O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.

Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira

Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.

Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3

O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.

Por um Help à Música Sertaneja

Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.

Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos

Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...

Mostrando postagens com marcador Victor e Leo. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Conflito de gerações na musica sertaneja & O desabafo de Victor Chaves

Pessoal, apresento pra vcs mais uma coluna minha que foi publicada no jornal Liberal. Essa saiu na semana retrasada. Após o texto, vou fazer um PS.: com algumas considerações que faz horas que eu queria fazer acerca de Victor & Leo.

Conflito de gerações na musica sertaneja

O prêmio Multishow deste ano incluiu a categoria música sertaneja. Os vencedores foram os dois maiores nomes do segmento na atualidade: Luan Santana e Victor & Leo, como revelação e artistas do ano, respectivamente. A premiação foi o reconhecimento da nova geração da música sertaneja, os chamados universitários – rótulo que muitos rejeitam.

O resultado não causou muita surpresa entre o público, afinal de contas o disco Borboletas de Victor & Leo desde que foi lançado figura entre os mais vendidos e Luan Santana tornou-se um astro que arrasta multidões de adolescentes histéricas que lotam seus shows e é figurinha fácil em diversos programas de televisão.

Entre os alguns artistas sertanejos no entanto, o resultado não foi muito bem recebido. Luciano, que faz dupla com Zezé di Camargo, fez uma crítica dura em seu Twitter, reclamando que apesar da premiação se dizer baseada em votação popular, no final quem escolhe os premiados é a produção do evento. Já o cantor Eduardo Costa praticamente surtou no seu microblog. Soltou uma série de mensagens – algumas francamente ofensivas – contra os novatos sertanejos.

Numa delas afirmou textualmente que sertanejo de verdade “...tem que ter raiz, tem ter tocado uma vaca, tirado um leite, tem que saber a lua certa pra se plantar”. Em outra, destila seu veneno caipira afirmando que “...vou dizer, música sertaneja e muito mais que um premiozinho ou noticiazinhas idiotas por ai, aprende primeiro…”

Não é de hoje que existe um certo conflito de gerações na área. Diante de uma pergunta provocativa durante uma entrevista, Luciano já tinha dito que se esse povo se diz universitário, eles – no caso sua dupla com Zezé – poderiam se considerar doutores.

O que o ocorre é que com os novos tempos houve uma significativa mudança na dinâmica da coisa toda. Com a queda brusca na venda de discos, os artistas passaram a sobreviver basicamente de shows. Até as gravadoras se adpataram e passaram para o terreno de gerenciamento de carreiras. O artista arca com os custos das gravações e elas trabalham a divulgação e embolsam um valor percentual da arrecedação das bilheterias.

Num cenário assim, quem dita as tendências acaba sendo o público dos shows, composto essencialmente por jovens. Daí o gosto por músicas mais agitadas, dançantes e com letras que retratam menos desilusões amorosas e mais situações do cotiano da juventude. Esse poder decisão sobre que músicas entrarão no repertório e quais artistas se destacarão é amplificado pelo fato de que as rádios perderam status de ditadoras de tendências.

Por sorte, o choque de gerações não é regra. A dupla mais antiga ainda em atividade, Chitãozinho & Chororó, na gravação do DVD em comemoração de seus 40 anos de carreira, convidou vários artistas da nova geração, de Luan Santana a João Bosco & Vinicius. Já o cantor Leonardo fundou recentemente uma editora para ajudar novos artistas a buscarem seu lugar ao sol.

Os cães ladram, mas a caravana premiada pelo Multushow não pára. Tanto Luan Santana quanto Victor & Leo merecem colocar em sua estante os troféus que ganharam. Até porquê eles são significativos representantes de um último aspecto dos novos tempos que eu gostaria de abordar aqui.

Luan Santana preenche um vácuo criado pela ausência de lançamentos relevantes na área do pop rock, daí sua aceitação imediatada junto ao público adolescente, enquanto Victor & Leo preenche o vácuo criativo da MPB. O que explica a presença da música “Anunciação” de Alceu Valência em seu disco mais recente, assim como o dueto com Alcione em “Deus e eu no sertão”.

