O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.
O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.
Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.
Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...
A banda Djavú é um fenômeno que ainda deve ser estudado. As periferias de todo o Brasil foram tomadas de assalto por aquela batida repetiva e por aquelas letras muitas vezes incompreensíveis: todos cantam “Rubi nave do som / faz a pedra vem pra cá” sem saber que diabos é esta pedra que a cantora pede pra fazer. A banda reproduz o tecnobrega de Belém do Pará de uma maneira, digamos assim, rudimentar, desacelerando a batida e usando teclados, sem guitarra. Para completar, todos sabem que tocam covers sem autorização dos autores.
Ou seja, isso não teria a mínima chance de dar certo, no entanto, foi de longe o maior fenômeno de sucesso do ano passado, com a agenda lotada e shows e com cachês na ordem de dezenas de milhares de reais. O tecnobrega do Pará, ou tecnomelody, que é como agora é chamado por lá, depois de anos e anos sendo uma grande promessa de estourar no resto país, acabou estourando pelas mãos de uma banda da Bahia.
Esta inclusível é mais um ítem intrigante do enigma DJavú. Existem dezenas e mais dezenas de cantores e banda de tecnomelody no Pará. Como e porque a Djavú sozinha conseguiu vencer tamanha concorrência? Apropriando-se das músicas paraenses? Provavelmente não.
Por mais surreal que isso possa soar, o primeiro acerto da Djavu surgiu apartir de um erro. Eles não sabiam tocar tecnomelody. Paulo Palcos e Geanderson haviam contratado a Banda Ravelly para tocarem na região norte do interior da Bahia em 2008. Por uma confusão na agenda da produção da Ravelly o compromisso não foi cumprido e em virtude desse calote, a Djavu foi montada as pressas. Como eles não sabiam tocar o som como era tocado no Pará, reduziram a batida de 1.80 para 1.64.
Como em Belém a produção de novas músicas é muito, mas muito rápida a batida por lá ultimamente tem seguido um caminho inverso, acelerando cada vez mais, a ponto de já ter até um subgênero, o eletro melody. Para o público local, que acompanha essa evolução de perto, os ouvido acabam por se habituar gradualmente, mas para quem não está acostumado ao som, isso só prejudica a assimilação. Ou seja, enquanto o tecnomelody evoluia em qualidade para o público local, tornava-se mais alienado do gosto global. E ninguém nem pensava nisso.
A Djavu também não pensou nisso, apenas adaptou-se às circunstâncias. O vocalista Geanderson admtiu pra mim por telefone que nunca imaginava que o sucesso deles atingiria essas proporções. Mas só isso, uma simples mudança nos BPMs (batidas por minuto) explica todo esse sucesso? Mais uma vez, provavelmente não. São extremamente raras as histórias de sucesso que não envolvam trabalho e eles trabalharam muito. Só que as bandas paraenses também trabalham muito, ou você acha fácil percorrer as imensas distancias amazônicas para se apresentarem? Então, onde está a diferença?
A diferença está na geografia. Capim Grosso, cidade natal da Djavu, fica no sertão nordestino e isso faz toda a diferença. Fred Zero Quatro, vocalista da banda pernambucana Mundo Livre S/A tinha uma frase em uma música que era assim: “Não espere nada do centro se a periferia está morta” e São Paulo é o grande centro do país, se algo acontece em São Paulo, é apenas uma questão de tempo para acontecer no resto do país. Nesse contexto, dado a quantidade de migrantes nordestinos, o sertão é a periferia de São Paulo.
Todo mundo fala da população nordestina da capital paulista, mas sob as tradicionais generalizações, sempre tem o óbvio ululante invisível, o migrantes são em sua avassaladora maioria do sertão. Pouquíssimos migrantes são das capitais litorâneas. E com as facilidades de comunicação, seja via celular ou lan houses, dos tempos modernos, muito rapidamente o que toca no sertão, passa a tocar em São Paulo. Então, quer se antenar dos potenciais sucessos nacionais, descubra o que está tocando no sertão. Aqui, voltamos para as razões da vitória da Djavu sobre os paraenses.
Desde que surgiu, a Djavu não parou de se apresentar pelo sertão nordestino. As bandas paraenses, devido as imensas dificuldades de logística que a distancia impõe, se apresentaram bem menos. Assim, praticamente num trabalho de formiguinha, a Djavu foi se destacando e cimentando seu nome no inconsciente coletivo da população. Mas foi só isso, diminuição dos beats e boa localização geográfica a razão de todo o sucesso? Provavelmente não.
Imagem é tudo e a Djavu soube trabalhar a sua. A gravação de um DVD, mesmo que às pressas sem que a platéia sequer soubesse quem estava no palco (era o público que aguardava um show da Calypso) e uma capa, vamos admitir, bonita e atraente, fizeram mais uma diferença. Isso, aliado a uma esperta estratégia de reivestir em DVD que eram disponiblizados entre os altos escalões da pirataria, acabou por dar catalizar tudo isso que está acontecendo, a febre chamada Djavu.
A biografia da banda foi construída sobre muita polêmica. Mil histórias de estratégias escusas correm a boca pequena no show business brasileiro. Se um dia elas virão à tona a ponto de acabar com a reputação deles, é algo inescrutável. Mas uma coisa é certa, o inconsciente coletivo brasileiro para sempre carregará o seguinte verso:
“O que pensa que eu sou / se não sou o que pensou / me libera / não insista / vai buscar um outro amooooooooor”
Desde fevereiro do ano passado que o grupo Tradição está vivendo um Big Brother Brasil à sua maneira.
Em fevereiro Michel Teló deixou o grupo para viver sua carreira solo. Após cumprir a agenda de shows por um período de cinco meses, Michel lançou seu disco Balada Sertaneja e desde então tem trabalhado em cima de sua estréia. Estranhamente ele usa o mote Micareta Sertaneja como publicidade de seus shows e este mote era do grupo Tradição, inclusive era o nome dos dois últimos discos da banda.
No undergroud do showbusiness sertanejo se comenta a bocas pequenas que Michel levou também todo o conjunto de telões e deixou o Tradição no seco. Vai saber. Do jeito que os artistas se cercam de assessorias de imprensa assépticas, esse tipo de informação é quase impossível de ser checada.
Em junho o sanfoneiro Gerson Oliveira, depois de muito diz-que-não-diz, também picou a mula, dizendo que montaria uma outra banda com um antigo vocalista do Tradição, Serjão, que administrava uma loja de cosméticos em Campo Grande. Só que nos primeiros meses Gerson tocou junto com Michel e a tal banda até agora agora não deu os ares de sua graça.
Na virada do ano foi a vez dos batuqueiros "serem eliminados". Wlajones e Arapiraka abandonaram a casa. Arapiraka, aparentemente está curtindo umas férias enquanto Wlajones está tocando com meio mundo de gente, dentre os mais famosos, a dupla Maria Cecilia e Rodolfo.
Neste último final semana Aderson Nogueira, o bateria e também vocalista, anunciou que seguiria carreira solo. São raros os bateristas que arriscam este caminho. Ringo Starr e Phil Colins são os mais famosos, fora eles, pouquíssimos se deram bem. Como Anderson tem um timbre de voz que combina bem com a vanera, é possível que se dê bem. Só o futuro dirá.
