em dívida com a Globo." Cris retwittou a piada e a coisa provavelmente morreria aí, não fosse um site sensacionalista de São Paulo atualizado por um portador de um gravíssimo caso de analfabetismo funcional, que interpretou a troca de mensagem de acordo com sua lógica tosca e publicou a seguinte manchete: "Aviões do Forró não tocaram no Domingão do Faustão porque tem que pagar."

Mais uma vez, dada a obsucuridade do site, talvez uma simples troca de mensagens entre CrisL e o administrador do site desse conta do mal entendido, sem maiores consequências. Só que Junior Farias, assessor dos Aviões do Forró, não se sabe porque motivo, resolver convocar os fãs - os mais furiosos e xiitas radicais de todas as bandas de forró, diga-se de passagem - às armas. A grelha para assar CrisL estava acesa.

Como consequencia, a caixa de entrada do e-mail da A3 Entrenimentos amanheceu cheia de mensagens de fãs dos Aviões do Forró, indignados exigindo a cabeça de CrisL, pensando que havia sido culpa dela o cancelamento da apresentação dos Aviões no Faustão. Na sequencia dos fatos, ao entrar no ônibus em que a equipe do Muído viajaria para o próximo show do São João, pediram a ela a câmera e o celular. CrisL estava demitida. E o terremota na China de seu quintal. Uma ordem direta de Isaias Cds para sua criadagem, porque ele não tem empregados, ele tem criados.

Essa história é triste sob diversos aspectos, além do óbvio equívoco que foi o motivo desta demissão ridícula.

Triste porque CrisL foi a melhor assessora que já trabalhou com o Muído. Graças a exelência de seu trabalho nas redes sociais, os fãs se uniram numa corrente de apoio psicológico em prol de Simone e Simaria no momento difícil que foi a saída do cantor Binha Cardoso.

Triste porque escancaram uma hierarquia interna na A3 Entretenimentos onde só os Aviões do Forró são tratados com dignidade. Um extrutura podre que permite que um assessor recentido com sabe-se lá o quê, derrube uma assessora de uma banda do próprio casting.

Triste porque deixa um gosto de derrota na boca dos fãs, que devido a vários descasos cometido pela assessoria anterior haviam perdido o tesão em trabalhar a divulgação espontânea da banda na Internet e que agora, motivados pelo trabalho de CrisL, haviam recuperado a paudurescência.

Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3



O tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 dos Aviões do forró sintetiza a obra com perfeição: um disco inesquecível. Originalmente um sucesso na voz do bregueiro recifense Kelvis Duran, "Estando com outro e pensando em ti" anuncia em grande estilo o que o ouvinte ganhará de presente no resto do disco. Uma metaleira tropical quentíssima, uma pegada de bateria de mover estátuas e o dueto vocal de um casal de gordinhos que quebrou paradigmas de beleza física incontestes até então.

Quando me referi ao ouvinte ganhar um presente não fiz uso de figura de linguagem. Foi literalmente isso que aconteceu. Era a inauguração do CD Promocional invendável, idéia do homem que ao invés de chorar a morte do CD como produto comercial, inventou sua reencarnação como produto de divulgação, Isaias Duarte, o popular Isaias CDs. O disco era distribuído de graça para o público onde quer que os Aviões se apresentassem. O plano deu formidavelmente certo e o disco foi escutado a exaustão, de Icó a Bodocó, de Picos do Piauí a Patos da Paraíba.

Mas estratégia milagrosa de marketing nenhuma estouraria um disco se não tivesse ancorada em um bom repertório. E que repertório! Praticamente todas as músicas caíram no gosto popular. Depois da citada faixa de abertura, uma sensacional sequência de músicas com temática romântica, mas irresistivelmente dançantes, "O que tem que ser será", "Eu não vou mais chorar" e "Titular e absoluta" que consagrou Solange Almeida como a melhor cantora de forró em todas as votações populares, posto que mantém até hoje.

Apartir da quinta faixa uma seção do velho e bom forró com letras de duplo sentido, que por sua vez evidenciou a todos o carisma do cantor Xandy Avião, quando canta passagens como "vai, vai, vai que tá gostoso / vai, vai, tá gostosinho / ela se deita e pede pra alisar o seu bichinho" ou quando emenda sua "vinheta" pessoal "urudocudo duco duco skidiguidigui dow!!". O homem é a reencarnação de Jackson do Pandeiro.

Depois, mais pegadas romanticas, chegando ao seu ápice em "Tô sozinho", que arrisca ser a melhor composição de Dorgival Dantas, conhecido nacionalmente através de "Você não vale nada, mas eu gosto de você". A interpretação de Xandy para a letra de amor resignado é de um alcance emocional extremo, que culmina no cruzamento final de frases entre ele e Solange. Enquanto ele joga a toalha cantando: "Mas tá tudo bem, tá tudo normal / você já deve ter uma pessoa legal / capaz de te dar o que eu não te dei / amor e carinho como seu sempre sonhei", ela como que comovida, canta: "não amor, não, não vá / se me dar uma chance de tentar / te fazer, mais feliz / do que qualquer pessoa possa estar". Um clássico absoluto.

O repertório é tão bom que até músicas menores como "Alta Estação" ou "Fica comigo" poderiam muito bem serem destaques e faixas de trabalho em outro disco de uma banda qualquer e a bobinha "Bem me quer mal me quer" passa desapercebida. "Coração" encerra a obra com chave de ouro, do mesmo quilate de "Tô sozinho".

