O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro
O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.
Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira
Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.
Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3
O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.
Por um Help à Música Sertaneja
Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.
Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos
Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Documentário sobre os Aviões do Forró
sexta-feira, 3 de junho de 2011
A3 Entretenimentos lança Pen Drive

Tem gente que diz que eu só falo mal da A3 Entretenimentos. Bobagem. Quem acompanha meu trabalho a mais tempo sabe que eu sempre enalteci os aspectos revolucionários de invenção do Disco Promocional Invendável. Duas semanas atrás eu estava em Araguari, Minas Gerais, no aniversário de uma rádio local e tinha dezenas de duplas sertanejas, todas elas distribuindo gratuitamente seu promocional. O conceito veio para ficar e os louros da glória por sua invenção ninguém mais tira de Isaias Duarte, o Isaias CDs. Sua vaga nos livros de História está garantida.
Fazer dos cantores sócios das bandas foi outra sacada boa, menos revolucionária é verdade, mas manteve as bandas da A3 como as que por mais tempo matém a únidade de suas linhas frente. Além do fato de ter feito de Xandy Avião um cara rico e boa praça.
Agora eles novamente inovam no quesito suporte, anunciando o lançamento de um pen drive, com um apanhado geral de músicas de bandas da empresa: Aviões do Forró, Forró do Muído, Solteirões do Forró e Forró dos Plays. O conceito disco está com os dias contados, isso os observadores mais atentos já estão constatando. Mas o que pouca gente faz é se mecher a tentar dar passo além, olhar além do horizonte. É justamente o que a A3 está fazendo.
Se o Pen Drive será tão revolucionário quanto o Disco Promocional é algo que só tempo dirá, pois prever a aceitação de mercado nos intáveis tempos atuais é um tarefa ingrata. Eu arrisco dizer que sim, porque apesar de que a distribuição não será gratuita, a praticidade do suporte - hoje em dia até escova de dentes arrisca ter entrada USB - e possibilidade de conter centenas de músicas pode ser fator de motivação para o consumidor meter a mão no bolso e investir no trambolho.
Se der certo, não será só nos livros de História que Isaias CDs vai merecer aparecer. Também será nos livros de Economia. Iapois!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Escândalo comercial envolvendo a empresa A3 Entretenimentos

Ontem a empresa - que é dona dos Aviões do Forró, Forró do Muído, dentre outras bandas - protagonizou mais um eposódio de práticas agressivas para a proteção de seu monopólio forrozeiro na cidade de Fortaleza. Depois de duas semanas de pressão sobre patrocinadores e sobre o Grupo Cidade, que transmitia a grade de programação da Radio Tropical FM, concorrente das rádios da A3 Entretenimentos, desenbolsou cinco milhões de Reais e tirou a grade do ar.
Só que toda ação drástica acaba por gerar uma reação drástica. O fato indignou a concorrência, que optou por unir-se para o combate. A questão é que os tempos estão mudando. Desde que André Camurça - um dos sócios fundadores da A3, junto com Carlos Aristides e Isiaias Duarte - abandonou o barco a maré passou cada vez mais a ser desfavorável para o monopólio.
Wesley Safadão e Tuta Sancho, dono do Furacão do Forró, se juntaram e fizeram a F5 Promoções e Eventos e no mesmo dia compraram uma rádio e a previsão é de em menos de 10 dias estará no ar a F5 FM, totalmente imune a pressões financeiras. Lobão, um dos maiores locutores de rádio do forró, que trabalhava na Tropical, irá veicular seu programa na nova rádio. Três rádios irão transmitir o programa do Lobão em Fortaleza. Serão a F5 FM, provavelmente a Liderança FM Sat ,que é da Social Music, de André Camurça e que agora é concorrente da A3, e uma terceira rádio que ainda não foi divulgada.

Para aumentar ainda mais o poder de fogo, a Social Music fez parceria com a Fonttes Promoções, que é a empresa dos donos do Saia Rodada, e com outras empresas fora do Ceará, para reabrir as portas do estado e acabar com o monopólio da A3 Entretenimentos.
Diante desta eminente guerra comercil, o São João de 2011, sempre a data principal do calendário do forró, tem tudo para entrar para a história como o marco inicial de uma profunda transformação que abalará os alicerçes de uma extrutura podre, que em nada contribui para a qualificação de um ritmo que já a duas décadas espera por conquistar o Brasil inteiro. O sertanejo, o axé e o pagode já conseguiram, graças a livre concorrência, agora espera-se que seja a vez do forró. Detalhe: F5 é a tecla "atualizar" nos compoutadores. É o que todo mundo espera que ocorra.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
O Homem do Forró - entrevista com Isaias Cds
O homem do forró
De Santa Quitéria ao mundo, Isaías CDs montou seu império. Dono do grupo Aviões do Forró e outras cinco bandas do gênero, ele transforma alegria em muito dinheiro
A história de Antônio Isaías Paiva Duarte, 36, o Isaías CDs, dá um filme que ele gosta de narrar em detalhes. Começa na fazenda em Santa Quitéria, onde vivia com os pais e dez irmãos na condição de moradores. “A gente cuidava dos animais e vivia do que produzia. Mas algo dizia dentro de mim que não tinha nascido pra trabalhar na roça”, conta. Depois de uma briga com o pai, que na lembrança de Isaías tinha a ver com isso, ele correu para a estrada, pegou carona num caminhão e começou sua aventura aos 11 anos de idade.
Chegou na Praça Coração de Jesus, no Centro de Fortaleza. “Vendia pastel. Conheci uma senhora que me deu esse emprego. Na época existia a (boate) Paraíso. Trabalhava à noite e de dia dormia dentro do carro, uma Veraneio que ela tinha. Não saí da Coração de Jesus pra nada durante esses dois anos”. Aos 14, Isaías foi morar na Aerolândia com um irmão, passou um tempo vivendo de bicos, até que se deu por vencido e voltou pro Interior. Foi ser vaqueiro numa fazenda perto de Canindé.
Não durou muito, se inquietou de novo e voltou para Fortaleza. “Aí, olha o destino: conheci a sobrinha de Rita de Cássia (compositora de forró, autora de Meu vaqueiro, meu peão, primeiro sucesso da banda Mastruz com Leite)”, refaz Isaías, para quem “nem uma folha cai da árvore sem a previsão de Deus”. Foi ela que lhe apresentou Emanuel Gurgel, dono da SomZoom, a produtora que deu início ao mercado do forró eletrônico. O jovem Isaías, fã de festa, vaquejada, Mastruz com Leite, Beto Barbosa e Kátia Di Tróia, aproveitou a chance.
Seguidor
“A SomZoom já era estourada! Tinha 11 bandas”, lembra Isaías. Primeiro, ele cuidou da granja de Emanuel Gurgel. Depois, insistiu até entrar como zelador na SomZoom. Um dia, a mulher do cafezinho faltou e ele passou um ano e meio fazendo café para Emanuel. “Sempre que ele tava ouvindo um CD, me pedia uma opinião e sempre que eu dava uma opinião, a coisa acontecia. Fiz muitos eventos com ele, comecei a vender discos lá e fui pegando gosto pela coisa”.
Hoje Isaías CDs é que é o homem forte do forró. Tem seis bandas, começando pela maior do Brasil hoje, o Aviões do Forró, e mais meia dúzia de casas de show em Fortaleza. De lá até aqui, tem muita trama e causo no enredo do filme. Isaías mudou o mercado, distribuindo CDs de graça quando ninguém fazia isso. Quebrou quando a sua primeira sociedade numa banda de forró, a Gaviões do Forró, se desfez depois de ele sentir o gostinho do sucesso. “Não tinha nada assinado, fiquei mal mesmo”.
Foi tentar de novo. Se juntou a Carlos Aristides para montar a Aviões do Forró e deu o pulo do gato. “Via que as bandas eram meio bregas, as dançarinas nuas nos palcos. Não era legal. Tinha que fazer uma banda diferente que se vestisse bonito, então terminei de investir tudo o que tinha”. Figura polêmica no mercado, com fama de destemperado, Isaías se defende: “O que Deus me deu de coisa boa, me deu de inveja”.
O POVO - Seu objetivo era ser dono de uma banda de forró de sucesso. Você imaginava que o Aviões do Forró fosse tão longe?
