O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro

O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.

Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira

Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.

Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3

O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.

Por um Help à Música Sertaneja

Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.

Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos

Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...

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terça-feira, 5 de julho de 2011

O dia em que a Gang do Eletro colocou os indies para rebolar

A Augusta é a rua mais tolerante e diversificada da cidade de São Paulo. Nela, convivem pacificamente travestis, prostitutas, gays, indies, punks, skinheads, headbangers e outras tribos. E, agora, os tecnobregueiros de Belém do Pará pleiteiam um espaço para desfrutar dessa mistura. E se depender do público local, já têm. A maior prova disso foi vista no show que a banda Gang do Eletro realizou na noite de 28 de junho no Studio SP. Com um plateia predominantemente indie, a banda formada por Marcos Maderito, Keila Gentil, William Love e DJ Waldo Squash literalmente colocou o público para dançar. E, convenhamos, presenciar garotas com roupas de pin up e rapazes barbudinhos de camisas xadrezes rebolando ao som do batidão amazônico é uma experiência inovadora.



Afinal, o espectro de influências da galera que frequenta o Studio SP, todos sabem muito bem qual é e ele passeia basicamente pelo rock alternativo. Mas parece que essa base está mudando. Os indies estão cada vez mais abertos a novas sonoridades e abraçam aos poucos a música eletrônica, o rap e ritmos regionais brasileiros. Isso é bom. Pois só assim está sendo possível presenciar nas casas de espetáculo da Augusta shows como o da Gang.

Tocando hits do porte de "Vou Passar o Sal" e "Panamericano", a banda provou que tem potencial de ultrapassar as fronteiras da região norte e ser sucesso também no sudeste. Seu som - espécie de tecnobrega moderno e pesado - é contagiante. Se colocou os exigentes indies para dançar, imagina só o poder dessa música em ambientes como casas de shows mais populares, comos os famosos bailões da periferia?

Mais que isso, os integrantes da Gang são donos de uma química perfeita. Maderito, o líder e fundador do grupo, conta com um carisma excepcional. William Love a cada show se solta mais e deixa sua timidez de lado. Keila Gentil, a Fergie da Gang, canta afinadinho e manda muito bem nas faixas em que é a vocalista principal. Já DJ Waldo Squash é certeiro na escolha das bases e arranjos. Junto com Maderito, ele forma a dupla criativa mais bacana e talentosa do tecnobrega.

O sucesso em nível nacional será questão de tempo. Estrondoso ou não, ele chegará. A banda só precisa de maiores espaços para mostrar seu trabalho. Em breve, terá uma arma importante para se auto-divulgar: o primeiro CD da carreira. No momento, eles estão em estúdio gravando um álbum com a produção de Carlos Eduardo Miranda. O projeto apresentará uma Gang do Eletro mais orgânica, utilizando guitarras e teclados, além das tradicionais bases eletrônicas. Será um novo passo na carreira da banda, que a cada dia se torna mais profissional e madura.

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Texto escrito com exclusividade para este cabaret por
Helder MaldonadoJornalista

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Como nosso blog prima sempre pela satisafação de sua clientela e pela busca insessante por oferecer sempre o melhor atendimento, postamos aqui, também com exclusividade o novo single da Gang do Eletro "Uno Treme Treme". Afastem os móveis da sala e BAILA, BAILA AÍ MUTCHATCHO!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Gang do Eletro ao vivo no Studio SP

Uma banda com coerência e sinergia interna em que o todo supera a soma das partes é algo raro na música pop. A Gang do Eletro não só atende a esses requisitos como ainda dá conta do fundamental: originalidade, inovação e carisma. Eles são únicos no que fazem e o fazem muito bem. Depois de consagrarem-se como um dos principais destaques do festival Terruá Pará 2011, realizado nos dias 15 e 26 de junho - reunindo 15 nomes de peso do estado - e de uma energética apresentação na sede do Coletivo Fora do Eixo ao lado de Gaby Amarantos, nesta terça eles encerraram a noite no Studio SP.



A abertura ficou a cargo do seminal Juca culatra, também de Belém, que se encarregou de chapar os presentes com seu reggae pesadíssimo e sua performance teatral. Lara Rennó veio em seguida, com seu pop vanguardista e viajandão. Mas a noite era mesmo deles. Quando o apresentador nunciou Maderito, Waldo Squash, Willian Love e Keila Gentil, o frisson na platéia já indicava que eram eles os grandes aguardados do festa.

