O Rock Nacional Morreu e teve show Sertanejo no Enterro
O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.
Exaltasamba Anuncia Pausa na Carreira
Depois de 25 Anos de uma Carreira Brilhante e de Muito Sucesso, o Grupo Exaltasamba anuncia que vai dar uma 'Pausa' na Carreira.
Discoteca Básica - Aviões do Forró Volume 3
O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.
Por um Help à Música Sertaneja
Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.
Mais uma História Absurda Envolvendo a A3 Entretenimentos
Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
O cachorro do Bruno Medina (Loser Manos)
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Resposta de Sharon Acioly (criadora de "Ai se eu te pego) para Bruno Medina (Los Hermanos)

A parte do considere não criar dancinhas... Gente, musica é musica. Tem a pra ouvir, tem a pra pular... não dá pra ir atras do trio ao som de bossa nova. Fui criada ouvindo Djavan, Elis Regina, Cauby Peixoto, João Gilberto, Gal, Gil, Caetano e Betania. Chico Buarque e João Bosco foram trilha sonora em casa ate meus 15 anos. Eu sei bem a diferença entre um genero e outro e aprecio os dois pois ADORO dançar. E o povo brasileiro adora dançar e festar e curtir e pra se embalar tem que ter Ivete, Chiclete, Timbalada e Olodum, tem que ter Exalta, Calcinha Preta, Calypso e os Hawaianos. O que me mata é gente que critica mas depois de 3 doses desce até o chão nas pistas mais badaladas e exclusivas do Pais... Fala Serio.. ah e quem compos o HIT MUNDIAL ESTRONDANTE fui eu e meu parceiro Antonio Dyygs.
Ass. Sharon Acioly
*ATUALIZAÇÃO
Nova declaração de Sharon Acioly, a respeito do que foi comentado nesses dois últimos posts:
Ass: Sharon Acioly
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Sertanejo 2011 - Os 10 melhores discos
9 - Michel Teló - Na Balada
8 - Grupo Tradição - Tô de Férias
Ex-banda de Michel Teló, o Tradição teve que recomeçar do zero depois da saída do cantor – seguida de uma debandada geral dos outros músicos, com exceção do guitarrista Wagner Pekois. Com a formação rejuvenescida e sob a liderança do novo vocalista Guilherme Bertoldo, a banda ralou dois anos na estrada para azeitar este show, registrado no CD e DVD gravado no Balneário de Camburiú. Um disco impecável, daqueles que com o passar dos anos será um dia redescoberto e cultuado como obra prima.
7 - Humberto & Ronaldo - Romance
Humberto & Ronaldo são daquela duplas improváveis, quando até os primos próximos recomendam a tentativa de uma faculdade ou um concurso qualquer. Um cara como eu e você, sem nenhum atrativo físico vistoso e um negão acima do peso. Os caras tiveram que pisotear o conceito de apelo visual através da música. Conseguiram com um disco que revelou uma das melhores músicas do ano, "Chega Mais Pra Cá", de cujo quilate até Gusttavo Lima quis tirar uma lasquinha, participando da gravação.
6 - Bruno & Marrone - Juras de Amor
Únicos medalhões presentes na lista, Bruno & Marrone se redimiram com esse disco do fracasso de público e crítica que havia sido o disco anterior. Com um repertório que resgata a dor de amor dos velhos tempos, "Juras de Amor" ainda traz consigo um fato curioso: foi o único disco entre os dez melhores do ano, que foi produzido pelo outrora festejado Dudu Borges. Fosse ano passado, ele ocuparia metade das posições. O fato é que esse álbum comprova a longevidade da dupla, considerados os padrinhos da nova geração.
5 - Munhoz & Mariano - Ao Vivo em Campo Grande
4 - Fred & Gustavo - Então Valeu
Sem a menor sombra de dúvidas, este foi o projeto mais ousado de 2011. Uma dupla relativamente desconhecida do grande público recolhe-se em uma fazendo no Mato Grosso do Sul para compor novas músicas. O resultado foi este disco gravado ao vivo em Uberlândia, 100% inédito e 100% autoral. Com a letra longa e rebuscada de "Lendas e Mistérios", Fred & Gustavo representam a esperança de uma renovação estética na musica sertaneja. Coragem e bala na agulha pra isso eles comprovaram que tem, através desse disco.
3 - Luan Santana - Ao Vivo no Rio
Luan Santana, por ser o primeiro grande astro da música sertaneja a extrapolar as fronteiras do gênero, sempre tem que matar um leão a cada disco. Amado e odiado em iguais proporções, a cada novo lançamento fica aquele clima de "agora ou nunca". Amparado por uma competente produção, "Ao Vivo no Rio" cumpriu a promessa e mais: é a grande prova de que a nova música pop brasileira nascerá da matriz criada pela moderna música sertaneja. Queira os detratores ou não, Luan veio pra ficar.
2 - Victor & Leo - Amor de Alma
Assim como Bruno & Marrone, Victor & Leo vinham de um disco fraco. Desta vez, ao invés de terceirizarem a produção, assumiram por completo as rédeas do projeto e criaram esta joia, que supera até o cultuado "Borboletas". A poesia de Victor Chaves está cada vez mais sofisticada e a intimidade dele com seu violão, cada vez mais estreita. Em um ano infestado pelo chamado "sertanejo de pegação" este disco é um oásis, a capa não podia ser mais representativa: um céu claro pra contrastar com a negritude dos singles com letras de qualidade duvidosa.
1 - João Carreiro e Capataz - Lado A Lado B
Há anos que João Carreiro & Capataz são a grande promessa da música sertaneja. Onze, de cada dez profissionais do meio, apontam eles como a dupla predileta. Depois de amargarem uma geladeira de dois anos na gravadora Som Livre, eles voltaram para a independência ou morte e presentearam a todos os amantes da boa música não com um, mas dois discos. São quarenta músicas divididas no Lado A, acústico com músicas de raiz; e no Labo B, com músicas com a pegada moderna que lhe é característica. Mesmo com este catatau de músicas, não tem gordura sobrando, é só filé. Apesar de não ter nem dois meses de seu lançamento, este disco é desde já um grande clássico da música brasileira como um todo, um disco histórico que tem tudo para implodir o preconceito e a má vontade que a crítica cultural dita oficial tem para com a música sertaneja. Victor & Leo já abriram uma fresta nesse sentido, mas os brutos vão com certeza enfiar os dois pés e escancarar tudo.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Bruninho do Acordeon sofre furto ou Humberto & Ronaldo, passageiros dos Aviões do Forró