Isaias CDs - Imaginava ficar no meio das dez melhores bandas. Graças a Deus, hoje é a número um. Tenho seis bandas. Sou um cara que sei ler, não sei escrever muito bem e me considero bom de matemática. Só tem uma coisa que tenho vontade ainda, passar numa sala de aula. Nunca entrei num colégio. Aprendi no mundo. Passava o dia soletrando as coisas e fui aprendendo. Aprendi tudo de gerência dentro da SomZoom (a primeira empresa produtora de bandas de forró que lançou, entre outras, Mastruz com Leite). Quando o Aviões começou a crescer, a concorrência aumentou muito. As pessoas que me ajudavam, passaram a querer me travar. Em Fortaleza, existia uma barreira, quem tinha que ganhar dinheiro era dono de casa (de show), não banda. Fui tocar no Siqueira por R$ 350 e gastei R$ 2.300. Quando inventei de bancar um show no Cantinho do Céu, ganhei R$ 48 mil.
OP - E aí resolveu montar suas próprias casas de show?
Isaias - Não, fui tocar pra essas mesmas pessoas, botei o pé na parede e disse que não tocaria mais por cachê. Queria bilheteria também. Foi uma briga, rompi com o Assis Monteiro (outro todo poderoso do mercado do forró). Ele não aceitou, mas outros aceitaram. Ficou 50% da bilheteria pra mim, 50% pra quem faz a festa. Hoje o mercado funciona assim.
OP - Mas hoje você só toca nas suas próprias casas, não é?
Isaias - Toco pra todo mundo, contanto que não venha concorrer comigo. Tenho uma sociedade no Forró do Sítio, sou dono do Cantinho do Céu, onde tudo começou, e tenho uma parceria no Kangalha, Forró do Boi e Engarrafamento. Investi na roupagem da casa, na grade. Boto as bandas lá e tenho participação na bilheteria. Todas as casas querem meus produtos.
OP - Essa estrutura onde a A3 está é onde funcionava a SomZoom?
Isaias - A gente ficava numa casa ali do lado. Quando o Emanuel fechou isso aqui, sempre que passava em frente tinha vontade de comprar. Meu sócio dizia que era um elefante branco. Tinha trabalhado sete anos aqui, era uma energia muito forte comigo. Era zelador, limpava todo esse chão. Um dia encontrei com a mulher do Mução, isso era dele. Ela me disse que tinha se separado e ganho esse miolo, onde ficam os estúdios. Entramos aqui e quando ligamos, pegou tudo. Comprei. Meu sócio não quis nem conversa.
OP - Como você se sente quando entra aqui e lembra disso?
Isaias - A ficha não caiu, nem quero que caia. Tenho um bocado de besteira, graças a Deus, mas não tomo isso como se fosse dono, é como se cuidasse pra alguém, como um gerente. Montei isso na cabeça. Não me apego a nada material. Gosto de ajudar. Ajudo 17 creches. Naquela tragédia que teve no Rio de Janeiro, eu e meu sócio conseguimos mais de 12 toneladas de alimento.
OP - Como é sua rotina?
Isaias - A minha vida é meio desmantelada. Meus filhos viraram rapaz, um tem 17, outro 12. Moram comigo. Deixei bem claro pra eles que naquele momento não podia fazer o papel de pai, sair pra passear, passar o fim de semana junto. Temos um pouco de tempo em casa, mas se você me perguntar quando é que fui no cinema com meus filhos, pra uma praia, não sei. A semana toda saio daqui à noite, se chegar 4 da manhã em casa, às 9 ‘tô’ no escritório.
OP - Até hoje gosta das festas? Com tanto poder no mercado, o assédio é muito grande?
Isaias - Gosto de fazer o que faço. O mundo é assim, as pessoas dizem que o dinheiro é 100%. É 100% pras coisas ruins. Pra atrair o amigo falso, a inveja, alguém te perseguir a vida toda. Muitas pessoas não se sentem bem em ver você crescer. É difícil chegar um e dizer “fulano de tal está tão bem”. Mas que fulano está lascado, toda hora a gente escuta. É um mercado muito bom, mas a concorrência é muito cerrada. A galera é sempre querendo atropelar. Mas acho que as pessoas novas no meio, aos poucos vão se distanciando disso. Acho que o forró não chegou ainda a 50% do que vai chegar.
OP - Vai até onde?
Isaias - Vai dominar tudo. Em Salvador, toda banda de axé toca uma música de forró. Em Miami, as boates tocam forró. Na hora que a televisão passar a dar o gás que dá em pagode no forró, ninguém segura.
OP - E você acha que tem participação nisso?
Isaias - O Aviões hoje é a banda responsável. O Mastruz com Leite foi um grande sucesso, Calcinha Preta, Magníficos, Limão com Mel, mas nenhuma conseguiu o que o Aviões conseguiu: dar valor ao forró. Vou tocar com o Chiclete, meu cachê é igual ao deles. Só perco pro Roberto Carlos. Hoje temos uma música na novela das sete. Por coincidência, é o tema do prefeito Isaías (risos).
OP - A distribuição gratuita de CDs é muito comum no mercado da música popular. Você foi pioneiro nessa estratégia?
Isaias - Quando vi a pirataria crescendo, vi que não se vendia mais disco. Pensei: ‘Vou é dar!’. É uma moeda que vai e volta. Dou o CD e volta na bilheteria. Todos os donos de loja – Tok Discos tinha 12 lojas, Aki Discos tinha 13 – me procuraram perguntando se eu tava maluco. Diziam que ia acabar com as lojas. Mas quem ia acabar, e acabou, era a pirataria. Quando criei dar porcentagem pro cantor pra ele passar a ser dono de banda também, todo mundo me odiou de novo. O Alexandre e a Solange, por exemplo, tem 10% do Aviões. Nas minhas bandas, todo mundo é sócio. Se isso viesse acontecendo desde o início, o Mastruz estava com a frente dele até hoje. O problema é que os donos da banda não davam o valor que o cantor merece.
OP - Ainda hoje vocês distribuem?
Isaias - Estou pensando em outra situação, porque todo mundo está fazendo a mesma coisa. Tem muito CD com qualidade ruim. Por isso, acho que o forró não avançou mais. Se todo mundo se preocupasse com a qualidade que me preocupo... O DVD do Aviões saiu pela Som Livre. Começamos como terceiro DVD mais vendido e chegamos no primeiro. Vamos lançar CD e DVD também do Muído pela Som Livre.
OP - Vocês procuraram isso?
Isaias - Não, fomos procurados. Estamos na novela das sete e vamos estar na das oito também, tudo ao comando de Deus. Nunca insisti em botar o Aviões na televisão e nem gosto muito porque a televisão é boa você indo uma, duas vezes no ano. Desgasta muito. O Calypso fez tanta televisão que o povo não vai mais pro show.
OP - Vocês gravam em média cinco CDs promocionais pra cada banda por ano. De onde sai tanta música? E a questão dos direitos autorais?
Isaias - A maioria são músicas boas que estão no momento. A galera hoje não respeita. A gente pega uma música boa, todo mundo toca. A maioria chega até ao desrespeito de tocar em televisão, rádio, não só no repertório de show. É uma bagunça muito grande. Onde vai parar, não sei.
OP - Você já se envolveu em algumas polêmicas por isso. Minha Mulher Não Deixa Não e Água que passarinho não bebe foram gravadas por vocês e pela Garota Safada e deu problema.
Isaias - Acontece muito por causa do compositor. Ele vende pra mim, depois pra Garota Safada. Termina em polêmica. Minha Mulher Não Deixa Não, o compositor veio aqui e pediu até pra gravar um clipe pra ‘ajudar ele’. Só que não sabia que ele tinha feito com a Garota Safada também.
OP - Você já ouviu a acusação de que a A3 tem olheiros por aí “roubando” músicas que fazem sucesso no Interior. O que tem de verdade nessa história?
Isaias - A gente está ligado em tudo porque a gente está na rua. Antes os donos de banda não saíam do escritório. Existia um grupinho de compositores: Rita de Cássia, Luiz Fidélis e mais dois, três. Depois que a gente veio, abriu a porta pra todos os compositores. Não é olheiro. Todo compositor quer botar música na Aviões ou na Garota, que também está bem no mercado.
OP - Mas então você conhece essas histórias, as acusações feitas pelo blog Cabaré do Timpin, por exemplo? (em carta aberta no blog, Isaías é acusado, entre outras coisas, de “humilhar” o segurança de uma casa de shows em Patos-PB, e de ter espancado um segurança que impediu sua acompanhante de entrar de graça num evento).