No mês de Setembro a cidade de Belém terá a oportunidade de conferir o show dos dois vencedores do Multishow 2010, no dia 16 Luan se apresentará no Cidade Folia e logo depois, no dia 24, teremos Victor & Léo no Hangar. Pelo visto, o orçamento mensal de muita gente estará comprometido.

...

Post Scriptum de um Timpin deveras insistente em bater em uma mesma tecla

Victor & Leo ganharam o prêmio Multishow na categoria de música sertaneja. Ponto. Muita gene alegou que não foi justo, que o ano em que eles bombaram foi o passado e não esse, que o disco Ao Vivo e Em Cores foi um fracasso comercial e mais um monte de coisa. Não vou discutir isso aqui. O que quero discutir foi o discurso de Victor ao receber o troféu.

Ele falou que quem estava ganhando na verdade era a música brasileira como um todo, que está aos poucos aceitando o sertanejo moderno como manifestação cultural digna de ser considerada parte da chamada Musica Popular Brasileira. Ele não usou essas exatas palavras, mas ao citar o antigo e pejorativo rótulo de breganejo, o argumento que falei ficou implícito.

A verdade é que isso de fato ainda está longe de acontecer. Apesar de Victor ultimamente andar compondo músicas em parceria com Renato Teixeira e Sergio Reias (esses sim, que tocam modas antigas, são considerados "MPB"), a dupla Victor & Leo são exceção e não regra.

Que a música sertaneja irá conseguir se impôr como "cultura" entre a classe "bem pensante" desse país é só uma questão de tempo. O delay será de no máximo uma geração, provavelmente menos, como se pode observar pelo a inclusão a fórceps de Luan Santana na grande midia.

De minha parte, aguardo esse grande evento com uma impaciência que já atinge as raias da impaciência. E não falo só do sertanejo. Falo do Axé, do forró, da vanera, do funk, do tcnomelody, do arrocha, do pagode paulista, do pagode baiano e mais uma cacetada de manifestações culturais desprezadas.

sábado, 14 de agosto de 2010

Nenhum Sentido - Algumas questões intrigantes sobre as atrações do Criança Esperança 2010



- Existe história mais mal contada do que a desistência da Xuxa?

- O sertanejo nunca esteve tão em alta no Brasil. Porquê escalaram apenas Luan Santana e Paula Fernandes?

- A ausência de Victor & Leo (fora Jorge & Mateus, João Bosco & Vinicius e Fernando & Sorocaba, que são os que mais fazem sucesso na atualidade) não é um absurdo completo?

- Os Aviões do Forró fecharam um acordo ultra arriscado para sua carreira com a Som Livre justamente para participar de eventos assim. A questão é: porquê Dominguinhos vai se apresentar e não os Aviões.

- A Banda Calypso está completando dez anos de carreira e tem um público consolidado e fiel em todo os páis. Porquê Chimbinha e Joelma não estarão no palco.

- Da Bahia trouxeram Leo Santana com o infame Rebolation. Mas as músicas do carnaval baiano que mais bombaram naturalmente (porque Rebolation foi enfiada guela baixo via mega campanha de marketing)foram "Pense em Mim" na interpretação da cheiro de Amor e "Saia e Bicicletinha" que foi startada pelos mineiros da Kaçamba e ganhou repercussão nacional via zilhões de bandas baianas. Cadê eles?

- Charlie Brown Jr? Hã! Saúde!

- Não basta o Lenine encher nossas sacos com sua chatíssima música de abertura da Passione ainda teremos que aturá-lo ao vivo?

- Quem é Ana costa? A primeira resposta do Google é um hospital.

Um hospital... Hummmmm!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Victor e Leo gravam DVD em São Paulo e deixam interrogação no ar

Voltando a ativa. Pessoal, seguinte ó. Pelo post anterior vocês ficaram sabendo que estamos criando um blog coletivo onde qualquer um que manjar de algum ritmo da Musica Original Brasileira e escrever bem pode participar. Para aquecermos os motores, vou publicar aqui um texto escrito por uma futura colaboradora, Karla Ikeda. Ela foi nossa enviada especial na gravação do novo DVD do Victor & Leo. Espero que gostem. Eu gostei.

Outra coisa, a dupla fez umas declarações polêmicas na coletiva que antecedeu o show. Sobre esse assunto tenho muito a dizer e direi amanhã. Vocês (e a dupla) não perdem por esperar.

