O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.

Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira

Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.

Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3

O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.

Por um Help à Música Sertaneja

Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.

Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos

Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...

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sábado, 17 de setembro de 2011

Bruno & Marrone acertam a mão em disco novo, mas a assessoria erra feio

Em pleno segundo semestre de 2011, a assessoria da dupla Bruno & Marrone solicitou que o site Blognejo retirasse de sua página as músicas do CD novo, disponibilizadas para audição. Isso mesmo, elas estavam disponíveis apenas para audição e não para o famigerado e temido download.


Uma postura dessas pode até ajudar nas vendas do disco, para o sucesso do mesmo e consequentemente para a carreira dos artistas é altamente prejudicial. Até a cadela da vizinha sabe que hoje em dia os downloads gratuitos são a maior ferramenta de divulgação de qualquer artista.

O mais triste é que esse disco é um dos melhores lançamentos sertanejos neste 2011 conturbado para o segmento, quanto muita coisa de qualidade duvidosa anda sendo lançado sem critério algum, tendo em vista apenas o sucesso fácil e fortuito. O nosso Cabaret vai corrigir esse deserviço que a assessoria de Bruno & Marrone prestou à dupla, disponibilzado o CD na íntegra para nossos mui estimados frequentadores. Clique e faça o download.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Leonardo, Bruno & Marroni o Sertanejo Universitário & as três ondas da pirataria

Recentemente, no Programa do Faustão, o cantor sertanejo Leonardo comentou que a guerra contra a pirataria estava perdida e que estava abrindo uma editora para ajudar novos artistas a sobreviverem nesses novos tempos. Ponto para ele. Zézé di Camargo, ao contrário, esperneia e não admite a derrota. Os links para download de seu disco mais recente são os mais patrulhados e frequentemente são quebrados a pedido de sua assessoria.



Independentemente da diferença de postura entre os dois artistas, o que eles tem que admitir é que também eles, no inicio de sua carreira, foram beneficiados pela pirataria. Uma pirataria ainda embrionária, menos perigosa para os gráficos de lucros das gravadoras, mas mesmo assim pirataria.

Quem não lembra daquelas fitas cassetes vendidas nos camelôs? Foi o baixo custo para aquisição dos lançamentos através das fitas piratas que possibilitaram o estouro da música sertaneja no inicio dos anos 90.

Foi a primeira onda da pirataria.

A segunda onda foi na virada do século, quando o barateamento da gravação CDs - com a vantagem de manter a qualidade do original, o que não era possível com as fitas cassetes - possibitou o estouro de outra dupla sertaneja: Bruno & Marroni. Aqui cabe um detalhe curioso. O caso deles pode ser considerado o primeiro viral popular da história da música brasileira.

A dupla gravou um show acústico, voz e violão, ao vivo em uma rádio de Uberlândia. Alguém gravou e o CD passou a circular de mãos em mãos, até chegar nos camelôs. O sucesso foi tão grande que atraiu a atenção da Sony Music, que rapidamente tratou de regravar o repertório em estúdio, com poucas alterações e lançar nacionalmente.

E foi então que "Dormi na Praça" passou a ser ouvida e cantada aos berros de cabo a rabo no país, entrando definitivamente no cânone da música sertaneja. Menos de uma ano depois era gravado o primeiro DVD da dupla, com público gigante e que vendeu milhões de cópias.

O interessante é que aquele disquinho pirata de Uberlândia acabou por influenciar uma geração inteira de artistas que se beneficiariam com a terceira onda da pirataria. A geração? O sertanejos universitários e a terceira onda, o mp3 e os downloads. Que não reste dúvida, se hoje em dia é possível encher um parágrafo inteiro com nomes de duplas e cantores de sucesso, é por causa da gratuidade em adquir músicas através da Internet. Vejam:

Victor & Leo, César Menotti & Fabiano, João Bosco & Vinicius, Fernando & Sorocaba, Luan Santana, João Carreiro & Capataz, Maria Cecilia & Rodolfo, Jorge & Mateus, João Neto & Frederico, Guilherme & Santiago, Michel Teló, Zé Henrique & Gabriel, Eduardo Costa, Hugo Pena & Gabriel...

E que também não reste dúvida, ninguém dessa lista está faturando nada com venda de discos, mas seus nomes são conhecidos pela população, suas músicas são escutadas e suas agendas de shows estão lotadas.