Os Aviões do Forró vinham de dois lançamentos irregulares e experimentais - os dois discos das bundas na capa - e de uma treta judicial com os Gaviões do Forró pela paternidade da renovação que a nova pegada inspirada no vaneirão trouxe para o gênero. Com este irretocável Volume 3 inaugurou com cinco anos de atraso o século XXI para o forró, gerando uma infinidade de imitações. Se por um lado o CD Promocional revolucionou a distribuição de música no Brasil - até os artistas sertanejo hoje em dia fazem uso dele, este disco revelou-se atemporal. Soa atual mesmo depois da avalanche de imitações.

O tempo nunca fez ele envelhecer.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Limão com Mel - Um show de emoções

Gravado no dia 10 de fevereiro no Chevrolet Hall de Olinda, o novo DVD da banda Limão com Mel - que se chamará Um Show de Emoções - está prestes a ser lançado. Como a prévia que estamos postando aqui indica, trata-se de um dos shows mais sofisticados já feito por uma banda de forró. O áudio já circula pela internet a alguns meses. A gravação ficou ótima, mas agora chegou a vez das imagens. O cabaret serve a seus leitores este delicioso aperetivo.

sábado, 18 de junho de 2011

Vem aí... Explosão do Brega - O filme

Bonde do Maluco - Arrocha das Bichinhas

O show do Bonde do Maluco é uma das festas mais divertidas da atualidade. Para descontrair seu sábado, iremos postar o ponto alto de suas apresentações, o Arrocha das Bichinhas. Assiste e pondere sobre o que certos pais de familia tem que se submeter para garantir o leitinho das crianças. Ao vivo em Cansanção BA. Video dvd não-oficial do Bonde do Maluco.

O Pagode Baiano e seus impasses

Depois de um dos carnavais baianos mais brocoxôs da história de Salvador, o pagodão, swingueira, quebradeira ou sei lá que nome que se dê pro que se faz por lá apartir da matriz primordial do samba de roda, esse ano será crucial. Ou alguém tem o grande insight que detone a revolução ou os livros de história para sempre dissertarão sobre a cena que tinha tudo acontecer e que não aconteceu.

Justificativas não faltam. Uns alegam que o axé atingiu um fundo de escala criativo, detêm o monopólio comercial e se recusa a largar o osso. Outros reclamam da desunião e falta de uma liderança inconteste que aglutine a diversidade. A verdade é que em nenhuma outra metrópole brasileira se produz uma música tão diversificada e rica como Salvador e seu pagode. O tempo deu razão a Caetano Veloso, a "bunda music" do É o Tchan! dos anos 90 evoluiu da merda para o ouro.



Às catedrais percussivas do Psirico, some-se o groove arrastado de Edcity, os cavalos de batalha vanguardistas do gênero, mas não só. Só os moralistas mais encarniçados podem achar que podem desqualificar o trabalho da celebração dionísica que é um show do Black Style, que mimetiza a putaria do funk carioca que, se desagrada os puristas, azar o deles. Ou então o pagode Gangsta do pessoal do gueto da Bronkka ou No Styllo - já se ameaçaram de morte - que só escandaliza quem nunca conheceu a periferia nem de pegar ônibus errado. Tem até o pagode mauricinho do Harmonia do Samba ou o coringa do baralho do Ragathone. O cardápio é vasto, o preço é baixo e a satisfação é garantida.

Só que quando chega o carnaval - foi assim esse ano, será o próximo? - o que é que se vê na mídia? Ivete Sangalo, Chiclete com Banana, Asa de Águia... O maior deserviço ao pagode baiano cometido esse ano, foi cometido pelos ladrões da guitarra de estimação de Bel Marques. Ao invés de dispensarem ela num posto de gasolina depois de constatarem que a empreitada deu em merda, melhor seria se eles queimassem a mesma, filmassem e largassem o vídeo no Youtube. Se possível mandando meio mundo de gente do establishment do axé tomar no cú.

É preciso ter caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançarina. Foi o filósofo alemão Nietzsche quem disse isso, a mais de cem anos. O pagode baiano está cheio de caos dentro de si. No Lobato, na Fazenda Couto, no Retiro, Castelo Branco ou Pau Miúdo ou em qualquer uma dessas adjacências, todas elas cantadas por Eddy do Fantasmão na música Conceito. Ouça e comprove! Com conceito renovado andará nossa nação...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Rock nacional morreu e teve show sertanejo no enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade, trata-se do mais puro realismo. Não é a primeira vez que afirmo isso, a quase dois anos que bato nessa tecla e meu discurso continua solitário. A crítica cultural se recusa admitir isso devido a um fenômeno que os psicólogos chamam de dissonância cognitiva, ela encara como algo tão absurdo e incompreensível que seu raciocínio fica paralisado. Como isso pode acontecer? É o que esse post se propõe a analisar.

Como todas os grandes eventos históricos, os catalizadores não foram muitos, mas o contexto foi complexo. A crise da indústria fonográfica, a esquerda no poder, o entusiasmo com que o povo brasileiro recebeu o advento das redes sociais e maneira como artistas do rock e do sertanejo lidaram com esses fatores foi decisiva para essa mudança no vetor da música jovem de hoje. Dois nomes e duas músicas foram decisivos no processo. Los Hermanos e Bruno & Marrone. "Ana Júlia" e "Dormi na praça".



"Ana Júlia" foi o primeiro e último megahit do rock no século XXI, ao passo que "Dormi na Praça" foi o primeiro de dezenas, por parte do sertanejo. A diferença foi a atitude dos seus respectivos autores diante deles e do que essa atitude representou para a geração criadora subsequente.