Victor e Leo gravam DVD em São Paulo e deixam interrogação no ar

Essa semana aconteceu em São Paulo a gravação do DVD do Victor e Leo e devo dizer: Projeto audacioso! Não é qualquer artista que lota um Ginásio do Ibirapuera dois dias no meio da semana, mas quem tem a músicas na abertura de uma novela global pode! E pode mesmo! Acompanhei o segundo dia de gravação e lá vi pessoas de todas as idades e de vários cantos do Brasil, quiçá do mundo (tá acho que estou exagerando, mas que seja). Fiquei impressionada com uma senhorinha com faixinha de glitter com o nome da dupla amarrada na testa, seria fofo se não fosse cômico (ok! esse comentário foi maldoso).

Antes de falar da gravação em si, apenas uma introdução sobre a expectativa para o evento. Me considero uma pessoa eclética, gosto de sertanejo e acho a música de Victor e Léo muito envolvente, daquele tipo que a gente escuta e já viaja, nesse caso, para uma casinha no campo em um clima bem tranquilo. Sinto que a dupla resgata as raízes sertanejas (aliás, fui informada de que o Victor - ou seria o Léo? - não gosta que classifiquem o som da dupla como "sertanejo", mas, como não imagino nenhuma outra classificação para o estilo, sigo com essa nomenclatura), mas de uma maneira mais atual, sem cair no segmento universitário que também está na moda, mas mantendo essa coisa mais tradicional mesmo... Não sei explicar ao certo, diria tradicional moderno se isso existisse ou se fosse possível que me compreendessem dessa forma.

Fiquei feliz com a possibilidade de assistir à gravação do DVD e vi que muitas pessoas (mesmo aquelas que eu nunca ia imaginar que gostariam de ir em um show sertanejo) ficaram com uma invejinha (boa espero eu) de mim. Ou seja, os caras são OS CARAS mesmo! A empolgação era tamanha que até cheguei a buscar na internet se as músicas que seriam tocadas já estavam disponíveis para eu não ficar brisando no show e fiquei pasma ao ver que algumas músicas gravadas na noite anterior já estavam disponíveis. Pasma e mais empolgada ainda, pois o cenário era lindo, eles iriam cantar algumas músicas dos cds anteriores, regravar Alceu Valença - "Tu vens", perdida eu não ia ficar, então só alegria! 'Bora pra festa!!!

Como fui apenas no segundo dia de gravação, perdi a chance de ver as participações de Alcione e de Renato Teixeira. Na quinta-feira era só o Victor, o Léo, a banda e o público. Até aí tudo continuava ótimo e, nem mesmo o atraso para o início do show (que estava marcado para começar às 22h, mas que nesse horário só víamos os músicos em cima do palco passando som - aquilo era hora?), desanimava os fãs de todo o canto que lotavam o ginásio.

A primeira música foi "Borboletas" e, em seguida, a dupla emendou outro sucesso "Fotos". Fiquei arrepiada, de verdade, fiquei vendo aquele povo todo em pé, cantando, batendo palmas e até pulando e pensando na emoção dos dois em cima do palco, imaginando o DVD pronto. Tenho dessas coisas, sempre que vejo um DVD ao vivo e o público todo super animado, paro para pensar na batalha do artista para ter chegado àquele estágio e me emociono.

Aquela estrutura toda também me impressionou, ok que eu já tinha visto pela internet, mas ao vivo é diferente e fora que, quando chegamos estava, obviamente, tudo desligado e, quando acederam aqueles leds todos no palco e em volta da arquibanca, aqueles canhões de luz... Passaram várias coisas na minha cabeça, o trabalho que deve ter dado fazer aquilo tudo, em cada detalhe que precisaram pensar para decorar um lugar como o Ginásio do Ibirapuera, para posicionar as câmeras, a grana que deve ter sido gasta. É tanta coisa que não tem como não valorizar o trabalho realizado e, pensando bem, mesmo que fosse um dvd de um grupo qualquer na esquina, não deixa de ser trabalhoso (ou não)!

