O sertanejo substituiu o rock como a música consumida pela juventude brasileira. Se esta frase fosse escrita no começo dos anos 90, seria considerada ficção escatológica, mas na atualidade é a mais Pura Realidade.
O Tempo nunca fez eu te esquecer. A primeira frase da primeira música do Volume 3 do Aviões doForró sintetiza a obra com perfeição: um disco Inesquecível.
Depois de dois anos, João Bosco e Vinicius, de novo conduzidos por Dudu Borges, surgem com mais um trabalho. Só que ao invés de empolgar, como foi o caso de Terremoto, o disco soa indiferente.
Tudo começou na sexta-feira, quando Flaviane Torres começou uma campanha no Twitter para uma Espécie de flash mob virtual em que os Fãs do Muído deveriam replicar a Tag #ClipSeEuFosseUmGaroto...
Akon, mais um exemplar do tipo de afro descendente que de tão preto, chega a ser azul
Primeiro post de 2010. Estava esperando um tema bacana pra começar o aquecimento dos motores. E este é um tema bacana. No Festival de Verão de Salvador, alguns nomes estrangeiros estão confirmados. Dentre eles Beyouncé (é assim que se escreve?) e Akon. E não é que o Akon quer conhecer a versão em português que o Bonde do Maluco fez para sua Don't Matter. Trata-se da baianamente famosa "Não Vale Mais Chorar Por Ele".
Dan Ventura
O ideal seria que a organização do evento desse um jeito para que eles dividissem o palco na hora de tocar esta música, aí sim o negão americano veria um negão baiano rebolando em seu próprio habitat. Se isso ocorresse, o Arrocha começaria a ser visto com outros olhos pela mídia, porque verdade seja dita, a mídia da Bahia ignora formalmente este ritmo que está crescendo, evoluindo a apresentando novos nomes a praticamente cada semana.
Eu viciei. Virei um arrochero da porra. Escuto direto. Aprendi a dançar. Ensino vizinhos nas baladas que promovo em minha casa. Tanto que lá no meu bairro o seguinte refrão é hit:
"Ela vai de saia / de bicicletinha / uma mão vai na cintura / outra tapando a calcinha"
No meu mp3 player, são figuras fáceis os seguintes nomes: Kuarto de Empregada, Madeirada do Arrocha, Trem Bala, Fuska Virado, Arrochadera, Leo Magalhães, Oz Karaz de Saia e mais uma cacetada de coisas boas. querendo é só pedir, mando links, mando CDs de mp3, sou um cara que gosta de socializar música.
Quer se virar sozinho? Fácil. Eis o Caminho das Pedras, a Comunidade Acervo Arrocha, do meu amigão Marcelinho Inho Inho. Lá tem tudo. A melhor comunidade de arrocha do hemisfério sul. Diz a lenda que na Eslováquia (ou Eslovênia, sei lá que nome tem aquela terra de corno) tem uma que supera. Eu nunca achei o link.
Agora respondam, vocês conhecem o REY DA PALOMBA? Outra hora apresento o cara pra vocês.
Peço desculpas pela falta de posts. Problemas pessoais e profissionais esfacelaram minha alma. Assim que reconstituir tudo, não digo da forma original, mas de alguma forma, volto a ativa. Obrigado pela compreensão.
Timpin agora tá se achando gente. Timpin andou dando entrevista. Néfoda?
Ele não tem papas na língua,nem medo de censura,mas tem medo de morrer.Quem é ele?
Timpin. Quem ainda não ouviu falar nesse nome, que se prepare, pois ele começou o seu trabalho com música popular, de fato, neste ano e neste pouquíssimo tempo já tem deixado muitos empresários e cantores de banda carecas. Ele não possui uma identidade, pelo menos, não uma conhecida. Como se mete em terrenos não autorizados, precisa usar um pseudônimo para preservar a própria vida, como ele diz. Isso mesmo. Um jornalista curitibano, estudioso da música popular brasileira, que faz uso de pseudônimos. Isso não te lembra alguma coisa? Então, vamos ao refresco de memória: censura, repressão e todos os seus AI's... Bingo! Parece que voltamos no tempo e estamos vivendo na época da ditadura. Exagero? Timpin acha que não e, se você ler essa entrevista do início ao fim, vai entender do que a Coluna Holofote está falando. Ok. Vamos esclarecer um pouco desse babado fortíssimo para você, leitor querido. Nos últimos dias, começou a surgir na mídia uma história de que a famosa banda Djavú aqui da Bahia, que vem ganhando o cenário nacional, não passa de um plágio da banda Ravelly, desconhecida dos baianos, mas velha amiga do pessoal lá do Belém do Pará, terra natal da banda que se diz plagiada. E quem tem descoberto cada vez mais "podres" referentes a essas bandas é o nosso apimentado entrevistado. Timpin tem descoberto tanta coisa, que os empresários das bandas citadas não param de ligar para cá tentando segurar a peteca aqui, a peteca aculá e tamanho é o "cabelo" dessa história, que até o programa dominical da Rede Globo está interessada na novela. É FAN-TÁS-TI-CO!
Luan Santana já é um nome bem conhecido em Campo Grande. Lá o povo chama ele de Gurizinho. Lançou um disco com dezesseis anos, mas foi abafado por João Bosco & Vinicius, que regravaram a música Sufoco, que era justamente a musica de trabaçho de Luan. Só que o destino foi generoso com o piá e seu disco independente ao vivo, lançado no começo deste ano foi se espalhando aos poucos, no boca a boca da internet. Seus shows foram cada vez mais sendo solicitados e ele vai fechar o ano com mais de trezentos shows espalhados por dezoito estados do Brasil.
O gurizinho foi contratato pela Som Livre, gravou um DVD sensacional e virou Gurizão. Mais da metade dos acessos deste distinto cabaré se dá através do Google. Pessoas querendo baixar o DVD. A essas pessoas peço sinceras desculpas. Ainda não possuo o disco. O que eu comprei dos camelôs do Terminal Guaraituba está com a imagem muito ruim.