Isaias - Esse acaba comigo na Internet e fica p... porque não respondo nada. Quando vim do Interior pra cá, caí no meio de uma sociedade e terminei tomando espaço. Queira ou não queira, trabalhei com o Franzé (D’Aurora), Assis Monteiro, Possidônio, com Emanuel Gurgel. Chegar num momento em que a A3 está como está, eu à frente de um produto nacional, as pessoas não aceitam muito. Não sou um cara de beber muito, mas bebo. Sou solteiro, geralmente nas minhas mesas tem muitas amigas mulheres e tem muita briga que não tem nada a ver comigo.
OP - Você ficou muito rico?
Isaias - Vivo bem. Como tenho muitos amigos, já viajei no helicóptero do Marrone, aí dizem logo que é meu. A vodka Slova patrocina minha banda e eles fazem questão que eu passe o mês junino no jatinho deles. Às vezes estou aqui, o Aviões vai tocar em Mossoró, chegam seis amigos querendo ir, é longe, eles alugam um jatinho e vou junto. Aí a galera acha que o jato é meu. E a Receita Federal atrás de mim direto (risos).
OP - Quem passou por dificuldades, deve investir de forma a não passar por aperto de novo?
Isaias - Me preocupo com o futuro, lógico! Sou a estrutura da minha família. Antes de comprar uma casa pra mim, comprei uma pra cada irmão, pra minha mãe, pra minha ex-mulher, pra todos eles. Eu me viraria sozinho, mas meus irmãos não. Eles não aprenderam a ler, nem escrever. Gosto de investir em coisas futuras, em terreno, aluguel porque é uma coisa pra aposentadoria. Banda não é pra vida toda. Sou muito feliz com o que tenho, não peço mais nada a Deus.
OP - Uma última pergunta. Você soube da polêmica com Chico César, secretário de cultura da Paraíba, que disse que não ia contratar banda de ‘forró de plástico’ no São João de seu Estado?
Isaias - Ele foi infeliz, mas acho que vai voltar atrás. A assessoria dele já me procurou, mas não tenho data. Vamos tocar em Caruaru. O prefeito de lá também mordeu a língua ano passado. Disse que não botaria banda como Aviões, mas me ligou no final do São João pedindo Muído e Aviões. Eu disse: senhor, ressuscite Luiz Gonzaga e bote pra tocar. Nesse ano mudou tudo porque o do ano passado não deu ninguém, foi o maior desastre.
Fonte: O Povo
quarta-feira, 30 de março de 2011
Isaias CDs - Uma Flor de Pessoa
Agora vamos especular, como será o nome da nova banda da A3 Entrenimentos? MILÍCIAS DO FORRÓ?
terça-feira, 29 de março de 2011
Wikileaks do Forró na Revista O Globo
A lucrativa indústria de sucessos do forró vive à margem de gravadoras, ignora direitos autorais e contrapõe bandas tradicionais a outras acusadas de se apropriar de ‘hits’
por Cecilia Giannette

Atenção, sertanejos modernizados, pagodeiros que batucam em teclados e quejandos do universo muitíssimo popular: se derem mole para o forró, ele vai tostar até o tal do meteoro da paixão. É a bola da vez. Tanto que o gênero musical tem rendido debates acalorados e denúncias de roubos e plágios de trechos e até de músicas inteiras - imbróglios que envolvem empresários e artistas.
As informações dos bastidores começaram a vazar num blog batizado de WikiLeaks do Forró. O site é assinado por Timóteo “Timpin”, jornalista curitibano que ganhou a alcunha de Julian Assange do Agreste pelo que vem descobrindo no mercado dos “copiões do forró”.

O WikiLeaks do arrastapé pegou fogo pela primeira vez quando Timóteo relatou
a pendenga da compra do hit “Minha mulher não deixa não”, chiclete de ouvido
que virou febre Brasil afora no último carnaval e foi registrado pelo músico recifense Reginho. Segundo o blog, Reginho foi abordado primeiramente pela banda cearense Garota Safada, contratada da Luan Promoções, que lhe oferecera
R$ 25 mil pela exclusividade de gravá-la e tocála por aí. Ele deixou sim.
Em seguida, outro grupo cearense, o Aviões do Forró, através da A3 Entretenimentos, propôs pagar ao músico R$ 50 mil por sua participação no clipe da canção, também gravada pela banda. Reginho aceitou, ignorando o trato anterior. Timóteo - que já trabalhou como blogueiro da MTV por seu conhecimento em nichos da música como brega, tecnobrega, forró e afins - afirma que Garota Safada e Aviões registraram suas versões em CD com apenas um dia de diferença. O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) confirma o registro duplo.
“Minha mulher não deixa não” foi catapultada ao sucesso, em parte, graças a um vídeo tosco, não-oficial, que mostra quatro rapazes dançando uma coreografia gaiata na praia. Postado no YouTube em novembro de 2010, marca mais de oito milhões de acessos até agora. Em fevereiro, porém, lá estava a banda Aviões do Forró, máquina do gênero à custa de regravações, animando uma das festas do “Big Brother Brasil”, em horário nobre da televisão. E não deixou faltar no repertório da noite, é claro, o que já tinha se tornado hit.

- O clipe original do Reginho virou sucesso na internet e, a convite dele, acabou sendo regravado com a participação do Aviões. A música caiu no gosto popular por conta dos nossos arranjos, da brincadeira que fizemos - defende-se Xand, cabeça do grupo.
Alheio ao circo que pega fogo à sua volta, Reginho, que até há pouco tempo tocava
em bares na noite pernambucana e tinha “dos Teclados” acoplado ao seu nome artístico, confirma a disputa pela música denunciada no WikiLeaks do Forró: - Rolou briga, sim, e foi feia. Mas a música é minha, isso é o que importa.
Há questões ainda mais graves rondando o hit, além de sua venda dupla para gravação: suspeita de plágio. O Ecad considera bloquear o repasse dos direitos autorais a Reginho porque o refrão da música seria cópia de uma canção do álbum para crianças “Turma do Zé Alegria”, lançado em 2006 em Recife. Essa versão mais antiga está cadastrada, e não são poucas as semelhanças: em vez de “Minha mulher não deixa não”, a letra infantil diz “Minha mãe não deixa não”. A acusação foi feita à instituição em janeiro, e até agora não há definição sobre o caso. - Quem decidirá se é plágio ou não é a Justiça. O papel do Ecad é fazer o bloqueio do repasse dos direitos - explica Mário Sérgio Campos, gerente de distribuição do órgão.
Com o intuito de separar os “copiões do forró” de grupos que têm repertório fincado em composições próprias, o empresário Jósimo Costa, da Forrozão Promoções, lançou no ano passado o movimento Forró das Antigas. Mastruz com Leite (Ceará), Limão com Mel (Pernambuco) e Magníficos (Paraíba) formam a trinca de ouro do projeto, que começa a viajar o país com espetáculos e tem um pequeno documentário homônimo, com cerca
de 30 minutos, também no YouTube, mostrando os bastidores da empreitada. - Agora a gente quer chegar com a força toda no Sudeste - promete Jósimo.
Neto Leite, vocalista da Mastruz, há 21 anos no mercado, critica com rigor a mesmice
da indústria do forró. - Todo mundo tem a mesma voz, a mesma levada. Coloque pra ouvir, sem ver as imagens, as bandas a, b, c, d... Não dá para identificar quem está tocando. Falta identidade. Mas a Mastruz é uma marca. Como a Coca-Cola, como o letreiro de Hollywood... - ressalta, sem falsa modéstia.

Até Solange Almeida, vocalista da Aviões, admite que cansa a massificação de timbres e repertório: - Confesso que muitas vezes se torna mesmice. Mas não é somente no universo do forró. Acontece no pagode, no axé, no sertanejo...
O WikiLeaks do Forró tem revelado práticas, jargões e engrenagens - já conhecidos
em capitais nordestinas, mas novos para o restante do país - que fazem parte, hoje, da construção de um hit. Segundo produtores que trabalham na área, o território forrozeiro vive agora à sombra de pouquíssimos “donos”, termo utilizado pelos próprios artistas para chamar as empresas responsáveis pela formação das bandas.
- O show business no Nordeste é comandado basicamente por duas empresas: a Luan Promoções e a A3 Entretenimentos - explica Raphael Acioli, que trabalha para a Luan, responsável pela carreira do Garota Safada, grupo revelado em 2010 e um dos poucos capazes de ameaçar o reinado pop da Aviões do Forró (da A3), que está na estrada desde 2002.
