O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro
O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.
Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira
Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.
Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3
O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.
Por um Help à Música Sertaneja
Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.
Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos
Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...
domingo, 22 de novembro de 2009
Mais um furo de reportagem deste distinto Cabaré
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
TIMPIN PAGAPAU
Submundo do Forró

Equipe
Terrorista - 25 anos, menino quase menina e ama meninos, feliz, língua ferina, modelo, feliz, dançarino, cantor.
Detonadora - 27 anos, menina que gosta de meninos, amiga, feliz, bombardeadora, universitária, namoradeira.
Psicopata - 29 anos, menino que não gosta de ninguém, inimigo, debochado, sádico, auto-confiante e egocentrico.
LINK ABAIXO
sábado, 14 de novembro de 2009
Entrevista com Luan Santana

Saiu no Kboing essa entrevista com Luan Santana. Foi na semana passada, mas só hoje flagrei, peço desculpas pelo atraso. Já que estamos na eminência de curtir seu novo DVD, posto a entrevista na íntegra pra vocês. Divirtam-se:
Kboing – Você imaginava que alcançaria esse sucesso em tão pouco tempo?
Luan Santana – Na verdade não tão rápido, mas sempre trabalhei para atingir o maior número de pessoas, tenho quatro anos de carreira, mas há dois anos que as coisas começaram a acontecer de uma forma mais profissional. No início deste ano, que a minha agenda deu um salto, aumentou o número de shows de dez por mês para 25 shows /mês. Este ano vou fechar com 300 shows passando por 18 estados do Brasil, e com a música ‘Meteoro’ entre uma das mais executadas nas rádios do Brasil, segundo a Crowley.
Kboing – Qual foi o momento mais marcante da carreira até o momento?
Luan Santana – Tiveram vários momentos marcantes. Mas um foi especial - a gravação do DVD no dia 25 de agosto, em Campo Grande (MS), minha cidade natal. Segundo os bombeiros e Polícia Militar mais de 85 mil pessoas estavam lá, e isso em uma terça-feira. Foi muito marcante para mim ver todas aquelas pessoas cantando as minhas músicas.
Kboing – Quem foi o maior incentivador da sua carreira?
Luan Santana – Muita gente me apoiou e me apóiam até hoje. Minha família, meu empresário Anderson Ricardo, que está junto comigo desde o começo, e claro, meus amigos.
Kboing – O que mudou na sua vida desde que seu trabalho ganhou repercussão nacional?
Luan Santana – Agora minha vida é outra, faço em média 25 shows por mês, adoro o que eu faço, curto demais os fãs e acho importante essa conquista de ter mais fãs a cada dia. Mudanças tiveram claro, não consigo mais sair com meus amigos como antes. Hoje minha família mora em Londrina, onde é o meu escritório de shows e fico na cidade apenas uma vez por semana, para matar a saudades dos meus pais e irmã. Nem tempo de namorar mais eu tenho direito. (risos)
Kboing – Como você vê o assédio das fãs? (por favor, conte nos um episódio ‘engraçado’ com alguma fã).
Luan Santana – Eu gosto muito do contato com as fãs, tento atender todas na medida do possível nos hotéis, no camarim, nas rádios que visito. Já aconteceram muitas histórias engraçadas, mais têm algumas que lembro mais como um dia que entrei na van, saindo de um show quando ouvi um barulho e olhei embaixo do banco e vi um cabelo loiro, era uma fã que disse que queria ir pro hotel. Teve outra vez que parei o show porque começou a chover sutiã no palco, foi uma loucura eu não conseguia ver mais nada. Agora tem uma ‘dolorida’: uma fã invadiu o palco e me deu uma mordida na bochecha essa doeu.
Kboing – Com apenas 18 anos e alcançando cada vez mais sucesso, como você imagina sua carreira a daqui a uns 10 anos?
Luan Santana – Estou trabalhando desde o começo com muita calma e humildade para alcançar o meu objetivo que é ficar muitos anos cantando. Eu imagino que daqui a 10 anos vou estar com a mesma alegria e energia de hoje, e peço a Deus muita saúde e que todos os meus fãs possam estar junto comigo nos shows.
Kboing – Quais são suas influências musicais? Alguma banda ou dupla especial?
Luan Santana – No começo de toda a minha história na música eu procurei não copiar ninguém, criei meu estilo próprio, mas sempre gostei do cantor Zezé di Camargo. As primeiras músicas que aprendi a cantar, com apenas três anos, era da dupla Zezé di Camargo e Luciano.
Kboing – Como estão os preparativos para o lançamento do DVD?
Luan Santana – O DVD veio para somar, para que os fãs possam assistir um pouco do nosso show. O DVD e CD “Luan Santana Ao Vivo”, chegam às lojas de todo o Brasil na segunda quinzena de novembro. Tudo foi feito com muito cuidado e muito amor. Estiveram envolvidos mais de 200 profissionais e tenho certeza que é um DVD diferente dos trabalhos sertanejos já apresentados. O cenário é inovador e foi assinado pelo cenógrafo Zé Carratu, a produção musical ficou por conta de Ivan Myazato, isso sem falar no público que deu um show à parte.
Kboing – Luan, você compõe também, não é mesmo? Como é esse processo, onde você busca inspiração?
Luan Santana – Sim, componho desde pequeno, no DVD tenho cinco músicas. Eu gosto muito de ouvir histórias, aí eu dou vida à ideia e preparo uma melodia e sem perceber a música pula do violão. Tem uma música que eu fiz que está no DVD que gosto muito, o nome dela é “Sinais”, que fala de um rapaz que foi seguindo os sinais até encontrar seu grande amor. Legal, né?
Kboing – Você se considera um cara romântico?
Luan Santana – Sim, acho que a mulher é um ser muito especial que Deus mandou pra Terra para ser nosso porto seguro, e que nós homens temos o dever de cuidar muito bem. Toda mulher adora surpresas como chocolates, flores e um bom filme abraçadinho...E trem bãoooo...
Kboing – Qual a sua opinião em relação ao papel da Internet na carreira artística dos cantores? (o que vc vê de positivo e negativo nesse meio de comunicação).
Luan Santana – Hoje a internet é muito importante na carreira do artista, existem muitas ferramentas como site, blog, Twitter e orkut que aproxima o artista do seu público, o site kboing tem feito isso de uma forma muito bacana sempre que posso eu entro e navego pelo site isso é o lado positivo. O negativo é que existem pessoas más intencionadas, que usam a net para enganar e se aproveitar das pessoas de bem. Eu mesmo estou sempre postando novidades no Twitter, outro dia falei que quando chegar a 15 mil seguidores, eu vou telefonar para o seguidor que mais RT, ta uma loucura, estou aumentando em até mil seguidores por semana. E Eu vou ligar mesmo.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Se você é um frango, é preto e mora em Salvador, Timpin dá a dica: FUJA LOCÔÔÔÔ!!!!