Juliano, que deixou o 6éD+ para ser o novo membro do Tradição
Seguindo sua "tendência Rede Globo", o Tradição está substituindo os dissidentes por adolescentes, a ponto de surgirem brincadeiras de que o nome da banda poderia ser mudado para Malhação. Tanto o novo vacalista Guilherme Bertoldo, como o novo sanfoneiro Jeferson e o novo percussionista Juliano, todos tem em torno de 18 anos. O novo cabeçalho do Ning da banda já ostenta a foto dos piás.
Esse rodízio de membros vem demonstrar que o Tradição se transformou numa espécie de franquia, como era o Menudo. Cada vez mais sob a batuta do baixista Carlos Dias, a banda está em plena e pública metamorfose e no concorrente mercado da música sertaneja, isso é uma atitude ousada e corajosa. Mas como a banda tem um público deveras fiel, é bem capaz de que no final tudo dê certo.
E como diz o ditado, se ainda não deu certo, é porque o final ainda não chegou.
Na última sexta-feira estreei como colaborador do Blognejo, blog especializado em crítica musical sertaneja. Quando começei minhas aventuras musicais na web, desconhecia a existência desse site, confesso que acreditava ser pioneiro no assunto. Talvez, e isso não passa de mera especulação, seu eu soubesse de sua existência, nem tivesse me aventurado no ramo. Talvez. Mas, como dizia John Lennon, a ignorância é uma bênção e, neste caso em específico, foi mesmo.
O texto no Blognejo acabou por despertar uma certa polêmica na caixa de comentários. Tudo porque eu falei que o Luan Santana é uma espécie de novo Elvis Presley. Confiram lá meus argumentos em defesa dessa tese. Descontados dois ou três cometários de apoio, os resto foi escárnio e sob certos aspectos, ofensas pessoais.
Que algumas pessoas não concordassem com meu ponto de vista já é algo que eu esperava, afinal já recebi ameaças de morte ao afirmar que Maria Cecilia & Rodolfo eram mais legais que Sandy & Junior e até mesmo quando disse que o próprio Luan Santana ofuscaria a carreira solo de Michel Teló, ex vocalista do grupo Tradição. Normal. Lidar com fãs é muito semelhante a lidar com muçulmanos ortodoxos ou militantes do PT. Envolve uma série de riscos que vão desde ter sua reputação colocada em cheque até sua vida em risco.
O diferencial nesta polêmica foi que o debate foi entre fãs de blogs. Já faz uns bons pares de meses que esse arranca rabo anda ocorrendo nas caixas de comentários, sem que ninguém chegue a uma conclusão final. Quase ninguém torna pública suas opiniões a respeito. Abusam-se da opção de postagem anônima. Parece que temos aqui a gênese de um tabu. Como não devo nada a corno nenhum, não tenho medo de macumba e sou adepto de Éris, a deusa grega da discórdia, vou dizer aqui o que penso a respeito.
O dois sites que mancham de batom os monitores dos internautas, são, respectivamente: Blognejo e Universo Sertanejo. Como sou amigo de todos os envolvidos e heterosexual praticante, sinto-me em condições de assumir uma postura imparcial e desprovida de passionalidades.
Sou fã dos dois sites. Cada um cumpre sua função ao ser fiel a seus principios e suas premissas.
A premissa de André Piunti, do Universo Sertanejo é tentar atingir a imparcialidade, publicar a notícia como ela ocorreu, sem emitir opinião a respeito do fato (ou disco, ou show) noticiado. Essa postura ele adotou desde quando era estudante de jornalismo e continuou adotando ao ser contratado pelo UOL para escrever sobre musica sertaneja. Até onde eu saiba, da emergente geração de blogueiros a escreverem sobre musica sertaneja, ele foi o primeiro a conquistar seu lugar ao sol da remuneração. Devido a seus contatos obtidos com seu crachá do UOL, a exclusividade com que obtém suas infornações faz de seu site o melhor em matéria de notícias. É ele, por exemplo, nosso posto avançado que nos conta em primeira mão o que ocorre nos transatlânticos sertanejos. Ponto pro Andrezinho.
A premissa de Marcus Vinicius (e de Fabio Dorneles, outra autoridade em musica sertaneja, que tocava o site Território Sertanejo e que agora participa do Blognejo) é tentar analizar as informações que publica, emitindo opiniões e tentando contextualizar a notícia. Essa postura também foi adotada desde os primórdios. Isso a mais de dois anos atrás. Um trabalho nessa linha é fundamental que seja feito, afinal a musica sertaneja praticamente nunca teve um crítica séria e quem aprecia música sempre gosta de ver a qualidade artística der seus artistas prediletos sendo questionada ou exaltada. E o poder de uma opinião forte pode ser comprovado quando a dupla Victor & Leo obrigou-se a manifestar-se publicamente frente a repercussão que o Blognejo capitaneou sobre a coletiva deles antes da gravação de seu novo DVD. Ponto pro Marquinhus.
Assim apresentadas as características de cada um dos sites, fica claro que não existe uma concorrência, mas sim uma complementariedade. Ele se complementam, com cada preenchendo as lacunas do outro. O Universo Sertanejo é a noticia crua, como os jornais diários. O Blognejo é a noticia aprofundada, como as revistas semanais. Com o tempo, os leitores acabaram escolhendo a opção que mais lhe agrada ou então duas, sem levar a coisa para o terreno bélico das ofensas e piadinhas bestas das caixas de comentários.
Essa polarização só existe porque esse terreno, a crítica e o jornalismo musical sertanejo, ainda é muito insipente, com pouca gente colocando as mangas de fora. Trata-se, digamos assim, da primeira geração de blogueiro na área. Quando a segunda geração surgir, a polarizaço desaparecerá e que vai sobrar será um farto (e muitas vezes divertido) para os futuros historiadores da era digital. Por enquanto deixemos o Andrezinho preenchendo a lacuna do Marquinhus e o Marquinhus preenchendo a lacuna do Andrezinho
Porque não sei vocês, mas eu muitas vezes estive a ponto de mijar nas calças de tanta risada dos comentários furiosos de fãs e partidários. É pra cair o cú da bunda
Meu único presente neste natal: um chapéu de peão boiadeiro.
Foi um dos piores finais de ano de minha biografia. Expulso de casa as onze e trinta da manhã de véspera de natal, com a roupa do corpo, cinco reais em dinheiro, uma carteira com três cigarros amassados e ameaçados de perda total e um celular sem créditos.
No terminal ônibus do Guaraituba nenhum de meus amigos atendia minha ligações a cobrar, num claro sinal de que fui bem sucedido em minha empreitada de não me levar a sério. Todos pensaram que se tratava de alguma palhaçada minha. Exigência de que ouvissem minha lista de presentes ou algo que o valha.
Depois de duas horas entregue às baratas, fazendo uso de uma inexistente vergonha na cara ao me recusar a contar aos ambulantes do terminal o que estava me acontecendo, meu amigo Tartaruga, que eu nem sabia que morava por aquelas bandas e a anos que não o via, apareceu do nada. Materializou-se em minha frente tal qual um Doutor Manhatan, aquele do gibi e do filme Watchmen, instantes antes de sua calamitosa coletiva.