O ano de 2010 tem tudo para ser o ano de Luan Santana e volto a afirmar categoricamente. Luan Sanatana tem tudo, mas absolutamente TUDO para ser o maior fenômeno da história da música sertaneja. Como brinde, deixo aqui para vocês o clipe da Sinais, um dos vários hits em potencial de seu novo trabalho. So para se ter uma idéia de como o rapaz está cada vez mais sendo cercado de superlativos, em uma semana esse vídeo foi assistido mais de SETENTA MIL VEZES e subindo. É mole?
Minhas investigações revelaram uma máfia dwe cópias de bandas, ameassas de morte, mandatos de prisão e até banda de rock perdendo a paciência com a Banda Djavu.
Ao contrário do que reza a velha máxima de que “em casa de ferreiro, espeto de pau”, os filhos do produtor e empresário Francisco Macedo Costa, o Macedo Brilho, um dia tiveram a idéia de montar uma banda. Filipe, 18, Thiago, 16, Saulo, 14 e Lucas, 12, buscaram inspiração em personagens infanto-juvenis de sucesso para criar a Ninjas do Arrocha em 2005.
Sim, o objetivo era faturar; afinal estamos falando da família daquele que foi dono da banda Brilho, que já animou bailes e festas populares nos anos 80 em Sergipe. No entanto, depois de gravadas as músicas dos Ninjas do Arrocha foram disponibilizadas em uma página na Internet, sem indicação de copyright, livres para serem copiadas e tocadas indiscriminadamente. Foi assim que o grupo conseguiu até figurar entre as letras publicadas no site Terra, um espaço que poucos artistas sergipanos conquistaram até hoje. Uma pesquisa na busca do Google nos leva a dezenas de menções em blogs e páginas, provando que a banda teve divulgação marcante, mesmo sendo alvo de certas chacotas. Desde verbete da desciclopedia a tema de matérias jornalísticas em emissoras como a TV Sergipe e a TV Diário (CE), afiliadas da Rede Globo. Enfim, foram parar em todo lugar (virtual).
Métodos nada ortodoxos, até cair na boca do povo
A estratégia para alcançar este sucesso foi peculiar. Para popularizar o trabalho da banda, Macedo imprimiu mais de 200 mil capas de CDs e DVDs em papel couché e os distribuiu para pirateiros das cidades onde mantinha contatos, para que os produtos tivessem uma melhor apresentação e, portanto, mais credibilidade. Foram entregues juntamente com cópias master para serem deliberadamente reproduzidas e comercializadas, sem custo algum para os pirateiros. “Eu chego pro pirateiro, dou um CD ou DVD e dou as capas, então ele já se sente gratificado porque não vai fazer xerox, xerox é caro, então ele bota no mercado. Se a pessoa chega e vê um produto com uma impressão dessa ela já compra, já vê qualidade melhor, e pra mim em gráfica isso sai barato. Se eu chegasse só com o CD ou DVD dos Ninjas e desse, ele não teria interesse”, justifica.
O tempero sonoro do grupo foi elaborado por Dan Ventura, compositor baiano e parceiro de Macedo Brilho que compôs a música-tema dos Ninjas a partir de temas sugeridos pelo empresário e seus filhos. As canções não são exatamente compradas. “Não é o compositor que mostra música... a gente encomenda música. Com os Ninjas, como eram meninos, escolhemos essa coisa de desenho animado, de ninjas, demos a idéia e ele melhorou. A gente pega um tema, chama o compositor, mostra, e ele desenvolve, mas alguns dos Ninjas já estão fazendo músicas próprias”. Como autor do principal sucesso do grupo, Dan Ventura não recebeu dinheiro em espécie, mas negociou permutas por shows pelo uso de sua obra. Por outro lado, nota-se que este compositor tem conseguido outros dividendos com estas criações, pois começa a entregá-las para serem gravadas por outros grupos com maiores possibilidades de inserção, como o Trio da Huanna, que já gravou “Ninjas do Arrocha”, uma daquelas novidades da indústria cultural baiana. A mesma canção também foi cantada por Ivete Sangalo em trio elétrico no carnaval antecipado de Sergipe, o Pré-Caju; e muito provavelmente também foi executada em outros eventos deste tipo. "A Ivete ainda teve a sensibilidade de oferecer ao pessoal daqui, dizer que era dos meninos de Aracaju e tal".
Negócios de família em rede de relacionamentos
Mesmo baseado em Aracaju, os Ninjas costumam se apresentar com mais freqüência no interior do estado de Sergipe. A gravação de uma apresentação em Capela, apresentada pelo próprio prefeito, foi parar no You-Tube. Isso sem falar do interior de outros estados. Em 2006 realizaram aproximadamente 40 apresentações e também gravaram um CD e um DVD. O grupo não é o responsável pela maior parcela de lucros entre as atividades do empresário, apesar de ter se tornado a mais conhecida entre as bandas por ele produzidas. O objetivo (justo) sempre é conquistar grandes lucros, mas não há previsão de quanto tempo isso vá levar para acontecer, apenas planos: “Com os Ninjas eu estou pensando no futuro”.
A remuneração dos sócios (sua esposa e, claro, filhos), músicos e prestadores de serviço vem basicamente do conjunto de atividades dos negócios da família: apresentações das outras bandas e aluguel de equipamentos (palco, som, luz, trio elétrico, carro de som, etc). Noventa por cento das apresentações são realizadas em parceria com produtores parceiros, baseadas na venda de ingressos. Apenas dez por cento das apresentações são contratadas, quer seja por parte de prefeituras ou produtores locais. Para Macedo, o grupo é mais popular nas cidades do interior pois o público da capital “tem vergonha de dizer que gosta dos Ninjas”. Mesmo assim, é comum se ouvir (em alto volume) suas músicas em bares de Aracaju, através dos alto-falantes de carros particulares e com a aparente aprovação de um público heterogêneo, tanto de classe média quanto de camadas mais populares.
