O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.

Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira

Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.

Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3

O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.

Por um Help à Música Sertaneja

Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.

Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos

Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...

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terça-feira, 5 de julho de 2011

O dia em que a Gang do Eletro colocou os indies para rebolar

A Augusta é a rua mais tolerante e diversificada da cidade de São Paulo. Nela, convivem pacificamente travestis, prostitutas, gays, indies, punks, skinheads, headbangers e outras tribos. E, agora, os tecnobregueiros de Belém do Pará pleiteiam um espaço para desfrutar dessa mistura. E se depender do público local, já têm. A maior prova disso foi vista no show que a banda Gang do Eletro realizou na noite de 28 de junho no Studio SP. Com um plateia predominantemente indie, a banda formada por Marcos Maderito, Keila Gentil, William Love e DJ Waldo Squash literalmente colocou o público para dançar. E, convenhamos, presenciar garotas com roupas de pin up e rapazes barbudinhos de camisas xadrezes rebolando ao som do batidão amazônico é uma experiência inovadora.



Afinal, o espectro de influências da galera que frequenta o Studio SP, todos sabem muito bem qual é e ele passeia basicamente pelo rock alternativo. Mas parece que essa base está mudando. Os indies estão cada vez mais abertos a novas sonoridades e abraçam aos poucos a música eletrônica, o rap e ritmos regionais brasileiros. Isso é bom. Pois só assim está sendo possível presenciar nas casas de espetáculo da Augusta shows como o da Gang.

Tocando hits do porte de "Vou Passar o Sal" e "Panamericano", a banda provou que tem potencial de ultrapassar as fronteiras da região norte e ser sucesso também no sudeste. Seu som - espécie de tecnobrega moderno e pesado - é contagiante. Se colocou os exigentes indies para dançar, imagina só o poder dessa música em ambientes como casas de shows mais populares, comos os famosos bailões da periferia?

Mais que isso, os integrantes da Gang são donos de uma química perfeita. Maderito, o líder e fundador do grupo, conta com um carisma excepcional. William Love a cada show se solta mais e deixa sua timidez de lado. Keila Gentil, a Fergie da Gang, canta afinadinho e manda muito bem nas faixas em que é a vocalista principal. Já DJ Waldo Squash é certeiro na escolha das bases e arranjos. Junto com Maderito, ele forma a dupla criativa mais bacana e talentosa do tecnobrega.

O sucesso em nível nacional será questão de tempo. Estrondoso ou não, ele chegará. A banda só precisa de maiores espaços para mostrar seu trabalho. Em breve, terá uma arma importante para se auto-divulgar: o primeiro CD da carreira. No momento, eles estão em estúdio gravando um álbum com a produção de Carlos Eduardo Miranda. O projeto apresentará uma Gang do Eletro mais orgânica, utilizando guitarras e teclados, além das tradicionais bases eletrônicas. Será um novo passo na carreira da banda, que a cada dia se torna mais profissional e madura.

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Texto escrito com exclusividade para este cabaret por
Helder MaldonadoJornalista

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Como nosso blog prima sempre pela satisafação de sua clientela e pela busca insessante por oferecer sempre o melhor atendimento, postamos aqui, também com exclusividade o novo single da Gang do Eletro "Uno Treme Treme". Afastem os móveis da sala e BAILA, BAILA AÍ MUTCHATCHO!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Gang do Eletro ao vivo no Studio SP

Uma banda com coerência e sinergia interna em que o todo supera a soma das partes é algo raro na música pop. A Gang do Eletro não só atende a esses requisitos como ainda dá conta do fundamental: originalidade, inovação e carisma. Eles são únicos no que fazem e o fazem muito bem. Depois de consagrarem-se como um dos principais destaques do festival Terruá Pará 2011, realizado nos dias 15 e 26 de junho - reunindo 15 nomes de peso do estado - e de uma energética apresentação na sede do Coletivo Fora do Eixo ao lado de Gaby Amarantos, nesta terça eles encerraram a noite no Studio SP.



A abertura ficou a cargo do seminal Juca culatra, também de Belém, que se encarregou de chapar os presentes com seu reggae pesadíssimo e sua performance teatral. Lara Rennó veio em seguida, com seu pop vanguardista e viajandão. Mas a noite era mesmo deles. Quando o apresentador nunciou Maderito, Waldo Squash, Willian Love e Keila Gentil, o frisson na platéia já indicava que eram eles os grandes aguardados do festa.