Sério, eu não imaginava que o post anterior fosse dar no que deu. Primeiro foi o clima tenso na comunidade oficial do Edcity, com o povo do Psirico reclamando. Agora, eis que o post foi comentado no site de fofocas Axezeiro.com
Creio que depois dessa Marcio Victor vai acionar a Guarda Republicana de Ogun, QUE DIZIMARÁ A POPULAÇÃO BLACK AVIÁRIA DE SALVADOR PARA ATRAVÉS DE MACUMBAS HARDCORES OBTER MEU LINDO ESCALPO GALEGO.
ai que meda!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
ESSE É O CARA! e a música É o Groove

O pagode baiano vive um período de extrema riqueza musical. Quando Caetano Veloso desafiava a unanimidade da época ao dizer que É o Tchan! ainda renderia frutos maravilhosos, todo mundo disse que era apenas mais uma de suas verborragias para chamar a atenção da mídia. Pois o tempo confirmou que Caê estava coberto de razão. A cena de Salvador está em plena ebulição. Se a Gripe A não ferrar com tudo, o próximo carnaval promete ser o melhor da década.
Se as bandas se organizasem, de modo a criar um movimento, com certeza chamariam a atenção do sul do país, no entanto, infelizmente, o que está ocorrendo é exatamente o oposto. As duas maiores personalidades da cena, Marcio Victor e Eddy, vivem trocando farpas, gerando uma espécie de polarização que acaba por prejudicar todo mundo, não só os envolvidos. Inicialmente a coisa se deu off, depois em entrevistas e agora chegou à musica propriamente dita.
Marcio Victor lidera a banda Psirico, responsável, dentre outras façanhas, pelo disco Macumba Popular Brasileira, lançado em 2005 e que um dia ainda será reconhecido como umas grandes obras primas da música brasileira. Atualmente está trabalhando um disco em mp3 onde, segundo ele anda afirmando na imprensa de Salvador, terá mais de cinqüenta músicas. Ou seja, o cara tem talento, tem um bom currículo. No entanto, por motivos que não são bem claros, resolveu pegar no pé de Edcarlos, O Eddy.
Eddy é um cara que em pouco tempo construiu uma carreira diversificada e controversa. A primeira banda de peso em que atuou foi o Parangolé e foi ele quem ergueu a banda ao status de uma das grandes da Swuingueira baiana. Posteriormente saiu fora para criar o Fantasmão, onde, com total liberdade de criação, deu vasão a toda a sua criatividade inventando algo totalmente inédito, tanto sonoramente quanto visualmente, o Fantasmão. Tanto que foi tema da primeira coluna no Bis MTV em que falei de um artista em específico. A coluna pode ser lida clicando aqui.
Após uma série de desentendimentos de razões societárias e devido a razões contratuais, Eddy saiu do Fantasmão deixando sua criação máxima, o "conceito" Fantasmão, nas mãos dos antigos sócios. Como todos os músicos o acompanharam em sua nova fase, os tais sócios recriaram o Fantasmão com uma formação, que com exceção dos antigos músicos de apoio Thiery Henry e Cassiopéia, é completamente nova. Isso não tem a mínima chance de dar certo, mas tudo bem, isso também não é problema meu.
E não é que Eddy conseguiu se superar novamente? Mesmo tento que recomeçar do zero, conseguiu melhorar o que já era bom. O Groove Arrastado do Fantasmão transformou-se no Rap Groovado do Edcity, seu novo projeto. Temperando o velho samba de roda com guitarras pesadas e letras que são autênticos gritos da periferia, o disco de estréia tem tudo para ser a maior revolução musica pop brasileira recente. A resenha do disco deixarei para muito em breve, pois estamos, em conjunto com o pessoal do Portal MTV, preparando uma supresa não só para os fãs, como para o resto do país.
Voltando ao assunto original do texto, a bronca de Marcio Victor tornou-se pública pela primeira vez através de uma entrevista concedida ao jornalista Rafael Albuquerque. A alegação era de que a inclusão do hip hop na caldeirada do pagode era algo negativo, pois traria a tiracolo a violência. Marcio Victor chegou inclusive a insinuar que o Fantasmão fazia apologia à violência, o que é um absurdo, pois com suas letras representando a realidade dos guetos urbanos, é óbvio que o tema violência não poderia ficar de fora. A distância entre falar da violência e insitar a violência é tão grande que só uma pessoa mal intecionada não consegue notar. A entrevista pode ser lida na íntegra clicando aqui.
Só que agora, como foi dito, a perseguição de Marcio Victor chegou no terreno da música. O mais novo lançamento do Psirico, intitulado Verão 2010, tem uma música intitulada É o Groove (qualquer semelhança com a palavra Groove Arrastado, não é mera coinscidência) e a letra contém frases como Tem um vacilão / querendo embaçar Na onda dos manos / eu vou te avisar De mente vazia / se achando o tal e Absorva a mensagem / não admito confusão Se ficar nessa viagem / vai tomar seu vacilão. O destinatário de tais acusações é claro e dentre as mais diversas formas de exercer seu direito de resposta, Eddy escolheu a mais genial, a mais corajosa, a mais honrada e pauderescente forma, tocou um cover da própria música em seu show de estréia, no ultimo domingo no Pitú Cola Fest, em Salvador.
Inclusive, onde na versão original consta a insinuação pra lá de maldosa "a lei dos meninos é quebrar no pau", o cover nomeia quem deve ser nomeado e não foge da raia, ficou da maneira que, se Marcio Victor valorizasse o que tem no meio das pernas (e eu não estou falando dos joelhos!), teria cantado: "A lei do EDCITY é quebrar no pau!" E que esse macumbeiro não venha com filhaduputagem pra cima de mim por que sou discordiano! Cultuo Éris, a deusa grega da discórdia.
Se existe hombridade maior que esta atitude de Eddy, ela deve ser buscada nos livros de História Universal, nas grandes e antigas batalhas em que as armas de fogo ainda não existiam e que os vitoriosos decidiam as guerras no braço. Enquanto Marcio Victor sustenta a carreira de seu Psirico com letras sexistas e de uma simplicidade tacanha, Eddy além de construir letras onde fala dos anseios desses nossos palestinos do cotidiano que são a molecada da perifieria, ainda os premia com exemplos de como um ser humano deve se comportar diante das adversidades da vida.
