O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.

Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira

Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.

Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3

O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.

Por um Help à Música Sertaneja

Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.

Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos

Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"Eu te amo e Open Bar" de Michel Teló em versão Eletromelody da Gang do Eletro

Só que ao invés da original do galego, essa tem letra. Clique e baixe já. A original nem foi lançada oficialmente, mas os paraenses mais rápidos do gatilho da amazônia já fizeram sua versão.



A Gang do Eletro demonstrando que pra eles não faz a mínima diferença que o show seja no auditório do Ibirapuera, no Studio SP da Rua Augusta ou na carroceiria de caminhão em um balneário qualquer do Amazonas pra duas pessoas. Ela manda ver!


Abaixo a original. Qual ficou melhor?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Na Estrada com a Gang do Eletro

A Gang do Eletro ao vivo é sempre uma experiência. Chega até soar paradoxal que uma banda que faz um som eletrônico, sem instrumentos convencionais, destaque-se em suas apresentações ao vivo. Tudo por conta da batida orgânica de Waldo Squash e do forte carsima pessoal de cada um dos três vocalistas: Marcos Maderito, Keila Gentil e Willian Love. Já assisti quatro apresentações desses malucos, em quatro ambientes completamente diferentes e eles roubaram a cena todas as vezes.


Maderito Super Star


A primeira foi do bairro do Jurunas, na perriferia de Belém. A banda faria a abertura do show de Gaby Amarantos que seria filmado pelo diretor francês Vincent Moon, para posterior lançamento de um DVD na Europa. Na época eu só tinha um contato mais íntimo com Maderito e Waldo, ainda considerava Keila e William cantores da Eletrohits, banda gêmea da Gang e também produzida pelo Waldo. Quando vi o casal de baixinhos chegando na casa de Gaby, não botei muita fé, mas um detalhe me aguçou a curiosidade, um grupo de meninas entre sete e dez anos cercou Keila e todas fizeram questão de beijá-la e abraçá-la. Achei um treco bonito de ambas as partes.

Minha desconfiança logo se dissipou e em poucos minutos já estávamos todos tomando cerveja, conversando e cantando. Sim, cantando. Tanto Keila quanto William revelaram-se verdadeiros fãs de tecnomelody, sabiam as letras dos principais sucessos. Maderito estava sofrendo as dores de um misterioso reumatismo e permanecia sentado a maior parte do tempo, o que não o impediu de cantar a capela de um pout pourry de eletros para um grupo de - de novo elas - crianças na varanda da casa da Malaca do Jurunas.

Waldo eu já tinha conhecido na véspera, quando fui na sede da Green Vision me encontrar com a cineasta Priscila Brasil. A cena foi de cinema. Toquei a campainha da porta que tinha o número que o porteiro do prédio tinha me dado. No entanto a porta que se abriu foi lá no fundo do corredor. O cara que abriu olhou pra mim e perguntou: "Você é o Timpin?". Minha resposta foi: "E você é o Waldo Squash?" O Nascimento de uma Amizade, é o título dessa cena de cinema.

O palco montado no Jurunas era pequeno e baixo, perfeito para as dezenas de crianças que o cercaram para assistir a Gang do Eletro tocar. A empolgação da molecada foi tão grande que em determinado momento eles invadiram o palco e banda teve que parar tudo para garantir a segurança. Foi o primeiro sinal que percebi de que aquela banda estava fadada ao sucesso, as crianças não costumam se enganar em seus julgamentos musicais. Saí do Jurunas com a certeza de que o que eu tinha visto, ainda seria evocado pelos livros de história.


