O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro
O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.
Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira
Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.
Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3
O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.
Por um Help à Música Sertaneja
Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.
Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos
Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...
segunda-feira, 5 de março de 2012
Solange Almeida admite o mal estar dentro dos Aviões do Forró
sexta-feira, 2 de março de 2012
Solange Almeida vai sair dos Aviões do Forró (ATUALIZADO)

quinta-feira, 1 de março de 2012
Solange Almeida vai sair dos Aviões do Forró
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Sertanejo Play - Dia 3 de Março, as primeiras 7 musicas serão lançadas

Abaixo o teaser do lançamento das sete músicas. Aguardem para breve matérias especiais com os artistas mais relevantes, lançados neste projeto.
Luan Santana na cova dos leões

Para complicar ainda mais as coisas, os tempos agora são outros. Se antes ele era o cara certo na hora certa e bastava seguir em frente com naturalidade, agora cada passo tem que ser meticulosamente planejado. Se antes ele corria sozinho numa autopista larga, agora enfrenta a dura concorrência dos já consagrados Gusttavo Lima e Michel Teló. Fora uma penca de cantores novos que estão surgindo. O disco novo sai agora em março, no entanto duas músicas já circulam pela Internet.
A primeira vazou no último domingo (a música "Incondicional", postada aqui no cabaré) e atrapalhou por completo uma estratégia de marketing que por si só, já era de efetividade duvidosa. O link da música seria divulgado numa placa de publicidade no jogo da seleção brasileira contra a Bósnia. Com o vazamento, tiveram que escolher outra música e gravar um novo clipe. Ao contrário de "Incondicional", que havia caído no gosto do povo, tanto a nova música, chamada "Você de mim não sai" quando o clipe, não agradaram. O crítico Odair Bráz Jr do R7 publicou uma nota em seu blog com fortes críticas. Os fãs de Luan Santana reclamaram muito nas redes sociais, tanto que um tag mandando o crítico calar a boca foi para nos Top Trends.
Luan já divulgou que este ano pretende dar uma reduzida na quantidade de shows e tournê para se dedicar mais nas composições e no crescimento artístico. Faz bem. Ele vive um momento semelhante ao que Roberto Carlos viveu quando a Jovem Guarda perdeu sua força como movimento. A transição de cantor jovem para adulto é a mais difícil na carreira de um artistas, ao contrário de Roberto, a imensa maioria fracassa.
Este é o novo leão que Luan Santana deve matar. Com essa música e clipe ele não mata nem um gato sarnento, mas o CD ainda não saiu e como conta com a ajuda do mestre pop Sorocaba, talvez ainda surpreenda. Talvez. Enquanto isso o Leão está rugindo no cangote do ex-Gurizinho.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
As filhas de Dona Mara

domingo, 26 de fevereiro de 2012
O Amor Não Existe!
ESQUENTA do CD da Gang do Eletro - Volume 1

Música nova de Luan Santana - Incondicional

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
EXTRA! EXTRA! Comentarista supera blogueiro na hora de fazer graça

Sandy e Wanessa,
Maria do Bairro (com mucha honra) e a Ususpadora,
Ruth e Raquel,
Madona e Lady Gaga,
Solanja e Marcia Felippe,
Tereza Cristina e Griselda,
Karine Mitre e Regininha Duarte,
Ana Maria Braga e Ana Hickmann,
Melancia e Melão,
Sarajane e Perla Paraguaia,
Crô e Zoiudo,
Lena Oxa e Patriolino Ribeiro Neto (calei),
Samara do Poço e a Menina do Exorcista,
Iracema (lábios de mel) e Capitu,
Hanna Banana (opx, Montana) e Dona Baratinha,
Carly e Sam (iCarly),
As Três Espians Demais,
As Chiquititas,
QUAL SEU PALPITE?
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Um novo Forró do Muído ainda seria possível?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Gang do Eletro ao vivo no Rec-Beat

domingo, 19 de fevereiro de 2012
O Grande Embate de 2012 - Simone & Simaria vs A3 Entretenimentos

sábado, 18 de fevereiro de 2012
Forró do Muído - Quem será a nova cantora?