Por essas e por outras que finalizo esse post com a frase do título: ESSE É O CARA!

terça-feira, 20 de outubro de 2009
Tchê music: prenúncio do fim? (ou a volta dos que não foram?)
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Estilo%20de%20Vida&newsID=a2690557.xml
Cerca de três anos após a polêmica que varreu bailantas Rio Grande afora, os bons filhos à casa tornam. Em 2006, de um lado, estavam os integrantes das chamadas bandas de tchê music, do outro, os tradicionalistas. Agora, nomes até pouco tempo da tchê music, como Luiz Cláudio e a Tribo da Vanera e o grupo Quero-Quero, estão voltando às origens.
Outros, como o Tchê Barbaridade, tentam o meio-termo. Será o início do fim da tchê music? E eles serão aceitos de volta nos CTGs? Pelas palavras do presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), Manoelito Savaris, não vai ser tão simples assim.
– Se voltarem a fazer música gaúcha tradicional, tendo a postura adequada, serão contratados. Mas poderão ter dificuldade, pois haverá desconfiança – acredita o tradicionalista.
Quando à orientação repassada aos patrões dos CTGs...
– Quem for contratá-los terá que tomar cuidados. Eles terão que comprovar que voltaram ao tradicionalismo – sustenta Manoelito. – Se quiserem disputar o mercado dos CTGs que venham por inteiro. Existem 900 galpões de CTGs realizando bailes, fandangos, pelo Rio Grande do Sul!
Crítico do radicalismo com que tradicionalistas tratam a questão, o folclorista e pesquisador Paixão Côrtes ressalta:
– Sou contra qualquer medida proibitiva, mas sou a favor de conceituação, da diferenciação dos estilos.
E pondera:
– Todo modismo tem tempo limitado, é circunstancial, consumista.

Luis Claudio e a Tribo da Vanera
O grupo Quero-Quero, um dos mais tradicionais, teve apenas um DVD em estilo tchê music e não quis continuar. Foi em 2005, quando lançou Ave Fandangueira ao Vivo.
– Tentamos passar para um mercado que estava se abrindo. Mas o público mais fiel chiou e com razão. Nossa veia é a música mais tradicional – afirma o vocalista, André Lucena.
Ele ressalta que o grupo nunca deixou de usar toda a vestimenta gaúcha.
– A gente ouvia: “O Quero-Quero tá na tchê music, então não toca mais no nosso CTG”. Mas já estamos recebendo os convites novamente – relata.
Quanto ao motivo da volta, o cantor não poupa palavras:
– Nós somos muito críticos em relação à musicalidade. O que observamos, sem querer depreciar ninguém, é que a as letras da tchê music eram muito pobres!
O retorno do grupo ao tradicionalismo será marcada pelo lançamento de um novo álbum, Quero-Quero 20 anos de História, que deve e star nas lojas em dezembro.

Grupo Quero Quero
“Voltei para ficar”
Em 2006, Luiz Cláudio declarava: “Abandonamos a pilcha para ficar mais perto do público”. Hoje, o líder do grupo Luiz Cláudio e a Tribo da Vanera voltou a usar bombacha e, definitivamente, como gosta de ressaltar.
– O nosso público começou a cobrar músicas tradicionais. Nunca cuspi no prato que comi, apenas segui um caminho que achei conveniente na época. Voltei pra ficar – assegura.
Durante seu tempo de tchê music, os CTGs não o aceitavam. Agora, tem esperança que a situação mude:
– Já pilchado, fiz o encerramento da Semana Farroupilha em Canoas.
Um dos primeiros a saber da mais recente mudança de Luiz Cláudio foi Manoelito, que, em 2006, presidia o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), hoje comandado por Oscar Gress (a reportagem tentou contato, mas Oscar está na China). Recentemente, Luiz Cláudio enviou e-mail ao Manoelito, com a capa do novo CD e a música Se o Rio Grande me Precisa – na “nova” linha tradicionalista.
– Fiz isso para me retratar com ele e comunicar a mudança. Ele respondeu muito bem – conta o músico. Manoelito confirma que gostou da música.
Sem rótulo nem bombacha
“Vamos achar um caminho do meio”
Em busca de “um ponto de equilíbrio entre as vertentes”, como gosta de argumentar, o Tchê Barbaridade lança Cante e Dance com faixas bem mais campeiras como Trancaço, escrita por Mauro Moraes, premiado em festivais nativistas.
– A gente vai tentar achar um caminho do meio para unificar as duas ideias, o tradicional com o novo. Já temos músicas com esta perspectiva – afirma o vocalista e líder do grupo, Marcelo Noms.
Mas, sem bombacha há anos, o Tchê Barbaridade não pretende vesti-la de novo.
– Temos uma cantora (Carmen). Colocá-la vestida de prenda é pedir para andar pra trás – diz Noms.

Tchê Barbaridade
“É uma forma de desespero”
Direto de Itajaí, Santa Catarina, onde Tchê Garotos fez show, o gaiteiro e vocalista Markynhos Ulyian nega o rótulo de tchê music. Mas não dá pra negar que foi justamente quando abandonaram a fase tradicionalista que estes gaúchos começaram a bombar nacionalmente.
– Tchê music não existe no resto do país. Em São Paulo, somos sertanejos. Em novembro, lançamos CD Tchê Garotos – Luau Sertanejo – conta.
Quanto aos grupos que estão voltando para o tradicionalismo, Markynhos é definitivo:
– Acredito que é mais uma forma de desespero, atrás do ganha-pão.

O Galã pozudo Markinhos
Aparelhagem da Super Pop no Domingo Legal

No domingo passado o Domingo Legal do SBT passou uma reportagem com a aparelhagem Super Pop, de Belém do Pará. Confesso que nunca tinha assistido algo nem de longe parecido com aquilo. Apesar de ouvir direto tecnobrega no meu mp3, eu nunca nem sonhava que as festas eram tão massa! Deixe ligar o caps lock aqui... ANOTEM AÍ, TRATA-SE DA MELHOR BALADA DO PAÍS NA ATUALIDADE!!!
Faço aqui um convite público, se você que está lendo este post conheçe algum empresário que queira abrir uma sociedade comigo, a proposta é a seguinte:
Arrumar algum patrocinado de peso que banque a vida da Super Pop para uma temporada em São Paulo. Porque veja, se os larápios da Djavú com aquela cópia FURREBA do som de Belém já fazem um sucesso tremendo, imagine os ORIGINAIS!!
Taqui o link da materia no SBT.