Tartaruga é uma peça. Sem sequer ter concuído o ensino médio, aprendeu inglês e software livre autodidaticamente. Diz ele que está prestes a trabalhar em casa, fazendo programação hard core enquanto ouve as galinhas cacarejarem e os gansos grasnarem. É que ele me dizia que estava morando na colônia, quase um sítio a pouco mais de uma hora do centro da cidade. Um desses milagres da geografia moderna. Foi pra lá que ele me levou, me acolhendo em minha hora difícil.
A principio tudo correu bem. Ele mora no mesmo terreno que seu sogro, numa daquelas casas de madeira pré-prontas vendidas a preços populares. A ceia seria na casa do sogrão. Enquanto estávamos só eu, Tarta e sua família, estava sossegado. As coisas começaram a tomar um rumo diferente quando a notícia de minha situação correu o terreno, em meio as galinhas e os gansos, saltou a mureta de bambu e caiu nos braços da sogra doida varrida do meu amigo.
Aí foi foda!
Sua prática de terrorismo psicológico, descobri isso depois, foi aperfeiçoada por anos a fio. A principio pensei que ela estava realmente com pena, mas quando as frases de "que tristeza...", "que tragédia...", "é o primeiro natal que você passa longe de seus filhos?" começaram a dar claros sinais de que estavam ali para ficar, me liguei da encrenca em que estava metido. Quando a noite principiou e os convidados começaram a chegavar a conta gotas pensei que estava salvo. Ledo engano. Cada vez que alguem perguntava a alguem onde alguem iria passar a noite de natal, a véia erguia a voz e o dedo indicador e falava em alto e bom tom, sem olhar para mim:
- Natal é para passar com a família!
Aquela coisa de pessoas se abraçando, clima de confraternização e coisa e tal foi me paumolescendo, paumolescendo, paumolescendo, até que me injuriei, menti pro Tarta que minha mulher tinha me ligado pedindo desculpas e saí a caminhar, atrás de um buteco fuleiro qualquer, onde meus cinco pilas tivessem algum valor de mercado através do commodity dos fracassados. Cachaça.
Foi quando um farol alto de um Astra cinza me cegou os olhos, fazendo-me pensar que estava percorrendo meu caminho de Damasco e que eu era Paulo de Tarso, mas não era Jesus e sim Élcio, meu vizinho do lado direito.
- Entra aí Timpas! Entra aí Timpas, a galera tá toda lá em casa. Seu viado, você não sabe o quanto rodei te procurando, véio. Vamos lá, as crianças estão te esperando, enrolei elas dizendo que tu tava procurando o Papai Noel.
Chegando lá a carne já estava no fogo, meio mundo de gente já falando em tom de voz etílico e todos ansiosos pela famosa play list de meu Ipod. "Voa Beija Flor" do Jorge & Mateus lembro que foi a primeira. "Chora me Liga" do João Bosco & Vinicius a segunda e "Paga Pau" do Fernando & Sorocaba a terceira. Depois de uma introdução deste naipe, tanto faz como tanto fez a quarta música e a animação do churrasco já está garantida.
Acho que agora já dá falar do chapéu.
Já era mais de meia noite e um tiozinho que eu nunca tinha visto antes estava sentado ao lado de sua véinha, com uma cara meio que de tédio, vendo os outros cansarem e eu pensei. Vou botar um som pra mudar o status desse cidadão de invisível para disponível. Carquei Eduardo Costa. Foi batata. Assim que o primeiro verso "a primeira vez que eu te vi / pensei até que fosse uma miragem..." foi cantado pelo remake do Zezé di Camargo, o cara já estava de pé, abrindo uma lata de cerveja e exclamando que aquilo sim que era som e cantantando o refrão aos berros: "...me apaixoneeeeeei / quando vi o seu sorriso lindo se abrindo / chooooooorei sem querer".
Ao fim de três musicas, foi até o meu banquinho de som, bateu nas minhas costas e sorridente exclamou:
- Polaquinho, tenho um presente pra você lá no carro!
Abriu o porta malas de seu Corcel 2 e me deu o chapéu estaile pra cacete que falei na primeira frase do texto. Todos concordaram que a indumentária tinha caído super bem na minha pessoa física e desde então eu uso ele sempre, pra trabalhar, pra sacar grana na lotérica, pra comprar cigarro na banquinha do Seu Xavier, só tiro ele pra dormir. E pra tomar banho, posto que meu nome não é Raul Seixas.
O resto da noite trancorreu harmonicamente, escriba entornando uma lata atrás da outra a ponto de não lembrar de porra nenhuma do que aconteceu depois das três e meia da madrugada. O que lembro é que no outro dia amanheci sentado na garagem do Élcio, na companhia de um casal de irmãos pastores alemães adolescentes. Ringo Starr, deitado com a cabeça na minha perna, de olhos cerrados e Sophia Loren, me lambendo o rosto. Foi Élcio quem me acordou.
- E aí Timpas. Tá precisando de alguma coisa? - Um banho, um café e um advogado.
Já que, segundo o contador de acessos deste blog mais da metade de quem o acessa o faz procurando por Luan Santana, deixo aqui um brinde. Um video raro dele na sala de aula do terceiro ano do segundo grau. Agora ele largou os estudos, a faculdade vai ter que esperar, porque agora ele é O NOVO REI DO POP NACIONAL!!!
É só mais uma frescura que inventaram? Não sei, mas vocês podem fazer essa mesma pergunta pra mim no meu Formspring.me
Todo o que vocês perguntar, juro que respondo. Quer experimentar? Vai lá > http://www.formspring.me/Timpin
Pra vocês, uma amostra das primeira QUESTÕES apresentadas ao seu cafetã predileto:
você é muito chato sabia? :) by CamilladeMello
Claro que eu sabia que sou chato. Ser chato me faz ser mais feliz. E chatear você é meu exercício de felicidade que mais EMFELEÇE.
Timposo, voce usa um pseudonimo porque? pra poder falar mal de todo mundo com mais tranquilidade ? .. kkkkk by KarolCandida
Buenas Tchê! Falar mal de todo mundo seria exagero de sua parte. Mas que é pra poder falar mal de quem merece com mais segurança, isso é. Uma vez perguntaram pro João Gordo quando ele sentiu mais medo na vida: quando falou mal dos Ramones. Lidar com fãs é algo muito, mas muuuuuiro perigoso.
Vc descobre os podres de todo mundo..Tem medo de morrer não? :O by ThalytaPereira
Well, pra semente não quero ficar, me desagrada a idéia de ser enterrado, ter que inchar por uns par de dias pra depois conseguir germinar. No mais, quer uma morte mais ESTAILE do que por causa de um post num blog. MA-gina a matéria nos tablóides na manhã seguinte: "Matou o blogueiro e foi pro Bailão" ou então "Denunciado por um blog, Rosenildo não perdoou, colocou CHUMBINHO no MUNGUZÁ do blogueiro"
voc é gay? by KarolCandida
Apesar de ser GAÚCHO, ter nascido em PELOTAS e ser fã da STEFHANY, tinha tudo para BELISCAR O AZULEJO, no entanto sou hetero convicto, PRATICANTE, sindicalizado e só não pago dízimo porque que minha religião não permite. Agora, vou ser sincero aqui, viu menina? da próxima vez que você usar este mui estimado recurso novo da web pra me fazer perguntas DESTE NAIPE de falta de noção eu juro, olhe que EU JURO que mando vc enfiar um peixe no C# e sair nadando feito sereia de água doce!