Enfim, vendo o começo do show tinha tudo para ser um evento maravilhoso e inesquecível, mais até do que o show da Madonna, pois no dia que eu fui nem estava tão cheio assim e as pessoas nem pareciam tão ignorantemente empolgadas como na gravação do DVD do Victor e Leo, mas o fato é que, de repente, o clima do show que estava lá no alto despencou de tal forma que eu estou sem entender até agora!

Juro, dessa vez não estou exagerando!!! Tudo começou quando eles resolveram cantar uma música inédia... lentíssima... as pessoas começaram a se sentar, se sentar e, de repente, até umas fãs muito, mas muito empolgadas mesmo, daquele tipo "vergonha alheia" que estavam próximas de mim se sentaram também! Olhei para trás e uma moça estava cochilando encostada no marido (?)... Era inacreditável!

O Victor, talvez pelo fato de ficar mais focado, com o microfone no pedestal por causa do violão e tal, também parecia desanimado. Parecia não interagir muito com o público, ao contrário do irmão que às vezes começava a rebolar e a andar pelo avanço do palco para delírio das cowgirls de plantão. Em um dado momento, os dois foram para a frente do avanço do palco e, no caminho, tiraram fotos com fãs que estavam no miolo entre o palco principal e o "secundário" por assim dizer. Momento de histeria rápida, mas o que prevalecia mesmo era o tédio.

As pessoas se animaram um pouco quando a dupla cantou "Nada normal", mas nada se comparava à energia que me arrepiou nas primeiras música. Victor e Leo voltaram para o palco principal, cantaram sucessos como a ótima música "do sapo que caiu na lagoa". Algumas pessoas voltaram a se levantar, mas a verdade... A verdade é que tava tudo muito morto na minha opinião!

Minhas amigas e eu pegamos nossas coisas e fomos embora. Na saída vimos outras pessoas saindo também e, no estacionamento, comentaram com a gente que o pessoal do dia anterior também saiu reclamando do show, porque demorou para começar (normal), porque repetiram mil vezes as mesmas músicas (mais normal ainda em se tratando de uma gravação de DVD), porque não acharam lá essas coisas (fiquei até aliviada, achei que nós é que éramos implicantes).

Não sei se depois a galera tomou uma injeção de ânimo, sei que o show acabou lá pelas duas da manhã.

Em alguns momentos, senti que a própria dupla parece que abriu mão, do tipo: "gravamos o legal ontem e hoje estamos aqui para cumprir tabela e garantir mais umas imagens", na música que eles disseram que gravaram na noite anterior com Renato Teixeira é que isso ficou claro para mim, pois não senti uma entrega, a maior parte da música foi o público que cantou (aliás... acho que foi depois disso que o povo "brochou") e, como o que vai para o DVD é a participação mesmo, que se dane!

No fundo, no fundo concluímos que quem errou foi o produtor musical! Quem pensou na ordem do repertório não deve ter percebido que as músicas no meio do show declinavam. Não digo nem de qualidade, mas de ritmo mesmo! Ter a sensibilidade de mesclar músicas mais para cima e mais conhecidas entre as inéditas e mais românticas. Sei lá! Não entendo muito bem disso, por isso mesmo não faço essas coisas, mas entendo do resultado no show; da visão do público; da minha visão lá em um primeiro momento super feliz de estar ali e, em seguida, já pensando na minha cama e no horário que eu teria que acordar no dia seguinte.

Fora isso, minha amiga que não parava de repetir: "o problema é o arranjo! esses arranjos novos! o problema é o arranjo!" e era mesmo. Como ela também não cansava de dizer, mesmo as músicas já conhecidas, a versão dos cds anteriores é mesmo diferente! Volto até a falar da música "do sapo que caiu na lagoa", adoro essa música; ela já cansou de animar churrascos e afins, mas no dvd...

Não quero falar mal simplesmente por falar, mesmo porque reconheço que os caras são talentosos e que merecem muito estar onde estão, além disso, foi uma produção maravilhosa já disse e repito isso quantas vezes for necessário! Tenho certeza, também, de que o DVD será muito bom, apesar dos pesares. Ainda tem edição, tem o primeiro dia de gravação que eu não vi, tem muita água para rolar, mas não posso negar minha surpresa, negativa, com o desfecho da minha noite! Não que não tenha valido a pena, pelo contrário, foi uma noite ótima, mas abaixo das minhas expectativas e, como diz o ditado "criou expectativa dá m...." vai ver que o problema foi mais meu do que do show! Assim espero, por eles e também pelos fãs; pelos tantos fãs que vieram de longe, como uma menina que ouvi dizer que saiu do Piauí para vê-los! Eles merecem!