E falando em Djavú, os caras furaram um show em Sorocaba, no interior de São Paulo e a turba enfurecida quebrou tudo. No Orkut, os caras de pau da produção da banda ainda tiveram o displante de negar que iriam tocar lá, dizendo que foi armação dos empresários locais. Quer dizer, todo mundo naquela banda mente. Néfoda?
*Atualização:
Fontes seguras acabaram de me relatar detalhes da SACANAGEM que os MELIANTES da Djavú fizeram com o povo de Sorocaba.
O produtor da banda pagou as passagens dos cantores, dançarinos e produtor para ir para Guarulhos, pois a banda iria se apresentar no Projeto Ressoar no CTN para a Rede Record. A banda tinha que estar no palco 21:30 da noite, e nada deles! Chegou uma hora que o povo se revoltou e foi pra quebradeira em cima do palco, quebraram a estrutura toda,tudo mesmo! O pessoal da banda estava chegando, ja estava na metade do caminha, ai os caras ligaram pedidndo para eles voltarem, caso quisessem continuar vivos! Eles voltaram num pé que só e os produtores que estavam em Sorocaba se esconderam de baixo do palco. As pessoas que invadiram simplesmente entraram no camarim para bater nos cantores e nao acharam ninguem lá! Quem estava presente disse que foi assustador!
Os produtores ainda ofenderam os seguranças falando:
- FILHA DA PUTA, PORQUE VOCES DEIXARAM ESTRAGAR OS EQUIPAMENTOS?
- Pois é - o segurança respondeu -SOMOS APENAS 30 pra um batalhao de pessoas...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Estamos Vencendo!

Mais um ponto para que a musica verdadeiramente popular brasileira seja tratada com o respeito que ela merece, está chegando no Brasil a revista mais respeitada do mundo em termos de ranckimg musical, a Bilboard.
Para vocês terem uma idéia da ausência de preconceito de gêneros deles, sinta o top 20 do mês passado:
As 20 músicas mais populares do mês no Brasil
Ordenadas pela audiência nas rádios medida pela Billboard Brasil.
( 1 ) Bruno & Marrone – “Amor Não Vai Faltar”
( 2 ) Leonardo – “Esse Alguém Sou Eu”
( 3 ) Zezé di Camargo & Luciano – “Faça Alguma Coisa”
( 4 ) Hugo Pena & Gabriel – “Vou Te Amar (Cigana)”
( 5 ) Victor & Leo – “Deus e Eu no Sertão”
( 6 ) Exaltasamba – “Valeu”
( 7 ) Belo – “Reinventar”
( 8 ) João Bosco & Vinícius – “Curtição”
( 9 ) Don & Juan – “Talvez”
(10) Sorriso Maroto – “Ainda Existe Amor em Nós”
(11) Edson & Hudson – “Foi Você Quem Trouxe”
(12) Jorge & Mateus – “Mistérios”
(13) Fernando & Sorocaba – “Paga Pau”
(14) Claudia Leitte – “Horizonte”
(15) Ivete Sangalo e Carlinhos Brown – “Quanto ao Tempo”
(16) Exaltasamba – “Fui”
(17) Wanessa Camargo featuring Ja Rule – “Fly”
(18) Marcos & Belutti – “Perdoa Amor”
(19) Ornella di Santis e Belo – “Agenda”
(20) Cesar Menotti & Fabiano – “Se o Rei Mandar”
Mas creio que ainda não está perfeito, pois só tem coisasdo centro: cadê as bandas de forró, vanera e etc??
O Resto na noticia:
Revista "Billboard" lança sua versão brasileira
De Agencia EFE – Há 2 horas
Rio de Janeiro, 15 out (EFE).- A edição brasileira da revista americana especializada em música "Billboard" começou a ser vendida na quarta-feira nas bancas de São Paulo, Rio de Janeiro e outras das maiores cidades do país, segundo seus editores.
A "Billboard Brasil", que aproveitará algumas reportagens da edição americana, se especializará no mercado musical brasileiro e incluirá versões nacionais das tradicionais listas dos discos mais vendidos no mundo e no país, como os famosos "Hot 100" e "The Billboard 200".
A primeira edição da versão brasileira da revista traz em sua capa e como destaque uma matéria sobre o cantor Roberto Carlos, com uma entrevista sobre os 50 anos de sua carreira.
Ao contrário da edição tradicional, com 116 anos de vida e que é publicada semanalmente, a revista brasileira terá periodicidade mensal.
A "Billboard Brasil" terá seções dedicadas a lançamentos do mundo da música, entrevistas, artigos de especialistas e as últimas novidades, segundo seus editores.
A brasileira será a quarta edição da Billboard que, além da americana, conta com publicações na Rússia e na Turquia.
No Brasil, onde a redação da revista tem nove jornalistas, serão distribuídos mensalmente 40 mil exemplares, vendidos a R$ 8,90.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
O Começo do Fim do Preconceito contra a MOB - Musica Original Brasileira (ou Pop Mob, ou Mob Music...)
Leia aqui o texto na íntegra.
Valeu Forasta, você nem imagina os milhões de pessoas que tiveram suas almas lavadas ao ler o que foi escrito.
E VAMO QUE VAMO PARTICIPAR DA COMUNIDADE DO PROJETO MOB!!!!!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Jornalistas mortos não mentem
Eu escrevi meu texto baseado neste post do blog Bastidores do Forró. Cagada minha, era uma fonte secundária. Coisa de laranjão cabaço inciante, que é o que este escriba magrelo aqui é.
Agora vejam que coisa estranha. Quando localizamos a fonte primária sobre a qual o Diones Silva se baseou para escrever seu post, constamos que o parágrafo em que a Preta Gil é acusada de cortar a Stefhany simplesmente sumiu! Vejam com seus próprios e lindos olhinhos.
Será que o Diones viu demais? Será que o Diones anda usando drogas? Acho que não, porque ele não foi o único a replicar a nota.
Bom, estamos diante de um mistério filho da puta. A Alta Cafetinagem deste distinto Cabaré foi convocada para uuma reunião extraordinária e depois muito bate boca, palavras de baixo calão e alguns momentos de ataques de bichiçe, chegaram às sguintes possibilidades:
Possibilidade 1: estamos diante de um caso de alucinação coletiva que ataca blogueiros.
Possibilidade 2: o colunista Péricles Mendel, da fonte original mentiu, ficou com o cú na mão quando viu que a notinha repercutiu e apagou. Se for isso, estamos diante de um verme.
Possibilidade 3: o colunista Péricles Mendel, da fonte original falou a verdade, ficou com o cú na mão quando viu que a notinha repercutiu e apagou. Se for isso, estamos diante de um protozoário, com utópicas aspirações de que um dia se transforme em um verme.