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Os fãs estão ansiosos. Os fãs estão aflitos. Prometido para novembro do ano passado e adiado diversas vezes, a nova previsão de lançamento é no final de janeiro. Estamos falando do terceiro disco da DIVA ABSOLUTA Stefhany. O lançamento está sendo aguardado com altos índices de expectativa por ser o primeiro trabalho sob nova direção, ou seja, uma produção bem mais caprichada do que os dois primeiros, que foram concebidos sob seríssimas restrições orçamentárias.
Os avanços já podem ser observados nos novos clipes disponibilizados na Internet.
Em entrevista ao portal R7, Stefhany comentou cada uma das faixas de seu novo disco. Leiam abaixo e tratem de liberar espaço em seus HDs para o download.
Faixa a faixa com Stefhany
Rei do Universo – É a primeira música do disco. Nela, faço um apelo para que a destruição do planeta, a fome, a maldade e a violência acabem em todo o mundo.
Meninos Sexy – Valoriza os homens. Cada mulher gosta do homem que tem. E, independente da idade deles, elas sempre os veem como meninos sexy.
Eu Não Me Apaixonei – Na verdade, esse é o nome da música Homens de Lama. Fiz essa canção em homenagem ao Michael Jackson.
Forró Feliz – Narra uma noitada em um forró onde toda a família pode ir e todos se divertem, são felizes.
Tanta Loucura – Fala da perda de um grande amor. Essa música foi baseada na minha vida. Meu pai morreu quando eu tinha cinco anos e nos deixou sozinhas [mãe e irmãs].
Falem de Mim – Essa faixa rebate todas as críticas que recebi desde o início da minha carreira. Para mim, quem desdenha quer comprar. Falem bem ou mal, mas falem de mim.
Eu Vou Resistir – Fala de uma mulher que, mesmo gostando do cara, resiste e não volta para ele. Ela está magoada e não se deixa levar pela conversa dele. Ela vai dar a volta por cima e se libertará desse amor nocivo.
O Tempo Fechou – Conta a história de uma mulher que pega seu homem com outra. Ela se desespera e faz o tempo fechar.
Vacilou – Narra a história de uma mulher traída que decide não voltar mais para o seu amante.
Pra Ser Sincera – É uma música romântica que diz o quanto é bom estar apaixonada.
Tenho Medo de Falar – É sobre o medo, que todos nós sentimos, de ser sincero em nossos relacionamentos amorosos.
Demais – Conta a história de uma mulher que rompe um relacionamento que não é legal. Livre, ela começa a exagerar na dose. Chora demais, vai a muitas festas, cai na balada demais. Enfim, faz tudo em exagero.
Acalma Solidão – Essa música também é baseada na minha história. Quando eu era criança, tinha medo da escuridão e chamava Deus para clarear as minhas noites.
Parei no Tempo – Fala sobre uma mulher que, depois de uma desilusão, se fecha para o amor.
Reflexos de Amor – Mais uma vez, fala sobre uma mulher. No entanto, agora, ela está fortalecida e decide que não irá mais sofrer.
Meu Mundo Desabou – É uma música que aborda o tema traição. Meu mundo Desabou é do segundo CD da Stefhany, Vem me amar e vai ser relançada.
Madrugada – Essa faixa encerra o disco. Ela conta a história de uma mulher que espera a chegada do amado em uma madrugada.
Para os que, assim como eu, se encheram de esperança com a notícia do posts anterior, resta apenas a decepção. Akon escutou a versão em português de sua Don´t Matter, gostou, decorou o refrão na língua lusitana, porém na hora do shw, a produção do Festival de Verão de Salvador achou por bem chamar Cláudia Leite, que não só não sabia a letra como também não sabia dançar Arrocha.
É fato que o americanos manifestou seu interesse pela versão do Bonde Maluco meio que em cima da hora, porém nem uma simples ligação para conferir a agenda do Bonde foi feita. Nas entrevistas à imprensa brasileira Akon já tinha demonstrado interesse em conhecer quem fez a versão, faltou no mínimo boa vontade por parte da Organização. A organização se comportou como se a banda não existisse ou então como se fosse algo menor, que não caberia no evento.Só que paralelamente ao festival foi organizado um show reunindo Bonde do Maluco e Silvano Salles. Neste show estavam presentes mais de 20.000 pessoas. Isso é coisa menor?
Este fato é mais uma prova de que a mídia da Bahia depreza o Arrocha como uma manifestação cultural menor. As razões deste desprezo não são difíceis de identificar. O Arrocha surgiu da cultura das serestas, aquelas festas populares do interior e das periferias dos grandes centros nordestinos, animadas por música brega e frequentada por aquelas pessoas que a classe média costuma estereotipar como putas, cornos, bêbados e vagabundos.
Se eu me equadro em alguma das categorias acima eu não sei. Provavelmente serei o último a saber. O que sei é que quando morava em Pernambuco era considerado um piolho de seresta. Estava sempre lá, bebendo, fazendo amigos e raparigando e muitas pessoas fantásticas, amizades que duram até hoje, encontrei e conheci em serestas.
A Bahia tem vergonha de seu Arrocha. Isso é lamentável e despertou em mim aquela vibe justiceira que quem acompanha meu trabalho, conhece por tudo que fiz com o tecnomelody do Pará e sua apropriação ilegal cometida pelos baianos da banda Djavu. Poir isso, aguardem aqui, muito em breve, uma série de matérias sobre Arrocha. Seja perfil biográfico de bandas, resenha de discos ou até mesmo análises de certos aspectos antropológicos, sociais e políticos do gênero.
Akon, mais um exemplar do tipo de afro descendente que de tão preto, chega a ser azul
Primeiro post de 2010. Estava esperando um tema bacana pra começar o aquecimento dos motores. E este é um tema bacana. No Festival de Verão de Salvador, alguns nomes estrangeiros estão confirmados. Dentre eles Beyouncé (é assim que se escreve?) e Akon. E não é que o Akon quer conhecer a versão em português que o Bonde do Maluco fez para sua Don't Matter. Trata-se da baianamente famosa "Não Vale Mais Chorar Por Ele".
Dan Ventura
O ideal seria que a organização do evento desse um jeito para que eles dividissem o palco na hora de tocar esta música, aí sim o negão americano veria um negão baiano rebolando em seu próprio habitat. Se isso ocorresse, o Arrocha começaria a ser visto com outros olhos pela mídia, porque verdade seja dita, a mídia da Bahia ignora formalmente este ritmo que está crescendo, evoluindo a apresentando novos nomes a praticamente cada semana.
Eu viciei. Virei um arrochero da porra. Escuto direto. Aprendi a dançar. Ensino vizinhos nas baladas que promovo em minha casa. Tanto que lá no meu bairro o seguinte refrão é hit:
"Ela vai de saia / de bicicletinha / uma mão vai na cintura / outra tapando a calcinha"
No meu mp3 player, são figuras fáceis os seguintes nomes: Kuarto de Empregada, Madeirada do Arrocha, Trem Bala, Fuska Virado, Arrochadera, Leo Magalhães, Oz Karaz de Saia e mais uma cacetada de coisas boas. querendo é só pedir, mando links, mando CDs de mp3, sou um cara que gosta de socializar música.