sábado, 24 de dezembro de 2011
Balanço de 2011 do Cabaré do Timpin

terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Sertanejo Play - O SHOW! (Capítulo 4)

Em um ano em que vicejaram gravações e regravações de músicas com forte apelo comercial e de fraquíssimo valor artístico, ou então de artistas consagrados apropriando-se de criações de novos e ainda obscuros talentos, o Sertanejo Play se sobressai feito uma Supernova em uma região pouco estrelada do céu.
Claro que nem tudo aqui são rosas e nem tudo lá são espinhos. Neste ano tivemos a volta por cima de Victor & Leo, com seu irretocável "Amor de Alma", depois do fraquíssimo (e com o nome agourento) "Boa sorte pra você". E o que dizer dos sensacionais Lados A e B do lançamento duplo de João Carreiro & Capataz? Sem contar com a consagração definitiva de Gusttavo Lima e o despontar de duplas promissoras, como Humberto & Ronaldo e Munhoz & Mariano. Estes últimos presentes no Sertanejo Play como convidados especiais e os únicos nomes mais ou menos conhecidos do grande público. E é justamente este último detalhe que faz deste projeto, algo tão especial. A aposta no novo, o apreço pelo novo, pautado sempre pela qualidade.
Mesmo artistas já com uma certa quilometragem, como o caso das duplas Betho & Menon e Marco Aurélio & Paulo Sérgio, o tesão juvenil transparece. Cada qual com seus próprios motivos e com suas histórias de vida, comportaram-se como renascentes. Os primeiros abriram o show e os segundos encerraram, como que amarrando as pontas do fio de um novelo que, após quase duas horas de show, revelou-se uma bela tricotagem, o produto final superou a soma das partes.
Betho & Menon confirmaram que possuem um público fiel na região, entraram com o jogo praticamente ganho e com a platéia na palma de suas mãos, cantando em uníssono seu sucessos, principalmente o hit "Atrevida". Já Marco Aurélio & Paulo Sérgio protagonizaram e comendaram a grande apoteose da noite, o momento em que todo o cast subiu ao palco para cantarem juntos aquele que entrará para história como o grande hino do evento, a música "Agora é nóis".
Mais do que servirem de cobertura para o recheio representado pela nova geração apresentada ao público, esses quatro artistas emprestaram um característica ímpar para o projeto: a troca de experiências e conhecimentos possibilitada pelo longo período de convivio íntimo. Isso, mais a competência do produtor Ivan Miyazato e do arranjador Eduardo Pepato, possibitaram a realização do que se viu e se ouviu na noite de 15 de dezembro.
No mercado atual da música sertaneja, a vaga de grande crooner da música romântica ainda não foi definitivamente preenchida. Michel Teló, Gusttavo Lima e, de uma certa forma, Luan Santana, ainda são candidatos, mas não vão muito além de suas candidaturas. Rodrigo Marin demonstrou que está nesse jogo para buscar a vitória. A concorrência, como se vê, é pesada, mas o rapaz demonstrou autoconfiança e tudo o que precisava era isso, uma chance de se mostrar ao mundo.
Os sinais de que a música sertaneja é o novo pop brasileiro estão cada vez claros. Aos poucos a crítica especializada está admitindo isso, e não falo apenas da crítica da área sertaneja, falo da crítica em geral. Tivessem eles em Vinhedo e assistisse o show de Karin Garcia, dariam largos passos para admitirem de uma vez por todas essa realidade. A menina é uma estrela nata. Em alguns momentos ela lembra a Rita Lee da fase Build Up, logo que saiu dos Mutantes, em outros Paula Toller, no auge de sua forma nos anos 80, mas o tempo todo deu provas de que assimilou muito bem todas as influências que teve em sua carreira e que está pronta para as luzes da ribalta.