E os meninos não deixaram a peteca cair. Logo na primeira música o público já respondia ao pedidos para levantarem a mãozinha e gritar "Hey! How! Hey! How!" A presença de palco deles é impressionante e a maçaroca sonora do DJ Waldo Squash são contagiantes, raras foram as pessoas que conseguiram ficar paradas. Sorrisos nos rostos era lugar comum. O clima de festa e diversão durou o show inteiro. Ninguém ficou indiferente ao som da Gang do Eletro, os arautos da novidade.

Alguns pontos altos no entando devem ser destacados, o primeiro deles a dança do robô de Keila Gentil, que fizeram dela uma figura dos quadrinhos japoneses conhecidos como Mangás, mas com o swing tropical brasileiro amazônico. Outro momento em que ela arrancou urros da platéia foi durante as duas passagens do treme-trema da música "Na Velocidade do Eletro", primeiro sozinha e depois com Maderito segurando sua blusa enquanto ela parecida possuída por uma entidade sobrenatural.



Waldo Squash também não deixou por menos quando assumiu a linha de frente para cantar "Curtição da Night" - com direito a aula sobre o significado da expressão "pô-pô-pô" (pequenas embarcações que fazem serviço de taxi fluvial no rio Amazonas) - e "Eletrocúmbia do Mexicano", mais uma de suas geniais criações usando samplers de música latina.

Willian Love, com seu visual teen, sua corrente de prata e seu indefectivel reloginho roxo é o dançarino chefe da casa, o ídolo que arranca suspiros das menininhas. E o Maderito... Bem, o Maderito é o garoto alucinado do Brasil e não se fala mais nisso. O carisma dele não encontra semelhanças entre os cantores brasileiros desde a época do Dinho dos Mamonas Assassinas. Aliás ele começou sua carreira como cantor da Banda Bundas, cover dos Mamonas. Seu estilo é de rapper freestyle e é um MC nato. Sua perrmance em "Eu vou passar o sal" contagiou o ambiente levando todo mundo a repetir o refrão.



Difícil escolher o melhor momento do show. Se me colocassem contra uma parede uma ARK apontada na cabeça exigindo uma escolha eu votaria na música "Galera da Lage", todo mundo fazendo a coreografia com as mãos e cantando o refrão aos berros. E ainda rolaram dois momentos solos, primeiro Keila Gentil apresentou a todos sua composição romântica "Esperança", que levou muitos casais ensaiarem dança de salão - algo nunca visto no Studio SP - e Willian Love cantou "Me apaixonei", sucesso da banda AR-15 nas rádios de Belém.

Quando anunciaram a saideira, todos soltaram um "aahhhh" de decepção. A festa foi encerrada com o trio de vocalistas intimando a platéia a responder as perguntas "cadê o gritinho das foguetas? cadê o gritinho das sinceras? cadê o gritinho das safadas? cadê o gritinho das casadas?" As luzes se apagaram, o show acabou e foi tão diversificado, com tantos hits que nem pareceu que tudo aquilo se passou em menos de uma hora, apesar de que se dependesse da vontade do público, a Gang tocaria por duas horas sem ninguém enjoar. Eles possuem mais de 200 músicas para oferecer, basta dar uma checada no 4shared do Waldo Squash.



O eletromelody da Gang do Eletro tem tudo pra cair no gosto popular do Brasil inteiro, tal como o funk. Só que ao contrário deste último, que faz elegias a violência e a putaria, o eletromelody é saudável, é sacana sem apelar pra sacanagem e a cantora Keila Gentil é sexy sem ser vulgar, uma estrela a despontar no horizonte. Dá pra dizer que esse foi verdadeiramente o primeiro grande show da Gang no sul. Outros virão, com toda a certeza e se eu puder e meu dinheiro der, estarei lá, nem que pra isso tenha que ir de Pô-Pô-Pô.

PS.: A gente filmou esse show. Quem quiser receber de graça um DVD com a gravação dele, é só mandar um e-mail com nome e endereço para timpin2009@yahoo.com.br

terça-feira, 5 de abril de 2011

Gang do Eletro - eletromelody punk, singelo & desguiado

O poeta curitibano Paulo Leminski tem um livro intitulado Distraídos Venceremos. Não sou crítico literário e nem especialista em poesia, mas sempre extraí deste título a seguinte lição. Em termos de cultura em geral - e cultura pop em particular - as maiores revoluções não foram pensadas em termos de revolução, elas foram espontâneas, ou seja, os revolucionários nem sabiam e nem queriam ser revolucionários, por acaso eles estavam fazendo a coisa certa, na hora certa e no lugar certo.

Esta é a melhor descrição que encontro para o momento que a Gang do Eletro está vivendo. A música brasileira precisa de pessoas como eles, e digo isso da maneira mais abrangente possível e imaginável, desde essa MPB indie lamurienta, autocomplacente e impotente até essa música pop inexistente, que ainda se mantém na base exploração geriátrica de medlhões do século passado.