Quer se virar sozinho? Fácil. Eis o Caminho das Pedras, a Comunidade Acervo Arrocha, do meu amigão Marcelinho Inho Inho. Lá tem tudo. A melhor comunidade de arrocha do hemisfério sul. Diz a lenda que na Eslováquia (ou Eslovênia, sei lá que nome tem aquela terra de corno) tem uma que supera. Eu nunca achei o link.
Agora respondam, vocês conhecem o REY DA PALOMBA? Outra hora apresento o cara pra vocês.
Peço desculpas pela falta de posts. Problemas pessoais e profissionais esfacelaram minha alma. Assim que reconstituir tudo, não digo da forma original, mas de alguma forma, volto a ativa. Obrigado pela compreensão.
Timpin agora tá se achando gente. Timpin andou dando entrevista. Néfoda?
Ele não tem papas na língua,nem medo de censura,mas tem medo de morrer.Quem é ele?
Timpin. Quem ainda não ouviu falar nesse nome, que se prepare, pois ele começou o seu trabalho com música popular, de fato, neste ano e neste pouquíssimo tempo já tem deixado muitos empresários e cantores de banda carecas. Ele não possui uma identidade, pelo menos, não uma conhecida. Como se mete em terrenos não autorizados, precisa usar um pseudônimo para preservar a própria vida, como ele diz. Isso mesmo. Um jornalista curitibano, estudioso da música popular brasileira, que faz uso de pseudônimos. Isso não te lembra alguma coisa? Então, vamos ao refresco de memória: censura, repressão e todos os seus AI's... Bingo! Parece que voltamos no tempo e estamos vivendo na época da ditadura. Exagero? Timpin acha que não e, se você ler essa entrevista do início ao fim, vai entender do que a Coluna Holofote está falando. Ok. Vamos esclarecer um pouco desse babado fortíssimo para você, leitor querido. Nos últimos dias, começou a surgir na mídia uma história de que a famosa banda Djavú aqui da Bahia, que vem ganhando o cenário nacional, não passa de um plágio da banda Ravelly, desconhecida dos baianos, mas velha amiga do pessoal lá do Belém do Pará, terra natal da banda que se diz plagiada. E quem tem descoberto cada vez mais "podres" referentes a essas bandas é o nosso apimentado entrevistado. Timpin tem descoberto tanta coisa, que os empresários das bandas citadas não param de ligar para cá tentando segurar a peteca aqui, a peteca aculá e tamanho é o "cabelo" dessa história, que até o programa dominical da Rede Globo está interessada na novela. É FAN-TÁS-TI-CO!
Luan Santana já é um nome bem conhecido em Campo Grande. Lá o povo chama ele de Gurizinho. Lançou um disco com dezesseis anos, mas foi abafado por João Bosco & Vinicius, que regravaram a música Sufoco, que era justamente a musica de trabaçho de Luan. Só que o destino foi generoso com o piá e seu disco independente ao vivo, lançado no começo deste ano foi se espalhando aos poucos, no boca a boca da internet. Seus shows foram cada vez mais sendo solicitados e ele vai fechar o ano com mais de trezentos shows espalhados por dezoito estados do Brasil.
O gurizinho foi contratato pela Som Livre, gravou um DVD sensacional e virou Gurizão. Mais da metade dos acessos deste distinto cabaré se dá através do Google. Pessoas querendo baixar o DVD. A essas pessoas peço sinceras desculpas. Ainda não possuo o disco. O que eu comprei dos camelôs do Terminal Guaraituba está com a imagem muito ruim.
O ano de 2010 tem tudo para ser o ano de Luan Santana e volto a afirmar categoricamente. Luan Sanatana tem tudo, mas absolutamente TUDO para ser o maior fenômeno da história da música sertaneja. Como brinde, deixo aqui para vocês o clipe da Sinais, um dos vários hits em potencial de seu novo trabalho. So para se ter uma idéia de como o rapaz está cada vez mais sendo cercado de superlativos, em uma semana esse vídeo foi assistido mais de SETENTA MIL VEZES e subindo. É mole?
Minhas investigações revelaram uma máfia dwe cópias de bandas, ameassas de morte, mandatos de prisão e até banda de rock perdendo a paciência com a Banda Djavu.
Ao contrário do que reza a velha máxima de que “em casa de ferreiro, espeto de pau”, os filhos do produtor e empresário Francisco Macedo Costa, o Macedo Brilho, um dia tiveram a idéia de montar uma banda. Filipe, 18, Thiago, 16, Saulo, 14 e Lucas, 12, buscaram inspiração em personagens infanto-juvenis de sucesso para criar a Ninjas do Arrocha em 2005.
Sim, o objetivo era faturar; afinal estamos falando da família daquele que foi dono da banda Brilho, que já animou bailes e festas populares nos anos 80 em Sergipe. No entanto, depois de gravadas as músicas dos Ninjas do Arrocha foram disponibilizadas em uma página na Internet, sem indicação de copyright, livres para serem copiadas e tocadas indiscriminadamente. Foi assim que o grupo conseguiu até figurar entre as letras publicadas no site Terra, um espaço que poucos artistas sergipanos conquistaram até hoje. Uma pesquisa na busca do Google nos leva a dezenas de menções em blogs e páginas, provando que a banda teve divulgação marcante, mesmo sendo alvo de certas chacotas. Desde verbete da desciclopedia a tema de matérias jornalísticas em emissoras como a TV Sergipe e a TV Diário (CE), afiliadas da Rede Globo. Enfim, foram parar em todo lugar (virtual).
Métodos nada ortodoxos, até cair na boca do povo
A estratégia para alcançar este sucesso foi peculiar. Para popularizar o trabalho da banda, Macedo imprimiu mais de 200 mil capas de CDs e DVDs em papel couché e os distribuiu para pirateiros das cidades onde mantinha contatos, para que os produtos tivessem uma melhor apresentação e, portanto, mais credibilidade. Foram entregues juntamente com cópias master para serem deliberadamente reproduzidas e comercializadas, sem custo algum para os pirateiros. “Eu chego pro pirateiro, dou um CD ou DVD e dou as capas, então ele já se sente gratificado porque não vai fazer xerox, xerox é caro, então ele bota no mercado. Se a pessoa chega e vê um produto com uma impressão dessa ela já compra, já vê qualidade melhor, e pra mim em gráfica isso sai barato. Se eu chegasse só com o CD ou DVD dos Ninjas e desse, ele não teria interesse”, justifica.
O tempero sonoro do grupo foi elaborado por Dan Ventura, compositor baiano e parceiro de Macedo Brilho que compôs a música-tema dos Ninjas a partir de temas sugeridos pelo empresário e seus filhos. As canções não são exatamente compradas. “Não é o compositor que mostra música... a gente encomenda música. Com os Ninjas, como eram meninos, escolhemos essa coisa de desenho animado, de ninjas, demos a idéia e ele melhorou. A gente pega um tema, chama o compositor, mostra, e ele desenvolve, mas alguns dos Ninjas já estão fazendo músicas próprias”. Como autor do principal sucesso do grupo, Dan Ventura não recebeu dinheiro em espécie, mas negociou permutas por shows pelo uso de sua obra. Por outro lado, nota-se que este compositor tem conseguido outros dividendos com estas criações, pois começa a entregá-las para serem gravadas por outros grupos com maiores possibilidades de inserção, como o Trio da Huanna, que já gravou “Ninjas do Arrocha”, uma daquelas novidades da indústria cultural baiana. A mesma canção também foi cantada por Ivete Sangalo em trio elétrico no carnaval antecipado de Sergipe, o Pré-Caju; e muito provavelmente também foi executada em outros eventos deste tipo. "A Ivete ainda teve a sensibilidade de oferecer ao pessoal daqui, dizer que era dos meninos de Aracaju e tal".