Por conta de seu trânsito no mundo da indústria do entretenimento, Macedo também conseguiu que uma música dos Ninjas entrasse num playlist do site Sucesso, enviado para rádios, produtores e usuários cadastrados. Segundo Macedo e Filipe “San”, a música teve uma quantidade surpreendente de downloads em 2006, “mais que Zezé di Camargo, da trilha sonora de Os Filhos de Francisco”, garantem. Esta disseminação provocou não apenas a execução da canção “Ninjas do Arrocha” em rádios, mas também a escolha da banda como “artista do dia” da Rádio Jovem Pan. “O pessoal me passou vários emails e eu não respondi”, conta Macedo, “eu dizia ‘é mais um trote’... aí acabaram me ligando, falando ‘rapaz, queremos fazer uma entrevista com os Ninjas, e vamos botar eles como artista do dia, vamos abrir um chat, pelo site da Jovem Pan’. Quando eu digo que nós fomos artistas do dia as pessoas não acreditam, dizem que é impossível, porque na época nem havia Jovem Pan em Sergipe”.
Apesar de não terem liberado suas músicas em Creative Commons, não houve uma preocupação formal com a questão dos direitos autorais. Suas criações circularam através dos pirateiros, e foram disponibilizadas na Internet, sem editora ou selo fonográfico. As relações com diferentes agentes são definidas como parcerias, que possibilitam a geração de negócios formais, como shows, e viabilizam a concretização de outros projetos. As composições de Dan Ventura para os Ninjas, por exemplo, foram “pagas” com shows da banda. Estes agentes locais viabilizam apresentações, tanto em produção própria como em sociedade com a Brilho Produções Artísticas Ltda., que tem existência jurídica formal desde 1995. Para Simone, esposa de Macedo, mãe dos Ninjas e também produtora, conhecida como Simone Brilho, os empreendimentos da família utilizam serviços contratados de uma média de 30 pessoas, entre técnicos e músicos, que recebem cachês avulsos, sem relações trabalhistas.
Motim de mercado
Aparentemente não há relação direta entre o empresário e os pirateiros que ele incentiva a venderem os conteúdos gerados pela banda. Macedo também garante que não paga pela execução em rádios, apenas eventualmente aceita alguns "pedidos", como para apresentações promovidas por emissoras, para garantir a veiculação das músicas. “Com bandas menores, eles fazem parceria, promoção, mas quando a banda tem gravadora, elas é que pagam”. Sem rodeios, Macedo fala sobre o famigerado jabá: “Tem rádios que cobram X, em Recife mesmo, o Deuses estourou lá e eu pagava R$ 2.500, por 3 execuções por dia, e deu um bom resultado... eles [as rádios] não botam 0800... de graça, de graça, é difícil... no mínimo eles fazem shows e as bandas participam de graça”. Apesar disso, ele garante que conseguiu que os Ninjas tocassem sem essa estratégia: “Na FM Sergipe, no ano passado a música do Rebeldes estava em primeiro lugar, e quem desbancou foram os Ninjas, sem que eu tenha dado nada; música tava tocando com o Um Toque Novo, eu fui lá falei que era dos Ninjas, dei o CD e eles detonaram, ficaram em primeiro lugar. De vez em quando eles me pedem umas bicicletas, skate, eu dou, mas antes disso chegamos em primeiro lugar no 0800”.
O empresário garante que nunca recebeu um tostão de direito autoral. “As rádios não tocam CDs, tocam mp3... tinham que tocar o original, mas nem CDs tocam... tocam mp3... o país tem leis, mas não cumpre as leis.. Pra gravar hoje, tem o ISRC, quando você bota aquilo na rádio, automaticamente a rádio tem que estar equipada pra ler o registro... obrigam a gente a ter isso, mas as rádios não têm equipamento pra isso... esse negócio de direito autoral é só pra quem tem gravadora“.
Números surpreendentes
Não é possível revelar dados exatos, mas consegue-se avaliar a inserção da banda no mercado através de alguns números. Segundo Rodrigo Leite de Almeida, diretor geral do Portal Mix, que hospeda o site dos Ninjas, já são mais de 150 mil acessos desde seu lançamento, em março de 2006. Nos últimos meses, contabiliza-se uma média de 300 acessos diários, mas em 2006 os Ninjas chegaram a causar um congestionamento no portal, com cerca de 22 mil acessos durante um único mês. Segundo o diretor, foram cerca de 12.000 downloads. Outro dado que impressiona é a quantidade de capas de CDs e DVDs distribuídas pelo empresário entre vendedores de CDs piratas de todo o Brasil: cerca de 200 mil, segundo Macedo Brilho. Mesmo considerando a imprecisão e o fato de que nem todas as capas podem ter sido utilizadas, é bem provável que uma boa parte delas tenha sido aproveitada. Na conta “oficial”, o empresário declara ter prensado apenas 5 mil cópias.
Na vida real, os filhos de Macedo continuam seus estudos regulares – o mais velho já é aluno do curso superior em Psicologia, mas continuam a ter aulas de música. O empresário também já decidiu que o nome da banda será apenas “Ninjas”, pois assim não enfrentarão um certo preconceito existente em relação ao arrocha, o mesmo que ele diz ter enfrentado nos anos 90 quando produzia a Raio da Silibrina. “As pessoas gostam, mas tem vergonha de dizer que gostam... gostam mas não assumem, tipo ‘vamos ouvir uma sacanagem agora'...”. Desta maneira, esperam se inserir no mercado. “Agora o forró elétrico está em alta, o movimento é forte, eu estou notando discriminação agora com o arrocha, o que eu sofri com o forró, então agora estou gravando os meninos como ‘Os Ninjas, o forró mais suingado do Brasil’. Vou fazer as músicas do arrocha como forró elétrico, com naipe de metais... quero botar os ninjas no São João... se eu ficar no arrocha, vou ficar de fora do São João, vou fazer arrocha com sanfona e abortar esse nome, arrocha”.