E os meninos não deixaram a peteca cair. Logo na primeira música o público já respondia ao pedidos para levantarem a mãozinha e gritar "Hey! How! Hey! How!" A presença de palco deles é impressionante e a maçaroca sonora do DJ Waldo Squash são contagiantes, raras foram as pessoas que conseguiram ficar paradas. Sorrisos nos rostos era lugar comum. O clima de festa e diversão durou o show inteiro. Ninguém ficou indiferente ao som da Gang do Eletro, os arautos da novidade.

Alguns pontos altos no entando devem ser destacados, o primeiro deles a dança do robô de Keila Gentil, que fizeram dela uma figura dos quadrinhos japoneses conhecidos como Mangás, mas com o swing tropical brasileiro amazônico. Outro momento em que ela arrancou urros da platéia foi durante as duas passagens do treme-trema da música "Na Velocidade do Eletro", primeiro sozinha e depois com Maderito segurando sua blusa enquanto ela parecida possuída por uma entidade sobrenatural.



Waldo Squash também não deixou por menos quando assumiu a linha de frente para cantar "Curtição da Night" - com direito a aula sobre o significado da expressão "pô-pô-pô" (pequenas embarcações que fazem serviço de taxi fluvial no rio Amazonas) - e "Eletrocúmbia do Mexicano", mais uma de suas geniais criações usando samplers de música latina.

Willian Love, com seu visual teen, sua corrente de prata e seu indefectivel reloginho roxo é o dançarino chefe da casa, o ídolo que arranca suspiros das menininhas. E o Maderito... Bem, o Maderito é o garoto alucinado do Brasil e não se fala mais nisso. O carisma dele não encontra semelhanças entre os cantores brasileiros desde a época do Dinho dos Mamonas Assassinas. Aliás ele começou sua carreira como cantor da Banda Bundas, cover dos Mamonas. Seu estilo é de rapper freestyle e é um MC nato. Sua perrmance em "Eu vou passar o sal" contagiou o ambiente levando todo mundo a repetir o refrão.



Difícil escolher o melhor momento do show. Se me colocassem contra uma parede uma ARK apontada na cabeça exigindo uma escolha eu votaria na música "Galera da Lage", todo mundo fazendo a coreografia com as mãos e cantando o refrão aos berros. E ainda rolaram dois momentos solos, primeiro Keila Gentil apresentou a todos sua composição romântica "Esperança", que levou muitos casais ensaiarem dança de salão - algo nunca visto no Studio SP - e Willian Love cantou "Me apaixonei", sucesso da banda AR-15 nas rádios de Belém.

Quando anunciaram a saideira, todos soltaram um "aahhhh" de decepção. A festa foi encerrada com o trio de vocalistas intimando a platéia a responder as perguntas "cadê o gritinho das foguetas? cadê o gritinho das sinceras? cadê o gritinho das safadas? cadê o gritinho das casadas?" As luzes se apagaram, o show acabou e foi tão diversificado, com tantos hits que nem pareceu que tudo aquilo se passou em menos de uma hora, apesar de que se dependesse da vontade do público, a Gang tocaria por duas horas sem ninguém enjoar. Eles possuem mais de 200 músicas para oferecer, basta dar uma checada no 4shared do Waldo Squash.



O eletromelody da Gang do Eletro tem tudo pra cair no gosto popular do Brasil inteiro, tal como o funk. Só que ao contrário deste último, que faz elegias a violência e a putaria, o eletromelody é saudável, é sacana sem apelar pra sacanagem e a cantora Keila Gentil é sexy sem ser vulgar, uma estrela a despontar no horizonte. Dá pra dizer que esse foi verdadeiramente o primeiro grande show da Gang no sul. Outros virão, com toda a certeza e se eu puder e meu dinheiro der, estarei lá, nem que pra isso tenha que ir de Pô-Pô-Pô.

PS.: A gente filmou esse show. Quem quiser receber de graça um DVD com a gravação dele, é só mandar um e-mail com nome e endereço para timpin2009@yahoo.com.br

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