Negócios de família em rede de relacionamentos
Mesmo baseado em Aracaju, os Ninjas costumam se apresentar com mais freqüência no interior do estado de Sergipe. A gravação de uma apresentação em Capela, apresentada pelo próprio prefeito, foi parar no You-Tube. Isso sem falar do interior de outros estados. Em 2006 realizaram aproximadamente 40 apresentações e também gravaram um CD e um DVD. O grupo não é o responsável pela maior parcela de lucros entre as atividades do empresário, apesar de ter se tornado a mais conhecida entre as bandas por ele produzidas. O objetivo (justo) sempre é conquistar grandes lucros, mas não há previsão de quanto tempo isso vá levar para acontecer, apenas planos: “Com os Ninjas eu estou pensando no futuro”.
A remuneração dos sócios (sua esposa e, claro, filhos), músicos e prestadores de serviço vem basicamente do conjunto de atividades dos negócios da família: apresentações das outras bandas e aluguel de equipamentos (palco, som, luz, trio elétrico, carro de som, etc). Noventa por cento das apresentações são realizadas em parceria com produtores parceiros, baseadas na venda de ingressos. Apenas dez por cento das apresentações são contratadas, quer seja por parte de prefeituras ou produtores locais. Para Macedo, o grupo é mais popular nas cidades do interior pois o público da capital “tem vergonha de dizer que gosta dos Ninjas”. Mesmo assim, é comum se ouvir (em alto volume) suas músicas em bares de Aracaju, através dos alto-falantes de carros particulares e com a aparente aprovação de um público heterogêneo, tanto de classe média quanto de camadas mais populares.
Por conta de seu trânsito no mundo da indústria do entretenimento, Macedo também conseguiu que uma música dos Ninjas entrasse num playlist do site Sucesso, enviado para rádios, produtores e usuários cadastrados. Segundo Macedo e Filipe “San”, a música teve uma quantidade surpreendente de downloads em 2006, “mais que Zezé di Camargo, da trilha sonora de Os Filhos de Francisco”, garantem. Esta disseminação provocou não apenas a execução da canção “Ninjas do Arrocha” em rádios, mas também a escolha da banda como “artista do dia” da Rádio Jovem Pan. “O pessoal me passou vários emails e eu não respondi”, conta Macedo, “eu dizia ‘é mais um trote’... aí acabaram me ligando, falando ‘rapaz, queremos fazer uma entrevista com os Ninjas, e vamos botar eles como artista do dia, vamos abrir um chat, pelo site da Jovem Pan’. Quando eu digo que nós fomos artistas do dia as pessoas não acreditam, dizem que é impossível, porque na época nem havia Jovem Pan em Sergipe”.
Apesar de não terem liberado suas músicas em Creative Commons, não houve uma preocupação formal com a questão dos direitos autorais. Suas criações circularam através dos pirateiros, e foram disponibilizadas na Internet, sem editora ou selo fonográfico. As relações com diferentes agentes são definidas como parcerias, que possibilitam a geração de negócios formais, como shows, e viabilizam a concretização de outros projetos. As composições de Dan Ventura para os Ninjas, por exemplo, foram “pagas” com shows da banda. Estes agentes locais viabilizam apresentações, tanto em produção própria como em sociedade com a Brilho Produções Artísticas Ltda., que tem existência jurídica formal desde 1995. Para Simone, esposa de Macedo, mãe dos Ninjas e também produtora, conhecida como Simone Brilho, os empreendimentos da família utilizam serviços contratados de uma média de 30 pessoas, entre técnicos e músicos, que recebem cachês avulsos, sem relações trabalhistas.
Motim de mercado
Aparentemente não há relação direta entre o empresário e os pirateiros que ele incentiva a venderem os conteúdos gerados pela banda. Macedo também garante que não paga pela execução em rádios, apenas eventualmente aceita alguns "pedidos", como para apresentações promovidas por emissoras, para garantir a veiculação das músicas. “Com bandas menores, eles fazem parceria, promoção, mas quando a banda tem gravadora, elas é que pagam”. Sem rodeios, Macedo fala sobre o famigerado jabá: “Tem rádios que cobram X, em Recife mesmo, o Deuses estourou lá e eu pagava R$ 2.500, por 3 execuções por dia, e deu um bom resultado... eles [as rádios] não botam 0800... de graça, de graça, é difícil... no mínimo eles fazem shows e as bandas participam de graça”. Apesar disso, ele garante que conseguiu que os Ninjas tocassem sem essa estratégia: “Na FM Sergipe, no ano passado a música do Rebeldes estava em primeiro lugar, e quem desbancou foram os Ninjas, sem que eu tenha dado nada; música tava tocando com o Um Toque Novo, eu fui lá falei que era dos Ninjas, dei o CD e eles detonaram, ficaram em primeiro lugar. De vez em quando eles me pedem umas bicicletas, skate, eu dou, mas antes disso chegamos em primeiro lugar no 0800”.
O empresário garante que nunca recebeu um tostão de direito autoral. “As rádios não tocam CDs, tocam mp3... tinham que tocar o original, mas nem CDs tocam... tocam mp3... o país tem leis, mas não cumpre as leis.. Pra gravar hoje, tem o ISRC, quando você bota aquilo na rádio, automaticamente a rádio tem que estar equipada pra ler o registro... obrigam a gente a ter isso, mas as rádios não têm equipamento pra isso... esse negócio de direito autoral é só pra quem tem gravadora“.
Números surpreendentes
Não é possível revelar dados exatos, mas consegue-se avaliar a inserção da banda no mercado através de alguns números. Segundo Rodrigo Leite de Almeida, diretor geral do Portal Mix, que hospeda o site dos Ninjas, já são mais de 150 mil acessos desde seu lançamento, em março de 2006. Nos últimos meses, contabiliza-se uma média de 300 acessos diários, mas em 2006 os Ninjas chegaram a causar um congestionamento no portal, com cerca de 22 mil acessos durante um único mês. Segundo o diretor, foram cerca de 12.000 downloads. Outro dado que impressiona é a quantidade de capas de CDs e DVDs distribuídas pelo empresário entre vendedores de CDs piratas de todo o Brasil: cerca de 200 mil, segundo Macedo Brilho. Mesmo considerando a imprecisão e o fato de que nem todas as capas podem ter sido utilizadas, é bem provável que uma boa parte delas tenha sido aproveitada. Na conta “oficial”, o empresário declara ter prensado apenas 5 mil cópias.