Gang no Palco do Sesc - Lá vem o Eletro!


Para a MPB o antído virá no novo disco da Gaby Amarantos - escutei uma prévia dele, sei do que falo, mas é assunto para outro texto. Já música pop, pop rock ou sei lá o quê, a Gang do Eletro é um alento. Um sopro de ar fresco, jovem ,paudurescente, divertido e repito, sem que fosse a intenção, transgressor.

Transgressor porque é punk de uma forma que nunca ninguém foi punk aqui no Brasil. Não me venham trazer à baila a cena paulista do início dos anos 80, aquilo lá era uma cópia de papel carbono da cena inglesa. Falo de uma emolução da filosofia punk para os padrões tropicais periféricos.


Ei Maderito, tu não é tudo isso! (vinheta presente em diversas músicas da Gang


Falo de se apropriar do que há em termos de tecnologia barata, de aprender a usá-la na marra para criar um som novo, enérgico, pulsante e que faça um jovem pegar dois ônibus para gastar sua merreca da salário ou mesada num show lá na caixa prego.
Maderito, um ex ofice boy de jornal. Waldo Squash, um mecânico industrial já emputecido de se melar de graxa. William Will e Keila gentil, um jovem casal que já na adolescência teve que encarar a dura realidade da criarem um filho sendo cantores de uma, dentre mais de duas mil bandas em uma cidade pobre como Belém. Eles não sabiam que era quase impossível, eles não sabiam o que era do you self do punk. Foram lá e conseguiram.


Keila (grávida) e Willian, quando ainda transitavam entre diversas bandas


E conseguiram a despeito de toda a lógica de mercado que até aqui sempre existiu. Nunca procuraram um empresário, uma loja ou gravadora. Nunca se preocuparam em gravar um disco ou até mesmo uma demo para mostrar pra alguém. Foram gravando suas músicas, enviando para as festas e para as turmas de amigos. Com passos de formiga e com muita vontade, construiram sua história.


Keila Gentil e Josué


Agora estão no sudeste. Agora estão sendo paparicados por meio mundo de gente descolada. Certeza que nesse meio encontrarão muita gente com sinceras boas intenções. Também encontrarão muito vampiro sendento pelo seu sangue bom. Estão enfim sendo descobertos. E isso é bom para todo mundo.

Claro, é bom para eles, ter seu trabalho reconhecido e colher os louros do sucesso é o mínimo de justiça que pode esperar neste mundo cão para tamanha carga de talento. Mas é muito mais bom para a música pop brasileira e para o público em geral, que já não aguenta mais ter crises de vômito e confusão mental ao ver as sucessivas listas de melhores do ano dos últimos tempos.

Não quero dizer que a Gang do Eletro seja a última bolacha do pacote. Tem mais gente aí na fila esperando sua vez para ser iluminada pelo holofotes. Mas calhou de eles serem os primeiros a chegar lá, simplesmente pelo fascínio que a expressão 'tecnobrega' e a origem amazônica causam na opinião pública cultural. Lá vem o eletro!

Gang do Eletro no Sesc Pompéia

Vou republicar aqui a minha coluna de hoje (05/04/2011) do jornal O Liberal de Belém do Pará. É a segunda vez que falo da Gang do Eletro em minha coluna semanal do jornal. Não é por menos, eles estão vivendo um momento mágico em suas carreiras. Fiz alguns acréscimos ao texto original, como a citação ao Festival Se Rasgun e a revista Rolling Stone, que na pressa de fechar o texto deixei passar. Quem quiser ler a primeira coluna sobre eles é só clicar no link: Gang do Eletro - a mais internacional do Pará.



Eles já foram tema desta coluna a seis meses atrás, mas tanta coisa (boa) aconteceu com eles nesse período que estão de volta. Estou falando dos meninos da Gang do Eletro. Foram citados como um dos destaques de 2010 no jornal O Globo. Foram considerados a revelação do festival Se Rasgun no final de 2009 (Otto, Dado Villa lobosm dentre outros, se desmancharam em elogios). Foram citados na revista Rolling Stone. Participaram da gravação do novo DVD de Gaby Amarantos que será lançado na Europa. Assinaram contrato com a Greenvision e agora tem Priscila Brasil como produtora executiva. E neste final de semana debutaram em São Paulo, apresentando-se no Sesc Pompéia.

O momento é de pré-estouro. Apesar do fato de que o público no Sesc não ter sido muito grande, vários formadores de opnião estavam lá e durante a semana muitas entrevistas já estão agendadas. O disco de estréia da Gang já pode ser considerado um dos lançamentos mais aguardados do ano.