Possibilidade 4: Timpin está miseravelmente sem assunto e daí fica inventando sarna pra se coçar e comprando briga com qualquer atriz gorda que encontra pela frente.
PS.: O mais sincrônico nisso tudo, é que ontem eu estava enaltecendo as maravilhas da interatividade que o jornalismo digital proporciona no debate com os fãs de Sandy & Junior, que exigem minha cabeça loira e linda numa bandeja do aluminio mais barato que possa ser encontrado na 24 de maio. É agora provo do veneno digital, se fosse em jornal, à moda antiga, escreveu não leu pau comeu. No jornalismo digital, escreveu e a vitima intimou, deletou.
Alô Stefhany! O Timpin tinha te alertado sobre a Preta Gil, viu só?
Só que a intuição mega blaster do Timpinho aqui não costuma se enganar. O que eu alegava é que Preta Gil tinha vislumbrado na garota um futuro de sucesso e sagazmente quis tirar sua casquinha. Amadrinhando a jovem cantora, iria posteriormente colher com ela os louros da fama. Foi justamente o que aconteceu. Stefhany no Gugu? Preta Gil aparecia junto. Stefhany no Caldeirão do Huck, lá estava a atris gorda a tiracolo.
Aconteçe que o mundo dá voltas e karma ruim é um negócio que às vezes tarda, mas raramente falha. No dia 3 de outro, semana que vem, Preta Gil comandará na Boate Super 8, em Teresina, um show intitulado Noite Preta, com participação do conceituado Dj Puff, do Rio de Janeiro. Como Stefhany é do Piauí e Preta Gil toca seu hit "Eu sou Stefhany" em seu repertório, nada mais natural que um dueto das duas na terra natal da Self Made Girl.
Questionada sobre essa possibilidade, a atriz gorda foi enfática:
- Melhor não!
Questionada ainda sobre o porquê deste "melhor não!" tão rípido, largou na lata, mais rispidamente ainda:
- Ela está muito "estrela"...
Quem deu a dica foi o Diones Silva, de Sobral no Ceará, que toca o excelente blog Bastidores Forró. Abração Diones!
Tá vendo só Sté? Você não ouve o timpinho, não responde meus scraps... E olha que eu sou um cara que vive batendo de frente com quem diz que você precisa de produção melhor. Porra nenhuma, você já está pronta!
Pra finalizar, como meu sitemeter vive me dizendo que muita gente vem parar nesse Cabaré procurando pela letra de seu hit, vou satisfazer a vontade popular e colar aqui como adendo.
Eu Sou Stefhany
Stefhany
Composição: Stefhany e Nety
Em frente do meu portão
Te esperei
Te esperei
Não veio
Agora vou te mostrar
Que não sou mulher
Não sou mulher
De esperar
Eu sou linda
Absoluta
Eu sou Stefhany
No meu CrossFox
Eu vou sair
Vou dançar
Me divertir
Não vou ficar mais te esperando
Pois agora eu sou demais
E ao chegar na festa
Vejo você dançando
Beijando outra mulher
Será que você pensa que vou chorar
Me desesperar por um bobo e velho romance
Eu sou linda
Absoluta
Eu sou Stefhany
No meu CrossFox
Eu vou sair
Vou dançar
Me divertir
Não vou ficar mais te esperando
Pois agora eu sou demais
Ah! Ah! Eu esperei demais
Ah! Ah! Não vou ficar aqui
Ah! Ah! Não posso mais ficar aqui
Em frente do meu portão
Te esperei
Te esperei
Não veio
Agora vou te mostrar
Que não sou mulher
Não sou mulher
De esperar
Eu sou linda
Absoluta
Eu sou Stefhany
No meu CrossFox
Eu vou sair
Vou dançar
Me divertir, oh!
Não vou ficar mais te esperando
Pois agora eu sou...
Não, não, não
No meu CrossFox
Eu vou sair
Vou dançar
Me divertir
Não vou ficar mais te esperando
Pois agora eu sou...
Agora eu sou...
Demais!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Ainda sobre a maior falcatruagem da história recente da Musica Original Brasileira
Em segundo lugar, vamos registrar aqui um comentário acerca do nome do que mais corretamente deveria ser chamado de Bonde dos Plagiadores. Sabe aquela sensação de já ter estado em lugar que você sabe que nunca esteve ou já ter vivido uma situação que você não lembra ter vivido? Pois é, para isso existe uma palavra francesa chamada "déja vu" e que se pronuncia, no francês correto, "dejavi". Pois os cornos soteropolitanos tiveram o dom de bolar um nome com a palavra francesa na pronuncia errada e ainda por cima carcando um acento agudo que, se existe um treco chamado Justiça Divina, ainda amanheçerá na cadeira defronte à mesa em que o infeliz faz suas ligações telefônicas. Senta que é menta, mermão. É crer, esperar e ter muita fé no período de espera.
Em terceiro lugar, garantindo o bronze, uma explicaçãozinha mais detalhada para quem pegou o bonde andando e está pedindo licença para sentar, não digo na janela, mas na poltrona que permite apreciar a paisagem e desfrutar de um ventinho no rosto. O que a acusação está denunciando é que o que o pessoal da Djaouvi está mandando via e-mail para Belém, é uma gravação "à capela" dos vocais do casal vocalista para que Marlon Branco insira a parte "instrumental", de forma que eles façam um karaokê maneiro enquanto o DJ Juninho Portugal possa xavecar no MSN durante as apresentações e o Winamp faça de graça aquele que deveria ser seu trabalho.
Em quarto lugar, sem ouro, nem prata e nem bronze para guardar e mostrar pros netos, mas nem por isso menos importante, espero, no fundo deste meu coraçãozinho maltratado pelo gênero oposto ao meu, que este episódio sirva de lição para a galera de Belém. Que esta galera se junte e se organize de forma semelhante a que o pessoal da cidade de Candeias, no recôcavo baiano, fez quando criaram o arrocha e até no Faustão foram parar. Porque apesar dessas desonestinades pontuais, os baianos sabem como fazer a coisa e os exemplos positivos devem sim ser seguidos. Que vários artistas de qualidade (e eles existem às pencas em Belém) se organizem e façam uma turnê no sudeste e que o Melody, o Eletro e demais variantes do tecnobrega, conquistem o lugar ao sol que está lá, esperando por eles.