Na vida real, os filhos de Macedo continuam seus estudos regulares – o mais velho já é aluno do curso superior em Psicologia, mas continuam a ter aulas de música. O empresário também já decidiu que o nome da banda será apenas “Ninjas”, pois assim não enfrentarão um certo preconceito existente em relação ao arrocha, o mesmo que ele diz ter enfrentado nos anos 90 quando produzia a Raio da Silibrina. “As pessoas gostam, mas tem vergonha de dizer que gostam... gostam mas não assumem, tipo ‘vamos ouvir uma sacanagem agora'...”. Desta maneira, esperam se inserir no mercado. “Agora o forró elétrico está em alta, o movimento é forte, eu estou notando discriminação agora com o arrocha, o que eu sofri com o forró, então agora estou gravando os meninos como ‘Os Ninjas, o forró mais suingado do Brasil’. Vou fazer as músicas do arrocha como forró elétrico, com naipe de metais... quero botar os ninjas no São João... se eu ficar no arrocha, vou ficar de fora do São João, vou fazer arrocha com sanfona e abortar esse nome, arrocha”.
No momento, a iniciativa negocia um contrato com a Bandeirantes Fonográfica, desta vez utilizando uma estratégia lançada recentemente pela gravadora, o CD pôster, vendido em bancas de revistas a preço bem abaixo do CD comum. A idéia é evitar os erros do passado. “Com a Bandeirantes, nós vamos ganhar percentagem em cima dos CDs vendidos e eles ganham percentagem em cima dos shows, será como uma parceria, um contrato de no mínimo quatro anos, e o CD não poderá ser passado por mais do que R$ 6, isso garantido em contrato. Quando eu era da Warner, eles vendiam CD nosso por R$ 9, aí revendiam por muito mais, as pessoas não compravam, porque a gente não estava estourado”
Macedo Brilho afirma que quem não utiliza a Internet para divulgar seu trabalho está cometendo um erro, uma “burrice”. Aos artistas, ele recomenda: “A gente tem que divulgar, não pensar nem em faturar, aí a gente começa a incentivar inclusive até a pirataria. Se a gente for esperar a gravadora projetar a gente é difícil, porque a gravadora só tem interesse em projetar quando você já está com um nome no mercado. Quando você entra inicialmente, você passa a ser ‘terceiro plano’ para a gravadora”.
Com trauma da indústria, mas sem medo de cair na rede
Macedo Brilho criou e empresariou outras bandas de forró e conseguiu com isso equipar sua empresa com trio elétrico, estruturas de palco, som e iluminação. O mais bem-sucedido de seus empreendimentos foi a Raio da Silibrina, uma banda de forró que chegou a ser contratada de uma grande gravadora, a Warner. Embora tenha se apresentado em programas de veiculação nacional, como o de Gugu Liberato, Hebe, entre outros, a Raio da Silibrina não teve obteve grande popularidade no mercado nacional. Segundo Macedo, a experiência não gerou bons frutos. “Eu não tive uma experiência boa com gravadora, porque era uma banda iniciante, não tava no nível dos mega artistas; então aconteceu o seguinte, eu me empolguei com a gravadora e fiz coisas limitadas, o CD era caro demais, ninguém comprava”.
A experiência e os ganhos acumulados nas atividades com estas duas bandas, e mais a “Deuses do Arrocha” e a “Corisco do Trovão”, esta última de forró, fez com que o empresário conquistasse parceiros em diversas cidades no interior do Brasil, em estados como a Bahia, São Paulo, Pernambuco e Amazonas. Esta rede de produtores, empresários, compositores, rádios e lideranças políticas foi responsável pela venda e divulgação dos Ninjas do Arrocha. Mas apenas este fato. Na avaliação do próprio entrevistado, a Internet teve papel fundamental na trajetória dos Ninjas. “Nossa maior divulgação foi pela Internet, sem ela não teríamos alcançado nada disso”, finaliza Macedo, categoricamente.
Timpin INTERROGA: ficou curioso? sinta com seus próprios olhos meninos ao vivo:
Como jornalista costuma ser afobado e atrapalhado, já estão me chamando de colunista do Diário do Pará, unicamente pelo motivo do jornal paraense ter sido o primeiro a replicar a matéria. Alô Diário do Pará, quero meu salário.
A cada minuto surgem fatos novos nesse conto policial. Hoje o Coronel Paulo Palcos respondeu areportagem via Bahia Notícias. Eis a íntegra da nota de sua réplica:
O empresário da Banda baiana Djavú, que vem surgindo como um fenômeno em Salvador não gostou nada dessa história de plágio, conforme notícia veiculada no "Diário do Pará". O colunista que assina a nota publicada no jornal acusa a banda da Bahia de fazer plágio da banda Ravelly, que já existia no Pará. Segundo o colunista, Paulo Palcos, empresário da banda Djavú, resolveu contratar a Banda Ravelly para uma série de shows na Bahia, pois, inexplicavelmente, a banda estava estourada nos camelódromos baianos. No entanto, algo deu errado, a banda Ravelly não se apresentou conforme queria Paulo Palcos e isso deixou o empresário furioso, vindo a criar a Djavú para concorrer com a Ravelly.
Com a repercussão da nota publicada no site Bahia Notícias, Paulo Palcos entrou em contato com a Redação do BN e explicou que não tem relação nenhuma com a banda Ravelly e negou o plágio. "Como pode ser plágio, se o nome de uma banda é Ravelly e o da outra é Djavú?", questionou Palcos, que disse ter lido a nota do "Diário do Pará" e disse que a matéria foi escrita por motivo de ciúmes, já que o ritmo estava enfurnado no Pará, há mais de 40 anos sem conseguir fazer sucesso, e ele conseguiu colocar o ritmo para ir para a frente aqui na Bahia. Paulo Palcos contou ao BN, ainda, que ele, sim, vem sendo vítima de plágios por mais de 30 bandas pelo Brasil, que querem se aproveitar do sucesso da Djavú. O empresário finalizou dizendo que ritmo não se plagia, porque se fosse assim, só existiria uma banda de pagode, uma de axé e por aí vai...
Se você ficou confuso com os dois trechos negritados, não se assuste, Timpin também ficou. Que diabos o fato de os nomes das bandas serem divertentes serve de argumato para negar o plágio das músicas? Ritmo com mais de 40 anos?? O Tecnobrega surgiu a pouqúíssimos anos pelo fato das bandas não terem recursos financeiros para emularem o calypso que o Chimbinha tinha inventado com sua Banda Calypso. Nem o brega tem 40 anos idade. Quer saber porque? eu conto a história no meu artigo sobre Arrocha, clique e leia.
Outra resposta foi de Vanda Ravelly, vocalista da banda que minha reportagem fez com que deixasse de ser mocinha para ser a vilã da história, a Banda Ravelly. Só que esta resposta foi no meu Orkut, não foi pública. Até porque ela não é otária de mentir publicamente e se complicar ainda mais. A resposta de Vandinha é quase uma obra de literatura. Eis a peça:
Foi com absoluto respeito q vi sua materia q envolvia o nome da banda ravelly o meu e o do meu marido. E é com absoluta certeza q t digo q nao espero mas nada da justiça do homem, mas todo homem deve esperar pela justiça d DEUS! Pois apenas ele sabera recompensar todo veneno q eu e Max sandro estamos tendo q tomar.É muito bom, ler oque li e continuar firme!!!!!!
Te desejo toda paz d espirito e muito sucesso, e um dia quando a justiça d meu pai se cumprir t mando noticias, alias, vc tera noticias, vc e todos q nao sabem da verdade como ela realmente é, mas q um dia prevalecera. Obrigada, e deixo um humilde abraço.