Felipe Trotta, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisador
musical, põe mais lenha na fogueira. Para ele, existe ainda uma terceira empresa brigando pelo território: a Rede Somzoom, de Emanuel Gurgel, “dona” da Mastruz com Leite. - Essas produtoras especializadas em forró eletrônico controlam rádios, programas e um poderoso circuito de shows, micaretas e outros eventos - aponta.
Quando a tag WikiLeaks do Forró pinta no site de Timóteo Timpin (codinome adotado pelo jornalista, que prefere não revelar seu nome por questões de segurança) surte efeito de trombeta do apocalipse. Principalmente quando o autor solta alguma bomba sobre a A3 Entretenimento, que não atendeu aos pedidos de entrevista desta reportagem.
Ele relata, por exemplo, a existência de “olheiros” que têm função bem diferente dos
que atuavam como caça-talentos em casas noturnas do Sudeste até o fim dos anos 80.
Eles não procuram artistas para revelar ao mercado: estão atrás mesmo é de potenciais
hits de iniciantes e desconhecidos para repassar a alguma banda. Com esse propósito, uma rede deles é mantida em cidades estratégicas do Nordeste, como Feira de Santana e Vitória da Conquista, na Bahia, e Campina Grande, na Paraíba.Quando se deparam com uma música que começa a deslanchar em âmbito local,a informação é passada a uma grande empresa. Uma das bandas de seu elenco, então, aprende a letra e grava sua versão em estúdio.
O passo seguinte do “olheiro” é comprar nos camelôs da cidade em que descobriu a música todos os CDs do artista original e oferecer aos ambulantes, de graça, os discos com a nova versão. A trajetória de sucesso de um grupo hoje depende da distribuição maciça de CDs com seu repertório. - Esse processo acaba com a diversidade e a qualidade - opina Timóteo.
Diretora executiva do Instituto Overmundo (site colaborativo voltado para a cultura brasileira) e coautora - com o advogado Ronaldo Lemos - do livro “Tecnobrega: o Pará reinventando o negócio da música” (Aeroplano, 2008), Oona Castro aciona o alerta:
- É muito perigoso quando um grupo ou poucos grupos passam a se apropriar de uma cena. Inibem o surgimento de agentes culturais e de novas criações.
O forró permaneceu discreto nas últimas décadas, se comparado a outros gêneros que se modernizaram e abocanharam o mercadão. Nos anos 80, a música sertaneja ganhou nova roupagem e explodiu em todo o país. Na década seguinte, o axé saiu de Salvador para arrastar multidões - coisa que, aliás, faz até hoje. Ao mesmo tempo, numa nova onda, o pagode também virou fenômeno.
Agora, tudo indica, é a vez do forró. “Mas já não foi, não passou, num teve muito disso?”, perguntaria um frequentador ocasional da Feira de São Cristóvão. A resposta, plagiamos do hit do verão: não, não foi não, podia não, o mercado não deixava, não.
Em sua versão atual, o “forró eletrônico” aposta numa mesma receita: versos engraçados, refrão grudento e um riff viciante, levado no teclado ou na guitarra, com muitos metais por cima. O antropólogo Hermano Vianna ainda não analisou as recentes picuinhas desse gueto, mas é todo ouvidos para o forró atual - “sensacional combinação da sanfona com a metaleira tropical”.

Para Felipe Trotta, da UFPE, é uma música jovem, dançante, que busca estabelecer uma nova identidade nordestina, “não mais fundada no sertão, na saudade e no atraso”. - Um aspecto importante é que, ao contrário do chamado pé de serra (estilo tradicional), ele tem grande generosidade com outros gêneros e não hesita em incorporar hits alheios em seus shows, desde que traduzidos sonoramente para a levada forrozeira - analisa.
O advogado Ronaldo Lemos aponta um caminho contra as apropriações e regravações
das músicas. - Elas fazem com que a música se torne cada vez mais executada, tanto em
shows, quanto no YouTube e até nas rádios. E o Ecad é o órgão responsável por fazer
a arrecadação dos direitos autorais por execução pública - diz. - Quanto mais a música for regravada e tocada, mais o compositor tem o direito de receber pelos direitos autorais. A questão passa a ser reivindicar esse pagamento, já que os valores são recolhidos.
Enquanto sua situação com o Ecad não se resolve, Reginho aproveita a expansão nacional do forró e prepara um álbum com 20 faixas, quase todas - garante - de sua autoria. Uma delas, “Azulzinho”, é sobre quem usa Viagra na hora agá. Mas ele aposta mesmo no sucesso de “Total flex”: - Esta fala das gatinhas que gostam de se amar entre si, sabe?
E a WikiLeaks do Forró já rende alguma coisa a seu autor? Recentemente, um olho roxo e outros hematomas. Timóteo procura não “cair na paranoia” e atribuir o ataque, que sofreu à saída de um show, aos desafetos que vem colecionando via internet.
Mas o fato é que levou a coça depois de “pegar pesado” em um texto, relatando ter testemunhado reações violentas de um empresário contra empregados num evento:
- Já chegaram me batendo, e batendo muito. Levaram apenas meu equipamento,
uma câmera digital - conta ele, antes de postar mais bombas em seu blog.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
A Arte de estragar uma boa idéia
Pois bem, espero com este post livrar-me desta malfadada carapuça e colocar alguns pingos em alguns is. Em primeiro lugar uma coisa deve ficar clara, uma coisa é banda e outra coisa é empresa.
Ao contrário do que os Talifãs dão a entender nas caixas de comentários no decorrer do Wikileaks do Forró, eu nunca falei mal dos Aviões do Forró. Desafio qualquer um a encontrar uma linha sequer que me desminta. A minha bronca é com a empresa da qual os Aviões são sócios. E não é sem uma certa tristeza que lanço minhas acusações, pois a A3 conseguiu estragar uma invenção genial de Isaias CDs: o CD Promocional.

Foi com essa idéia, a distribuição gratuita de discos que os Aviões fizeram sua fama. Claro, o sensacional repertório do Volume fez sua parte. A questão é que o tal disquinho com a inscrição "Promocional/Invendável" revolucionou a forma com que a música passou a ser divulgada. Hoje em dia até os artistas da música sertaneja adotaram essa estratpegia.
E foi a A3 entretenimentos, na pessoa do Sr. Isaias Duarte quem inaugurou esta revolução.
A coisa pendeu para o lado negro da força quendo perceberam que os discos promocionais serviam também para contornar a questão dos direitos autorais. Como não eram comercializados, estavam isentos do pagamento dos direitos autorais. Desta forma, bandas já estabelecidas passaram a se apropriar de sucessos embrionários de bandas emergentes.
Como o capitalismo é implacavelmente selvagem, praticamente todas as bandas passaram a fazer isso. Garota Safada inclusive. Afinal de contas, precisavam sobreviver no mercado. Hoje em dia dá pra contar nos dedos as bandas de repertório majoritariamente próprio: Limão com Mel, Magníficos, Mastruz com Leite e mais umas poucas.
Só que engana-se quem pensa que são apenas as bandas novas e compositores que perdem com isso tudo. É o forró em si enquanto gênero musical quem perde. Como virou um oba oba, como todo mundo tocando as mesmas músicas, não se consegue criar uma identidade própria e o pior, prejudica a diversidade, a inovação e a busca por uma evolução na qualidade musical e artística.
É por essas e por outras que o Movimento Forró das Antigas está ganhando força. O povo está tomado por uma forte nostalgia dos velhos tempos, nos quais a concorrência entre as bandas era fundamentada no aspecto musical e não no aspecto comercial.
Finalizamos com um excelente documentário sobre o Movimento Forró das Antigas, em duas partes.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Wikileaks do Forró - A Ascensão e Queda de Reginho
Quase como se tivesse ganho um prêmio na Megasena. E se considerarmos que o mérito deste estouro não é dele, a coisa fica ainda mais parecida com um prêmio de loteria. Não fossem aqueles quatro moleques terem filmado e postado no youtube aquele clipe que virou web hit, sua música ainda estaria desconhecida, em meio a outras tantas na coletânea de um Dj Sandro da vida. O clime já ultrapassou os conco milhões de visualizações!
Pois um pote de mel cai do céu diretamente no colo de Reginho e ele comeu, comeu e por fim se lambuzou.