Crianças invadem o palco durante show da Gang do Eletro no Jurunas, em Belém


Passaram-se quatro meses até eu assisti-los de novo. O ambiente era o extremo oposto da palco improvisado no bairro pobre do Jurunas. Desta vez eles haviam sido escalados para participarem de um projeto ambicioso criado pela TV Cultura do Pará. Quinze artistas parenses, cobrindo todas as vertentes musicais do estado, apresentando-se no mesmo palco - no caso o Auditório do Ibirapuera, em São Paulo - , com direção artística de Carlos Eduardo Miranda e Cyz Zamorano. Considerados novatos, a eles foi concedido espaço para tocarem uma música. Escolheram um pout porry de eletro melodys, com ênfase na música "Galera da Lage".

Foi um pandemônio. Nem eu que já conhecia a banda estava preparado para o que vi. Se antes Maderito era o líder com um casal de coadjuvantes, agora os três tomavam o palco em condições de igualdade. O imenso palco do Ibirapuera ficou pequeno para os três. O público não sabia pra que lado olhava. William está cada vez mais se soltando, vencendo uma timidez que limitava suas performances e Keila... Bem, Keila cresce como estrela a olhos vistos, chamou pra si a liderança e com sua dança da robô e seu treme-treme sedimentou a Gang do Eletro como a grande surpresa da noite.

Isso sem contar com o reconhecimento ao trabalho de Waldo Squash, que subiu ao palco antes de sua banda, para emprestar suas batidas ao som das guitarradas e não saiu mais de lá. Waldo é um ícone da música do novo milênio. Com formação de mecânica industrial, é na atualidade a personalidade de maior referência da música paraense. Todos querem suas batidas, que no show do Ibirapuera cairam como uma luva tanto na guitarrada de Felipe Cordeiro, como no flash brega de Edilson Moreno ou o tecnomelody vanguardista de Gaby Amarantos. Waldo Squash é o cara!


Waldo Squash e Timpin instante após o primeiro encontro cinematográfico


Foram duas noites seguidas no Ibirapuera. A segunda foi ainda mais agitada, um grupo de pessoas levantou-se das cadeiras e foram dançar e pular na frente do palco. Até pessoas de idade avançada erguiam os braços para fazer a coreografia da "Galera da Lage". Assistindo aquilo eu relembrava as crianças invadindo o palco no Jurunas e enchergava mais um sinal. Me senti no Cavern Club assistindo os Beatles tocarem.

Após o festival, enquanto os outros artistas voltavam pra Belém, a Gang seguiu para a sede do coletivo Fora do Eixo, onde fariam uma apresentação no domingo e onde se hopedariam até tocarem no meio da semana no Studio SP, uma casa de show localizada no bairro da Liberdade. Eu já estava agregado a banda, quase como um quinto elemento. Na saída dos dois shows do Ibirapuera tinha dormido no sofá do quarto de hotel de Keila e William, após encher o rabo de cerveja no bart de um Paraíba que ficava na quadra ao lado. No Ibirapuera não tinha cerveja, já no Fora do Eixo tinha. E de graça. Óbvio que aquilo lá não teria a mínima chance de dar certo.

Quer dizer, até daria, porque a cerveja era servida em copos de plásticos pequenos e era trabalhoso ficar abastecendo toda hora, só que um litro de Ypioca cruzou o meu caminho. Alguem tinha conseguido a pinga para experimentar a mistura com uma iguaria exótica que o povo tinha trazido do Pará e deixou a garrafa justamente na mesinha em frente ao sofá onde eu estava sentado. Eu fiquei olhando pra garrafa, a garrafa olhando pra mim e por fim rolou um sentimento. Foi tudo muito rápido.

Eu estava vestindo uma camisa de botão e gola que o Willian tinha me emprestado e uma gravata que o pessoal tinha comprado de uns hippies que montaram feira por lá. Quando o show da Gang começou eu já estava visivelmente manguaçado, pulando feito uma perereca epilética. Na platéia não tinha mais do que vinte cabeças, mas diversas pseudo-celebridades do underground estavam lá. Músicos como Juca Culatra, MG Calibre, a própria Gaby Amarantos - que fez uma palhinha - e uns caras de uma banda de hard core de Campo Grande. Gregos, troianos, persas, chineses e pelotenses, a Gang mais uma vez provou que agrada a todos. E mais um vez exagerei na cachaça e fiquei miseravelmente bêbado. O parágrafo seguinte pra mim é literatura e os fatos foram reconstituídos baseados em relatos orais de populares que estavam por lá.