Estar no lugar certo e na hora certa, é algo que não se calcula, mas que faz parte dos inescrutáveis desígnios do destino. Parece ser o caso da dupla Junior & Marconi e da banda Villa Baggage. Depois do estouro de Luan Santana junto ao público adolescente, a ponto de virar álbum de figurinhas e capa de caderno escolar, está mais do que na hora de que uma dupla e uma banda percorram o mesmo caminho.
Algumas duplas já foram lançadas por aí, mas nenhuma tem mais potencial para se tornarem ídolos teen como Junior & Marconi. Eu estava no gargarejo quando eles se apresentaram e fiquei impressionado com o que vi. Fãs de primeira hora empunhando cartazes com mensagens de carinho e inventando um slogan que tem tudo pra colar: "Junior e Marcone / anotem esse nome". E podem anotar mais, pois o mais impressionante é que além de terem apenas dez meses de carreira, aquela era a quarta vez que subiam num palco. A impressão que se tem é que eles devem ter nascido e se criado num palco oculto de todos, tamanha a maneira como estavam se sentindo em casa. Repito, anotem esse nome.
Muitas vezes um jornalista acaba-se descobrindo um tiete. Foi o meus caso com a banda Villa Baggage. Já no ensaio eles conseguiram algo raro, arrancar arrepios em mim. A combinação de violino com sanfona, algo que Fernando & Sorocaba poderiam ter feito, mas que nunca arriscaram, a banda realizou com maestria. A sonoridade do Villa Baggage é totalmente nova, fora o fato de que, além de terem uma cantora charmosíssima, a loirinha Emelyn Maziero, os irmãos Nuto e Gui Artioli, violino e sanfona respectivamente, alternam-se na primeira voz que se perceba. Fora a presença no palco que o trio causa, parecem preencher todos os espaços, não se sabe pra qual deles se olha. Se um metoro de grandes proporções vão atingir a terra e extinguir a espécie humana, estes caras vão bombar.
Depois deste farto banquete de novidades, Munhoz & Mariano representou quase uma chuva no molhado, sendo muito mais uma espécie de faixa bônus, do que um selo de autenticação vindo de um nome já reconhecido no mercado. Mas não fizeram feio e mais uma vez demostraram seu poder de frisson perante a platéia.
Quando o show acabou, toda a produção e o time de artistas pulava e berrava, cantava e se abraçava em cima do palco, enquanto o público deixava a casa de eventos Adler. Pareciam um bando de crianças comemorando a primeira bicicleta da vida. Foi um negócio bonito de se ver, como bonito é ver todas as grandes tarefas executadas com amor. Já que começei com Raul Seixas, vou terminar com ele para tentar manter um mínimo de lógica nesta resenha. "Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, já sonho que se sonha junto é realidade". E ali eu vi um bando de malucos sonhando juntos. Se o sonho deles não virar realidade, não sei mais o que vira.
Links para os capítulos anteriores da SAGA SERTANEJO PLAY
Capítulo 1 (primeiras impressões)
Capítulo 2 (fiz merda)
Capítulo 3 (retratação e novas amizades)
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Sertanejo Play - Capítulo 3 (a retratação e as novas amizades)