- A dupla sertaneja Nathalia & Camilla estariam ensaiando em Fortaleza
- Isaias cria a TAG no Twitter insinuando que Sayarrara, cantora da Forró pra Farrear estaria indo pro Muído.
- A A3 iria juntar as duas bandas: Pé de Ouro e Forró do Muído e surgiria a Muído de Ouro.
- Marcia Felipe e Elayne Tyne (mais Rod Bala na bateria) seriam o novo Forró do Muído.
- Ohara Ravick e Hannah Vanessa seriam o novo Forró do Muído.
Até agora nada foi confirmado, mas a impressão que se tem é de que ninguém quer encarar esse rabo de foguete que seria integrar uma até agora hipotética nova formação do Forró do Muído. Cada vez que a A3 cria alguma promoção ou campanha de mídia para divulgar a possível nova formação, as fãs de Simone e Simaria se unem e levam as cantoras pros Top Trends. A cada novo tiro da A3, sempre acabam acertando o próprio pé.
Somente por isso, Simone e Simaria já podem bater no peito e comemorar uma vitória simbólica histórica sobre a A3 e o todo poderoso Isaias CDs.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Caipirinha Louca da Banda Biskuí, sucesso no carnaval do nosso cabaré

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
2012 musical em close - Notícias de norte a sul
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Nosso Cabaré - Agora com vinheta musical em eletromeldy
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
O discreto charme de uma troca de sonhos & aspirações (carta aberta de uma fã de Simone e Simaria)