"Dormi na praça" foi lançada em um albúm acústico voz e violão que representou uma quebra de paradigmas para a música seraneja. Nos anos 90 as gravações e os shows eram pomposos, com cordas, metais, cenários caríssimos, o que dificultava o surgimento de novos talentos no mercado. O Acústico de Bruno & Marrone e todo sucesso que ele fez inaugurava um novo mundo de possibilidades para novas duplas. Ao invés de aproveitar o lucro do Acústico e investir em pompa em seu próximo lançamento, Bruno & Marrone investiram em um CD e DVD Acústico Ao Vivo, celebrando o formato e cimentando a tendência.



"Ana Júlia" por sua vez, gerou uma reação inversa. Obcecados pelo terror de entrarem para a história como mais uma das conhecidas bandas de um só sucesso, optaram por não tentar repetir o sucesso e tomaram um caminho inverso. Recolheram-se em um sítio em conceberam o disco 'Bloco do Eu Sozinho', aclamado pela crítica e estrado pelo público. Recusaram-se a tocar "Ana Júlia" nos shows e a aparecer em programas de televisão. Mais uma vez essa atitude foi aplaudida pela crítica com efeitos nefastos para a geração seguinte. As melhores mentes criativas do rock foram influenciadas por essa postura.

Paralelamente a isso, Luis Inácio Lula da Silva e o PT venceram as eleições e deram início a uma série de programas sociais que tiveram efeitos contrários, tanto no rock, quanto no sertanejo. Diante da estabilização da economia e a consequente ascenção social das classes sociais, somada ao barateamento da estrutura de shows proporcionado pelo êxito do formato acústico, os artistas sertanejos colocaram o pé da estrada em longas turnês pelos rincões interioranos do país, esnobando o antigo esquema de se lançarem via contrato com gravadoras. Foi só o Prouni abrir as portas das universidades para milhões de estudantes do interior nos grandes centros urbanos que sugiu - o nome não é mera coicidência - o sertanejo universitário.

Com o rock o momento histórico não foi tão feliz. Durante os anos 90 cristalizou-se em todo o país uma série de festivais independentes que serviam como vitrines para que bandas e cantores fossem contratados pelas gravadoras. Na virada do século foi criada a Abrafin - Associação Brasileira dos Festivais Independentes, que devido a sua nobre causa, não tardou a ser financiada por verba estatal. Também não tardou a trocar a visão mercadológica capitalista de ser vitrine para gravadoras pela visão socialista de virar as costas para o mercado. A semente plantada por Marcelo Camelo germinou, cresceu a começou a gerar frutos.



A aversão romântica pelo pop sempre uma constante no mundo do rock n' roll e até funcionava em um mundo onde as gravadoras faziam o trabalho sujo de capitalizar a música. Mas nos novos tempos em que esse trabalho sujo deve ser feito pelos artistas ou suas associações, no caso aqui a Abrafin, essa atitude é suicida. A morte do mainstream pode ser eminente, só que o rock nacional agendou velório e enterro antes que o defundo batesse as botas.



O uso das redes sociais também foi determinante para que a balança pendesse para o lado da música sertaneja. Enquanto os sertanejos, cada mais preocupados com os aspectos comerciais de sua música aproveitaram as novas oportunidades para divulgarem shows, músicas, organizar redes de fãs clubes, os roqueiros se centraram em vagos conceitos vanguardistas de redes colaborativas e muita procrastinação retórica que deu com os burros n'água no pragmático mundo real.

E a realidade é a seguinte, o rock nacional ficou chato, é consumido por pessoas chatas e a grande maioria dos shows são um porre, com uma platéia ensimesmada que se considera o último biscoito do pacote, o que provavelmente é verdade, mas pelas razões contrárias do que ela pensa. O biscoito é tão insonso que as fábricas estão fechando por falta de demanda. Enquanto isso, os shows sertanejos estão cada vez mais divertidos, frequentados por pessoas divertidas e a música está tão agitada que em shows de João Carreito & Capataz, para nos atermos apenas a um único exemplo, já foram vistas rodas de pogo - aquela "dança punk" em que a galera fica se socando e se chutando.

Forrozão Boca a Boca - Promocional Junho 2011

Guia prático para escutar um dos melhores discos de forró do ano.

1) Entre na Internet e vá na comunidade Rede Forrozão e baixe o disco. O Cabaret facilita sua vida: clique aqui para baixar.
2) Não perca tempo lendo essa resenha. Ouça logo!
3) Mas se sua conexão não é lá essas coisas, ocupe seu tempo lendo as próximas linhas
4) Afaste os móveis da sala para dançar à contade
5) Divirta-se!

Você ainda está lendo? Quer realmente saber sobre o disco? Lá vai...



Não existe nada a dizer e ao mesmo tempo existe tudo a dizer sobre Binha Cardoso. Nada porque todo mundo já conhece seu trabalho à frente do Forró do Muído e tudo porque sua carreira já é extensa. Na virada do milênio ele comandava os Brasas do Forró e como se pode atestar ao escutar esse disco, foi ele o mentor da sonoridade do Muído. Estão a batida da zabumba em evidência e a sanfona em evidência, que celebram o pé-de-serra e o saxofone, que empresta uma atmosfera cool e moderna.

A banda existe desde o ano passafo, mas o novo repertório foi montado meio às pressas, depois da controversa saída de Binha do Forró do Muído - comentou-se a boca pequena de que haviam reduzido seu percentual na participação dos lucros, mas por fim ele veio a público afirmar que as motivações foram unicamente artísticas, ele queria voltar a tocar um forró mais de raíz. E foi o que ele fez. E como! Devido justamente a essa pressa em ter um show pronto para ser apresentado nas festividade de São João, com exceção da faixa de abertura, o repertório é inteiramente formado por versões. Só que a inteligência na escolha das músicas compensa o que num momento inicial seria um deficiência.