O primeiro a conhecer eu só fui saber quem era depois, mas achei muito nobre sua atitude. Eu estava arrasado no saguão do hotel, estirado no sofá e lendo meu livro "Humano, demasiado humano", do filósofo bigodudo e alemão Friedrich Nietzsche, quando ele veio e cumprimentou-me espontaneamente. Como eu sabia que ele estava no palco na fatídica noite anterior, isso foi um sinal de que ele não tinha em sua mente a imagem espelho de que eu era o mais completo bosta. Quem era ele? O produtor Eduardo Pepato, encarregado pelos arranjos do espetáculo. Dali em diante saquei para comigo, taí um cara humano, demasiado humano.
Quando chegou o meio dia, a equipe da blogosfera desceu de seus quartos, chamou-me e comunicou-me que eu era persona non grata no evento e desaconselhavam inclusive minha presença no almoço. Para meu bem, seria melhor comer por ali mesmo, em alguma lanchonete nos arredores. Marcus Blognejo era o mais enfático quanto a isso. Como, muito mais do que vergonha na cara, eu tenho uma honra a defender e nunca me eximo da responsabilidade pelos meus atos, fui com eles.
No restaurante, após a refeição, fui lá fora fumar um cigarro digestivo junto a segunda pessoa bacana que conheci, o empresário e produtor Juninho, da dupla Jads & Jadson. Perguntei se era realmente verdade tudo o que estavam falando que eu tinha aprontado na noite anterior.
- Rapaz, foi disso pra pior! Tinham que fazer uma corrente de neguinhos em tua volta. Cara, tú tava muito doidão!
- Puta merda, vou ter que me retratar com o povo. O pior é que nem sei como começar a me desculpar, porque não de lembro de porra nenhuma.
- Tú pode começar a retratação me pagando os mil reais que te emprestei ontem, você não lembra não?
Na mesa, enquanto comia, prestava muita atenção nas conversas do cantor Paulo Sérgio, que faz dupla com Marco Aurélio. Entendam, eu tenho uma intuição quase feminina. No ato me liguei que estava diante de uma pessoa com um enorme coração, uma alma muito especial. Essa suspeita confirmou-se quando, logo ao chegar ao local do evento, fui desculpar-me com a assessora Patricia Decarli. Paulo Sergio de presto prontificou-se a defender-me, dizendo que havia sido uma gafe pontual e que eu não era aquela pessoa que eles tinha visto na época. Um abraço, uma troca de beijos e bola pra frente, disse Paty. Pediu pra mim esquecer tudo.
- Mas como vou esquecer de uma coisa que não lembro?
- Então está resolvido, uai!
O próximo contato era bem mais tenso. Tratava-se de encarar o sócio de Ivan Miyazato, Alexandre Souto, o homem que através de uma ligação, quando eu ainda estava em viagem pelo sertão nordestino, havia me convidado para estar ali. E mais! O homem que havia ligado para o Marcus avisando que não queria ver minha carinha loira deslavada por lá. Depois de algumas horas ele encontrou-me todo encolhido, sentado nos degraus de uma escada. Depois de um rápido sermão, acabou por dar-me a mão e desejar-me tudo de bom. Ufa! Chegou me afrouxar as tripas, fui correndo dali para o banheiro mais próximo.
Mais tarde apareceu por lá o cara que na verdade tinha sido o primeiro a conhecer, o multi-tarefa que, além de desenrolar qualquer coisa que precisássemos, ainda agencia o cantor e compositor iniciante Eddy Matos, que atualmente trabalha seu disco intitulado A Mistura. Estamos falando de João Lourenço, ou Joe Lorentz, como imediatamente passei a chamá-lo. Atualmente morando em Uberlândia, tivemos bons momentos de descontração contando velhas histórias da antiga formação do Grupo Tradição, já que ele tinha trabalhado com a banda.
O dia já estava chegando ao fim quando ele, a lenda, o mito, a figura,o cara que está batendo nos vinte mil seguidores no Twitter, a explosão de energia e carisma chamado Samuca Produções apareceu por lá, tirando sarro da minha cara, por causa da manguaça histórica da noite anterior. Se haviam algumas pessoas ali que não estavam sabendo do ocorrido, agora estavam cientes de tudo, via palestras informais e stand ups de Samuca, Samú para os íntimos. Além de me filar uns quatro ou cinco cigarros meus, convenceu-me que sua simpatia comigo era sincera e que ali estava nascendo uma grande amizade. E potenciais novas aventuras, como vocês por fim descobrirão no capítulo final desta saga. Aguarde e confie.
A cereja do bolo foi quando um maluco cumprimentou-me do nada, quando eu estava mexendo no computador. Ele estava com outro cara e visivelmente tinham pinta de dupla sertaneja. Perguntei pro Marcão quem era e qual não foi minha supresa ao saber que se tratava de Thiago Machado & Rafael. Explico a surpresa. O meu blog de downloads sertanejos predileto é o Modão MS. O único problema do blog é que todo e qualquer disco que você baixe, vem com uma, duas ou três faixas bônus desta dupla. Depois, em conversa com Gabriel Orriz, o dono do Modão MS, descobri que a dupla era empresariada pelo blogueiro. Não deixei barato, chamei os caras.
- Ô seu filha de uma mãe, chegue aqui!
- O que foi?
- Sabia que todo disco que baixo do meu blog de downs predileto vem musicas suas? Conhece o Gabriel Orriz?
- É nosso chefe, pô!
Dali pra frente foram muitas risadas, aguns tenerés que filei de Joe Lorentz e Samuca e uma foto muito zuada com a dupla agora famosa Thiago Machado & Rafael. Os viadinhos também me filaram alguns cigarros. Mas o que levaram, confesso aqui, foram alguns exemplares da minha carteira de reserva de Classic do Paraguai. Sacaneei os caras, ora xongas!
O clima na janta estava bem mais leve que no almoço, assim como minha alma, que estava bem mais aliviada. Era a noite decisiva, a noite do show do Sertanejo Plays e eu estava transbordando amor e gratidão, por todos os poros do corpo. Não só para os artistas do evento, mas acima de tudo para mim, era uma noite muito especial e decisiva. Era agora ou nunca! E como eu já tinha observado pelo que vi e ouvi nos ensaios, uma noite de boa música.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Sertanejo Play - Capítulo 2 (Fiz merda)