Todo mundo tá besta e feio de saber do descaso da A3 Entretenimentos com o Forró do Muído. Isso já foi falado, gritado aos quatro ventos por muitas pessoas, inclusive por mim. Tem nem mais graça. Existia uma Guerra Fria dentro da empresa, mas hoje está escancarada, perdeu-se a vergonha na cara há um tempo. O fato é que as Coleguinhas, as verdadeiras e únicas Coleguinhas, nesse projeto do Muído só tiveram os fãs do seu lado e agora não será diferente. Chegou um momento em que qualquer coisa é melhor que estar na A3. Você aí, querido leitor, trabalharia numa empresa onde, além de não ter nenhuma oportunidade de crescer, seu tapete seja puxado a cada trabalho bem feito? Pois é, eu também não. E nem elas. Acontece que a A3 nunca imaginou que o Forró do Muído voaria tão alto a ponto de, em certa época, fazer mais sucesso que o seu intocável Aviões, porém eles não conseguiram cortar o produto pelo simples fato de não ter sido criado por eles mesmos. Quem fez a fama e a voz do Muído foram os fãs e isso amarrou a mão suja de quem queria/quer o mal de Simone e Simaria.
Situação exposta, vamos à minha experiência pessoal. Fui a Campina Grande resolver umas papeladas e decidi fugir pra Recife (saravá três vezes pra mainha não ler isso!). Seria a última oportunidade de vê-las do jeito que me apaixonei e eu não poderia perder o bendito show de Paudalho - PE. Já cheguei lá nervosa, comecei a beber... E antes de começar o babado eu já estava puxando fogo (nota mental: vodka = mijo do cão!). Foi o show mais emocionante da minha vida. Quando elas entraram, que eu olhei pra Simone, vi p povo enlouquecido cantando... Olhe, veio tudo à minha mente. Cada música era uma história vivida, era uma boa lembrança, era o motivo de eu estar ali. Olhar pro lado e ver os maiores presentes que o Muído me deu, minhas grandes amigas Wanessa e Flaviane, além de ver uma galera que eu já tinha aprontado muito por aí... São cenas que estão guardadas em flash na minha memória e nem precisa dizer que eu chorei. Chorei feito criança, subi no suporte do som, dancei, curti (e não foi pela vodka, garanto!)... Palavras são vagas pra tornar aquele momento palpável a vocês, mas resumindo: fui lá e fiz meu nome, caro coleguinha! Depois do show, tinha o camarim e era lá que eu precisava me entender com Simone, por causa daquela matéria publicada neste Cabaré. Tudo se resolveu, as divergências foram esclarecidas e depois de 10 meses sem ir a um show e 5 meses sem olhar nos olhos delas, pela primeira vez no camarim eu me emocionei. Não são lágrimas de tristeza, até porque elas estão fazendo o que é certo, mas são lágrimas de gratidão a tudo o que me deram... E elas sabem muito bem disso. Depois, pela manhã, ainda teve outro melhor momento e a gente foi pra casa.
Mal sabia eu que viajaria na quarta pra outro show, esse sim seria o meu último, em Canhotinho - PE. Já deveria estar em Campina Grande, mas eu já estava lascada mesmo, o que seria mais uma chinelada quando chegasse em casa? Não bebi dessa vez, também não chorei, me preocupei em gravar na memória cada minuto e me diverti muito, pra variar. Lá elas anunciaram oficialmente a saída da A3 e foram muito aplaudidas pelo público, como vocês conferiram aqui (link). Teve camarim de novo, bem especial, e, por fim, aquela despedida que eu tomei como um “até logo, meninas”.
“Até logo”, “até breve”. Não quero que o novo projeto demore e acredito que você também não, companheiro de leitura. Simone e Simaria tem brilho próprio, não há dinheiro que compre talento e hoje está mais do que provado que aqueles fãs enlouquecidos que acompanhavam o Muído não pertenciam à banda, pertencem a elas. Aonde forem a gente vai atrás. Ou melhor, a gente leva pro topo. Ontem, depois de uma twitcam das duas (peguei só o final, pense num ódio!), a tag #AmamosSimoneeSimaria foi pro primeiro lugar dos Top Trends MUN-DI-AIS! O que isso significa? Que tem neguinho por aí cortando os pulsos de tanta inveja. Que tem gente fazendo o mal, mas não sabe que Deus está de olho em tudo e o bem, o talento e a honestidade hão de vencer a safadeza e a falta de caráter. Besta daquele que empurra uma mola, pois, no instante em que soltá-la, ela vai voar. Voar mais alto que muito Avião por aí.
Wando morreu... Viva Reginaldo Rossi!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Arrocha - Mais um made in Brasil para o mundo
O que eles fizeram foi modernizar um som que durante muitos anos animou as serestas do sertão nordestino e das periferias das capitais, o brega romântico. Mas veja bem, quando se fala em seresta muita gente ainda associa o termo àquele velha musica surgida nos primórdios do século XX, originada das cantorias populares chamadas serenatas. A Wikipédia que o diga. Mas não é nada disso que estamos falando aqui.