Em quinto lugar, só pra fechar o cabalístico e discordiano número cinco, um forte abraço para o DJ Naelton Capanema, que nunca mais apareceu no MSN e nem scrap no meu Orkut o ingrato deixa.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
A Cidade de Belém, o Estado do Pará & muito em breve O Resto do País CONTRA A BANDA DJAVÚ
Qual não foi minha supresa ao verpublicado no portal Brega Pop a seguinte mensagem:
Atenção amigos !!! Quando um cantor chamado MARLON BRANDO ou um produtor chama DAVID da banda TRIO DAS APARELHAGENS , entrar em contato com DJS, PRODUTORES, ETC, pedindo ajuda com material ( playbacks,música ou etc ) , tome cuidado , pois, segundo fontes, eles estão repassando tudo isso para a banda DJAVU, que esta atrás de material para fazer um novo CD.
Marlon Branco é um produtor musical que atua a mais de oito anos em Belém, mas que nunca teve seu nome conhecido fora do estado do Pará. Como todo homem tem seu preço, parece que ele viu que a proposta dos caras da Djavú era uma ótima oportunidade para unir o útil ao agradável: divulgar seu nome e encher o cú de dinheiro que se dane a ética.
Só que tudo indica que o tiro irá sair pela culatra. O programa Balanço Geral da Record já citou o caso, falando da polêmica do plágio e agora a Record de Belém está preparando uma reportagem denúncia para ser veiculada em rede nacional. Segundo fontes quentes, existe inclusive uma gravação telefônica em que Gabi Amarantos, vocalista da banda Techno Show foi ofendida pelos empresários da Djavú. Gabi não é pouca bosta, ela foi entrevistado pelo Chris Anderson, ex editor da revista americana Wired e autor do livro Causa Longa (sobre os novos mercados digitais) para incluir suas declarações em seu novo livro.
Inclusive Chimbinha, que fez uma declaração contra o tecnobrega que me motivou a escrever a coluna citada no inicio deste texto, afirmou que manifestará, junto com sua esposa Joelma, apoio aos paraense nesta celeuma com os baianos. O Diário do Pará também noticiou que um processo de plágio está em vias de conclusão e que a Djavú será notificada em breve.
Apesas de plágio deste tipo já terem ocorrido, como foi o caso da própria Banda Calypso no começo de sua carreira, quando um belo dia Chimbinha recebeu a ligação de um amigo do Mato Grosso avisando que iria no show de sua banda, sendo que Chimbinha estava em Belém. Era outra banda usando seu nome. Foi esse episódio, inclusive, que serviu de gota dágua para que Joelma exigisse que seu marido usasse um diferencial visual, aquela mexinha no cabelo que ficou famosa. Só que neste caso é diferente, a Djavú está fazendo um sucesso absurdo em São Paulo e será muito complicado reverter esse caso sem uma ordem de prisão e total confinamento do larápios.
Essa história ainda dará muito pano pra manga e pode ter um final que surpreenderá muita gente, afinal, direitos autorais é gasolina em incêndio nestes tempos de apocalipse pirateiro. Quem viver verá e quem está vivo pode ouvir tudo, é tudo free nas comunidades de download. Boa diversão, meu estimado leitor
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Victor e Leo gravam DVD em São Paulo e deixam interrogação no ar
Outra coisa, a dupla fez umas declarações polêmicas na coletiva que antecedeu o show. Sobre esse assunto tenho muito a dizer e direi amanhã. Vocês (e a dupla) não perdem por esperar.
Victor e Leo gravam DVD em São Paulo e deixam interrogação no ar
Essa semana aconteceu em São Paulo a gravação do DVD do Victor e Leo e devo dizer: Projeto audacioso! Não é qualquer artista que lota um Ginásio do Ibirapuera dois dias no meio da semana, mas quem tem a músicas na abertura de uma novela global pode! E pode mesmo! Acompanhei o segundo dia de gravação e lá vi pessoas de todas as idades e de vários cantos do Brasil, quiçá do mundo (tá acho que estou exagerando, mas que seja). Fiquei impressionada com uma senhorinha com faixinha de glitter com o nome da dupla amarrada na testa, seria fofo se não fosse cômico (ok! esse comentário foi maldoso).
Antes de falar da gravação em si, apenas uma introdução sobre a expectativa para o evento. Me considero uma pessoa eclética, gosto de sertanejo e acho a música de Victor e Léo muito envolvente, daquele tipo que a gente escuta e já viaja, nesse caso, para uma casinha no campo em um clima bem tranquilo. Sinto que a dupla resgata as raízes sertanejas (aliás, fui informada de que o Victor - ou seria o Léo? - não gosta que classifiquem o som da dupla como "sertanejo", mas, como não imagino nenhuma outra classificação para o estilo, sigo com essa nomenclatura), mas de uma maneira mais atual, sem cair no segmento universitário que também está na moda, mas mantendo essa coisa mais tradicional mesmo... Não sei explicar ao certo, diria tradicional moderno se isso existisse ou se fosse possível que me compreendessem dessa forma.
Fiquei feliz com a possibilidade de assistir à gravação do DVD e vi que muitas pessoas (mesmo aquelas que eu nunca ia imaginar que gostariam de ir em um show sertanejo) ficaram com uma invejinha (boa espero eu) de mim. Ou seja, os caras são OS CARAS mesmo! A empolgação era tamanha que até cheguei a buscar na internet se as músicas que seriam tocadas já estavam disponíveis para eu não ficar brisando no show e fiquei pasma ao ver que algumas músicas gravadas na noite anterior já estavam disponíveis. Pasma e mais empolgada ainda, pois o cenário era lindo, eles iriam cantar algumas músicas dos cds anteriores, regravar Alceu Valença - "Tu vens", perdida eu não ia ficar, então só alegria! 'Bora pra festa!!!
Como fui apenas no segundo dia de gravação, perdi a chance de ver as participações de Alcione e de Renato Teixeira. Na quinta-feira era só o Victor, o Léo, a banda e o público. Até aí tudo continuava ótimo e, nem mesmo o atraso para o início do show (que estava marcado para começar às 22h, mas que nesse horário só víamos os músicos em cima do palco passando som - aquilo era hora?), desanimava os fãs de todo o canto que lotavam o ginásio.
A primeira música foi "Borboletas" e, em seguida, a dupla emendou outro sucesso "Fotos". Fiquei arrepiada, de verdade, fiquei vendo aquele povo todo em pé, cantando, batendo palmas e até pulando e pensando na emoção dos dois em cima do palco, imaginando o DVD pronto. Tenho dessas coisas, sempre que vejo um DVD ao vivo e o público todo super animado, paro para pensar na batalha do artista para ter chegado àquele estágio e me emociono.