Vanda Ravelly
Depois dessa, fico com o neologismo de minha amiga Janny Laura:
No meio de trocentas cópias, Tjavu, D´javu e o cacete de asas, eis que nossa ALTA CAFETINAGEM descobre, no interior do Paraná, a VERDADEIRA BANDA DJAVU. Assistam e veja o lado mais surreal dessa história toda.
Faz tempo que não pago um pauzinho básico aqui e venho por meio desta voltar a esta mui nobre atividade. Com imensa satisfação, apresento pra vocês o blog de forró TOP DE LINHA da minha pasta FAVORITOS. Vou colar aqui a descrição da equipe que toca esta respeitosa publicação. Se ela não dspertar suas LOMBRIGAS DA CURIOSIDADE para clicar no link abaixo, paro de blogar.
Submundo do Forró
Equipe Terrorista - 25 anos, menino quase menina e ama meninos, feliz, língua ferina, modelo, feliz, dançarino, cantor.
Detonadora - 27 anos, menina que gosta de meninos, amiga, feliz, bombardeadora, universitária, namoradeira.
Psicopata - 29 anos, menino que não gosta de ninguém, inimigo, debochado, sádico, auto-confiante e egocentrico.
Saiu no Kboing essa entrevista com Luan Santana. Foi na semana passada, mas só hoje flagrei, peço desculpas pelo atraso. Já que estamos na eminência de curtir seu novo DVD, posto a entrevista na íntegra pra vocês. Divirtam-se:
Kboing – Você imaginava que alcançaria esse sucesso em tão pouco tempo? Luan Santana – Na verdade não tão rápido, mas sempre trabalhei para atingir o maior número de pessoas, tenho quatro anos de carreira, mas há dois anos que as coisas começaram a acontecer de uma forma mais profissional. No início deste ano, que a minha agenda deu um salto, aumentou o número de shows de dez por mês para 25 shows /mês. Este ano vou fechar com 300 shows passando por 18 estados do Brasil, e com a música ‘Meteoro’ entre uma das mais executadas nas rádios do Brasil, segundo a Crowley.
Kboing – Qual foi o momento mais marcante da carreira até o momento? Luan Santana – Tiveram vários momentos marcantes. Mas um foi especial - a gravação do DVD no dia 25 de agosto, em Campo Grande (MS), minha cidade natal. Segundo os bombeiros e Polícia Militar mais de 85 mil pessoas estavam lá, e isso em uma terça-feira. Foi muito marcante para mim ver todas aquelas pessoas cantando as minhas músicas.
Kboing – Quem foi o maior incentivador da sua carreira? Luan Santana – Muita gente me apoiou e me apóiam até hoje. Minha família, meu empresário Anderson Ricardo, que está junto comigo desde o começo, e claro, meus amigos.
Kboing – O que mudou na sua vida desde que seu trabalho ganhou repercussão nacional? Luan Santana – Agora minha vida é outra, faço em média 25 shows por mês, adoro o que eu faço, curto demais os fãs e acho importante essa conquista de ter mais fãs a cada dia. Mudanças tiveram claro, não consigo mais sair com meus amigos como antes. Hoje minha família mora em Londrina, onde é o meu escritório de shows e fico na cidade apenas uma vez por semana, para matar a saudades dos meus pais e irmã. Nem tempo de namorar mais eu tenho direito. (risos)
Kboing – Como você vê o assédio das fãs? (por favor, conte nos um episódio ‘engraçado’ com alguma fã). Luan Santana – Eu gosto muito do contato com as fãs, tento atender todas na medida do possível nos hotéis, no camarim, nas rádios que visito. Já aconteceram muitas histórias engraçadas, mais têm algumas que lembro mais como um dia que entrei na van, saindo de um show quando ouvi um barulho e olhei embaixo do banco e vi um cabelo loiro, era uma fã que disse que queria ir pro hotel. Teve outra vez que parei o show porque começou a chover sutiã no palco, foi uma loucura eu não conseguia ver mais nada. Agora tem uma ‘dolorida’: uma fã invadiu o palco e me deu uma mordida na bochecha essa doeu.
Kboing – Com apenas 18 anos e alcançando cada vez mais sucesso, como você imagina sua carreira a daqui a uns 10 anos? Luan Santana – Estou trabalhando desde o começo com muita calma e humildade para alcançar o meu objetivo que é ficar muitos anos cantando. Eu imagino que daqui a 10 anos vou estar com a mesma alegria e energia de hoje, e peço a Deus muita saúde e que todos os meus fãs possam estar junto comigo nos shows.
Kboing – Quais são suas influências musicais? Alguma banda ou dupla especial? Luan Santana – No começo de toda a minha história na música eu procurei não copiar ninguém, criei meu estilo próprio, mas sempre gostei do cantor Zezé di Camargo. As primeiras músicas que aprendi a cantar, com apenas três anos, era da dupla Zezé di Camargo e Luciano.
Kboing – Como estão os preparativos para o lançamento do DVD? Luan Santana – O DVD veio para somar, para que os fãs possam assistir um pouco do nosso show. O DVD e CD “Luan Santana Ao Vivo”, chegam às lojas de todo o Brasil na segunda quinzena de novembro. Tudo foi feito com muito cuidado e muito amor. Estiveram envolvidos mais de 200 profissionais e tenho certeza que é um DVD diferente dos trabalhos sertanejos já apresentados. O cenário é inovador e foi assinado pelo cenógrafo Zé Carratu, a produção musical ficou por conta de Ivan Myazato, isso sem falar no público que deu um show à parte.
Kboing – Luan, você compõe também, não é mesmo? Como é esse processo, onde você busca inspiração? Luan Santana – Sim, componho desde pequeno, no DVD tenho cinco músicas. Eu gosto muito de ouvir histórias, aí eu dou vida à ideia e preparo uma melodia e sem perceber a música pula do violão. Tem uma música que eu fiz que está no DVD que gosto muito, o nome dela é “Sinais”, que fala de um rapaz que foi seguindo os sinais até encontrar seu grande amor. Legal, né?
Kboing – Você se considera um cara romântico? Luan Santana – Sim, acho que a mulher é um ser muito especial que Deus mandou pra Terra para ser nosso porto seguro, e que nós homens temos o dever de cuidar muito bem. Toda mulher adora surpresas como chocolates, flores e um bom filme abraçadinho...E trem bãoooo...
Kboing – Qual a sua opinião em relação ao papel da Internet na carreira artística dos cantores? (o que vc vê de positivo e negativo nesse meio de comunicação). Luan Santana – Hoje a internet é muito importante na carreira do artista, existem muitas ferramentas como site, blog, Twitter e orkut que aproxima o artista do seu público, o site kboing tem feito isso de uma forma muito bacana sempre que posso eu entro e navego pelo site isso é o lado positivo. O negativo é que existem pessoas más intencionadas, que usam a net para enganar e se aproveitar das pessoas de bem. Eu mesmo estou sempre postando novidades no Twitter, outro dia falei que quando chegar a 15 mil seguidores, eu vou telefonar para o seguidor que mais RT, ta uma loucura, estou aumentando em até mil seguidores por semana. E Eu vou ligar mesmo.