A cada dia que passa, o talento de Waldo Squash ganha mais reconhecimento. Quando o produtor musical Carlos Eduardo Miranda chegou em Belém para a gravação do novodisco de Gaby Amarantos, chamaram Waldo para fazer as bases eletrônicas de uma música. O resultado ficou tão bom que ele acabou por fazer as bases do disco todo. E mais, Miranda já sinalizou que tem interesse em produzir também o disco da Gang.
Não bastasse toda essa série de boas notícias, banda ainda ganhou um reforço significativo, o casal de jovens cantores William e Keyla Gentil, que cantavam na banda Eletro Hits. Agora o talento nato de rapper de Marcos Maderito ganhou o acrescimo de ótimos cantores.


Keyla Pink Punk e William Will, detonando no Sesc Pompéia


Apesar da pouca idade, William e Keyla possuem uma experiência significativa. Keyla canta desde os dez anos de idade e junto ccom Willian já pssaram por bandas como Mega Teen, Aviões do Melody e AR-15, quando tiveram a resposabilidade de cobrir a vaga de Rebeca, quando a cantor saiu da banda temporariamente.

Agora como quarteto, pode-se dizer que a Gang está completa. O repertório cresce constantemente, com Waldo vivendo um momento criativo extremamente intenso. Depois de fundir ao eletromelody elementos de musica latina, Waldo está fazendo experiências com ritmos brasileiros, como musica baiana, pagode e até samba e carimbó. "Tributo a Carmem Miranda" e "Sinhá Pureza" são frutos destas experimentações.


Dj Waldo Squash & Maderito, a cozinha e a fogueira da Gang


O mercado exterior está de olho neles. Eu não duvido nada se eles estourarem em Ibiza antes do Skoll Beats. Talento e carisma para isso eles tem de sobra. O que lhes falta é apenas uma identidade visual bacana e um clipe bem feito e ambas as coisas estão sendo providenciadas por Priscila Brasil.

Não se surpreenda se daqui a seis meses eu volte a falar sobre eles de novo e desta vez não pra falar de um show para meia duzia de gatos pingados no Sesc, mas sim de uma apresentação consagradora no Domingo do Faustão, fazendo da Gang do Eletro um sucesso de massa que não se vê desde o tempo dos Mamonas Assassinas.

E pensar que o Maderito começou cantando na banda Bundas, um progeto cover dos... Mamonas. Égua que esse treco chamado destino às vezes costuma passar da conta no quesito ironia...

BAIXE O CD DE PRÉ-ESTRÉIA DA GANGO DO ELETRO - VOLUME BETA clicando neste link

terça-feira, 29 de março de 2011

Clipe da Gang do Eletro - Eletro Cúmbia do Mexicano

quinta-feira, 24 de março de 2011

Gang do Eletro - Cabaré do Timpin Top Singles 2011 > PUM PUM PAKATAPUM

Waldo Squash é um cara foda, Marcos Maderito idem e William & Keyla Gentil só fazem fechar a panela, que cozinha o melhor prato paraense da atualidade. O eletromelody da Gang do Eletro é uma obra em progresso, é aquele rango que você fica experimentando o tempo todo, curtindo, gostando e sabendo que a próxima vez que provar, vai ser sempre pior que a próxima e melhor que a anterior.

E quem está destilando essa porra, neste exato momento, é Waldo, o alquimista paraense de mais destaque na atualidade. Pelo menos neste cabaret. Bom, sem mais delongas, ouçam a mais nova receita que ele está experimentando:

Gang do Eletro - Duas Cabeças, uma levada

Texto de Dafne Sapaio, publicado no site Vice

O Pará já é, e qualquer um que acompanhe a música popular brasileira dos últimos tempos sabe disso. O ousado comércio alternativo, a autonomia cultural, a intensa produtividade e a proliferação exponencial de aparelhagens, equipes e DJs — além de uma criatividade enérgica aliada a velocidade da internet — fizeram o Estado entrar no foco de quem faz e consome música no Brasil e no resto do mundo. Esse processo vem acontecendo e se amplificando na última década, mas 2011 poderá ser lembrado como o ano do surgimento do Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band ou do Samba Esquema Novo da música paraense, e da consequente coroação de umas das ramificações mais promissoras (criativa e comercialmente) do tecnobrega: o eletromelody. Mas vamos com calma que tal divisor de águas parauaras se chama Gang do Eletro, bicho de duas cabeças (Maderito e DJ Waldo Squash) que precisa ser apresentado.