O cara teve o dom de colocar no mesmo discos, músicas de Tim Maia e Tayrone Cigano. Roberto Carlos e Cássia Eller. E tudo sem soar pedantemente eclético, tudo desce redondo, sem nunca forçar a barra, as faixas se sucedem revelando-se gratas surpresas, daquelas que extraem involuntários sorrisos nos rostos.

Escutei o promocional na firma onde trabalho, quando almoçava uma marmita justamente para poder escutar o disco, juntamente com dois tiozinhos que sei lá porquê cargas dágua também não sairam pra almoçar no restaurante habitual. Antes que chegassem na faixa quinze já tinham sacado seus pen drives, me enchendo o saco pedindo uma cópia, se rasgando em elogios e invocando o nome de Dominguinhos.

Exageros à parte, o saldo final deste promocional da Forrozão Boca a Boca é uma obra intimista e bem pessoal, coisa de apaixonado por forró para apaixonado por forró. E nesse momento, em que bandas consagradas se digladiam publicamente por músicas que envergonharão gerações e mais gerações de descendentes, isso é tudo o que o forró precisa.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Simaria Mendes e Tuta Guedes - Dose Dupla de clipes novos

Simaria Mendes - Se eu fosse um garoto


Tuta Guedes - Vai chorar como eu

Bonde do Forró - A banda cover mais legal do Brasil

Num cenário onde todo mundo copia todo mundo, barracos a céu aberto por causa de direitos autorais acontecem quase toda semana, uma banda se destaca das outras por assumir que copia mesmo. É o Bonde do Forró, cujo proprietário DJ Maluco não tem o menor pudor de inclusive nomear os cantores que seus vocalistas imitam. Lauro por exemplo, não esconde de ninguém que sua voz é parecida com a de Bruno, da dupla Bruno & Marrone. Parecida não, idêntica e mais potente, diga-se de passagem. Zezé Jr. imita até o nome de Zézé di Camargo. É a banda cover brasileira mais legal em atividade no momento. Mas mais do que isso, eles são os maiores divilgadores do forró no sul e no sudeste, com suas intermináveis turnês. São odiados por muitos cantores e bandas, é certo, mas são adorados por quem os assiste ao ao vivo, pelo seu carisma e sua competência na condução dos shows.


Timpin cedendo uma foto com o Bonde do Forró depois dos cantores muito insistirem


Essa semana lançaram um clipe com a música "Declaração de amor" já gravada pela Garota Safada, que nosso distinto Cabaret lança com exclusividade. Ficou curioso? Assista o clipe e se quiser baixar o mais recente disco deles, clique aqui.

sábado, 11 de junho de 2011

Luciana Lessa, a parasita loira do Forró do Muído

Quem frequenta esse Cabaret sabe que a gente fala na lata o que deve ser dito. Quando Binha saiu do Forró do Muído e foi substituído pelo cantor Naldinho, não nos rogamos em dizer com todas as letras que a escolha tinha sido infeliz. O tempo se encarregou de provar que nossas palavras foram proféticas - e não só em termos musicais. Ultimamente Naldinho andou se assanhando pros lados de uma notória cantora: Luciana Lessa. Se mantivessem a relação dentro dos limites da privacidade desejável, nada poderia ser dito aqui. Ocorre que a moça está fazendo de tudo para tirar proveito da posição de seu peguete com o único intuito da auto promoção.



Primeiro foi em um show do Muído em São Paulo, na Tropical Show onde ela conseguiu que a banda que estava fazendo o show de abertura lhe desse a oprtunidade de cantar duas músicas. Depois o Muído foi convidado para aparecer no programa Forró Bodó, da TV Diário, filiada da Rede Globo no Ceará. Luciana apareceu como convidade e no final do programa trocou um tórrido beijo com Naldinho e assumiram publicamente o namoro. Em que pese para a imagem da banda, não consigo imaginar um ponto positivo que seja. Na música sertaneja, Maria Cecilia & Rodolfo assumiram no namoro no Programa do Faustão, mas nesse caso, são eles os astros, não é o caso de Naldinho e Luciano. Inclusive pode-se acrescentar o próprio cado de Simaria, que nunca expôs sua belíssima história de amor com seu marido- porque tem que se admitir que é uma verdadeiro conto de fadas - para promover a banda.

Como se isso fosse pouco, quando o programa Intencidade fez um especial com o Forró do Muído, Luciana Lessa adiantou-se, ligou para a produção e implorou por uma pontinha na apresenação. Para tanto, prometeu como moeda de troca fazer uma tatuagem ao vivo, com as iniciais AM do nome Arnalldo Merloto. Grande coisa! Quando ela botar um par de chifres em Naldinho, for descoberta e defenestrada publicamente pode inventar mil e um significados diferentes para AM, como Amo Mainha ou então acrescentar OR e contornar com um coração.



Nunca escondemos que apreciamos uma boa fofoca - não seremos filhos da puta a ponto de negar isso - mas que relações amorosas mal geridas entre cantores ou musicos em geral muitas vezes acabam em merda, como o recente caso da banda Garota Safada. Dizem boatos que um affair entre a cantora Marcia Felipe e o baterista Rod Bala foi descoberto e os dois foram para o paredão. Pior para Rod Bala, que vai ter que procurar outro emprego e pior ainda pra Garota Safada, que perdeu um dos melhores bateristas do forró, que após o São João, fará suas malas. Que nenhuma baixaria nesse nível ocorra dentro do Forró do Muído.