Karla Ikeda

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Ignorancia anda a Cavalo e não é Cowboy

A Revista Veja tem o dom de se posicionar do lado errado em quase todas as questões que aborda. Desta vez a inépcia se manifestou na pessoa de Marcelo Marthe, através de uma crítica da trilha sonora da novela Paraíso. Revoltado com fato da novela ser uma vitrine para a nova geração da música sertaneja, o crítico vocifera tal qual um senador da república com o dedo em riste em direção as 106.000 mil cópias vendidas.

Quero deixar bem claro, respeito as críticas, elas são extremamente necessárias em um ambiente democrático. Só que existem críticas e críticas. Este cidadão expressou sua fúria sem um mínimo conhecimento de causa. Chamar Victor & Leo, dois caras que ralaram anos e anos a fio até conseguirem seu lugar ao sol, de mauricinhos do Sertanejo Universitário é um disparate que só encontra eco nos comentários da Kriss em diversas comunidades do Orkut.

Uma que de mauricinhos eles não tem nada e outra que é público que Victor & Leo não se consideram universitários e nem construiram sua carreira tocando em bares de universitários. Em outro trecho, o respeitável senhor que provavelmente tem uma esposa monomaníaca por Victor & Leo (e existem milhares delas pelo Brasil inteiro, basta conferir a quantidade de fakes para enrolar maridos que tem na comunidade da dupla) desce a lenha numa das maiores revelações femininas do gênero, Paula Fernandes. Ele se sentiu incomodado com o verso "dorme serena no sereno e sonha". Chamou o verso de medonho. Talvez ele prefira "você desaba em mim e eu oceano" ou então "amor i love you".

Só que quando a pessoa enfia o pé na jaca e por pura teimosia insiste em chafurdar, consegue se superar inúmeras vezes. Destilando um fino preconceito aperfeiçoado por anos e anos de sentimento de superioridade cultural, insinua que os diálogos da novela, com expressões como "marluco"e "nóis faiz" casa direitinho com a música Jeca Tatu que o pessoal do sertanejo toca.

Não estou aqui de mi mi mi só porque o crítico falou mal do Victor & Leo, mas sim porque ele fez isso sem um mínimo de conhecimento de causa, esse cara nunca escutou um disco de sertanejo inteiro. Esse cara não entende como funciona a dinâmica da música sertaneja e aida por cima demonstra claramente no texto que acha que só gente ignorante e caipira gosta. Isso tem que acabar e espero que surjam na esteira mais e mais pessoas denunciando isso em blogs, redes sociais e fóruns diversos.

O fim desse preconceito é minha principal bandeira e como sou realista e exijo o impossível, não desistirei nunca e usarei todas as armas que tiverem a minha disposição nessa luta implacável.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Piunti Conseguiu!!!!! [entrevistou OS CARAS]

Eu conheci o cara num chat que a Candinha do fã clube do Tradição Meninas de Goiás criou um dia para trocar idéias com blogueiros. Colocar vários blogueiros num chat é um treco que não costuma dar muito certo e foi fatal, só falamos merda. Quando bati o olho e vi seu nome "Piunti" na janelinha do MSN, não pude evitar de dar mais uma contribuição para a Fundação Trocadalhos do Carilho e larguei na lata:

- Pô cara, já era fã do seu blog e agora descubro que vc também é o software de desenhar do Windows!!
- O quê?
- Sim! Você é o Piunti Brush!


Piunti Brush - O Software de desenhos default do Windows que também bloga

Daí o colóquio descambou para os mais altos níveis de retardamento mental. Brincadeiras à parte, sou mesmo fã do site Universo Sertanejo, que o Piunti toca com muito carinho, dedicação e profissionalismo. A grande maioria dos blogs que falam sobre música sertaneja são pessoais e opinativos, o meu incluso. O dele não, pelo menos ali há um esforço genuíno em busca da utopia jornalística chamada imparcialidade.