“E aí? Só na manha?”. Do outro lado da webcam quem fala é Marcos Maderito, o Alucinado do Brasil, cria do bairro belenense de Cremação. Aos 28 anos, já pode ser considerado um veterano, afinal é sobrinho de uma lenda viva da música paraense, Tonny Brasil, e começou, ainda adolescente, na função de roadie de uma de suas mais famosas aparelhagens, a Açaí Machine [Tonny também é compositor de muitos dos sucessos da Banda Calypso]. Não demorou muito e o tio o promoveu a um dos vocalistas da Banda Bundas, uma espécie de cover do Mamonas Assassinas, e foi nessa época, início dos anos 2000, que surgiu o apelido Maderito. Por quê? Ele era muito magro, simples assim.

Mas a Bundas passou e Maderito ficou, já compondo tecnobregas aos milhares e em parcerias com os DJs Miller, Alex, Betinho Izabelense e Rafael Teletubies. “Não tenho ideia de onde surgiu tanta coisa, tantas letras na minha cabeça. E nunca imaginei ser reconhecido em todo lugar como sou hoje. Sinceramente, não sei. Não sei de onde vem tanta imaginação, tanta coisa na minha vida.” Essa torrente de criatividade tem muitos escoadouros, e até hoje Maderito faz muita música sob encomenda, principalmente para aparelhagens e equipes (que são os fã-clubes das aparelhagens), o que é muito frequente entre compositores e DJs paraenses. Músicas assim já possuem um canal de divulgação próprio, os shows e coletâneas de aparelhagens, e isso já é meio caminho para o intrincado sucesso pelos igarapés do Pará.

“Nós somos ricos em música. Temos artistas bons aqui, e a nossa cultura é forte. Eu considero o Pará como um país, um país cheio de ritmos, entendeu?” E Maderito sabe o que está falando, pois faz e ouve de tudo (que é paraense). Mas o coração tem seus mistérios e o dele já tem dono. “Curto muito Baile da Saudade. Minha onda é Flash Brega. Sou apaixonado por Borba de Paula, Magno, Roberto Villar, Wanderley Andrade, Nelsinho Rodrigues e Tonny Brasil, que é meu tio.” Resumindo: em casa, com sua mulher e sua filha de pouco mais de um ano, Maderito gosta mesmo é de ouvir os clássicos bregas das décadas de 70 e 80, um cancioneiro que deve muito à guitarrada, ao merengue, a cumbia e a uma romântica Jovem Guarda.

Só que o tempo de hoje é outro, e a hiperatividade de Maderito o levou a acelerar as batidas do tecnobrega, criando assim o eletromelody, uma mistura da música de festa paraense com o eletrodance europeu do início da década de 1990 (“as batidas são mais aceleradas porque a galera dá mais valor”, diz, na lata). As primeiras experiências aconteceram com os DJs David Sample e Joe Benassi, e em 2008 veio seu primeiro sucesso, “Galera da Laje”, música que lhe deu o título de Rei do Eletromelody e foi feita originalmente para uma equipe. Quem já viu ao vivo ou no documentário Brega S/A (2009), de Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, sabe que “Galera da Laje” é pancadão eletrônico para qualquer pista de dança que se preze eclética e atual.

Quase ao mesmo tempo, um mecânico industrial nascido em Muaná, mas criado em Ananindeua, na Grande Belém, estourou ao produzir um outro eletromelody pioneiro, “Super Pop é Curtição”, composto para a célebre aparelhagem Super Pop. Seu nome é Josivaldo, ou melhor, Waldo Squash. Atualmente morando em Barcarena, o DJ é outra cria exemplar da terra. “Meu pai já era apaixonado por música e tinha uma aparelhagem, como todo mundo aqui tem. Quando era pequeno lembro dele me colocar na beira do toca-discos. Fui crescendo assim, no meio dos sons, conhecendo equipamentos. Acho que já nasci DJ”, disse após tomar o lugar de Maderito na entrevista por Skype.

Mais crescido, Waldo foi trabalhar com áudio em algumas rádios pelo interior do Estado, geralmente como produtor de comerciais e vinhetas, além de ocasionais locuções. “Fui aprendendo a mexer nos programas e comecei a desenvolver minhas idéias. Às vezes ouvia uma música e achava que dava pra fazer outra coisa que ficaria bem melhor”. Entre essas experiências, surgiu “Super Pop é Curtição”, cujo sucesso chegou aos ouvidos de Maderito. Foi então que combinaram de se encontrar para uma carne assada em um restaurante próximo ao terminal de ônibus do São Braz. “No mesmo dia fizemos a base de duas músicas, uma de aparelhagem e outra de equipe”, confessou Waldo sobre aquele 21 de novembro de 2008.