A sobrevida das gravadoras por enquanto está garantida, com contratos de parcerias com os artistas. Elas trabalham em cima da divulgação, enquanto obtem parte do lucro dos shows. O que acontecerá com elas quando uma quarta onda da pirataria surgir não se sabe, mas o que parece definitivo é que tantos os cantores quanto o público tem futuro garantido no que diz respeito a consumir música.

Parece uma utopia cultural? Vai ver é e estamos felizes e nem sabemos.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Tudo Junto & Misturado



Latino, como sempre, é o dono das melhores sacadas. Em seu novo disco, chamou vários amigos para fazer duetos. O resultado foi uma salada de ritmos capaz de fazer os puristas vomitarem as próprias tripas por quatro dias consecutivos. Latino sacou o espírito da época e graças às parcerias, misturou diversos estilos, com diversos graus de êxito.

Mas não é do disco dele que quero falar aqui. Não agora. Agora é a hora de falar de uma revolução nem um pouco silenciosa que está ocorrendo na música brasileira. Não é a MPB, esta se encontra em estado catatônico e nada de empolgante pode se esperar dela. São os ritmos populares, aqueles que são tratados como lixo pela Zelite Cultural.

A globalização fez bem para os ritmos populares. Ao invés de comprarem briga com os pirateiros, usaram a contravenção para divulgar o seu som. Se ligaram que dinheiro se ganha é fazendo show, é trabalhando e não desfrutando a vista do mar em apartamento em Ipanema, enquanto o ECAD deposita a verba dos direitos autorais direto na conta corrente. Vai trabalhar vagabundo!

Só que o aspecto mais interessante dessa coisa toda é que os estilos começaram e se influenciar mutuamente. O sertanejo incorporou a batida do vanerão e aposentou a choradeira do primeiro boom causado por Leandro & Leonardo e Zezé di Camargo & Luciano. Os pioneiros foram Bruno & Marrone. Reparem, Chitãozinho & Chororó nunca foram muito inovadores, apenas seguiam a maré.

O vanerão, que ficou anos e anos engessado, mantido em cativeiro dentro dos CTGs (Centros de Tradição Gaúcha) chupinhou a batida do axé e do forró e modernizou-se, de modo a conquistar o público jovem, que já não suportava mais Gaúcho da Fronteira e Oswaldir & Carlos Magão. Tchê Garotos e o Grupo Tradição lotam estádios em suas turnês.


O forró, desde a inovação estética e formal que foi o Mastruz com Leite nos primórdios dos anos 90, sempre foi afeito a antropofagias diversas, por vezes as mais sem noção. Os caras são capazes de adaptar qualquer música ao ritmo do forró. Na época do frissom do filme "Tropa de Elite", até o A-ra-pa-pá eles conseguiram. E foram os Aviões do Forró que mais uma vez inovaram o estilo, com o minimalismo e a, por que não dizer? libertinagem do Pancadão carioca.


E a Banda Calypso, que eu considero a grande banda brasileira da década, influenciou todo mundo, principalmente com seu modus operandi: produção totalmente independente e vistas grossas à pirataria. Muito mais do que o anarco-capitalista Eike Batista, se tem um brasileiro que merece estar rico, este cidadão chama-se Chimbinha e neste momento está escolhendo as músicas de sua banda que estarão no playlist da próxima versão do Guitar Hero.

Desnecessário dizer que com toda essa mistura houve um salto de qualidade no som de todo mundo. A festa é geral, tá todo mundo feliz pacas. Justamente por não pertencerem a Zelite Cultural, não ocorreram brigas de ego e nem ataques de ciumeira de parte alguma. Eu arrisco de dizer que estamos na eminência de uma grande revolução na música brasileira. Um amálgama sonoro com potencial planetário. Muito mais que aquela porcaria fabricada em laboratório chamada Lambada.

O mais irônico nisso tudo é que a enviada especial da Zelite, aquela imbecil da Regina Cazé, só fez foi atrasar essa revolução em alguns anos em seus programas em que não fazia outra coisa além de estereotipar pessoas como este que vos escreve, pobre da periferia.

E a MPB como a conhecíamos? Ah essa daí, no dia em que a MTV propôr um Estúdio Coca-Cola reunindo Latino e Caetano Veloso, aí sim deposito 5mg de esperança em sua ressurreição.


originalmente publicado no site Bis

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