Aquela estrutura toda também me impressionou, ok que eu já tinha visto pela internet, mas ao vivo é diferente e fora que, quando chegamos estava, obviamente, tudo desligado e, quando acederam aqueles leds todos no palco e em volta da arquibanca, aqueles canhões de luz... Passaram várias coisas na minha cabeça, o trabalho que deve ter dado fazer aquilo tudo, em cada detalhe que precisaram pensar para decorar um lugar como o Ginásio do Ibirapuera, para posicionar as câmeras, a grana que deve ter sido gasta. É tanta coisa que não tem como não valorizar o trabalho realizado e, pensando bem, mesmo que fosse um dvd de um grupo qualquer na esquina, não deixa de ser trabalhoso (ou não)!
Enfim, vendo o começo do show tinha tudo para ser um evento maravilhoso e inesquecível, mais até do que o show da Madonna, pois no dia que eu fui nem estava tão cheio assim e as pessoas nem pareciam tão ignorantemente empolgadas como na gravação do DVD do Victor e Leo, mas o fato é que, de repente, o clima do show que estava lá no alto despencou de tal forma que eu estou sem entender até agora!
Juro, dessa vez não estou exagerando!!! Tudo começou quando eles resolveram cantar uma música inédia... lentíssima... as pessoas começaram a se sentar, se sentar e, de repente, até umas fãs muito, mas muito empolgadas mesmo, daquele tipo "vergonha alheia" que estavam próximas de mim se sentaram também! Olhei para trás e uma moça estava cochilando encostada no marido (?)... Era inacreditável!
O Victor, talvez pelo fato de ficar mais focado, com o microfone no pedestal por causa do violão e tal, também parecia desanimado. Parecia não interagir muito com o público, ao contrário do irmão que às vezes começava a rebolar e a andar pelo avanço do palco para delírio das cowgirls de plantão. Em um dado momento, os dois foram para a frente do avanço do palco e, no caminho, tiraram fotos com fãs que estavam no miolo entre o palco principal e o "secundário" por assim dizer. Momento de histeria rápida, mas o que prevalecia mesmo era o tédio.
As pessoas se animaram um pouco quando a dupla cantou "Nada normal", mas nada se comparava à energia que me arrepiou nas primeiras música. Victor e Leo voltaram para o palco principal, cantaram sucessos como a ótima música "do sapo que caiu na lagoa". Algumas pessoas voltaram a se levantar, mas a verdade... A verdade é que tava tudo muito morto na minha opinião!
Minhas amigas e eu pegamos nossas coisas e fomos embora. Na saída vimos outras pessoas saindo também e, no estacionamento, comentaram com a gente que o pessoal do dia anterior também saiu reclamando do show, porque demorou para começar (normal), porque repetiram mil vezes as mesmas músicas (mais normal ainda em se tratando de uma gravação de DVD), porque não acharam lá essas coisas (fiquei até aliviada, achei que nós é que éramos implicantes).
Não sei se depois a galera tomou uma injeção de ânimo, sei que o show acabou lá pelas duas da manhã.
Em alguns momentos, senti que a própria dupla parece que abriu mão, do tipo: "gravamos o legal ontem e hoje estamos aqui para cumprir tabela e garantir mais umas imagens", na música que eles disseram que gravaram na noite anterior com Renato Teixeira é que isso ficou claro para mim, pois não senti uma entrega, a maior parte da música foi o público que cantou (aliás... acho que foi depois disso que o povo "brochou") e, como o que vai para o DVD é a participação mesmo, que se dane!
No fundo, no fundo concluímos que quem errou foi o produtor musical! Quem pensou na ordem do repertório não deve ter percebido que as músicas no meio do show declinavam. Não digo nem de qualidade, mas de ritmo mesmo! Ter a sensibilidade de mesclar músicas mais para cima e mais conhecidas entre as inéditas e mais românticas. Sei lá! Não entendo muito bem disso, por isso mesmo não faço essas coisas, mas entendo do resultado no show; da visão do público; da minha visão lá em um primeiro momento super feliz de estar ali e, em seguida, já pensando na minha cama e no horário que eu teria que acordar no dia seguinte.
Fora isso, minha amiga que não parava de repetir: "o problema é o arranjo! esses arranjos novos! o problema é o arranjo!" e era mesmo. Como ela também não cansava de dizer, mesmo as músicas já conhecidas, a versão dos cds anteriores é mesmo diferente! Volto até a falar da música "do sapo que caiu na lagoa", adoro essa música; ela já cansou de animar churrascos e afins, mas no dvd...
Não quero falar mal simplesmente por falar, mesmo porque reconheço que os caras são talentosos e que merecem muito estar onde estão, além disso, foi uma produção maravilhosa já disse e repito isso quantas vezes for necessário! Tenho certeza, também, de que o DVD será muito bom, apesar dos pesares. Ainda tem edição, tem o primeiro dia de gravação que eu não vi, tem muita água para rolar, mas não posso negar minha surpresa, negativa, com o desfecho da minha noite! Não que não tenha valido a pena, pelo contrário, foi uma noite ótima, mas abaixo das minhas expectativas e, como diz o ditado "criou expectativa dá m...." vai ver que o problema foi mais meu do que do show! Assim espero, por eles e também pelos fãs; pelos tantos fãs que vieram de longe, como uma menina que ouvi dizer que saiu do Piauí para vê-los! Eles merecem!
Karla Ikeda
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Gratidão aos Ingratos

Prezado bando de ingratos, venho através deste post das a devida satisfação que ninguém pediu acerca da ausência de atualizações deste distindo cabaré nos últimos dias. Acontece que muitas coisas estão acontecendo e tudo começou com a minha viagem a São Paulo a convide do grupo de sampagode Jeito Moleque. Apriveitei a viagem pra bater no escritório do André Forastieri, o homem por trás (ui!) do Bis MTV, site em que escrevos minhas colunas semanais.
Ao saber que eu iria lá, eis que o Forasta manda a assistente dele me dizer que queria mesmo falar comigo. Após uma reunião de 45 minutos com minha pessoa, permeada por muitas risadas e tirações de onda, chegamos nos seguintes pontos.
Ponto 1> Ao invés de uma coluna semanal, terei um blog que será hospedado dentro do Bis MTV. Nesse novo blog poderei convidar outras pessoas para escrevem colunas (alô você! quer ser colunista? deixe seu cometário).
Ponto 2> Minhas colunas serão transformadas em livro, ainda sem previsão de data de lançamento.
Ponto 3> No final do mês de setembro volto a São Paulo para apresentar na sede da MTV o projeto de um programa de televisão que abordará a Musica Original Brasileiera. O André Forastieri comprou meu peixe e vai me ajudar com sua influência.