Melhor combinação não podia acontecer. De um lado, o falante Maderito com seu talento para criar rimas freneticamente. Do outro, Waldo Squash e sua permanente curiosidade por sons de todos os cantos da internet. “A gente procura fazer o seguinte: uma mistura do ritmo daqui com o geral que a gente ouve, com um pouco do que os baianos fazem com percussão e um pouco da música pop internacional mesmo. Mas a levada é a mesma [do tecnobrega]. Só é mais eletrônico”, explica o DJ. Pois então, já em 2009 nasceu o primeiro hit da Gang, o “Eletromelody da Indiana”, com referências a novela Caminho das Índias, Osama Bin Laden, Saddam Hussein e o diabo a quatro.

“Tento colocar nas minhas produções também coisas de fora do Pará. Já incluí samba no ‘Tributo a Carmen Miranda’, reggaeton e umas coisas da América do Sul como a cumbia villera [da Argentina]. E tô pensando em fazer umas coisas com pagode.” Waldo concretiza nas bases o que Maderito costuma chamar – e o termo é recorrente em várias letras – de “onda desguiada”. Uma onda diferente, desviada, que parte do Pará e vai engolindo (musicalmente) outras partes do mundo até voltar.

É isso, a Gang do Eletro é uma pororoca de duas cabeças que em um par de anos gerou uma infinidade de trabalhos encomendados e muitas músicas, algumas absurdamente originais como “Panamericano”, “Arrazadora (Sanfona Mix)”, “Friquitona”, “Tecno Cumbia Colombiana” e o tributo a Carmen, tudo devidamente disponível gratuitamente para download em uma conta 4shared. “Gosto de trabalhar com o Waldo porque ele estuda várias coisas, sabe? Coloca uns violinos, ou um cello, ou então um sax. É só o filé. A Gang do Eletro é muito diferente do que fazia antes. Totalmente diferente, e acho que está pronta pra competir com qualquer banda mundial de eletrodance, entendeu?”, é Maderito quem fala, sempre muito sincero.

E como tudo no Pará é muito urgente, pelos menos em termos de música, os dois decidiram voltar ao estúdio para registrar, com mais e melhores equipamentos, o disco de estreia. Em parceria com o GreenLab, um dos braços da produtora audiovisual Greenvision, Maderito e Waldo Squash vão, quase simultaneamente, gravar o álbum (que deve sair ainda neste semestre), preparar o show que farão em São Paulo em abril, idealizar o espetáculo que colocarão na estrada e gravar o clipe de “Galera da Laje” e um DVD. Tudo isso pouco depois do DJ acabar de produzir as bases para o disco de Gaby Amarantos, que participará do clipe e, atualmente, é considerada a embaixatriz da música paraense.

Só que existe mais uma ambição neste projeto: eternizar, sintetizar e divulgar a cultura eletromelody para fora do Estado. “Nada, nada mesmo, é mais a cara da periferia de Belém que o eletromelody. Tu chega lá e já está tudo pronto”, garante Priscilla Brasil, sócia-fundadora da Greenvision, diretora de documentários, clipes e institucionais e, no caso da Gang, produtora executiva. “As pessoas tem uma forma específica de se vestir, de se comportar, de se comunicar (sim, eles usam símbolos pra se comunicar nas festas), de dançar… é um mundo bem maluco”. Um mundo desguiado, tal como Maderito, Waldo Squash e a Gang do Eletro.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Gang do Eletro entre os melhores do ano em O Globo

Não tá acreditando? Clica aqui. Some-se a isso a apresentação de Gaby Amarantos na posse da presidenta Dilma e o recente lançamento do DVD Movimento Tecnomelody pela Som Livre. É o tecnomelody apresento suas armas ao país. E são armas poderosíssimas, principalmente Gaby Amarantos e a Gang do Eletro.



A Gaby é daquelas Divas absolutas facilmente reconhecida num primeiro olhar. Carisma, auto estima, descontração e um puta vozeirão. Não tem como uma receita dessas dar errado. A gravação de seu tão esperado novo CD vive sendo adiada por contingências dos produtores. Mas ele virá e não me constranjo de prever que teremos algo revolucionário em mãos.

Já a Gang do Eletro está pela bola 8 de sair das cercanias de Mosqueiro, Belém do Pará. Waldo Squash está sintonizado com a música eletrônica de ponta do mundo. Ainda por cima tem uma intuição fantástica na hora de catar os samples para fazer suas construções pop. Não bastasse isso ainda temos o cantor Maderito, o garoto alucinado que vai redimir o Brasil de sua saudade velada dos Mamonas Assassinas. Em janeiros eles gravam CD oficial. Em fevereiro clipe.