A primeira vez em que ele comeu do pote foi ao ser procurado pelos empresários da banda Garota Safada. Na época ainda era um sucesso promissor, como meio milhão de acessos. Diante de uma promessa e de R$25.000,00 para a conseção da eclusividade de gravação comercial e execução na mídia, Reginho optou pelo dinheiro.
É importante aqui relembrar que a música acirrou uma batalha que já vinha se estendo a mais de dois anos entre as bandas Aviões do Forró e Garota Safada. A prática de bandas estabelecidas no mercado incluir em seu repertório músicas de bandas obscuras já era generalizada a anos, sendo Aviões e Garota as mais representativas quanto a isso. Só que com a velocidade com que tudo aconteceu, somado a deflagração do Wikileaks do Forró, a batalha ficou dramática. Cada banda regravou sua versão com apenas um dia de diferença. O circo pegou fogo ao ponto dos cantores Xandy Avião e Wesley Safadão trocarem farpas via Twitter.
Ao saber desta confusão, Reginho aproveitou-se de uma brecha de seu contrato com a Garota Safada e comeu pela segunda fez do pote de mel. Passou dois dias em Fortaleza negociando com a A3 Entretenimentos e pelo valor de R$50.000, 00 gravou um "clipe oficial" - oficioso seria o termo mais correto, com participação especial de Xandy Avião. Foi o dinheiro mais mal gasto da história da A3, porque além de ser uma atitude de má fé perante a igenuidade de seus fãs, teve um peso nulo na balança.

Mas o momento em que Reginho se lambuzou miseravelmente no mel celestial foi quando se associou ao empresário Ariosvaldo Carvalho. Como a música "Minha mulher não deixa não" atingiu um sucesso sem precedentes, tornado-se um tsunami prestes a devastar ouvidos e mentes do sul e sudeste, os shows de Reginho passaram a ser solicitados e seu cachê rapidamente atingiu a cifra dos R$25.000,00 do contrato inicial com a Garota Safada. Arisosvaldo e Reginho, numa atitude de extrema ganância e imprudência, foram para um programa de Televisão dizendo que o contrato com a Garota Safada não tinha valor, pois tinha um contrato assinado entre eles, como data anterior.
Detalhe crucial: a data do tal contrato anterior era de apenas alguns dias da postagem do clipe viral na Internet, o que claramente demonstra de que era falso. Naturalmente que a Luan Entretenimentos, empresa que negociou o contrato de exclusividade da Garota Safada, iria reagir. No último final de semana foi ao mesmo programa que Reginho e Ariosvaldo tinham ido e mostraram a todos o contrato, registrado em cartório, com reconhecimento de firma.
No mesmo dia - observem como tem males que vem de trem - o Programa do Gugu exibiu uma matéria com a Turma do Zé da Alegria, um grupo musical infantil de Recife, que alegou e provou que a música de Reginho era um plagio do refrão original "Minha mãe não deixa não" que fazia parte de um DVD lançado em 2005. Tudo devidamente registrado. Essa história, aliás, o Cabaré do Timpin já tinha contado, clique aqui para refrescar a memória.
Posso afirmar, sem medo de errar, que a batata de Reginho está assando. O rapaz foi foi mal aconselhado, primeiro pela A3 Entretenimentos, que o nosso Wikileaks do Forró já demonstrou que merece muito mais a alcunha de máfia do que de empresa. E depois, a associação com Ariosvaldo Carvalho, que todo mundo sabe que roubou um disco inteiro da banda Calypso para ser o disco de estréia de sua genérica Cia. do Calypso, mas isso já é outra história de um manancial de histórias que não parece ter fim.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Wikileaks do Forró no jornal O Povo, do Ceará
Wikileaks do forró
Os sucessos do forró estão envolvidos em esquemas empresariais de violação dos direitos autorais. É o que afirma o blog Cabaré do Timpin. A disputa pela música Minha Mulher Não deixa Não é o mote da história

Timóteo Pinto tem pretensões de se tornar o novo Julian Assange do cenário mundial. A partir do blog Cabaré do Timpin, Timóteo tem divulgado informações sobre supostos esquemas de empresas do mercado do forró que violam os direitos autorais. Uma articulada rede de olheiros seria responsável por identificar os sucessos locais, remeter as composições para o escritório central e depois distribuir CDs gratuitamente já com a nova versão da música.
“Eu possuo várias provas testemunhais. Só que devido a quantidade imensa de histórias de violências, ninguém obviamente quer ter seu nome envolvido nisso. Até porque tem muita gente do meio musical que teme por seus empregos”, responde por e-mail Timóteo, pseudônimo do jornalista curitibano, que prefere não se identificar.
O mote para o começo dos vazamentos, que são publicados com a rubrica “Wikileaks do Forró”, foi a disputa pelos direitos do atual sucesso Minha Mulher Não Deixa Não entre as duas maiores bandas do forró nacional, os Aviões do Forró, líder do mercado forrozeiro há pelo menos meia década, e a Garota Safada, com apenas três anos de existência e uma ascensão vertiginosa.
A composição de Reginho dos Teclados, cantor brega pernambucano, colocou as duas bandas numa arenga pública. A Garota Safada tentou sair na frente e chegou a divulgar que tinha a exclusividade sobre a música, mas não demorou muito para ser desmentida pelo próprio Reginho, que apareceu em um clipe dos Aviões do Forró ao lado do vocalista Xandy. O fato contrariou o jovem líder da Garota Safada, Wesley Safadão, que trocou farpas no twitter com o veterano cantor dos Aviões.
O empresário Arionaldo Carvalho chegou nesse entretempo, viu o sucesso da música e tratou de assinar contrato com Reginho. Diretor da Premier Produções, dono de bandas como Cia. do Calypso, Ari não gostou das declarações da Garota Safada - que havia feito um acordo com Reginho antes deste integrar seu casting. Partiu dele o convite para o clipe dos Aviões, feito em Fortaleza. O vídeo conta com a participação dos quatro garotos que estouraram na Internet com um vídeo caseiro da música postado no YouTube.
“A obra é dele”, afirma Ari sobre o direito de Reginho em autorizar a execução da música para quem quiser. Apesar de isentar as duas bandas de forró nesse caso, Ari também alerta para o que bandas como a baiana Djavú tentaram fazer ao divulgarem a música como seu mais novo sucesso. “Eles tentaram pegar a música de um ‘anônimo’ e divulgar como sua”, diz. “É como se tivesse o pinto pra depois nascer o ovo”.
A Djavú, por sinal, já protagonizou o que Timóteo intitulou de “Watergate do Tecnobrega”, uma denúncia sobre a cópia baiana da banda paraense Ravely. Mais um dos casos de violação dos direitos autorais que Timóteo elenca em profusão, sem perdoar nem mesmo os Aviões do Forró, carro-chefe da A3 Entretenimento. A maior empresa do mercado forrozeiro, dona de bandas como Solteirões do Forró, Forró do Muído e Forró dos Plays, é o principal alvo das denúncia do “Wikileaks do Forró”. Timóteo aponta processos da dupla sertaneja João Marcio & Fabiano, do grupo baiano de arrocha Bonde do Maluco e de outro cantor pernambucano, autor da música Tontos & Loucos, todos movidos contra os Aviões. “Eu poderia ficar a tarde inteira relatando casos.”, resume.
É de 2003 uma das primeiras questões envolvendo violação dos direitos autorais pelos Aviões do Forró. A música Já Tomei porres por Você chegou a ser gravada pela banda sem autorização da compositora Rita de Cássia, conhecida pelos sucessos da banda Mastruz com Leite. A querela se encerrou em um acordo entre as duas partes. Rita disse por telefone não tocar mais no assunto.
Filha de Emanuel Gurgel, empresário que comandou por uma década o mercado do forró, Rebeca Gurgel administra hoje a produtora SomZoom e fala que a política de sua empresa é a de só trabalhar com músicas próprias, mas admite que existe uma acirrada disputa no mercado pelos futuros sucessos. “As pessoas ficam leiloando as músicas, mas não entramos nisso”, afirma.
“Hoje tudo no forró virou dinheiro. Manda quem tem a melhor estrutura, quem tem mais dinheiro pra dar CD e pra comprar música”, diz o empresário Karlúcio Lima. Para o dono da banda Forró na Veia, a ponto principal dessa questão no mercado do forró está na prática, inaugurada pela A3, de distribuir CDs gratuitamente. “Eles fazem um CD ao vivo, eles mesmo gravam, fazem as cópias, soltam 200 mil CDs, 400 mil, 1 milhão de discos. Daqui que o pessoal que fez a música corra atrás, a banda já estourou e ganhou o dinheiro todo”.