Marketing do Alô no mundo do forró

Alô Panificadora Xavier! Alô Edson Araújo Auto Peças! Aquele abraço pro pessoal da Funerária Fausto Fideli. Quem tem o hábito de escutar as gravações de shows da bandas de forró está acostumado com essas exclamações pronunciadas pelos cantores. O que nem todo mundo sabe é que esses recados fazem parte de um esquema de marketing super inteligente, inovador e que é a mola mestra do atual sistema de distribuição do forró. E mais, faz dos gravadores de shows verdadeiros astros das redes sociais, onde seus arquivos são postados para download. Que o diga Júnior Moral, Stênio CDs ou China CDs.


A coisa funciona assim. Quando uma banda de destaque anuncia que vai se apresentar na cidade o gravador procura os estabelecimentos comerciais para vender seus Alôs por valores que em geral oscilam entre R$500 e R$1000 dependendo da banda. Antes do show eles colam papéis os nomes dos comércios no chão do palco para os cantores lerem no meio do show e mandarem os Alôs no meio dos shows. Quando não conseguem acesso no palco, ficam na frente do palco levantando faixas com os dizeres impressos.

Antes que o dia amanheça as gravações já estão nas redes sociais e na manhão seguinte os CDs com o show já estão nos camelôs da cidade. Ganha o dono do comercio que tem uma mídia poderosa de divulgação de seu nome, ganha o gravador de shows e ganha a banda, que tem sua música difundida sem que precise mover uma palha além de pronunciar algumas frases no meio das letras.

É claro que os puristas torcem o nariz para o que chamam de mercantilização da musica em detrimento da arte. É claro também que os puristas são um bando de chatos empatafodas. O que esses malas precisam entender é que nesses tempos de consumo digital de música e falecimento das gravadoras, é de iniciativas como essas a música precisa e não de simpósios acadêmicos de debates sobre direitos autorais.

Finalizo com um abraço para meu amigo Countinho de Fortaleza e para o Dênis Mocotó da B.Y.A. Eventos, marcando presença aqui no blog. Meu amigo Doidim Mossoró, do pior programa de Web Rádio da Internet. Alô meu patrão Andrey da Caboquisse, me manda outra camiseta que a do Charque já tá sem sal! Karouynha Agoniada, atualiza o Breteiras muié! Nãn! Meu amigo Mauricio do Sertanejo na Web e também para todos os cornos de Serra Talhada.

A Revolta dos Cornos

As palavras tem poder. A prova disso foi a repercussão causada por quatro frases minhas no post onde noticiei o calote que a banda Aviões do Forró sofreu na cidade pernambucana de Serra Talhada. Tentei descontrair fazendo uma graçinha que, pelo menos entre os leitores da cidade, não teve nenhuma graça. Como esse Cabaret é um estabelecimento que preza pela democracia, vamos ceder um espaço para algo um direito de resposta, publicando aqui alguns dos comentários postados aqui no blog. Clique aqui para ler as quatro frases que causaram a revolta dos cornos.

Com a palavra, os habitantes de SERRA GALHADA, ops! Serra Talhada, capital do XIFRADO, ops! Xaxado e terra de Lampião, o REI DO CORNAÇO, ops! Cangaço:


Abre o olho Lampião!


Pintim ou Timpin, Você é um arrombado mesmo, lave sua boca antes de falar qualquer coisa que envolva a cidade de Serra Talhada, ou de qualquer pessoa natural de nossa Terra. Maluco; não queremos saber porra nenhuma, o que é seu está guardado, você chamou os caras daqui de cornos, consequentemente as mulheres de Raparigas, fique sabendo Corno é o Fresco do seu pai e Você seu arrombado por um jumento, você não sabe com quem se meteu, você reflita bastante antes de dizer algo que prejudique nossa imagem, e lhe dou um conselho, volte atrás com a merda que você falou, nos peça desculpas em nota exclusiva nesta bosta que você chama de Blog, e reze bastante para o pessoal de Serra Talhada não descobrir de onde você é, fique esperto.
João Ferreira Neto

Maluco, você não sabe onde se meteu, o pessoal daqui está morrendo de raiva de você corno e filho de rapariga, se você soubesse a repercussão que está tendo o que você falou, velho você está fudido. O melhor que você faz é nos pedir desculpas.
Alfredo Gama

Você está prestes a receber um processo por calúnia e difamação. Um grupo de casais (homens que não são cornos e mulheres que não são raparigas) estão se mobilizando para entrar com uma representação contra sua pessoa e seu "blog", cabendo assim uma ação idenizatória seguida de cárcere privado. Estamos na mesma luta compenheiro. Aqui se faz, aqui se paga. Ah!!! na mesma moeda. Se eu fosse tu ia procurando se desculpar de alguma forma

Mas timpin vc nao entendeu, quem mais se doi, é quem mais corno é! e em serra talhada é lugar que mais corno tem mesmo. Quem mais sao metidos a mais maxo, sao os mais corno, pode ver, que nesses interiores oq mais tem? eh briga e pq? por causa de gaia! e em serra o povo é td metido a maxo, mas no fungo é td corno, eu conheco um monte. minha gente, ser corno faz parte, quem nao foi, pode ter certeza que um dia vc vai ser.