Na platéia, Timpin, a perereca epilética, ainda com a gravata que momentos depois tentaria assassiná-lo carbonizado


Consta que após o show eu subi de quatro as escadas que levavam ao segundo andar onde ficavam as acomodações e me joguei na primeira cama que vi. Mais tarde a dona da cama foi me acordar e armei o maior barraco, berrando que ali só tinha corno e baranga. Colocaram um colchão no chão e me depositaram lá, até a bebedeira passar. Instantes depois acordei agoniado com a gravata e posto que não conseguia desfazer o nó, tive a brilhante idéia de queimá-la com um isqueiro. Consegui tirar a gravata, mas acordei com queimaduras de terceiro grau em três dedos da mão direita e mais perdido que filho de puta em dia dos pais.

Claro que fui motivo de chacota nos dois dias seguintes que antecederam o derradeiro show no Studio SP, mas como diz a sabedoria popular: todo castigo pra corno é pouco. Para o show, Waldo tinha comprado uma filmadora e faríamos o primeiro registro de um show completo da Gang. O clima era de expectativa, afinal o Studio SP é frequentado magoritariamente por roqueiros indies, a banda poderia ser hostilizada. Mas não, os indies rebolaram, desceram até o chão toda a vez que os cantores solicitaram e se divertiram muito.

O que de comum observei nas quatro apresentações da Gang do Eletro é o ar de unanimidade e simpatia. Eles conquistam a simpatia de todos com sua humildade e sinceridade. Apesar de soarem como a grande novidade da musica pop brasileira e da pouca idade, eles tem larga experiência, começaram muito jovens e já ralam a mais de quatro anos, o que os torna mais blindado quando ao deslumbre do excesso de elogios e do eminente sucesso. Sem terem sequer um disco pronto, a Gang do Eletro, onde quer que se apresente, deixa em quem os assistiu aquela sensação de privilégio por ter visto um fenômeno ainda em seus primórdios. Esses moleques ainda vão fazer muio barulho...

Video nos Bastidores - Gang do Eletro, Juca Culatra e Timpin

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Gaby Amarantos e DJ Waldo Squash na Dancing Cheetah

Já disseram que os desprivilegiados tem quase sempre, muito mais do que os outros, uma inclinação pela ruptura, pela renovação, porque pouco tem a perder e daí ficam naturalmente dispostos a propôr a mudanças. Claro que a galera de Belém, com seus computadores muitas vezes toscos e com conexões precárias, mas mesmo assim em rede. inventaria uma revolução. Os antenados cantam essa pedra desde 2005.

Só que antes o que atraía a atenção era o exotismo "conceitual" de uma cena eletrônica amazonense e que ainda por cima tinha o brega como matriz. Agora o que atrai a atenção é o som, a musica e nada mais além dela. Antes, onze de cada dez autores de artigos elogiosos ao tecnobrega, não escutavam tecnobrega em casa e nos shows, assistiam como quem assiste um novo espécime africano dos macaquinhos bonobos. Agora, esses onze autores dançam e requebram ao som do eletro melody.