A reportagem entrou em contato com as empresas A3 Entretenimento e Luan Produções, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
A disputa pela música Minha Mulher Não Deixa Não, de Reginho dos Teclados, evidenciou a concorrência entre as bandas de forró pelos sucessos e serviu de mote para uma série de denúncias do blogueiro Timóteo Pinto.
Pedro Rocha
Fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2011/01/17/noticiavidaeartejornal,2090512/wikileaks-do-forro.shtml
sábado, 15 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Wikileaks do Forró - Uma Garota está derrubando um Avião
Em primeiro lugar vem o fato de que Garota Safada é uma cópia dos Aviões. O mesmo som, aquele forró mais calcado no vaneirão e no som das vaquejadas, com um cantor com a mesma voz, o mesmo carisma e capaz de conduzir com show com as mesmas tiradas de Xandy Avião. Mas com um detalhe que faz toda a diferença, o vocalista da Garota, Wesley Safadão é jovem, bonito e gostoso. Xandy, apesar de mais magro, já está caidaço.
Agora imagine as duas bandas se apresentado em cidades próximas ou no mesmo evento, qual show as menininhas vão escolher para investir seus mirrados trocados? Garota Safada, é claro.
Outra coisa que deve estar tirando o sono do pessoal dos Aviões é o fato de que eles não tem moral nenhuma para reclamar que a Garota é uma imitação. Os Aviões, quando surgiram, era uma cópia de uma banda chamada Gaviões do Forró. Claro, tiveram seus méritos, principalmente no talento de seu casal de cantores e a bateria inovadora de Riquelme. Mas eram uma cópia - melhorada, mas nem por isso menos cópia - dos Gaviões. Tanto que nos dois primeiros discos nem mostravam a cara, mostravam as bundas!


Foram anos de uma glória que começou a minguar quando entraram no estúdio para gravar seu Volume 7, destinado a ser distribuído nacionalmente pela Som Livre. Nas lojas. Um mercado que os Aviões praticamente não conhecem. E pior, sem nenhum sucesso de vulto. Já apregoei isso numa matéria no BiS MTV. Pelo visto minhas previsões estão se concretizando. O disco foi e está sendo um fracasso junto ao público e o que é mais trágico para os Aviões. O sucesso de vulto de 2010 foi gravado pela Garota Safada. "Tentativas em Vão" deve ocupar a posição número um de música do ano em qualquer lista que se diga séria.
Se o ano começou mal para os Aviões com o sucesso de "Tentativas em Vão" e a locação definitiva de Wesley Safadão no coração de milhões de fãs - os números confirmam isso - acabou péssimamente com as polêmicas e as brigas despertadas pela infame "Minha mulher não deixa não". Até discussão pública via Twitter entre os dois cantores aconteceu. O nível da disputa entre as bandas baixou muito.
O ano que começa vai ser crucial para definir qual será a sobrevivente desta guerra. E se os Aviões não conseguirem pelo menos duas músicas próprias - eu falei próprias, que façam sucesso inquestionável eles perderão essa. E o avião que derrubou o gavião será abatido por uma garota. Safada essa garota...
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Wikileaks do Forró - Blog do Kuelho foi hackeado - COINCIDÊNCIA?
O último fato nesse Wikileaks do Forró se deu com o Blog do Kuelho. Enquanto a Submundo do Forró capitulou covardemente dia da pressão da A3, o Kuelho manteve-se firme e forte, nesta batalha, mantendo o post em que divulga nossas denúncias.
Pois na tarde de ontem, o Blog do Kuelho foi atacado por hackers e foram necessárias duas horas de intensos trabalhos técnicos para que a ordem pudesse ser estabelecida. Nunca o site tinha sido atacado antes. Será que foi uma mera coincidência?
Por enquanto, não se sabe, mas creio que está chegando o momento da POLÍCIA entrar nessa história. Uma auditoria no escritório da A3 Entretenimentos está se mostrando, a cada dia que passa e a cada ação agressiva deles, extremamente necessário.
Para os leitores que toleram minha chatiçe monomaníaca, vai aqui a recuperação em cache, créditos ao Google, do post que o Submundo do Forró apagou.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Wikileaks do Forró - O Submundo do Forró se acovardou
O que é chocante e transparece na NOTA DE ESCLARECIMENTO é que o pessoal do Sub foi violentamente aliciado, por assim dizer. Eles simplesmente trocaram de lado de uma horas pra outro. Num primeiro momento foram receptivos a nossas denúncias sobre o Esquema dos Olheiros da A3, republicaram meu texto no blog. Agora, depois desta mensagem, apagaram todos os links pra cá e o post com minha denuncia.
Se existe uma história mais mal contada, por favor, me contem. Prometo sentar e escutar com atenção, sem fazer nenhum comentário besta pra fazer o resto da turma rir.
O triste é que eu estava debutando uma amizade com a "detonadora" que era promissora e da noite pro dia ela tornou-se (isso se já não me bloqueou) minha primeira inimigas de MSN de que tenho lembrança. O mais triste foi desqualificar minha escrita em conversa particular e agora a público, me acusar de plagiar o blog dela. Suma ironia: o Cabaré do Timpin está sendo acusado de PLÁGIO!!! Isso deve ter sido pensado, não pode. A galera deve estar fazendo uns brainstorms nervosos para definir os próximos passos.
De nossa parte, vamos presentear o povo com o vídeo duplamente censurado pela A3, primeiro na TV Diário e depois no Youtube. Atenção leitores simpatizantes e nossa causa, vamos espelhar esse video em divesos pontos do Youtube para nunca mais ser censurado.
Pra quem não sabe, é um programa da de televisão, especial de natal da TV Diário que teve que ser regravado porque a A3 não gostou do destaque que deram pra Garota Safada. Reparem a postura de poucos amigos da cantora Solange Almeida na gravação.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Wikileaks do Forró - Desconfio que Robinho da Bahia quer tomar meu cargo de cafetão supremo dessa espelunca
...
Mas o que é que tem o * a ver com as calças? O que tem a ver ser homossexual com ter raiva da A3? Pronto, Timpin!!! Acharam um jeito de desviar o foco da discussão...
A questão aqui não é ter raiva. Quem tem de ficar morrendo de raiva são os integrantes das bandas garfadas pela A3. Não o blogueiro que resolveu abordar a questão, ao contrário de muitos que permaneceram (e permanecem calados).
O que Timpin está demonstrando é solidariedade a esses esforçados artistas (não raro iniciantes) que tem suas chances de sucesso USURPADAS pela estratégia anticoncorrencial da empresa.
O cerne da questão não é a cópia, aliás cópia não, execução das músicas em shows e mesmo a inclusão em CD´s promocionais, mas a substituição dos que são produzidos pelas bandas no mercado informal (falando claro: camelôs) das suas regiões imediatas de atuação, por outros de bandas do casting da A3, com as mesmas músicas. E em menor instância, a total e CÍNICA falta de referência à origem das músicas.
Se o Timpin é gay ou não (questão de foro íntimo dele), pouco importa no contexto da discussão. Pouco deve influenciar na formação da sua opinião. Se ele inseriu a possível bichandade, baitolice ou, como queiram, homossexualidade do suposto (e depois confirmado) funcionário da A3, talvez tenha usado como figura de linguagem para atingir um tom de humor na sua nota, de deboche, provocação.
Quem aqui nunca brincou com um colega de escola, no trabalho ou no futebol dizendo "ô sua bicha louca", ou "sai viado, deixa de brincadeira". (Já me perturbaram assim e já perturbei também.) Mas será que estas brincadeiras não carregam uma boa carga de preconceito velado, como um suposto chingamento ao indivíduo alvo da "brincadeira", sendo o mesmo heterossexual?
Sim carregam, não dá pra negar! Mas é a cultura dominante e, reconheçamos, é difícil se livrar dela assim de uma hora pra outra, mesmo tendo consciência disso.
Talvez seja o mesmo motivo pelo qual alguns comentaristas anônimos estejam tentando associar uma suposta homossexualidade do autor do blog a uma postura de frustração sexual compensada através da expressão de inveja ao sucesso da A3.
Isso só prova uma coisa: o sujo não pode falar do mal lavado. Como criticar o autor do post se estão tendo uma atitude homofóbica dispersa, associando homossexualidade a negatividade, inveja, frustração?