Tudo começou meia hora depois que publiquei o post anterior. A notícia de nosso exílio no hotel da rodovia Anhangüera espalhou-se e foram nos buscar, para ficarmos no mesmo hotel em que o resto da turma estava hospedado. Foi uma mudança da água pro vinho. Se antes Yago tirava onda no Twitter de que éramos blogueiros da segunda divisão, agora havíamos sido alçados diretamente pra Libertadores. Antes mesmo de irmos para o novo hotel, fomos levados pra uma churrascaria onde toda a equipe do Sertanejo Play estava jantando.
Conhecemos todo mundo. O produtor Ivan Miyazato, o chefão Alexandre Souto, a dupla Marco Aurélio & Paulo Sérgio e mais uma galera. Jantamos conversando com Marcus Blognejo e os irmãos Gui e Nuto Artioli, da banda Villa Baggage. Comecei a cagada aproveitando que a produção iria pagar a conta e logo de cara entornei duas garrafas de Bohemia. Na saída do jantar fomos para nosso novo hotel, nos prepararmos para assistir o ensaio geral do show.
Chegando no local, a primeira coisa que fiz, naturalmente, foi esculhambar a assessora que nomeamos como culpada por todas as roubadas em que nos metemos durante o dia. Implacável em minha fúria, aproveitei para esculhambar o vestido da coitada. Tudo teria saído às mil maravilhas se um cara não aparecesse com uma caixa de Red Label e uma pcoteira de Red Bull. Cabreiro que estava com tudo o que tinha dado de errado desde que havíamos chegado em Vinhedo, comecei tímidamente, bebendo com uma parcimônia extrema. Mas foi só ficar levemente alto que começei a manguaçar em ritmo industrial. Não demorou muito para que -graças a mistura do destilado com as fermentadas de antes - eu perdesse completamente a noção.
O que vai ser relatado a seguir, soube através de testemunhas, porque eu não me lembro de absolutamente nada. É a prova maior de que de tanto ler os livros de Charles Bukowski, acabei por incorporar traços de sua personalidade, ou seja, ás vezes quando bebo demais torno-me uma pessoas bem desagradável.
Consta que começei a dar chutes no traseiro da assessora e chamá-la de ml e um tipos de coisa ruim. Consta também que fiquei tentando agarrar uma das cantoras. Comecei a pentelhar todo mundo. Os músicos da banda começaram a ameaçar de descer do palco e me moer de pancada. Marcos porfim tomou uma atitude drástica e me levou na marra pro hotel. Diz ele que ofereci resistência e que teve um trabalhão pra dispensar o pau d´água.
Os caras ficaram tão putos que hoje demanhã ligaram pro Marcus dizendo que não queriam mais minha presença no show. Tive que fazer uso de toda minha diplomacia e falta de vergonha na cara. Agora estou aqui no último ensaio do show, relatando tudo isso pra vocês e mais quieto que guri cagado.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Sertanejo Play - Capítulo 1 (primeiras impressões)