Quando Roberto Carlos enveredou-se pelo Soul e depois cimentou sua carreira como cantor romântico, o som da Jovem Guarda transmutou-se em algo novo, através de artistas como Amado Batista, Odair José e Reginaldo Rossi. A nova música, que costumava ferir o bom gosto da elite cultural da época, logo recebeu a alcunha Brega e passou a ser referida como música de empregada. Na época, o sempre antenado Caetano Veloso, fez um dueto histórico com Odair no Festival Phono 73 cantando o clássico absoluto "Eu Vou Tirar Você Deste Lugar" que hoje não pode ficar de fora de nenhuma coletânea que se preze do Rei das Empregadas.
Quem pensa que o pessoal da MPB foi muito censurado pela ditadura militar, muito se engana. Foram os bregueiros sententistas os mais tesourados pelos milicos, pois cantavam em suas músicas as grandes transformações comportamentais que a sociedade vivia na época. Essa história foi contada em detalhes no livro "Eu não sou cachorro não", facilmente encontrado nas livrarias. Só que a censura não conseguiu frear a produção musical.
Nos anos 80, após a abertura política, o brega seguiu firme através de artistas como Adelino Nascimento, Almir Rogério, Lindomar Castilho, dentre outros, só que de uma forma mais tímida, pois com a popularização das rádios FMs, eles foram varridos para o underground das rádios AM. Na década seguinte no entanto, a mesma tecnologia que os relegou a uma espécie de ostracismo, os trouxe de volta à tona. A emergente Revolução Digital que não só barateou a pirataria, como também melhorou a qualidade das reproduções.
Muita gente queimou muito filme cantando essa música nos churrascos de fim de ano das empresas em 1998. A Sony Music foi a Recife e encontrou um Reginaldo ainda na batalha, tocando nos bares do capital pernambucana acompanhado apenas por um tecladista e com um público fiel. Levaram-no para São Paulo, montaram uma banda completa, com direito a metais e laçaram um Ao Vivo que chegou ao disco de ouro. Se foi o reconhecimento do sul que o levou a tomar esta atitude, é algo que ele nunca falou em público, mas após ter participado da gravação de mais de duzentos discos como músico de estúdio, Chimbinha resolveu investir todas as suas economias em seu velho sonho, uma banda para chamar de sua.
Tanto os artistas quanto os fãs, souberam fazer uso das mídias digitais e o século XXI foi generoso. O barateamento das cópias fez surgir uma poderosa ferramenta de divulgção, a pirataria, assim como as redes sociais, que potencilizaram ainda mais esse Marketing Esquema Novo, facilitando a troca de informações e os downloads. Com isso, várias ramificações ocorreram, foi o Tecnobrega do Pará, o Calypso, o brega romântico de raiz das sertas do sertão e o tema deste artigo, o Arrocha do recôncavo baiano. Pode levantar, pois aqui termina a história.
A liberdade de criação e as facilidades baianas da existência, quando executadas com maestria, podem transformar qualquer coisa em ouro. Foi isso que o pessoal de Candeias fez quando pegou aquele brega que era tocado apenas com teclado e voz nas serestas, acrescentaram uma batida com nuances de axé e pagode, que induziam uma forma mais sensual de dançar, introduziram um saxofone e presto! Criaram o Arrocha.
A moda se alastrou como um viral, em pouco tempo centenas de artistas passaram a tocar Arrocha, ou a pisadinha como é carinhosamente chamado. O nordeste inteiro foi tomado de assalto. O ambiente anárquico, somado à alegria e a criatividade do povo fez com que surgissem diversos subgêneros dentro do próprio Arrocha. Tem o Arroxé do Trem Bala, o multifacetado som com referência de Vanerão de Nelson Nascimento e até o Arrocha Universitário de Gaudênio Santiago, mais uma criação da A3 Entretenimento de Fortaleza, a empresa que tem em seu cast nada mais nada menos que Aviões do Forró e Forró do Muído.
O melhor é que tudo FREE. Na comunidade Acervo do Arrocha do Orkut, o leitor pode fazer a feira e baixar tudo o que bem lhe convier. Se eu for listar tudo de bom que tem por lá, ficarei até o próximo carnaval redigindo este artigo. Vou apenas citar dois dos mais bombados nomes da atualidade e que o leitor siga seu próprio caminho. O primeiro segue a linha da seresta tradicional, aquela batida tan tararan tantan aliada a letras onde infidelidades conjugais e porres homéricos são frequentes, a dupla pernambucana Edu Luppa & Markinhos Maraial.
Não bastasse o talento autoral, é ao vivo que a dupla faz a diferença, com shows animados que já percorreram os estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia e Ceará. No ano passado foram 93 shows. Com suas composições caindo nas graças das duplas sertanejas, muito em breve eles terão condições de estenderem suas turnês também ao sul e desta forma o país inteiro poderá conhecer seu Bolerado, que é como eles classificam seu bolero acelerado.