E não é que o cara conseguiu o que onze entre cada dez membros da blogosfera sertaneja sonha? Ele conseguiu entrevistar Victor & Leo!
Quem costuma ler meus textos aqui no Cabaré, sabe dos perrengues que se enfrenta na hora de se lidar com assessorias de artistas. Isto só para conseguir ou confirmar informações, imagine então entrevistas as celebridades. Sendo blogueiro ou jornalista independente então, a coisa chega nas raias do impossível. Mas Piunti é realista, ele quer o impossível. Agora que conseguiu com Victor & Leo, sua nova impossibilidade a ser atingida é a dupla Bruno & Marroni.

Nosso distinto Cabaré, incluindo seu mais alto escalão de cafetinagem torçe por ele e para que essa entrevista que ele conseguiu, seja um sinal de que os tempos estão mudando. Esperamos que os artistas da nossa Musica Original Brasileira estejam abrindo os olhos para o poder de interação com fãs e blogueiros que a Internet proporciona.



Pra finalizar, uma picuinha básica de blogueiro mala. Na entrevista do Piunti, quando o Leo diz "Temos no escritório pessoas para acompanhar mais de perto a internet, mas quando temos tempo, damos uma fuçadinha também”, pode até estar sendo sincero no que diz respeito a ele, agora no diz respeito a seu escritório, eles tem muita poeira a comerem até fazerem um trabalho de Internet decente. Fato.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O que o Forró do Muído e Victor & Léo tem em comum (e o que não tem)



É com imensa satisfação que noticio aqui que a coluna Forró do Muído - Pé de Serra para o Século XXI superou as QUATRO MIL LEITURAS!! É de longe o texto mais lido de todo o blog Bis MTV. Para se ter uma idéia da dimensão deste fenômeno, a coluna que está em segundo lugar em leituras é O Céu & o Inferno de Vicor e Léo, que a duas penas não consegue nem se aproximar dos dois mil acessos. Qual a explicação para isso?

Claro, tem o som extremamente original do Forró do Muído, tem aquela batida da zabumba perfeitamente audível, tem o sax do Fabiano cuja sonoridade é a marca registrada da banda, tem o talento e a longa experiência do vocalista Binha Cardoso, mas é inegável que o elemento catalizador dessa soma de igredientes é o apelo pop poderosíssimo da dupla de vocalistas, as irmãs Simone e Simaria Mendes.

Já é público os problemas que enfrentei com a assessoria de imprensa da A3 Entretenimentos quando escrevi a coluna das quatro mil leituras. Era para ter sido um artigo bem mais completo, com mais informações biográficas das cantoras e mais algumas colocações pontuais, que foram tesouradas pela assessoria. Claro, eu podia ter mandado a assessorias às favas e publicado do meu jeito, mas confesso que era iniciante e era meu primeiro contato com essa espécie de profissional. Acabei capitulando. Hoje não faço mais isso, mas está feito e agora paciência.

A colocação pontual mais revelante que foi cortada do texto final era a em que eu apontava na possibilidade latente do Forró do Muído estrapolar o nicho forrozeiro. Essa possibilidade já foi levada a cabo por outro nome da Musica Original Brasileira, a dupla Victor & Leo. Muita gente que nunca escutou um disco de musica sertaneja tem o Borboletas em seu aparelho de MP3 (o Borboletas e mais alguns, mas esse pelo menos é o que quase ninguém tem vergonha de dizer que tem). O mesmo pode acontecer com o Forró do Muído. Sei disso porque já testei aqui no meu ambiente de trabalho. Moro em Curitiba e por aqui são poucas as pessoas que ouvem forró e com o Muído a coisa acontece, as pessoas gostam.

Mas então, o que falta para o Forró do Muído acontecer nacionalmente? Um bom trabalho por parte da assessoria, trabalhando em perfeita sinergia com quem da mídia queira ajudar, seja ela oficial, seja ela independente. Com minha coluna do mês de maio eu tentei. Não consegui. Mas esse número, quatro mil leituras, não me permite a desistência e eu não desisti. Posso adiantar aos muideiros de todo esse país que estou com uma idéia na cabeça e não vou sossegar esse meu facho enquanto não a realizar.