Wikileaks do Forró - Timpin cara-a-cara com a A3 Entretenimentos
O treco começou sinistro. Pra viariar. Foi ontem. Meu contador de acessos já tinha me dado o toque de 14 acessos ao post do Isaias CDs tinha como origem a Unimed Fortaleza. Pois as nove da matina de ontem recebo um e-mail da Unimed! com uma proposta de plano de saúde. Detalhe: não era @unimed.com.be mas sim @tvativa.com.br. Fui checar no google, decubro que é uma TV de Amapá. Estranhíssimo, reposndi o e-mail mandando à merda. Aí de noite um cara me add no MSN com o mesmo nome do assessor de imprensa da A3, mas não com o MSN oficial da empresa, mas sim com um endereço @nogoias.com. Tava na cara que eram "eles". Puxei asunto.
Timpin diz:
Olá
Quem é vc?
[ o cara demorou dez minutos para responder. Até comentei com amigos no MSN: ele deve estar repassando a forma de abordagem que passou a tarde inteira ensaiando... ]
Arnaldo diz:
Ola, vc me add no orkut!
e pediu p/ add no msn!
[ mas num é o fresco? se fez de desintendido ]
Timpin diz:
putz, num lembro
hehehe
vc faz o que? só pra mim tentar lebrar... é de banda, essas coisas?
[ se é pra dar uma sonso A GENTE SONSA!!! ]
Arnaldo diz:
trabalho na assessoria de comunicacao da A
*A3
[ POW, o cara ensaia a tarde inteira para falar com o cara mais procurado pela A3 Entretenimentos e na hora H me erra o nome da empresa?? isso não é possível, deve ser um sinal secreto maçônico ou algo assim. fiz o mesmo. vai saber... ]
Timpin diz:
e eu trabalho na atualização do Cabaré do Pimtin
*Timpin
[ aí ele respondeu na hora, sem frescurar ]
Arnaldo diz:
rs...
hehehe
ja acessei seu site
[ aí deu vontade de perguntar, vc e o isaias, nénão? mas vocês sabem sou um lord... ]
Timpin diz:
e ai? (medo...)
Arnaldo diz:
medo pq?
a confusao nao e comigo sou apenas um funcionario
[ Aêeee, falou da confusão, mas que confusão? ]
Timpin diz:
mas a a3 não vai tomar nenhuma posição? vai ficar só na base do "abafe o caso"? isso chega até a ser brega!
Arnaldo diz:
posicao? com o q?
[ mas não é o fresco de novo, dando uma de desintendido a essas alturas? ]
Timpin diz:
com relação as minhas denunias
[ as minhas DENUNIAS anotem isso para posterior tirada de sarro ]
Arnaldo diz:
heheeh...
o querido... desculpa.. mas com um tanto de shows que tem nossas bandas, nossas festas em casas de shows, promocao em radios... e etc etc etc...
vc acha q eles vao ter tempo de ver o seu site?
nao... pense... q estou me desfazendo de vc nao... de forma alguma... pq eu mesmo jah vi seu site
mas eles.. nao se importam com isso nao...
da ibope para as bandas
[ Ah então é isso, estou sendo usado como estratégia de marketing! São uns gênios esses caras da A3!! Mas péraí caceta... "o querido...desculpa..mas...pense" isso é "fala" de homem. O cara é uma bichona!!! Quer dizer que o machão do isaias contratou um gay para lhe assessorar? hummmm... úúúúúúúú!!! Mas então aquela "bronca toda especial com seguranças tem motivações pederastas, seu isaias? manda a secretária ver no dicionário que picas significa pederasta, seu isaias cds ]
Timpin diz:
que bom!
pra mim isso é ótimo
um presente de natal da a3
tava me devendo... dei a foto!
[ e dei mesmo, olhem o post anterior. apesar de que a estas alturas acho que o isaias queria que eu desse outra coisa... ]
Arnaldo diz:
hehe,.. comedia vc...
hehe eu vi os posts engracado d mais nao so os da A3 todos vc e bom nos textos viu
Timpin diz:
que legal que tu gostou
mas e o isaias? será que ele gostou dos outros?
[ hehehe, o isaias fã do cabaré do timpin via assessor sui generis ]
Arnaldo diz:
nunca comentou nada em nossas reunioes... alias nenhum deles semanalmente temos nossas reunioes de planos de midia.. e nunca ninguem toocu no nome do seu site.. eu jah vi .. pq sempre estou em orkut twitter etc etc...
[ certo arnalda, e aqueles tópicos deletados do orkut e aquela pressão em cima de blogueiros. isso tudo foiu atitude deliberada sua? certo arnalda, certo, a gente finge que acredita enquanto vc finge que está falando a verdade, enquanto os aviões fingem que aquelas musicas são deles ]
Timpin diz:
beleza!!!
vc não sabe o quanto meus baos ficam felizes com uma notícia dessas
*bagos
Arnaldo diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
comedia de mais vc sabia...
[ menos, menos arnalda, sou hetero praticante e só não pago dízimo porque minha religião não permite ]
Timpin diz:
Com essa, eu e meus bagos vamos dormir em paz
só não abraçados, pq aí já punheta
*já é punheta
Arnaldo diz:
hahahahah
ok querido boa noite!
[ "ok querido..." UUUUUUUUUUII! ]
Timpin diz:
e pros bagos?
manda um boa noite aí...
Arnaldo diz:
essa parte ja e por sua conta.. boa noite so dou para os meus e olhe la q as vezes quem da e minha namorada
kkkkkkkkkkkkkkkkkk
[ a sua namorada... deve ser uma mulher completa, daquelas que tem até pinto! boa noite querido
...
Isso é tudo pessoal, até a próxima!!!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
E pra esse natal...
Meu presente de Natal para vc é o CD da Gang do Eletro, o melhor disco nacional do ano.
E pra A3 Entretenimentos o meu presente é minha foto para eles colocarem nos cartazes de "procura-se" a serem colados em todos os postes do país.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Wikileaks do Forró - Comentários que valem um post
Mas tu se acha jornalista? Estou perguntando, pois não acredito que perdeu seu tempo querendo crescer falando de alguém. No mínimo, é mais um traumatizado por não ter oportunidades na vida.
Cara, procura uma ocupação. Deixa currícullum no Diário, Povo, Jangadeiro, Cidade...
Não estou defendendo! Estou criticanto sua postura. Pois, existem acéfalos que procuram algum meio de subir na vida de qualquer forma.
E, como você é administrador deste FAMOSO site/blog tenho ctz que meu comentário não será aceito.
Mas isso é somente para você! Leia, e tenha consciência que tu és mais um DOIDINHO que quer fama!
Isaías CD, tu é o cara!!! Pois não é qualquer EX-PORTEIRO que consegue chegar onde o você CHEGOU!
Seu amigo!
...
Viu só companheiro, que é ser ético e saber competir? Não só aceitei como ainda te dei um destaque. Se quiser, mande uma foto sua que eu edito o post e atualizo com ela. Agora dá licença que o lord de ascendência merovíngia Timpin quer dar seus pitacos. Ora xongas!
...
É, pois é minha gente. A fé cega turva a visão e trava o raciocínio. O Anonymous do comentário acima se recusa a entender que o FOCO da questão toda não é falar mal de A ou B. O foco da questão é o despreparo empresarial da A3 Entretenimentos em lidar com um dos pilares do mercado capitalista: a livre concorrência.
O esquema criminoso dos Olheiros da A3 Entretenimentos passa ao largo dos todos os comentários que defendem esta empresa. Sobre esquema nada é dito, nada é visto, na é escutado por parte dos comentaristas pró A3.
Outra coisa que ninguém comenta é o esforço de guerra da A3 em solicitar a todo mundo que repercute minhas denúncias que apaguem as postagens. Até o vídeo de um post anterior foi tirado do Youtube! Se as denúncias não fossem verdadeiras, porque esse esforço todo em jogar baldes e mais balde de água numa fogueira que a A3 Entretenimentos sabe, não tem mais como ser apagada.
A A3 está fazendo uso da estratégia mais burra possível e imaginável que é abafar o caso. Pessoal da A3, me ouça, esse tipo de atitude funcionava - e muito bem! - no século XX, quando bastava uma ligação para direção de uma emissora de TV, de rádio ou de um jornal e PUF! a informação desaparecia da mídia. Naquela época o povo não tinha voz.