No momento, a iniciativa negocia um contrato com a Bandeirantes Fonográfica, desta vez utilizando uma estratégia lançada recentemente pela gravadora, o CD pôster, vendido em bancas de revistas a preço bem abaixo do CD comum. A idéia é evitar os erros do passado. “Com a Bandeirantes, nós vamos ganhar percentagem em cima dos CDs vendidos e eles ganham percentagem em cima dos shows, será como uma parceria, um contrato de no mínimo quatro anos, e o CD não poderá ser passado por mais do que R$ 6, isso garantido em contrato. Quando eu era da Warner, eles vendiam CD nosso por R$ 9, aí revendiam por muito mais, as pessoas não compravam, porque a gente não estava estourado”
Macedo Brilho afirma que quem não utiliza a Internet para divulgar seu trabalho está cometendo um erro, uma “burrice”. Aos artistas, ele recomenda: “A gente tem que divulgar, não pensar nem em faturar, aí a gente começa a incentivar inclusive até a pirataria. Se a gente for esperar a gravadora projetar a gente é difícil, porque a gravadora só tem interesse em projetar quando você já está com um nome no mercado. Quando você entra inicialmente, você passa a ser ‘terceiro plano’ para a gravadora”.
Com trauma da indústria, mas sem medo de cair na rede
Macedo Brilho criou e empresariou outras bandas de forró e conseguiu com isso equipar sua empresa com trio elétrico, estruturas de palco, som e iluminação. O mais bem-sucedido de seus empreendimentos foi a Raio da Silibrina, uma banda de forró que chegou a ser contratada de uma grande gravadora, a Warner. Embora tenha se apresentado em programas de veiculação nacional, como o de Gugu Liberato, Hebe, entre outros, a Raio da Silibrina não teve obteve grande popularidade no mercado nacional. Segundo Macedo, a experiência não gerou bons frutos. “Eu não tive uma experiência boa com gravadora, porque era uma banda iniciante, não tava no nível dos mega artistas; então aconteceu o seguinte, eu me empolguei com a gravadora e fiz coisas limitadas, o CD era caro demais, ninguém comprava”.
A experiência e os ganhos acumulados nas atividades com estas duas bandas, e mais a “Deuses do Arrocha” e a “Corisco do Trovão”, esta última de forró, fez com que o empresário conquistasse parceiros em diversas cidades no interior do Brasil, em estados como a Bahia, São Paulo, Pernambuco e Amazonas. Esta rede de produtores, empresários, compositores, rádios e lideranças políticas foi responsável pela venda e divulgação dos Ninjas do Arrocha. Mas apenas este fato. Na avaliação do próprio entrevistado, a Internet teve papel fundamental na trajetória dos Ninjas. “Nossa maior divulgação foi pela Internet, sem ela não teríamos alcançado nada disso”, finaliza Macedo, categoricamente.
Timpin INTERROGA: ficou curioso? sinta com seus próprios olhos meninos ao vivo:
Como jornalista costuma ser afobado e atrapalhado, já estão me chamando de colunista do Diário do Pará, unicamente pelo motivo do jornal paraense ter sido o primeiro a replicar a matéria. Alô Diário do Pará, quero meu salário.
A cada minuto surgem fatos novos nesse conto policial. Hoje o Coronel Paulo Palcos respondeu areportagem via Bahia Notícias. Eis a íntegra da nota de sua réplica:
O empresário da Banda baiana Djavú, que vem surgindo como um fenômeno em Salvador não gostou nada dessa história de plágio, conforme notícia veiculada no "Diário do Pará". O colunista que assina a nota publicada no jornal acusa a banda da Bahia de fazer plágio da banda Ravelly, que já existia no Pará. Segundo o colunista, Paulo Palcos, empresário da banda Djavú, resolveu contratar a Banda Ravelly para uma série de shows na Bahia, pois, inexplicavelmente, a banda estava estourada nos camelódromos baianos. No entanto, algo deu errado, a banda Ravelly não se apresentou conforme queria Paulo Palcos e isso deixou o empresário furioso, vindo a criar a Djavú para concorrer com a Ravelly.
Com a repercussão da nota publicada no site Bahia Notícias, Paulo Palcos entrou em contato com a Redação do BN e explicou que não tem relação nenhuma com a banda Ravelly e negou o plágio. "Como pode ser plágio, se o nome de uma banda é Ravelly e o da outra é Djavú?", questionou Palcos, que disse ter lido a nota do "Diário do Pará" e disse que a matéria foi escrita por motivo de ciúmes, já que o ritmo estava enfurnado no Pará, há mais de 40 anos sem conseguir fazer sucesso, e ele conseguiu colocar o ritmo para ir para a frente aqui na Bahia. Paulo Palcos contou ao BN, ainda, que ele, sim, vem sendo vítima de plágios por mais de 30 bandas pelo Brasil, que querem se aproveitar do sucesso da Djavú. O empresário finalizou dizendo que ritmo não se plagia, porque se fosse assim, só existiria uma banda de pagode, uma de axé e por aí vai...
Se você ficou confuso com os dois trechos negritados, não se assuste, Timpin também ficou. Que diabos o fato de os nomes das bandas serem divertentes serve de argumato para negar o plágio das músicas? Ritmo com mais de 40 anos?? O Tecnobrega surgiu a pouqúíssimos anos pelo fato das bandas não terem recursos financeiros para emularem o calypso que o Chimbinha tinha inventado com sua Banda Calypso. Nem o brega tem 40 anos idade. Quer saber porque? eu conto a história no meu artigo sobre Arrocha, clique e leia.