Por enquanto deixo vocês com dois presentinhos. O primeiro é um texto sensacional de Janny Laura, uma futura blogueira que mora em Campina Grande da Paraíba e que, alem de bonita, simpática e inteligente, tem uma agenda de contatos de fazer inveja a muito jornalista cultural de arake. O segundo presente é uma lista de links para vocês baixarem todos os cinco discos promocionais que o Muído já lançou.

Não cochile não coleguinha!!!!!!!!

Valei-me, Nossa Senhora do Muído!



É assim, pedindo ajuda à santa protetora dos muideiros, que inicio minha aventura nesse mundo de blog, que para mim é um paradoxo: tão próximo, pois sou uma amante da internet (o que pessoas sem senso chamariam de “viciada”), e tão estranho, já que não me meto a encarar, quer dizer, até esse presente momento. Para me dar sorte, decidi escrever sobre algo que aprendi a gostar e que hoje faz parte constante em muitos aspectos da minha vida: o Forró do Muído.

A primeira vez que ouvi as vocalistas da banda, as irmãs Simaria e Simone Mendes, foi na época que elas substituíram a vocalista de Aviões do Forró, Solange Almeida, quando a mesma foi se submeter a uma cirurgia. Aqui no Nordeste, como já foi mostrado pelo Tim Pin, os shows são gravados e vendidos a torto e a direito e no comecinho de 2008 comprei o CD do show de Aviões em Soledade - PB, no qual as Coleguinhas, que até então eram desconhecidas, estavam cantando. Esse primeiro contato foi inesquecível, porque simplesmente eu odiei. Não, você não leu errado. Vou repetir: eu simplesmente o-di-ei! Quando ouvi o CD, umas vozes no mínimo diferentes me comendo o juízo, um palavreado que Deus me livre e guarde... Eu imaginei: “Se mainha sonhar que eu tô ouvindo uma coisa dessa, ela me deserda!”. Minha vontade era de quebrar o CD na cabeça daquele ambulante infeliz das costas ocas, mas graças a Deus e a Nossa Senhora do Muído que eu não fiz isso.

Só não sabia o porquê me pegava de vez em quando escutando aquele maldito CD. Escutava uma vez, depois outra, mais outra e depois outra de novo. Com pouco tempo, já sabia todas as músicas de frente pra trás, de trás pra frente, de cor e salteado, tinha decorado até os alôs que elas davam pro povo. “Se eu aguentar!”, pensava essa blogueira que vos fala. Logo me deparei baixando outros shows, e mais outros, e ouvindo, e gostando, e baixando, e ouvindo, e assim sucessivamente. Aí Solange se recuperou e voltou pra banda. Foi quando as Coleguinhas começaram a fazer nome com o Forró do Muído. Nesse momento, já olhei pra banda com outros olhos e não demorou muito pro Muidão, como é carinhosamente conhecida, torna-se rotina na minha vida.

Assim como aconteceu comigo, acabou acontecendo com o resto do Nordeste. Percebi que tava virando febre, porque não era só eu que tava viciada naquele som massa, mas muita gente só falava nela. Isso não é muito normal, porque o pau que mais tem por aqui é banda de forró, então é difícil surgir quase que uma unanimidade entre os forrozeiros. Foi então que eu comecei a olhar o Muído não somente como uma diversão, mas também como um objeto de estudo. Procurei desvendar que moléstia fazia nos prender à banda. Então eu vi que era mais fácil do que imaginava, pois como eles mesmos dizem: “Forró do Muído é diferente!”. E é mesmo. É diferente de todas as bandas que já vi e ouvi, das mais famosas às que só são conhecidas aqui em Campina Grande. E olhe que eu sou uma forrozeira assumida!

Essa diferença é perceptível já na parte visual. O Forró do Muído não tem dançarinos, que quando não é 8 é 80. O corpo de ballet numa banda é assim: quando acerta, fecha de cadeado e faz parecer que a banda é tampa-furico; mas também quando erra, torna a banda um circo, o público fica olhando pro palco pra mangar dos dançarinos. O Muidão não tem isso, e o melhor é que ninguém sente falta, porque Simaria e Simone tomam conta do palco, são irreverentes, engraçadas e improvisam como aqueles humoristas cearenses. Pouquíssimas cantoras tem uma presença daquela, e sem precisar usar figurinos, digamos assim, inusitados. Mas o que de fato atrai o público é a diferença do som. Quem já pensou juntar o pé de serra com o eletrônico? Pois é, Isaías imaginou isso e imaginou bem. Santa cabeça pensante essa do Isaías. O som do Muído é muito show, aquele forrozinho que meu avô gosta com a pegada que eu não dispenso. Assim, criou-se o pé de serra eletrônico. Genial!