Muita gente da chamada cultura ainda torçe o nariz para o tecnomelody para o seu próprio prejuízo. O máximo que conseguirão é um nariz rocho e ardido.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Gang do Eletro - se pudesse, se quisesse e se o dinheiro desse, era um CD triplo por ano

Ser fã da Gang do Eletro é um privilégio. Não dá tempo de enjoar das músicas. Os caras lançam uma música nova por semana. Caso quisesse, Waldo Squash poderia lançar um CD triplo por ano. E não são musicas banais ou Control C Control V. É tudo single singular, artigo de luxo da melhor qualidade.


Waldo Squash e Maderito fazendo pose


Essa semana eles lançaram mais uma, a divertida, dançante e sutilmente sacana Freaktona. Essa grafia do título eu inventei por conta própria, a revelia de Waldo.



Gostou? Então baixe o CD demo de pré estréia da Gang do Eletro que eles lançaram na Internet semana passada. Download free no ling.

Gang do Eletro - Volume Beta - Cd de pré-estréia.

Lá vem o Eletro!!!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tributo a Carmem Miranda - o Pós-Tropicalismo Desguiado de Waldo Squash



Na hora em que bati os olhos e li na tela "Tributo a Carmem Miranda" já pensei de cara - Agora é que fudeu tudo! Isso não tem a mínima chance de dar certo, ops! errado. Foram os três minutos de espera para completar o download mais tensos dos últimos vinte e três decênios. Estou falando do link pro 4shared que estava no nick do alquimista parense Waldo Squash, o homem por tras da Gang do Eletro, apresentando o novo silngle da banda.

Ouça AGORA! enquanto prossegue a leitura deste post

Gang do Eletro - Tributo a Carmen Miranda by dafnesampaio2

Ele já tinha marcado um gol de placa com sua versão para o hit "Panamericano", só que dessa vez ele definitivamente se superou. De onde saiu a idéia maluca de criar um eletro melody em cima de músicas de Carmem Miranda provavelmente nunca vai se saber. O que está provado com o resultado que ele alcançou é que esses caras, Waldo o garoto alucinado Maderito estão prontos para os holofotes.

Inclusive recentemente eles foram citados na revista de vanguarda inglesa Wire. E olhe que a música citada foi umas primeiras da Ganga - que é como eles se autoreferem em algumas vinhetas - e considerando-se a evidente evolução constante na qualidade da produção desde então, imaginem se cai nas mãos dos gringos este "Tributo a Carmem Miranda"!

Claro que sem entender o português, um eventual inglês que escute a música vai ficar privado do humor involuntário que a simples escolha do tema possibilitou. Transpareçe na música inteira que Waldo e Maderito devem ter se divertido pacas enquanto recortavam os samples e faziam as colagens e mixagens. Mas a maestria em que o samba arcaico foi costurado com as batidas aceleradas do eletro melody garantem a qualidade internacional do produto final.

Quando apresentei o som a um amigo do MSN ele reclamou - Pow Timpas, foda pra caralho, pena que é tão curta! Eu nem tinha me ligado nisso. São tantas as referencias e nuances que nem tinha reparado que tudo se passa em pouco mais de dois minutos. Me ocorreu a lembrança dos singles do Pink Floyd na época do Syd Barret. Mas aí prensei: Nãã! Aí já é viajar demais...

Ou será que viajar demais não existe no universo da Gang do Eletro? Como dizia Napoleão Bonaparte no Sermão da Montanha:

- Vai saber...

Ps.: O amigo do MSN que falei me furou ozóio e postou um texto sobre a música no blog dele antes de mim com o título Waldo Squash, o fenômeno. Clique e leia

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Especial Dia das Crianças

E nesse 12 de outubro, o Cabaré do Timpin comemora o Dia dos Pentelhos apresentando algumas das músicas prediletas dos filhotes do cafetão do estabelecimento.

Para começar, o primeiro áudio disponibilizado para audição da história deste blog: Gang do Eletro & Banda Eletrohits com o sensacional single "Joãozinho e Mariazinha"!!!





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Agora uma notícia: estreou ontem o Clubinho da Maria Cecília & Rodolfo. Lá tem karaoke, um joguinho onde a criança pode vestir a dupla e também um teste pra saber se o internautinha sabe as letras das músicas. Confiram clicando no link!

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Agora um vídeo. A música da menininha é uma das mais tradicionais do Forró do Muído. Simone consegue imitar a voz de uma criançinha tão bem que se um dia a banda acabar, sem dúvidas ela tem emprego garantido como dubladora de desenho animado. Não entendo como a A3 entretenimentos (empresa dona da banda) ainda não fez um clipe decente dessa música.