Outra resposta foi de Vanda Ravelly, vocalista da banda que minha reportagem fez com que deixasse de ser mocinha para ser a vilã da história, a Banda Ravelly. Só que esta resposta foi no meu Orkut, não foi pública. Até porque ela não é otária de mentir publicamente e se complicar ainda mais. A resposta de Vandinha é quase uma obra de literatura. Eis a peça:
Foi com absoluto respeito q vi sua materia q envolvia o nome da banda ravelly o meu e o do meu marido. E é com absoluta certeza q t digo q nao espero mas nada da justiça do homem, mas todo homem deve esperar pela justiça d DEUS! Pois apenas ele sabera recompensar todo veneno q eu e Max sandro estamos tendo q tomar.É muito bom, ler oque li e continuar firme!!!!!!
Te desejo toda paz d espirito e muito sucesso, e um dia quando a justiça d meu pai se cumprir t mando noticias, alias, vc tera noticias, vc e todos q nao sabem da verdade como ela realmente é, mas q um dia prevalecera. Obrigada, e deixo um humilde abraço.
Vanda Ravelly
Depois dessa, fico com o neologismo de minha amiga Janny Laura:
No meio de trocentas cópias, Tjavu, D´javu e o cacete de asas, eis que nossa ALTA CAFETINAGEM descobre, no interior do Paraná, a VERDADEIRA BANDA DJAVU. Assistam e veja o lado mais surreal dessa história toda.
Faz tempo que não pago um pauzinho básico aqui e venho por meio desta voltar a esta mui nobre atividade. Com imensa satisfação, apresento pra vocês o blog de forró TOP DE LINHA da minha pasta FAVORITOS. Vou colar aqui a descrição da equipe que toca esta respeitosa publicação. Se ela não dspertar suas LOMBRIGAS DA CURIOSIDADE para clicar no link abaixo, paro de blogar.
Submundo do Forró
Equipe Terrorista - 25 anos, menino quase menina e ama meninos, feliz, língua ferina, modelo, feliz, dançarino, cantor.
Detonadora - 27 anos, menina que gosta de meninos, amiga, feliz, bombardeadora, universitária, namoradeira.
Psicopata - 29 anos, menino que não gosta de ninguém, inimigo, debochado, sádico, auto-confiante e egocentrico.
Saiu no Kboing essa entrevista com Luan Santana. Foi na semana passada, mas só hoje flagrei, peço desculpas pelo atraso. Já que estamos na eminência de curtir seu novo DVD, posto a entrevista na íntegra pra vocês. Divirtam-se:
Kboing – Você imaginava que alcançaria esse sucesso em tão pouco tempo? Luan Santana – Na verdade não tão rápido, mas sempre trabalhei para atingir o maior número de pessoas, tenho quatro anos de carreira, mas há dois anos que as coisas começaram a acontecer de uma forma mais profissional. No início deste ano, que a minha agenda deu um salto, aumentou o número de shows de dez por mês para 25 shows /mês. Este ano vou fechar com 300 shows passando por 18 estados do Brasil, e com a música ‘Meteoro’ entre uma das mais executadas nas rádios do Brasil, segundo a Crowley.
Kboing – Qual foi o momento mais marcante da carreira até o momento? Luan Santana – Tiveram vários momentos marcantes. Mas um foi especial - a gravação do DVD no dia 25 de agosto, em Campo Grande (MS), minha cidade natal. Segundo os bombeiros e Polícia Militar mais de 85 mil pessoas estavam lá, e isso em uma terça-feira. Foi muito marcante para mim ver todas aquelas pessoas cantando as minhas músicas.
Kboing – Quem foi o maior incentivador da sua carreira? Luan Santana – Muita gente me apoiou e me apóiam até hoje. Minha família, meu empresário Anderson Ricardo, que está junto comigo desde o começo, e claro, meus amigos.
Kboing – O que mudou na sua vida desde que seu trabalho ganhou repercussão nacional? Luan Santana – Agora minha vida é outra, faço em média 25 shows por mês, adoro o que eu faço, curto demais os fãs e acho importante essa conquista de ter mais fãs a cada dia. Mudanças tiveram claro, não consigo mais sair com meus amigos como antes. Hoje minha família mora em Londrina, onde é o meu escritório de shows e fico na cidade apenas uma vez por semana, para matar a saudades dos meus pais e irmã. Nem tempo de namorar mais eu tenho direito. (risos)
Kboing – Como você vê o assédio das fãs? (por favor, conte nos um episódio ‘engraçado’ com alguma fã). Luan Santana – Eu gosto muito do contato com as fãs, tento atender todas na medida do possível nos hotéis, no camarim, nas rádios que visito. Já aconteceram muitas histórias engraçadas, mais têm algumas que lembro mais como um dia que entrei na van, saindo de um show quando ouvi um barulho e olhei embaixo do banco e vi um cabelo loiro, era uma fã que disse que queria ir pro hotel. Teve outra vez que parei o show porque começou a chover sutiã no palco, foi uma loucura eu não conseguia ver mais nada. Agora tem uma ‘dolorida’: uma fã invadiu o palco e me deu uma mordida na bochecha essa doeu.
Kboing – Com apenas 18 anos e alcançando cada vez mais sucesso, como você imagina sua carreira a daqui a uns 10 anos? Luan Santana – Estou trabalhando desde o começo com muita calma e humildade para alcançar o meu objetivo que é ficar muitos anos cantando. Eu imagino que daqui a 10 anos vou estar com a mesma alegria e energia de hoje, e peço a Deus muita saúde e que todos os meus fãs possam estar junto comigo nos shows.
Kboing – Quais são suas influências musicais? Alguma banda ou dupla especial? Luan Santana – No começo de toda a minha história na música eu procurei não copiar ninguém, criei meu estilo próprio, mas sempre gostei do cantor Zezé di Camargo. As primeiras músicas que aprendi a cantar, com apenas três anos, era da dupla Zezé di Camargo e Luciano.