Genial também foi minha idéia de criar a Equipe Muendo com Muído pra acompanhar a banda, pois em tão pouco tempo, ela já proporcionou muita coisa em minha vida, muitos contatos, amizades, parcerias e conquistas. E cada vez mais me identifico com o pessoal da banda, todos muito prestativos e atenciosos, do cara que carrega os instrumentos às Coleguinhas. Tá aí outro fator que segura esse sucesso estrondoso deles.

O Forró do Muído veio pra fazer um marco na história do forró. Em breve, será a banda de maior sucesso no cenário nacional. Se depender dos fãs dela, isso acontecerá logo, pois pense num fãs organizados são esses. Por fim, fiquem com essa célebre frase de Flaviane Torres, administradora do Blog do Muído: “Não basta ser forró, tem que ser Muído!”.



Janny Laura e sua amiga Simaria Mendes

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Links para download dos CDs Promocionais oficiais do Forró do Muído

Volume 1

Volume 2

Volume 3

Volume 4

Volume 5

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Victor Chaves, um poeta, um filósofo, um músico, um galã...

ACREDITAR por Victor Chaves



Na vida, aprendemos a acreditar em quase todas as coisas, com os outros. Seja com nossos pais, amigos, com a TV. Só que, nem sempre pensamos que acreditar em algo ou em alguém, é uma escolha nossa e, nem sempre, acreditamos naquilo que nos faz bem. Verifique suas crenças. Observe sua tendência fácil em acreditar em tudo o que lê, no que ouve ou vê. Você lê um jornal e acredita, assiste TV e acredita, ouve uma história e acredita. Pode ser muito fácil soltar-se no curso de um rio mas, com tamanha distração, este rio leva você a uma correnteza e você nem se dá conta.

Pare para pensar em quantas pessoas e oportunidades podem ter passado por você e não encontraram sua atenção, apenas porque você resolveu acreditar que elas não lhe serviam, antes mesmo de conhecê-las. Você ouve alguém falando mal de outro alguém e julga, antes de saber quem esteve realmente com a razão.

Do jeito que acreditamos tão passivamente em tudo, podemos ser facilmente manipulados pela mídia, por políticas corruptas e por qualquer pessoa que não nos deseje bem.

Nossos medos são nossa maior crença. Você acredita tanto no medo que pode estar atraindo o que teme. Veja: Quando você acredita em algo, seu pensamento e fé o transformam em realidade. Então, quando você teme muito uma coisa, sua mente interpreta que você não pode temer o que não existe, então, ela cria aquilo em que você acredita e faz com que isto se torne realidade.

A melhor forma de lidar com nossas crenças é averiguar se elas são positivas, se possuem sentido e se na prática, funcionam. Muitas coisas em que acreditamos não funcionam na prática. Você fica sabendo de um fato, sai por aí o contando e repassando como se fosse uma verdade sua e, no fim, pode ter espalhado um grande e inútil boato sem sentido. Pense nisto e não seja como um robô programado para acreditar simplesmente. Reflita.

Procure informar-se e sentir, antes de acreditar.



Escolha acreditar no amor e não no medo. Escolha acreditar em você, na sua capacidade de mudança. Acredite naquilo que você quer se tornar ou ser.
VOCÊ É TUDO AQUILO EM QUE ACREDITA POIS A CONSEQUÊNCIA DO QUE FAZ, ESTÁ LIGADA A TUDO O QUE LHE ACONTECE.
Se tivesse nascido em um país diferente, pertencesse a uma família diferente e tivesse feito escolhas diferentes das que fez até hoje, pergunte-se em que valeria à pena acreditar.

Por último, não acredite neste texto antes de verificar se, na sua prática de vida, ele pode fazer sentido. Mas pode acreditar que, independente de suas crenças culturais, religiosas ou sociais, ter amor a si mesmo, aos outros e ao que faz, significa felicidade.



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A fonte? Sim! A Fonte! Taquió

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