Tamanha super exposição no cenário musical do nordeste acabou despertando a invejas de certos detratores, que recentemente acusaram Maraial de fazer declarações políticas em shows pelo interior de Pernambuco, pois ele foi vice-prefeito de sua cidade natal. Também correram boatos de que a dupla estaria prestes a se separar. Através de um comunicado ofical, a assessoria desmentiu ambas as noticias. É esperar para ver e torcer muito, pois só quem perderia com final da dupla seria seu imenso e fiel público. Escriba incluso.
O interessante em Edu & Maraial é que, numa primeira audição, pareçe que não se está escutando nada de novo, parece ser aquele mesmo som romântico a la Thayrone Cigano. Mas de repente, o ouvinte é contagiado pela levada pop de seu repertório e não consegue mais parar de ouvir. Principalmente se a referida audição for regada a algum etílico e o cidadão se encontrar com alguma pendência afetiva. O enigma talvez possa ser resolvido se levarmos em conta a qualidade das composições e o fato deles usarem uma banda completa, com direito a sanfona e percussão. Partindo do pressuposto que todo cânone que resultou no Arrocha foi executado apenas com um teclado, isso faz uma diferença lazarenta.
O outro nome que vou apresentar aqui não inventa outros nomes para definir seu Arrocha, mas é dono de uma criatividade que não parece encontrar limites, são os soteroplitanos do Bonde do Maluco. A banda surgiu da idéia do produtor musical Orlando Barros de juntar Dan Ventura, que já havia emplacado o hit "Piriripompom" no carnaval de 2007, com o paulista Billy X, que vinha da praia do Hip Hop. Somando a isso as referências do pagode do Axé e até mesmo Jazz, o som resultante foi algo totalmente original.
O seu disco de estréia, lançado no final de 2007 está cravejado de jóias. O primeiro sucesso foi "Não Vale Mais Chorar por ele", versão da música "Don't Matter" do rapper Akon que causou tanto que Ivete Sangalo, do alto do seu Trio Elétrico no carnaval de 2008, a cantou no tradicional momento em que se traveste de Piriguete Sangalo e canta algum sucesso alheio. Dan Ventura certa vez afirmou que sua versão é melhor que a original e que o negão americano teria que rebolar muito para chegar em seu nível. E eu concordo com o descarado. É claro que não faltaram imbecis que tomaram a parte pelo todo e devido ao simples fato da música ser uma versão de um hit gringo e descartaram o resto do disco. E que resto!
Destacar algumas músicas é uma tarefa ingrata, mas como tem gente que limpa fossas, vamos lá. Com uma introdução emulando uma voz infantil, "Cadê os Cachaçeiros" fazem a alegria da criançada, que responde um coro no refrão, "tão tudo dormindo, tão lá no cabaré", sem nem se tocarem do deprave da coisa. Meus filhos adoram. Na "Bichinhas do Arrocha" os quatros vocalistas interpretam bichonas numa performance teatral que é de chorar. Já "Malha Arrocha" é capaz de fazer um Bóris Cazoy rebolar tal qual um baiano da gema.
Mas o filé mesmo é a sexta faixa, "Sai da frente, rapaz". Com um solo de saxofone pra lá de suingado na abertura e uma letra minimalista na medida exata, a música teve a honra de ser incluída no repertórios do Aviões do Forró e olhe que eles não tocam nada que não seja sucesso popular, independente o gênero. Os Aviões costumam atuar como um carimbo de autenticação de um versadeiro sucesso. Depois eles ainda incluiram outras musicas do Bonde do Maluco em seu repertório, o que só faz comprovar o êxito dos baianos.
Com apenas dois anos de carreira, eles já estão com quatro discos lançados, sendo que um deles foi gravado ao vivo em Aracaju e posteriormente laçado como DVD oficial. Segundo Dan Ventura os discos venderam feito água e não fosse a pirataria, já estariam na casa dos milhões. Segundo Timpin, não fosse a pirataria eles ainda estariam animando serestas furrebas na periferia de Salvador. Mas não polemizemos, os caras são muito gente fina.
Falei aqui dos dois nomes que mais se destacam na cena do Arrocha, mas tem muito mais gente fazendo a alegria do povo nordestino. Enquanto no extremo sul do país, os puristas gaúchos lamentam a "contaminação" da vanera pelo sertanejo, o axé, o pagode e o forró, o sincretismo musical do norte e nordeste segue avante ao infinito com seus coquetéis musicais que não fazem nada além de criar maravilhas culturais que colorem ainda mais esse Brasilzão véio sem porteira.
Pelo menos em termos musicais, eu tenho a certeza de que este é o país do futuro.