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E pra finalizar, um clipe feito por fãs da banda mais subestimada do Brasil, o sempre genial Bonde do Maluco com a obra prima "Barata". Boa diversão!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Gang do Eletro, a banda mais internacional do Pará

Matéria publicada hoje (28/09/2010) no jornal O Liberal, do estado do Pará

Alguns encontros costumam mudar o rumo da história. Na Londres do começo dos anos 60 Keith Richards estava em um trem quando os discos que carregava debaixo do braço chamaram a atenção de um outro rapaz que viajava junto. O rapaz se chamava Mick Jagger, que puxou assunto e a conversa virou amizade e a amizade virou os Rolling Stones.

No final de 2008, num restaurante perto do terminal de ônibus do São Bráz, na periferia de Belém, dois rapazes com gosto musical semelhante partilhavam uma carne assada e o almoço virou amizade e a amizade virou a banda Gang do Eletro, umas das mais originais e promissoras bandas surgidas do cenário do Tecnomelody paraense.



O nome dos ingleses dos Stones são de conhecimento público no mundo inteiro, já os paraenses ainda são pouco conhecidos fora do circuito do tecnomelody, mas tem tudo para conquistarem seu lugar ao sol. Estamos falando do DJ Waldo Squash e do cantor Marcos Maderito.

Maderito já cantava melodys desde 2002, depois de ralar pesado como roadie da banda Açaí Machine, do seu tio Tony Brasil e debutar como backing vocal da Banda Bundas. Através de parcerias com DJs como Betinho Isabelense e Rafael Teletubies, dentre outros, Maderito foi afinando seu talento como compositor usando o mote de Garoto Alucinado, até em em 2007 teve o insight que o distinguiria dentre as centenas de artistas de tecnomelody. Acelerar as batidas, inserir elementos da eletro-dance européia e samples de techno, inaugurando assim uma nova vertente da música eletrônica paraense, o Eletro Melody.

A aceitação por parte do público que frequenta as aparelhagens foi imediata. A música "Galera da Laje" foi um dos maiores sucessos do verão de 2008. Mas foi após o encontro com Waldo Squash e a criação da Gang do Eletro que as coisas realmente começaram a dar certo.

Waldo é um daqueles típicos casos de self-made man, um autodidata que começou a discotecar muito cedo, com os equipamentos de som de seu pai, aprendendo aos poucos as técnicas de compasso musical, harmonia e tempos de mixagem. Mesmo sem curso de computação, foi se familiarizando com softwares como Sound Forge e Vegas até chegar ao ponto de poder colocar em prática suas idéias de melodias.

Seu talento acabou por levá-lo a trabalhar como locutor e produtor de algumas rádios FM do interior do Pará. E foi quando trabalhava na rádio Sorriso FM de São Miguel do Guamá que teve a idéia de adaptar o flashback "Don Pichote" para a aparelhagem Super Pop. O resultado foi a música "Super Pop é curtição" que estourou no estado inteiro e chegou aos ouvidos de Marcelo Maderito, que gostou tanto que primeiro propôs a carne assada no São Braz e depois a criação da Gang do Eletro.

A parceria dos dois comprova a tese de que o todo é maior que a soma das partes. O talento de Maderito para inventar rimas em ritmo industrial e o fantástico senso intuitivo de Waldo Squah ao caçar referências sonoras na Internet faz da Gang do Eletro uma banda internacional. Suas músicas podem perfeitamente serem tocadas numa boate de Nova York ou nas raves da praia de Ibiza, na Espanha.

No ano passado a Gang emplacou o sucesso "Eletro da Indiana", mas foi em 2010 que a banda deu salto qualitativo impressionante ao inserir samples de Cúmbia Villera argentina em seu som. O golpe de mestre que elevou a banda ao patamar da genialidade reside no fato da Cúmbia Villera ser justamente a música produzida nas periferias pobres de Buenos Aires. Qualquer semelhança com o tecnomelody não é uma mera coinscidência.

Esse link cultural pode ser ouvido em singles como "Arrazadora Sanfona Mix", "Tecnocúmbia Colombiana", "Galera da Barca" e até mesmo em seu mais recente sucesso "Panamericano", uma divertida versão do sucesso que toca sem parar nas baladas eletrônicas do mundo iteiro.

A Gang do Eletro, por mais impressionante que isso seja, ainda não tem empresário. Para contratar os caras para alucinar uma festa, tem que falar diretamente com os rapazes. O Maderito através do 8144 7575 e o Waldo do 8853 9364. Os dois também são costumazes ratos de Internet e são facilmente encontrados on line nos MSNs maderitolucinado@hotmail.com e djwaldosquash@hotmail.com. Mas já vou avisando, o Maderito tecla pra cacete e vai torrar seu precioso tempo on line se você adicionar o figura.

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Abaixo um scan parcial da publicação. Estou orgulhozão de ter conseguido colocar os caras no Liberal, afinal de contas é o maior jornal do estado do Pará.

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