Qual não foi nossa supresa ao constatarmos que não tinha ninguém nos esperando. Ligamos pra organização e nos pediram uns minutos para resolverem a situação. Minutos depois nos ligam dizendo que uma Dublô de uma dupla chamada Sérgio & Sandro pilotada por um certo Vicente iria nos buscar. Bastava esperar na saída do aeroporto. Esperamos, esperamos, esperamos e esperamos mais um pouco. Esse pouco pode ser quantificado em termos de uma hora e lá vai cacetada.
Ligamos de novo. Nada de atenderem e aí o comunicado veio via Twitter. Peguem um táxi e vão até o hotel que depois reembolsamos. Aí é que fudeu tudo! Só pro frequentador de nosso Cabaret se situar geograficamente, o desembarque foi no aeroporto de Viracopos em Campinas e o hotel ficava em outra cidade, chamada Vinhedo. Barganhei com o taxista e conseguimos uma corrida que nos custaria 80% de nossas reservas financeiras. O que não tem solução, solucionado está. Embaracamos no táxi.
Chegando no hotel, mais uma surpresa. Nossos nomes não constavam na lista de reservas. Nessa hora eu já começei a fazer uso de meu vasto repertório de impropérios. Mas por enquanto ainda contidos. Mais ligações e a notícia. Nosso hotel na verdade era outro, localizado na rodovia Anhangüera, kilômetro sei lá qual. Mais baraganha com taxista e lá se vão nossos ultimos 20% de capital de giro.
Lógico que fizemos o taxista esperar confirmarmos que nossos nomes constavam na lista de reserva antes de ele desaparecer de nossas vidas com nossos 20% restantes. Tudo confirmado, chave na mão, bagagens instaladas fomos comer, porque nossos estômagos já estavam ameaçando digerir os esôfagos num protesto justificável. Chegando no restaurante constato que nada é tão ruim que não possa ficar pior. Como estávamos num logradouro na margem de uma BR, as cervejas eram proibidas por lei, por conta do tucanato paulista.
Como sou duro na queda, chamei um mensageiro do hotel num canto e negociei quatro latas de Nova Schin quentes no mercado negro, a seis e cinquenta. O resto da tarde, até o presente momento, gastamos soltando matilhas de cães via Twitter, no encalço da organização e constatando que o outros blogueiros estão todos juntos, de boa, no primeiro hotel que nos recusou, que fica na cidade de Vinhedo e não no meio do nada onde nos encontramos.
A noite está apenas começando e o show será amanhã. Sinto medo do que nos espera. E também do que farei na hora que olhar dentro dos olhos de quem nos meteu nessa roubada. Pode ser que a maré mude de cá pra lá, mas nessa praia em que me encontro, não arrisco encarar nem uma marolinha.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Sertanejo Play contará com cobertura do Cabaré do Timpin