Queridos, olhem como sou até bacana com vocês, estou tentando lhes ensinar a brigar corretamente comigo! Sério, quando me dizem que essa batalha é desigual costumo rir com gosto e concordar. É desigual sim, mas a meu favor, não a favor a A3, porque brigar com um oponente tão burro e desesperado é como tomar doce de criança.
Dêem um control C nessa frase, depois um control V num editor de textos qualquer, formatem numa fonte bem grando e de cor berrante, mandem imprimier VINTE E TRÊS CÓPIAS e colem em tudo que parede imunda dessa empresinha cujo fim acabou de começar:
QUANDO O DESEPERO SE APODERA DE UMA CRIATURA, A LÓGICA É A PRIMEIRA COISA A SER ABANDONADA PARA TENTAR EVITAR O NAUFRÁGIO
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Wikileaks do Forró - EXCLUSIVO vazou na Internet a gravação do programa de TV censurado pela A3 Entretenimentos
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
WikeLeaks do Forró - Isaias CDs também rompe o silêncio
Quando não está viajando, Isaías provavelmente estará no escritório da A3 Entretenimento - empresa da qual é sócio ao lado de Carlos Aristides e André Camurça. "Dividimos o trabalho. Eu fico com a divulgação das bandas. Por isso, viajo muito", diz.
Trabalho não falta. Afinal, é da A3 Entretenimento o império do forró. Além das bandas, eles são donos de seis casas de shows - Forró no Sítio, Kangalha, Curral do Boi, G4, Hangar e Danadim. "É muita coisa. Temos que administrar tudo isso, gravação de CDs, a rotina das bandas.
São mais de 800 funcionários diretos. Sem contar com os empregos indiretos", informa.
Quem vê tudo o que Isaías conquistou nem imagina que há sete anos, ele era apenas o zelador de uma empresa que agenciava bandas de forró. Hoje, dono, garante que não esquece suas origens e mantém o pé no chão.
Com uma trajetória digna de filme, Isaías prova que para ter sucesso é necessário sintonia com o que faz e muita dedicação. "Sempre gostei de forró. Escuto desde os cinco anos. Criei os nomes, descobri as bandas. Ia a muitas festas, mesmo quando não tinha dinheiro. Pulei muito o muro (risos) das casas de show. Hoje, quando tô de folga, escuto forró e vou pras festas de forró, não tem jeito".
Entre suas grandes alegrias está o fato de ter colocado o Aviões no Forró como a número um do segmento. E mesmo quem não gosta do estilo reconhece que foi a banda cearense que alcançou feitos, como ser a primeira representante do forró a tocar em uma micareta e a ter um bloco no Carnaval de Salvador.
"Acho que derrubamos muitos preconceitos graças ao nosso trabalho. O forró ganhou outra categoria. Só não tem mais força ainda porque quem trabalha na nossa área é muito desunido", reclama.
Wikileaks do Forró

Pré-História
16 de novembro de 2010
Quatro moleques desocupados & manguaçados, numa tarde de domingo na praia de Maria Farinha, próxima de Recife, gravam clipe da música "Minha mulher não deixa não" do até então obscuro Dj Sandro.
Clique aqui para assistir a esta descoberta do fogo
02 de dezembro de 2010
Quando fui postar o clipe no meu blog, pensando que apresentaria uma novidade muito grande pro povo, constato que os Aviões do Forró haviam gravado sua versão e lançado na noite anterior.
Clique aqui para flagrar a minha surpresa
A História
No mesmo dia larguei a bomba. O primeiro post sobre o esquema dos Olheiros da A3 Entretenimentos. LINK
04 de dezembro de 2010
Surpreso com a repercussão, publiquei o post A Casa da A3 Entretenimentos caiu! - capitulo 2 com mais umas alfinetadas.
07 de dezembro de 2010
Munido de informações obtidas pelos depoimentos de pessoas que sairam do armário inspiradas pelas minhas denúcias, mandei ver um Capítulo 3
08 de dezembro de 2010
O clima esquentou. Os comentários pipocaram. Em sua maioria, talifãs dos Aviões do Forró com baixo nível de prosódia e alto nível de analfabetismo funcional. Um comentário de um leitor indignado com isso me inspirou a dar um puxão de orelha nessa turma na Carta de Robinho da Bahia aos Talifãs dos Aviões do Forró
09 de dezembro de 2010
Paralelamente, mais informações vem à tona. Aparece um jornalista dizendo que "minha mulher não deixa não" era plágio de uma música infantil de sua autoria. A banda baiana 3 na Palomba lança a resposta "Vou assim", que acabou estourando. O nome disso é PALOMBA!!
10 de dezembro de 2010
As coisas se aceleram. A Banda Garota Safada compra os direitos de exclusividade sobre a música
14 de dezembro de 2010
Devido a grande repercussão de minhas denúncias no Twitter e no Orkut, Solange Almeida se manifesta publicamente sobre as denúncias contra a A3 Entretenimentos. a banda 3 na palomba lança o futuro viral clipe da sua Minha Mulher Não Manda em Mim
No mesmo dia, este Cabaré publica a Carta Aberta a Solange Almeida, rebatendo as enrolações dela em sua declaração. O clima esquenta mais ainda.
18 de dezembro de 2010
Devido ao fato de a A3 Entretenimentos estar ameaçando blogueiros e moderadores de comunidades do Orkut que estavam repercutindo minhas denúncias, o Cabaré do Timpin declara guerra a A3 Entretenimentos
20 de dezembro de 2010
No primeiro combate da guerra, o Cabaré do Timpin ataca as torres gêmeas de Isaías CDs
21 de dezembro de 2010
Hoje. Agora. Este momento. Estou investigando o Mistério dos Tópicos Deletados, na primeira Guerra Virtual da História do Forró. Aguardem novidades. No blog e neste post.
23 de dezembro de 2010
Vídeo censurado pela A3 Entretenimentos que foi vazado na Internet foi novamente embargado. Ponto pra eles, pois o mané aqui não salvou e pelo visto ninguém mais fez isso. Primeiro revés que o Cabaré sofre nessa guerra. Autoconfiança, numa guerra, é defeito, não virtude.
Mas um comentarista, pelo menos, salvou o dia.
Agora que fique registrado aqui uma denúncia. A A3 está assediando todo mundo que tem contato comigo de alguma forma. Até pessoas que trocaram tuítes comigo. Pessoas que dialogaram comigo em tópicos de comunidades do Orkut. É a volta do DOI-codi da época da ditadura. Terror psicológico pra cima de todo mundo que tem contato com Timpin. Sério, ninguém mais quer se envolver comigo. Até no MSN a galera tá com medo de falar comigo!!
27 de dezembro de 2010
Finalmente o Cabare do Timpin tevce um contato direto com a assessoria de imprensa A3 Entretenimentos. Confira aqui nosso agradável bate papo.
Ainda hoje também, o conceituado Blog do Kuelho repercutiu os escândalos.
28 de dezembro de 2010
O Blog Submundo do Forró, numa clara capitulação ante a pressão da A3 em censurar a informação, publica NOTA DE ESCLARECIMENTO em que afirma que não possui nenhuma relação com o Cabaret . Mas não só, na mesma nota tentam desqualificar nosso blog e ainda nos acusam de plágio!
29 de dezembro de 2010
O Já citado Blog do Kuelho é invadido por hackers que colocaram uma imagem de uma vaca. Vaca é o apelido de uma das recentes musicas de trabalho dos Aviões do Forró.
30 de dezembro de 2010
O Cabaré sofre o primeiros revés no Wikileaks do Forró. Erra o tom na hora de comentar a sexualidade do Assessor de Imprensa da A3 - e do Osaias Cds também - e resolve recuar para manter a formação de guerra intacta.
Leitor do Cabaret se indigna com os ataques sofridos na caixa de comentários.
7 de janeiro de 2011
O retiro sabático do Cabaret é interrompido por mais declarações descabidas do blog Submundo do Forró
Análise estratégica das bandas Aviões do Forró e Garota Safada de acordo com tudo oque aconteceu em 2010.
17 de Janeiro de 2011
O jornal cearense O Povo, de divulgação estadual, repercute nossas denúncias, acrescentando depoimentos de mais pessoas indignadas com as violações de direitos autorais.
29 de março de 2011
As denúncias de apropriações indevidas de músicas e do esquema dos "olheiros da A3 Entretenimentos" é tema de reportagem da revista O Globo.
http://musicaoriginalbrasileira.blogspot.com/2011/03/wikileaks-do-forro-na-revista-o-globo.html