OLHA O NOME DE QUEM POSTA A NOTICIA PINTIM. ACHO QUE SEU PINTIM ESTÁ EQUIVOCADO ACHANDO QUE AQUELE QUE A SUA MÃE DIZ SER SEU PAI AINDA MORA AQUI EM SERRA TALHADA POR ISSO CHAMOU OS SERRATALHADENSES DE CORNOS. PITIM SUA MAMÃE E SEU PAPAI N-Ã-O E-S-T-Ã-O A-Q-U-I. AGORA POSTA UM PEDIDO DE DESCULPA

Pintim seu filho de Rapariga, você lave sua Boca antes de Falar qualquer coisa dos SerraTalhadenses, corno é você, seu Pai, e todos os viados que compõem essa merda que você chama de família; seu bosta, em 1° lugar: Vá se fuder, em 2° lugar quem deu o calote na banda Aviões do Forró, não foi nenhum SerraTalhadense. Mas, com toda certeza, empresários de outra cidade (Salgueiro) que viram maior lucratividade dentro da cidade de Serra por conter aproximadamente 90.000 habitantes (todos loucos para pegar você "Pintim" e mostrar quem é Corno), optando por fazer o show na Casa de Shows de Serra Talhada, o "Batukão". Uma dica legal para você, antes de postar qualquer conteúdo, principalmente com relação ao Pessoal de Serra Talhada - PE busque maiores informações, para não cometer o erro de um Verdadeiro Filho de Rapariga, em 3° Lugar; se você não conhece Serra Talhada, A CAPITAL DO XAXADO E TERRA DE LAMPIÃO, é por que você é um merda de um Blogueiro sem cultura alguma, não faça mais isso, o pessoal aqui tá virado com esse seu comentário. Um Conselho, peça desculpas, SERÁ O MÍNIMO QUE VOCÊ PODE FAZER. TOME MAIS CUIDADO ARROMBADO, ANTES DE FALA QUALQUER COISA, O QUE É SEU ESTÁ GUARDADO.
RICARDO MAGALHÃES - SERRATALHADENSE COM MUITO ORGULHO.

Olha Pintim, se considere um Finado se você aparecer por aqui seu fresco do Caralho, você deve antes de tudo medir as consequências que uma frase mal articulada pode causar, tenha mais cuidado antes de falar da nossa Gente, otário Corno é seu Pai e você, que leva Ponta desse Travesti que se diz mulher sua, mais eu estou com uma raiva tão grande de você, que se você soubesse, me diz de onde tu és, me dá teu endereço besta fera, que irei te mostrar uma coisa.
Adriano Soares

Olha Arrombado por um Viado, vai se lascar porra, deixa de ser Fresco e posta uma desculpa para o pessoal de Serra Talhada, você não sabe o que lhe espera e qual será o futuro desse Blog de bosta, a promotoria de pequenas causas de Serra Talhada, junto a algumas pessoas e políticos da cidade estão buscando meios legais para abrir um processo contra você e seu Blog, visto que a população de Serra se sinta lezada com tal ato, você tá é fudido.
Leon Silva

Ontem 31/05/2011, foi registrada a entrada na Delagacia de Polícia de Serra Talhada um B.O, o caso está sendo investigado pelo Delegado da cidade, visto que determinada atitude irá manchar o nome da cidade, os empresários que contrataram o Show da Banda Aviões do Forró, serão indiciados por usar o nome da cidade em promoção do show, da mesma forma todos os sites, Blogs e meios de informações do gênero que ofenderam a população de Serra Talhada por fazerem parte de sua cultura, serão retirados do ar e terão seus administradores indiciados judicialmente pela calúnia levantada pelo mesmo, em reportagem para o jornal de Serra Talhada, Luiz Claúdio Pereira, empresário do setor de turismo da cidade, afirma que tal acontecimento poderá repercutir e manchar a imagem da região, trazendo consequências para a economia da Cidade

Pela foto desse Pintim, ele não tem cara de corno não, mas sim de viado que fuma maconha, um arrombado filho de Rapariga, viadinho que não sabe o que diz, só fala merda.Vem pra cá, que vamos lhe mostrar que é macho, como se fala cara a cara, frescoiola
Marcelo Serrano.

População de Serra Talhada convida o Excelentíssimo senhor Pintim, para uma papo de homem para homem, tentando em sessão exclusiva, mostrar as belezas de Serra Talhada, inclusive uma boa surra, que só nóis, serratalhadenses sabem dar nesses bostas que querem ser muita merda.
Serra Talhada lhe odeia, fiquem esperto.

Seu Filho de Rapariga, Corno é seu pai, que levava ponta da Puta que lhe pariu, deixa de ser otário e viado, chupão do caralho, filho de uma égua arrombada, vive dando o rabo e vem nessa bosta de blog dizer que os caras de serra talhada são cornos, se você é tão macho quanto diz, nos dá teu endereço, diz a cidade e estado que você mora, que vamos lhe mostrar o que é ser macho de Verdade, corno arrombado.
Michael Anderson Cohab II

Cornos são os viados de tua família filho de uma puta que gosta de chupar, otário. O melhor que você faz é nos pedir desculpas, antes de falar qualquer coisa do povo de nossa Terra, Serra Talhada é uma cidade que só tem cabra macho filho de Rapariga, não tem fresco que se esconde atrás de blog de merda nenhum chupão.
Rafael Almeida da Silva - Equipe dos Boys

Olha maluco, você não sabe com quem se meteu, você ofendeu geral a população de Serra Talhada, pois se você chamou os caras de lá de Corno, é porque as mulheres que lá residem são putas, maluco você tá é fudido se o pessoal de lá descobrir de onde você é, eu mesmo tenho dó de você se isso acontecer, você não sabe no buraco que se enfiou, a população de lá são descendentes de Lampião, eles são cabras da Peste, e vão lhe comer vivo, você já pesquisou o índice de assassinatos em Serra Talhada. Fique esperto, mas muito esperto mesmo.
Caio Lucas de Sá

E melhor ser corno e leva na testa do que ser viado igual pintim e levar na bunda.