A invasão paraense na musica pop brasileira é eminente. Os sinais estão por todos os lado e só que é cego não os percebe. Mês passados os músicos paraenses lotaram duas noites seguidas o Auditório do Ibirapuera com o espetáculo Terruá Pará 2011. Fim de semana passada Gaby Aamarantos e o Dj Waldo Squash fizeram o mesmo no Rio de Janeiro, desta vez no bar Dancing Cheetah. Abaixo, um video com um resumo da apresentação dos dois. Destaque para o frisson que a presença de palco da Gaby causa na platéia.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Gaby Amarantos e DJ Waldo Squash no clipe com Jota Quest

Observem, no final do clipe, o quanto Rogério Flausino se divertiu com a parada. Aposto que muito em breve vai rolar uma parceria de peso entre Jota Quest e Waldo Squash. Quase rima!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Gang do Eletro - eletromelody punk, singelo & desguiado

O poeta curitibano Paulo Leminski tem um livro intitulado Distraídos Venceremos. Não sou crítico literário e nem especialista em poesia, mas sempre extraí deste título a seguinte lição. Em termos de cultura em geral - e cultura pop em particular - as maiores revoluções não foram pensadas em termos de revolução, elas foram espontâneas, ou seja, os revolucionários nem sabiam e nem queriam ser revolucionários, por acaso eles estavam fazendo a coisa certa, na hora certa e no lugar certo.

Esta é a melhor descrição que encontro para o momento que a Gang do Eletro está vivendo. A música brasileira precisa de pessoas como eles, e digo isso da maneira mais abrangente possível e imaginável, desde essa MPB indie lamurienta, autocomplacente e impotente até essa música pop inexistente, que ainda se mantém na base exploração geriátrica de medlhões do século passado.


Gang no Palco do Sesc - Lá vem o Eletro!


Para a MPB o antído virá no novo disco da Gaby Amarantos - escutei uma prévia dele, sei do que falo, mas é assunto para outro texto. Já música pop, pop rock ou sei lá o quê, a Gang do Eletro é um alento. Um sopro de ar fresco, jovem ,paudurescente, divertido e repito, sem que fosse a intenção, transgressor.

Transgressor porque é punk de uma forma que nunca ninguém foi punk aqui no Brasil. Não me venham trazer à baila a cena paulista do início dos anos 80, aquilo lá era uma cópia de papel carbono da cena inglesa. Falo de uma emolução da filosofia punk para os padrões tropicais periféricos.


Ei Maderito, tu não é tudo isso! (vinheta presente em diversas músicas da Gang


Falo de se apropriar do que há em termos de tecnologia barata, de aprender a usá-la na marra para criar um som novo, enérgico, pulsante e que faça um jovem pegar dois ônibus para gastar sua merreca da salário ou mesada num show lá na caixa prego.
Maderito, um ex ofice boy de jornal. Waldo Squash, um mecânico industrial já emputecido de se melar de graxa. William Will e Keila gentil, um jovem casal que já na adolescência teve que encarar a dura realidade da criarem um filho sendo cantores de uma, dentre mais de duas mil bandas em uma cidade pobre como Belém. Eles não sabiam que era quase impossível, eles não sabiam o que era do you self do punk. Foram lá e conseguiram.


Keila (grávida) e Willian, quando ainda transitavam entre diversas bandas


E conseguiram a despeito de toda a lógica de mercado que até aqui sempre existiu. Nunca procuraram um empresário, uma loja ou gravadora. Nunca se preocuparam em gravar um disco ou até mesmo uma demo para mostrar pra alguém. Foram gravando suas músicas, enviando para as festas e para as turmas de amigos. Com passos de formiga e com muita vontade, construiram sua história.


Keila Gentil e Josué


Agora estão no sudeste. Agora estão sendo paparicados por meio mundo de gente descolada. Certeza que nesse meio encontrarão muita gente com sinceras boas intenções. Também encontrarão muito vampiro sendento pelo seu sangue bom. Estão enfim sendo descobertos. E isso é bom para todo mundo.

Claro, é bom para eles, ter seu trabalho reconhecido e colher os louros do sucesso é o mínimo de justiça que pode esperar neste mundo cão para tamanha carga de talento. Mas é muito mais bom para a música pop brasileira e para o público em geral, que já não aguenta mais ter crises de vômito e confusão mental ao ver as sucessivas listas de melhores do ano dos últimos tempos.

