quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sertanejo Play - Capítulo 2 (Fiz merda)

Se tem uma das poucas coisas nessa vida que me deixa realmente preocupado, é não lembrar de como ter ido dormir na noite anterior. E foi exatamente o que me aconteceu nesta manhã de quinta-feira, o dia da gravação do DVD Sertanejo Play. Minha preocupação aumentou quando constatei que Yago tinha sumido do quarto com mala e cuia e pior, ninguém respondia minhas mensagens no Twitter. Só fui descobrir o que cacete tina acontecido quando o blogueiro Mauricio Ferigato me telefonou e me chamou para dar uma passadinha em seu quarto. Minhas suspeitas se confirmaram: eu tinha feito merda.


Timpin esganando a assessora que o fez passar pelos perrengues do post anterior


Tudo começou meia hora depois que publiquei o post anterior. A notícia de nosso exílio no hotel da rodovia Anhangüera espalhou-se e foram nos buscar, para ficarmos no mesmo hotel em que o resto da turma estava hospedado. Foi uma mudança da água pro vinho. Se antes Yago tirava onda no Twitter de que éramos blogueiros da segunda divisão, agora havíamos sido alçados diretamente pra Libertadores. Antes mesmo de irmos para o novo hotel, fomos levados pra uma churrascaria onde toda a equipe do Sertanejo Play estava jantando.

Conhecemos todo mundo. O produtor Ivan Miyazato, o chefão Alexandre Souto, a dupla Marco Aurélio & Paulo Sérgio e mais uma galera. Jantamos conversando com Marcus Blognejo e os irmãos Gui e Nuto Artioli, da banda Villa Baggage. Comecei a cagada aproveitando que a produção iria pagar a conta e logo de cara entornei duas garrafas de Bohemia. Na saída do jantar fomos para nosso novo hotel, nos prepararmos para assistir o ensaio geral do show.

Chegando no local, a primeira coisa que fiz, naturalmente, foi esculhambar a assessora que nomeamos como culpada por todas as roubadas em que nos metemos durante o dia. Implacável em minha fúria, aproveitei para esculhambar o vestido da coitada. Tudo teria saído às mil maravilhas se um cara não aparecesse com uma caixa de Red Label e uma pcoteira de Red Bull. Cabreiro que estava com tudo o que tinha dado de errado desde que havíamos chegado em Vinhedo, comecei tímidamente, bebendo com uma parcimônia extrema. Mas foi só ficar levemente alto que começei a manguaçar em ritmo industrial. Não demorou muito para que -graças a mistura do destilado com as fermentadas de antes - eu perdesse completamente a noção.

O que vai ser relatado a seguir, soube através de testemunhas, porque eu não me lembro de absolutamente nada. É a prova maior de que de tanto ler os livros de Charles Bukowski, acabei por incorporar traços de sua personalidade, ou seja, ás vezes quando bebo demais torno-me uma pessoas bem desagradável.

Consta que começei a dar chutes no traseiro da assessora e chamá-la de ml e um tipos de coisa ruim. Consta também que fiquei tentando agarrar uma das cantoras. Comecei a pentelhar todo mundo. Os músicos da banda começaram a ameaçar de descer do palco e me moer de pancada. Marcos porfim tomou uma atitude drástica e me levou na marra pro hotel. Diz ele que ofereci resistência e que teve um trabalhão pra dispensar o pau d´água.

Os caras ficaram tão putos que hoje demanhã ligaram pro Marcus dizendo que não queriam mais minha presença no show. Tive que fazer uso de toda minha diplomacia e falta de vergonha na cara. Agora estou aqui no último ensaio do show, relatando tudo isso pra vocês e mais quieto que guri cagado.

4 comentários:

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. voce é Foda Timpi... ameiii o seu porre. quase bota tudo a perder kkkkkkkkkkkkkkk, mas tbm por tudo que vc passou durante o dia,tava entalado kkkkkkkkkkkkk despejou tudo pra fora de uma maneira meio drastica eu diria, mas natural. kkkkkk. agora contenha-se, e boa sorte .

Por isso que eu não bebo. Fim.

Pô cara ta hora de publicar teu livro coletânea, tu escreve melhor que muito chato metido a cool por aí. Abração.

Nunca. Esculhambe. O vestido. De uma mulher. NUNCA.

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