Pintim, não ficamos nervosos não com esse comentário seu, chamando a homens daqui de cornos as mulheres de putas, raparigas ou coisa do gênero, o pessoal daqui não são incompreensíveis, na verdade estamos com pena de sua pobre alma, nervoso é pouco, estamos morrendo de raiva de você seu Puto, fudêncio do Caralho, e o pessoal daqui estão mais do que certos agindo dessa forma, preste bem atenção o melhor é você não conhecer Serra Talhada mesmo, morar bem longe daqui, mas bem longe mesmo, por que rapaz, ou melhor travesti de caralho, você está lascado se colocarmos a mão em você
Wanessa Souza, SerraTalhadense com muito orgulho.

Timpin, Corno e teu progenitor... tem culpa serra talhada de tu só ter amigos corno???? fazer o que ?? as classes são unidas seu pai anda com frango sua mãe com puta e você com corno...faz parte da vida.... os cabras de serra tão tudo amolando os chifres pra enfiar no seu esfíncter anal...

Olha Filho de uma rapariga que faz Programa por R$ 0,50, deixe de ser viado (impossível), e vá tomar no seu cú, os Serratalhadenses estavam quietos e você foi quem começou fudido do caralho, e ainda vem com essa conversinha de fresco que não aguenta o que fala

O proprietário da produtora BK produções, Bruno Sampaio acusada de dar calote na Banda Aviões do Forró que se apresentou na ultima semana em Serra Talhada falou ontem ao programa o Secretário do Povo do radialista Evandro Lira na Radio Cultura FM dando a sua versão sobre a polêmica. Sampaio afirmou que dos 80 mil combinados repassou 37 mil. O produtor disse que teve prejuízo de 17 mil e prometeu ainda pagar o som, coisa que a Banda prometeu e não pagou.

Fonte: o secretario do povo
http://www.osecretariodopovo.com.br/2011/05/dono-de-produtora-admite-prejuizo-mais.html

No final das contas os unicos cornos são, o produtor, o empresario de aviões e o dono do blog.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A melhor paródia sertaneja de todos os tempos

domingo, 5 de junho de 2011

Esclarecimento

Na madrugada de sexta para sábado, três homens armados invadiram minha casa e roubaran meu computador. Se as postagens no Cabaret passarem a ser menos frequentes, este é o motivo. Obrigado.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A3 Entretenimentos lança Pen Drive



Tem gente que diz que eu só falo mal da A3 Entretenimentos. Bobagem. Quem acompanha meu trabalho a mais tempo sabe que eu sempre enalteci os aspectos revolucionários de invenção do Disco Promocional Invendável. Duas semanas atrás eu estava em Araguari, Minas Gerais, no aniversário de uma rádio local e tinha dezenas de duplas sertanejas, todas elas distribuindo gratuitamente seu promocional. O conceito veio para ficar e os louros da glória por sua invenção ninguém mais tira de Isaias Duarte, o Isaias CDs. Sua vaga nos livros de História está garantida.

Fazer dos cantores sócios das bandas foi outra sacada boa, menos revolucionária é verdade, mas manteve as bandas da A3 como as que por mais tempo matém a únidade de suas linhas frente. Além do fato de ter feito de Xandy Avião um cara rico e boa praça.

Agora eles novamente inovam no quesito suporte, anunciando o lançamento de um pen drive, com um apanhado geral de músicas de bandas da empresa: Aviões do Forró, Forró do Muído, Solteirões do Forró e Forró dos Plays. O conceito disco está com os dias contados, isso os observadores mais atentos já estão constatando. Mas o que pouca gente faz é se mecher a tentar dar passo além, olhar além do horizonte. É justamente o que a A3 está fazendo.

Se o Pen Drive será tão revolucionário quanto o Disco Promocional é algo que só tempo dirá, pois prever a aceitação de mercado nos intáveis tempos atuais é um tarefa ingrata. Eu arrisco dizer que sim, porque apesar de que a distribuição não será gratuita, a praticidade do suporte - hoje em dia até escova de dentes arrisca ter entrada USB - e possibilidade de conter centenas de músicas pode ser fator de motivação para o consumidor meter a mão no bolso e investir no trambolho.

Se der certo, não será só nos livros de História que Isaias CDs vai merecer aparecer. Também será nos livros de Economia. Iapois!

Por um Help! para a Música Sertaneja

Que a música sertaneja tenha se firmado como a música jovem da geração atual é uma coisa só os analistas mais cegos ou teimosos podem se negar a admitir. O pop rock perdeu o trem da história e será muito dificil correr pra se agarrar no último vagão. E o mérito é todos dos artistas sertanejos, que suaram muito na estrada, construindo suas reputações às margens das grandes gravadoras. Se hoje eles estão nelas, que fique registrados que foram contratados quando já estavam prontos. Nenhuma gravadora lançou e projetou nenhum artista sertanejo.

Só que ao tornar-se a nova música jovem brasileira, o sertanejo passou a ter uma certa responsabilidade histórica, por assim dizer. Uma responsabilidade maior do que se pode imaginar, porque com exceção talvez do reggae, nenhum país fora do eixo anglo-americano produziu uma musica jovem que tenha feito frente ao rock. E essa responsabilidade se apresenta neste momento através da necessidade de inovações de conteúdo, posto que a fórmula já está inovada.

Nenhuma dupla representa mais esta urgência do que João Bosco & Vinicius, através de seus dois recentes trabalhos em estúdio. Em 2009 lançaram Terremoto, que sob a batuta do produtor Dudu Borges, consolidou a veia pop que conquistou a juventude e deixou a velha guarda da musica sertaneja de cabelo em pé. Inclusive este conflito de gerações é a prova maior da ruptura que o novo sertanejo está fazendo. Ruptura é o que move a juventude e ruptura é algo que o rock não tem mais cacife para causar.