Kboing – Como estão os preparativos para o lançamento do DVD? Luan Santana – O DVD veio para somar, para que os fãs possam assistir um pouco do nosso show. O DVD e CD “Luan Santana Ao Vivo”, chegam às lojas de todo o Brasil na segunda quinzena de novembro. Tudo foi feito com muito cuidado e muito amor. Estiveram envolvidos mais de 200 profissionais e tenho certeza que é um DVD diferente dos trabalhos sertanejos já apresentados. O cenário é inovador e foi assinado pelo cenógrafo Zé Carratu, a produção musical ficou por conta de Ivan Myazato, isso sem falar no público que deu um show à parte.
Kboing – Luan, você compõe também, não é mesmo? Como é esse processo, onde você busca inspiração? Luan Santana – Sim, componho desde pequeno, no DVD tenho cinco músicas. Eu gosto muito de ouvir histórias, aí eu dou vida à ideia e preparo uma melodia e sem perceber a música pula do violão. Tem uma música que eu fiz que está no DVD que gosto muito, o nome dela é “Sinais”, que fala de um rapaz que foi seguindo os sinais até encontrar seu grande amor. Legal, né?
Kboing – Você se considera um cara romântico? Luan Santana – Sim, acho que a mulher é um ser muito especial que Deus mandou pra Terra para ser nosso porto seguro, e que nós homens temos o dever de cuidar muito bem. Toda mulher adora surpresas como chocolates, flores e um bom filme abraçadinho...E trem bãoooo...
Kboing – Qual a sua opinião em relação ao papel da Internet na carreira artística dos cantores? (o que vc vê de positivo e negativo nesse meio de comunicação). Luan Santana – Hoje a internet é muito importante na carreira do artista, existem muitas ferramentas como site, blog, Twitter e orkut que aproxima o artista do seu público, o site kboing tem feito isso de uma forma muito bacana sempre que posso eu entro e navego pelo site isso é o lado positivo. O negativo é que existem pessoas más intencionadas, que usam a net para enganar e se aproveitar das pessoas de bem. Eu mesmo estou sempre postando novidades no Twitter, outro dia falei que quando chegar a 15 mil seguidores, eu vou telefonar para o seguidor que mais RT, ta uma loucura, estou aumentando em até mil seguidores por semana. E Eu vou ligar mesmo.
Sério, eu não imaginava que o post anterior fosse dar no que deu. Primeiro foi o clima tenso na comunidade oficial do Edcity, com o povo do Psirico reclamando. Agora, eis que o post foi comentado no site de fofocas Axezeiro.com
Creio que depois dessa Marcio Victor vai acionar a Guarda Republicana de Ogun, QUE DIZIMARÁ A POPULAÇÃO BLACK AVIÁRIA DE SALVADOR PARA ATRAVÉS DE MACUMBAS HARDCORES OBTER MEU LINDO ESCALPO GALEGO.
O pagode baiano vive um período de extrema riqueza musical. Quando Caetano Veloso desafiava a unanimidade da época ao dizer que É o Tchan! ainda renderia frutos maravilhosos, todo mundo disse que era apenas mais uma de suas verborragias para chamar a atenção da mídia. Pois o tempo confirmou que Caê estava coberto de razão. A cena de Salvador está em plena ebulição. Se a Gripe A não ferrar com tudo, o próximo carnaval promete ser o melhor da década.
Se as bandas se organizasem, de modo a criar um movimento, com certeza chamariam a atenção do sul do país, no entanto, infelizmente, o que está ocorrendo é exatamente o oposto. As duas maiores personalidades da cena, Marcio Victor e Eddy, vivem trocando farpas, gerando uma espécie de polarização que acaba por prejudicar todo mundo, não só os envolvidos. Inicialmente a coisa se deu off, depois em entrevistas e agora chegou à musica propriamente dita.
Marcio Victor lidera a banda Psirico, responsável, dentre outras façanhas, pelo disco Macumba Popular Brasileira, lançado em 2005 e que um dia ainda será reconhecido como umas grandes obras primas da música brasileira. Atualmente está trabalhando um disco em mp3 onde, segundo ele anda afirmando na imprensa de Salvador, terá mais de cinqüenta músicas. Ou seja, o cara tem talento, tem um bom currículo. No entanto, por motivos que não são bem claros, resolveu pegar no pé de Edcarlos, O Eddy.
Eddy é um cara que em pouco tempo construiu uma carreira diversificada e controversa. A primeira banda de peso em que atuou foi o Parangolé e foi ele quem ergueu a banda ao status de uma das grandes da Swuingueira baiana. Posteriormente saiu fora para criar o Fantasmão, onde, com total liberdade de criação, deu vasão a toda a sua criatividade inventando algo totalmente inédito, tanto sonoramente quanto visualmente, o Fantasmão. Tanto que foi tema da primeira coluna no Bis MTV em que falei de um artista em específico. A coluna pode ser lida clicando aqui.
Após uma série de desentendimentos de razões societárias e devido a razões contratuais, Eddy saiu do Fantasmão deixando sua criação máxima, o "conceito" Fantasmão, nas mãos dos antigos sócios. Como todos os músicos o acompanharam em sua nova fase, os tais sócios recriaram o Fantasmão com uma formação, que com exceção dos antigos músicos de apoio Thiery Henry e Cassiopéia, é completamente nova. Isso não tem a mínima chance de dar certo, mas tudo bem, isso também não é problema meu.
E não é que Eddy conseguiu se superar novamente? Mesmo tento que recomeçar do zero, conseguiu melhorar o que já era bom. O Groove Arrastado do Fantasmão transformou-se no Rap Groovado do Edcity, seu novo projeto. Temperando o velho samba de roda com guitarras pesadas e letras que são autênticos gritos da periferia, o disco de estréia tem tudo para ser a maior revolução musica pop brasileira recente. A resenha do disco deixarei para muito em breve, pois estamos, em conjunto com o pessoal do Portal MTV, preparando uma supresa não só para os fãs, como para o resto do país.