Não quero dizer que a Gang do Eletro seja a última bolacha do pacote. Tem mais gente aí na fila esperando sua vez para ser iluminada pelo holofotes. Mas calhou de eles serem os primeiros a chegar lá, simplesmente pelo fascínio que a expressão 'tecnobrega' e a origem amazônica causam na opinião pública cultural. Lá vem o eletro!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Gang do Eletro - se pudesse, se quisesse e se o dinheiro desse, era um CD triplo por ano

Ser fã da Gang do Eletro é um privilégio. Não dá tempo de enjoar das músicas. Os caras lançam uma música nova por semana. Caso quisesse, Waldo Squash poderia lançar um CD triplo por ano. E não são musicas banais ou Control C Control V. É tudo single singular, artigo de luxo da melhor qualidade.


Waldo Squash e Maderito fazendo pose


Essa semana eles lançaram mais uma, a divertida, dançante e sutilmente sacana Freaktona. Essa grafia do título eu inventei por conta própria, a revelia de Waldo.



Gostou? Então baixe o CD demo de pré estréia da Gang do Eletro que eles lançaram na Internet semana passada. Download free no ling.

Gang do Eletro - Volume Beta - Cd de pré-estréia.

Lá vem o Eletro!!!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tributo a Carmem Miranda - o Pós-Tropicalismo Desguiado de Waldo Squash



Na hora em que bati os olhos e li na tela "Tributo a Carmem Miranda" já pensei de cara - Agora é que fudeu tudo! Isso não tem a mínima chance de dar certo, ops! errado. Foram os três minutos de espera para completar o download mais tensos dos últimos vinte e três decênios. Estou falando do link pro 4shared que estava no nick do alquimista parense Waldo Squash, o homem por tras da Gang do Eletro, apresentando o novo silngle da banda.

Ouça AGORA! enquanto prossegue a leitura deste post

Gang do Eletro - Tributo a Carmen Miranda by dafnesampaio2

Ele já tinha marcado um gol de placa com sua versão para o hit "Panamericano", só que dessa vez ele definitivamente se superou. De onde saiu a idéia maluca de criar um eletro melody em cima de músicas de Carmem Miranda provavelmente nunca vai se saber. O que está provado com o resultado que ele alcançou é que esses caras, Waldo o garoto alucinado Maderito estão prontos para os holofotes.

Inclusive recentemente eles foram citados na revista de vanguarda inglesa Wire. E olhe que a música citada foi umas primeiras da Ganga - que é como eles se autoreferem em algumas vinhetas - e considerando-se a evidente evolução constante na qualidade da produção desde então, imaginem se cai nas mãos dos gringos este "Tributo a Carmem Miranda"!

Claro que sem entender o português, um eventual inglês que escute a música vai ficar privado do humor involuntário que a simples escolha do tema possibilitou. Transpareçe na música inteira que Waldo e Maderito devem ter se divertido pacas enquanto recortavam os samples e faziam as colagens e mixagens. Mas a maestria em que o samba arcaico foi costurado com as batidas aceleradas do eletro melody garantem a qualidade internacional do produto final.

Quando apresentei o som a um amigo do MSN ele reclamou - Pow Timpas, foda pra caralho, pena que é tão curta! Eu nem tinha me ligado nisso. São tantas as referencias e nuances que nem tinha reparado que tudo se passa em pouco mais de dois minutos. Me ocorreu a lembrança dos singles do Pink Floyd na época do Syd Barret. Mas aí prensei: Nãã! Aí já é viajar demais...

Ou será que viajar demais não existe no universo da Gang do Eletro? Como dizia Napoleão Bonaparte no Sermão da Montanha:

- Vai saber...

Ps.: O amigo do MSN que falei me furou ozóio e postou um texto sobre a música no blog dele antes de mim com o título Waldo Squash, o fenômeno. Clique e leia

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