Depois de dois anos, João Bosco & Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente. A fórmula é a mesma, mas não emplaca. É que depois do arrasa-quarteirão que foi o "Aí já era" de Jorge & Matheus, fica no ar esse mesmo trocadilho, aí já era, mais do mesmo não cola mais. A música sertaneja precisa de um novo salto evolutivo. E que salto seria esse. A qualificação das letras.
Porque versos como "Como uma abelha pousa numa flor / moça você chegou me dando amor / Como uma abelha ferrou meu coração / deixou saudade e o veneno da paixão" são francamente sofríveis, rimas de uma pobreza etíope. A situação atinge níveis de dramaticidades sheakepearianas em "Chuva".

Uma música que tem uma arranjo que tinha tudo para ser a "Strawberry Fields Forever" da música sertaneja, naufraga nos versos infantis de "O céu está fechado escuro me parece vai chover no meu jardim / Depois que você me deixou nunca mais choveu em mim / Como esquecer todas as noites que a gente se amava sem pensar / Não tinha luz fazia frio e a chuva nos molhava / Chove chuva, chove vem lavar esta saudade / Leva do meu peito as lembranças que me invadem"

Não citei uma música dos Beatles por simples pedantismo. É com a trajetória do quarteto de Liverpool - e do rock, por extensão - que quero fazer uma comparação, posto que é premissa inicial do texto. Em 1965 John Lennon encontrava-se em um impasse criativo que o incomodava muito. Foi num encontro com Bob Dylan que ele saiu desse impasse. O cantor americano de folk music o aconselhou a pensar em sua música como uma forma de arte. A ficha caiu e apartir do disco Help! os Beatles passaram a compôr canções com letras mais rebuscadas, arranjos mais audaciosos e a guinada resultou, dois anos depois, no disco Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band, o disco mais importante da história do rock.



Não fosse a coragem e a ousadia de John Lennon, o rock talvez tivesse sido uma moda passageira, que era o que se apregoava na época. E na música sertaneja, é o que apregoa a velha guarda. Que um disco de música sertaneja de letras mais trabalhadas seja anti-comercial é algo que carece de provas, estudos e pesquisas. A inteligência do público jovem não pode e não deve ser subestimada. O público as vezes tem necessidades que ele próprio desconhece.

O fato de que duplas sertanejas estejam regravando músicas como "Sou foda", "Minha Mulher não deixa não" ou "Você, você, você, você, você quer" é uma clara demonstração que chegou-se a um fundo do poço perigoso para o gênero. Precisamos urgentemente que um Bob Dylan de botas dê uns conselhos para um John Lennon de chapéu e viola. Quem se habilita?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Escândalo comercial envolvendo a empresa A3 Entretenimentos

Um dos pilares básicos de sustentação do capitalismo é a livre concorrência e ausência de monopolios. Existe até uma lei que tenta regularizar a competição por mercados chamada Lei Antetruste. Segundo a Wikipédia, Truste é o uso do poder de mercado para restringir a produção e aumentar preços, de modo a não atrair novos competidores, ou eliminar a concorrência. Segundo nove, de cada dez empresários do mundo do forró, truste é o que a A3 Entretenimentos vem praticando desde sua fundação em 2006.



Ontem a empresa - que é dona dos Aviões do Forró, Forró do Muído, dentre outras bandas - protagonizou mais um eposódio de práticas agressivas para a proteção de seu monopólio forrozeiro na cidade de Fortaleza. Depois de duas semanas de pressão sobre patrocinadores e sobre o Grupo Cidade, que transmitia a grade de programação da Radio Tropical FM, concorrente das rádios da A3 Entretenimentos, desenbolsou cinco milhões de Reais e tirou a grade do ar.

Só que toda ação drástica acaba por gerar uma reação drástica. O fato indignou a concorrência, que optou por unir-se para o combate. A questão é que os tempos estão mudando. Desde que André Camurça - um dos sócios fundadores da A3, junto com Carlos Aristides e Isiaias Duarte - abandonou o barco a maré passou cada vez mais a ser desfavorável para o monopólio.

Wesley Safadão e Tuta Sancho, dono do Furacão do Forró, se juntaram e fizeram a F5 Promoções e Eventos e no mesmo dia compraram uma rádio e a previsão é de em menos de 10 dias estará no ar a F5 FM, totalmente imune a pressões financeiras. Lobão, um dos maiores locutores de rádio do forró, que trabalhava na Tropical, irá veicular seu programa na nova rádio. Três rádios irão transmitir o programa do Lobão em Fortaleza. Serão a F5 FM, provavelmente a Liderança FM Sat ,que é da Social Music, de André Camurça e que agora é concorrente da A3, e uma terceira rádio que ainda não foi divulgada.


A sede do covil


Para aumentar ainda mais o poder de fogo, a Social Music fez parceria com a Fonttes Promoções, que é a empresa dos donos do Saia Rodada, e com outras empresas fora do Ceará, para reabrir as portas do estado e acabar com o monopólio da A3 Entretenimentos.

Diante desta eminente guerra comercil, o São João de 2011, sempre a data principal do calendário do forró, tem tudo para entrar para a história como o marco inicial de uma profunda transformação que abalará os alicerçes de uma extrutura podre, que em nada contribui para a qualificação de um ritmo que já a duas décadas espera por conquistar o Brasil inteiro. O sertanejo, o axé e o pagode já conseguiram, graças a livre concorrência, agora espera-se que seja a vez do forró. Detalhe: F5 é a tecla "atualizar" nos compoutadores. É o que todo mundo espera que ocorra.

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