Pedro Alexandre Sanches (e outros!) e a mudança de paradigma da crítica musical brasileira

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Banda Djavú vira caso de polícia

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Conheça o Movimento Péla-Porco

A expressão se refere a um jeito de fazer música que faz sucesso mas que é ignorado simplesmente pelo fato de ser muito ruim. (hehehe)
Para que um artista seja qualificado com o Péla-Porco o critério é simples: se ele não tá nem aí pra nada, pronto. Uma banda Péla, como os do ramo costumam dizer, só se importa com a satisfação do público. Ou seja, se o povo estiver dançando, tanto faz se tá tocando certo ou cantando no tom; o importante é fazer o péla.
- O "pai" de todos os pélas é o Anjinho dos Teclados ele foi o primeiro cantor a fazer sucesso tocando forró apenas com um teclado. A grande maioria dos pélas (eu, por exemplo) apareceu por causa dele.
- Um outro exemplo de péla-porco que fez sucesso só com um teclado foi o Frank Aguiar, depois de estourar como "tecladeiro" ele montou uma banda de verdade e pra mim, não teve a mesma graça mais.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Tuta Guedes - Dois anos na dianteira de Michel Teló

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
A grande surpresa da viagem: Acácio, o Ferinha da Bahia

sábado, 3 de dezembro de 2011
Joelma, Chimbinha & Timpin - Orkut Ao Vivo
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Banda Calypso no Orkut Ao Vivo - Chimbinha fala algumas verdades sobre o mercado musical brasileiro

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Deixamos para Yago Boufleuer dos Santos o Trabalho Sujo...
Ivonete - A Recepcionista Estressada