Mas você também pode me ajudar participando da comunidade no Orkut que servirá como uma espécie de abaixo-assinado e termômetro incicativo de uma futura audiência do programa. Logo, quando mais gente na comunidade, melhor. Se você for a pessoa gente boa pra caralho que eu estou imaginando ao escrever isso, divulgue a comunidade para a maior quantidade de amigos possíveis.
O link pra comunidade é ESSEDAQUIÓ.
Pra finalizar, em meio a correria que esses três pontos inseruram em minha biografia recente estou mais cheio de coisas pra fazer do Deus no primeiro dia da Criação.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Aos 20 anos, funk brasileiro deixa o Rio e ganha o país
da Folha de S.Paulo
O funk carioca parece finalmente ter chegado à sua maioridade. Nesta semana, o gênero viu revogada a lei que instituiu uma série de normas que vinham regulamentando seus bailes em comunidades do Rio de Janeiro. Ao mesmo passo, foi aprovado um projeto de lei que define o funk como movimento cultural.
Os ajustes jurídicos coincidem com o aniversário de 20 anos de "Funk Brasil", disco de DJ Marlboro considerado marco zero do funk carioca.
Lançado em 3 de agosto de 1989, o álbum deu as primeiras letras em português ao funk que se escutava nos bailes do Rio de Janeiro, quando a música era 100% estrangeira, oriunda de discos importados, principalmente de miami bass.
"O "Funk Brasil" foi um marco do gênero. É o disco que começou a mostrar como o som gringo que tocava nos bailes passou a ser substituído por criações locais", diz Ronaldo Lemos, colunista da Folha.
Para Silvio Essinger, autor de "Batidão - Uma História do Funk", a importância do disco foi mostrar aos "moleques do baile" que eles podiam deixar de ser público para serem artistas. Elizete Ignácio, coordenadora de um estudo da Fundação Getúlio Vargas que analisou o funk carioca por sua perspectiva socioeconômica, acredita que a maior contribuição do disco foi permitir que MCs passassem a compor, e sobre seu próprio cotidiano, liberando-os das versões e paródias de músicas estrangeiras.
Um ano antes de "Funk Brasil", Marlboro lançou "Melô da Mulher Feia", que faria parte do disco. Considerado o primeiro sucesso do funk carioca, a música é uma versão da americana "Do Wah Diddy" com letra em português. "Aportuguesar as músicas é uma coisa antiga, da origem dos bailes", afirma Marlboro, lembrando os anos 70. "O público já vinha fazendo essas paródias", conta Essinger.
Apesar de suas 250 mil cópias vendidas, segundo Marlboro, "Funk Brasil" sofreu certa rejeição. "O próprio movimento o boicotou. Havia todo um comércio de música internacional que iria acabar", conta o DJ sobre os discos estrangeiros tocados nos bailes. "Não foi unânime. Para os DJs, funk era americano, de Miami", diz o DJ de funk carioca Sany Pitbull.
A partir do disco, o funk carioca começou a se distanciar de sua receita estrangeira. "Se em "Funk Brasil" ainda temos uma influência grande das músicas negras americanas que dão origem ao gênero nos anos 70, depois vimos crescer no funk a mistura com ritmos brasileiros", defende Lemos, citando fusões com o choro.
"Quando o funk foi expulso do asfalto e empurrado para o morro, ele encontrou uma cultura negra e nordestina muito forte. O funk foi se transformando", afirma Pitbull, sobre as restrições à realização de bailes em clubes do Rio de Janeiro, depois de diversos episódios de violência levarem o ritmo às páginas policiais, no começo da década de 90.
Essinger destaca a criação do "tamborzão" --a batida do tambor usada repetidamente como base para as músicas--, como uma das grandes mudanças do gênero. "[O funk carioca] É outra música. É completamente samba, herdeiro da música afro-brasileira, dos terreiros, mas feito de forma eletrônica."
Para Lemos, o funk deixou de ser carioca há muito tempo: "Hoje ele está presente no Brasil todo e é produzido tanto nas periferias quanto fora delas", diz, citando o Bonde do Rolê.
Para Elizete Ignácio, essa foi a principal mudança do gênero sob sua perspectiva sociológica: "Se há 20 anos os funkeiros tinham menos possibilidades de circular, hoje não há mais restrição. Essa mudança é o que vem possibilitando a renovação do gênero".
Para Marlboro, o número de bailes hoje é menor. "Mas hoje você ouve funk até em festa de 15 anos."
terça-feira, 1 de setembro de 2009
A Ignorancia anda a Cavalo e não é Cowboy
Quero deixar bem claro, respeito as críticas, elas são extremamente necessárias em um ambiente democrático. Só que existem críticas e críticas. Este cidadão expressou sua fúria sem um mínimo conhecimento de causa. Chamar Victor & Leo, dois caras que ralaram anos e anos a fio até conseguirem seu lugar ao sol, de mauricinhos do Sertanejo Universitário é um disparate que só encontra eco nos comentários da Kriss em diversas comunidades do Orkut.
Uma que de mauricinhos eles não tem nada e outra que é público que Victor & Leo não se consideram universitários e nem construiram sua carreira tocando em bares de universitários. Em outro trecho, o respeitável senhor que provavelmente tem uma esposa monomaníaca por Victor & Leo (e existem milhares delas pelo Brasil inteiro, basta conferir a quantidade de fakes para enrolar maridos que tem na comunidade da dupla) desce a lenha numa das maiores revelações femininas do gênero, Paula Fernandes. Ele se sentiu incomodado com o verso "dorme serena no sereno e sonha". Chamou o verso de medonho. Talvez ele prefira "você desaba em mim e eu oceano" ou então "amor i love you".
Só que quando a pessoa enfia o pé na jaca e por pura teimosia insiste em chafurdar, consegue se superar inúmeras vezes. Destilando um fino preconceito aperfeiçoado por anos e anos de sentimento de superioridade cultural, insinua que os diálogos da novela, com expressões como "marluco"e "nóis faiz" casa direitinho com a música Jeca Tatu que o pessoal do sertanejo toca.
Não estou aqui de mi mi mi só porque o crítico falou mal do Victor & Leo, mas sim porque ele fez isso sem um mínimo de conhecimento de causa, esse cara nunca escutou um disco de sertanejo inteiro. Esse cara não entende como funciona a dinâmica da música sertaneja e aida por cima demonstra claramente no texto que acha que só gente ignorante e caipira gosta. Isso tem que acabar e espero que surjam na esteira mais e mais pessoas denunciando isso em blogs, redes sociais e fóruns diversos.
O fim desse preconceito é minha principal bandeira e como sou realista e exijo o impossível, não desistirei nunca e usarei todas as armas que tiverem a minha disposição nessa luta implacável.
Show do Jeito Moleque
Link pro resto das fotos.