Voltando ao assunto original do texto, a bronca de Marcio Victor tornou-se pública pela primeira vez através de uma entrevista concedida ao jornalista Rafael Albuquerque. A alegação era de que a inclusão do hip hop na caldeirada do pagode era algo negativo, pois traria a tiracolo a violência. Marcio Victor chegou inclusive a insinuar que o Fantasmão fazia apologia à violência, o que é um absurdo, pois com suas letras representando a realidade dos guetos urbanos, é óbvio que o tema violência não poderia ficar de fora. A distância entre falar da violência e insitar a violência é tão grande que só uma pessoa mal intecionada não consegue notar. A entrevista pode ser lida na íntegra clicando aqui.
Só que agora, como foi dito, a perseguição de Marcio Victor chegou no terreno da música. O mais novo lançamento do Psirico, intitulado Verão 2010, tem uma música intitulada É o Groove (qualquer semelhança com a palavra Groove Arrastado, não é mera coinscidência) e a letra contém frases como Tem um vacilão / querendo embaçar Na onda dos manos / eu vou te avisar De mente vazia / se achando o tal e Absorva a mensagem / não admito confusão Se ficar nessa viagem / vai tomar seu vacilão. O destinatário de tais acusações é claro e dentre as mais diversas formas de exercer seu direito de resposta, Eddy escolheu a mais genial, a mais corajosa, a mais honrada e pauderescente forma, tocou um cover da própria música em seu show de estréia, no ultimo domingo no Pitú Cola Fest, em Salvador.
Inclusive, onde na versão original consta a insinuação pra lá de maldosa "a lei dos meninos é quebrar no pau", o cover nomeia quem deve ser nomeado e não foge da raia, ficou da maneira que, se Marcio Victor valorizasse o que tem no meio das pernas (e eu não estou falando dos joelhos!), teria cantado: "A lei do EDCITY é quebrar no pau!" E que esse macumbeiro não venha com filhaduputagem pra cima de mim por que sou discordiano! Cultuo Éris, a deusa grega da discórdia.
Se existe hombridade maior que esta atitude de Eddy, ela deve ser buscada nos livros de História Universal, nas grandes e antigas batalhas em que as armas de fogo ainda não existiam e que os vitoriosos decidiam as guerras no braço. Enquanto Marcio Victor sustenta a carreira de seu Psirico com letras sexistas e de uma simplicidade tacanha, Eddy além de construir letras onde fala dos anseios desses nossos palestinos do cotidiano que são a molecada da perifieria, ainda os premia com exemplos de como um ser humano deve se comportar diante das adversidades da vida.
Por essas e por outras que finalizo esse post com a frase do título: ESSE É O CARA!
Saiu hoje na Zero Hora Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Estilo%20de%20Vida&newsID=a2690557.xml
Cerca de três anos após a polêmica que varreu bailantas Rio Grande afora, os bons filhos à casa tornam. Em 2006, de um lado, estavam os integrantes das chamadas bandas de tchê music, do outro, os tradicionalistas. Agora, nomes até pouco tempo da tchê music, como Luiz Cláudio e a Tribo da Vanera e o grupo Quero-Quero, estão voltando às origens.
Outros, como o Tchê Barbaridade, tentam o meio-termo. Será o início do fim da tchê music? E eles serão aceitos de volta nos CTGs? Pelas palavras do presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), Manoelito Savaris, não vai ser tão simples assim.
– Se voltarem a fazer música gaúcha tradicional, tendo a postura adequada, serão contratados. Mas poderão ter dificuldade, pois haverá desconfiança – acredita o tradicionalista.
Quando à orientação repassada aos patrões dos CTGs...
– Quem for contratá-los terá que tomar cuidados. Eles terão que comprovar que voltaram ao tradicionalismo – sustenta Manoelito. – Se quiserem disputar o mercado dos CTGs que venham por inteiro. Existem 900 galpões de CTGs realizando bailes, fandangos, pelo Rio Grande do Sul!
Crítico do radicalismo com que tradicionalistas tratam a questão, o folclorista e pesquisador Paixão Côrtes ressalta:
– Sou contra qualquer medida proibitiva, mas sou a favor de conceituação, da diferenciação dos estilos.
E pondera:
– Todo modismo tem tempo limitado, é circunstancial, consumista.
Luis Claudio e a Tribo da Vanera
O grupo Quero-Quero, um dos mais tradicionais, teve apenas um DVD em estilo tchê music e não quis continuar. Foi em 2005, quando lançou Ave Fandangueira ao Vivo.
– Tentamos passar para um mercado que estava se abrindo. Mas o público mais fiel chiou e com razão. Nossa veia é a música mais tradicional – afirma o vocalista, André Lucena.
Ele ressalta que o grupo nunca deixou de usar toda a vestimenta gaúcha.
– A gente ouvia: “O Quero-Quero tá na tchê music, então não toca mais no nosso CTG”. Mas já estamos recebendo os convites novamente – relata.
Quanto ao motivo da volta, o cantor não poupa palavras:
– Nós somos muito críticos em relação à musicalidade. O que observamos, sem querer depreciar ninguém, é que a as letras da tchê music eram muito pobres!
O retorno do grupo ao tradicionalismo será marcada pelo lançamento de um novo álbum, Quero-Quero 20 anos de História, que deve e star nas lojas em dezembro. Grupo Quero Quero
“Voltei para ficar”
Em 2006, Luiz Cláudio declarava: “Abandonamos a pilcha para ficar mais perto do público”. Hoje, o líder do grupo Luiz Cláudio e a Tribo da Vanera voltou a usar bombacha e, definitivamente, como gosta de ressaltar.
– O nosso público começou a cobrar músicas tradicionais. Nunca cuspi no prato que comi, apenas segui um caminho que achei conveniente na época. Voltei pra ficar – assegura.
Durante seu tempo de tchê music, os CTGs não o aceitavam. Agora, tem esperança que a situação mude:
– Já pilchado, fiz o encerramento da Semana Farroupilha em Canoas.
Um dos primeiros a saber da mais recente mudança de Luiz Cláudio foi Manoelito, que, em 2006, presidia o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), hoje comandado por Oscar Gress (a reportagem tentou contato, mas Oscar está na China). Recentemente, Luiz Cláudio enviou e-mail ao Manoelito, com a capa do novo CD e a música Se o Rio Grande me Precisa – na “nova” linha tradicionalista.
– Fiz isso para me retratar com ele e comunicar a mudança. Ele respondeu muito bem – conta o músico. Manoelito confirma que gostou da música.
Sem rótulo nem bombacha
“Vamos achar um caminho do meio”
Em busca de “um ponto de equilíbrio entre as vertentes”, como gosta de argumentar, o Tchê Barbaridade lança Cante e Dance com faixas bem mais campeiras como Trancaço, escrita por Mauro Moraes, premiado em festivais nativistas.
– A gente vai tentar achar um caminho do meio para unificar as duas ideias, o tradicional com o novo. Já temos músicas com esta perspectiva – afirma o vocalista e líder do grupo, Marcelo Noms.
Mas, sem bombacha há anos, o Tchê Barbaridade não pretende vesti-la de novo.
– Temos uma cantora (Carmen). Colocá-la vestida de prenda é pedir para andar pra trás – diz Noms.
Tchê Barbaridade
“É uma forma de desespero”
Direto de Itajaí, Santa Catarina, onde Tchê Garotos fez show, o gaiteiro e vocalista Markynhos Ulyian nega o rótulo de tchê music. Mas não dá pra negar que foi justamente quando abandonaram a fase tradicionalista que estes gaúchos começaram a bombar nacionalmente.
– Tchê music não existe no resto do país. Em São Paulo, somos sertanejos. Em novembro, lançamos CD Tchê Garotos – Luau Sertanejo – conta.
Quanto aos grupos que estão voltando para o tradicionalismo, Markynhos é definitivo:
– Acredito que é mais uma forma de desespero, atrás do ganha-pão.
No domingo passado o Domingo Legal do SBT passou uma reportagem com a aparelhagem Super Pop, de Belém do Pará. Confesso que nunca tinha assistido algo nem de longe parecido com aquilo. Apesar de ouvir direto tecnobrega no meu mp3, eu nunca nem sonhava que as festas eram tão massa! Deixe ligar o caps lock aqui... ANOTEM AÍ, TRATA-SE DA MELHOR BALADA DO PAÍS NA ATUALIDADE!!!
Faço aqui um convite público, se você que está lendo este post conheçe algum empresário que queira abrir uma sociedade comigo, a proposta é a seguinte:
Arrumar algum patrocinado de peso que banque a vida da Super Pop para uma temporada em São Paulo. Porque veja, se os larápios da Djavú com aquela cópia FURREBA do som de Belém já fazem um sucesso tremendo, imagine os ORIGINAIS!!
E falando em Djavú, os caras furaram um show em Sorocaba, no interior de São Paulo e a turba enfurecida quebrou tudo. No Orkut, os caras de pau da produção da banda ainda tiveram o displante de negar que iriam tocar lá, dizendo que foi armação dos empresários locais. Quer dizer, todo mundo naquela banda mente. Néfoda?
*Atualização:
Fontes seguras acabaram de me relatar detalhes da SACANAGEM que os MELIANTES da Djavú fizeram com o povo de Sorocaba.
O produtor da banda pagou as passagens dos cantores, dançarinos e produtor para ir para Guarulhos, pois a banda iria se apresentar no Projeto Ressoar no CTN para a Rede Record. A banda tinha que estar no palco 21:30 da noite, e nada deles! Chegou uma hora que o povo se revoltou e foi pra quebradeira em cima do palco, quebraram a estrutura toda,tudo mesmo! O pessoal da banda estava chegando, ja estava na metade do caminha, ai os caras ligaram pedidndo para eles voltarem, caso quisessem continuar vivos! Eles voltaram num pé que só e os produtores que estavam em Sorocaba se esconderam de baixo do palco. As pessoas que invadiram simplesmente entraram no camarim para bater nos cantores e nao acharam ninguem lá! Quem estava presente disse que foi assustador!
Os produtores ainda ofenderam os seguranças falando:
- FILHA DA PUTA, PORQUE VOCES DEIXARAM ESTRAGAR OS EQUIPAMENTOS? - Pois é - o segurança respondeu -SOMOS APENAS 30 pra um batalhao de pessoas...
Mais um ponto para que a musica verdadeiramente popular brasileira seja tratada com o respeito que ela merece, está chegando no Brasil a revista mais respeitada do mundo em termos de ranckimg musical, a Bilboard.
Para vocês terem uma idéia da ausência de preconceito de gêneros deles, sinta o top 20 do mês passado:
As 20 músicas mais populares do mês no Brasil Ordenadas pela audiência nas rádios medida pela Billboard Brasil.
( 1 ) Bruno & Marrone – “Amor Não Vai Faltar” ( 2 ) Leonardo – “Esse Alguém Sou Eu” ( 3 ) Zezé di Camargo & Luciano – “Faça Alguma Coisa” ( 4 ) Hugo Pena & Gabriel – “Vou Te Amar (Cigana)” ( 5 ) Victor & Leo – “Deus e Eu no Sertão” ( 6 ) Exaltasamba – “Valeu” ( 7 ) Belo – “Reinventar” ( 8 ) João Bosco & Vinícius – “Curtição” ( 9 ) Don & Juan – “Talvez” (10) Sorriso Maroto – “Ainda Existe Amor em Nós” (11) Edson & Hudson – “Foi Você Quem Trouxe” (12) Jorge & Mateus – “Mistérios” (13) Fernando & Sorocaba – “Paga Pau” (14) Claudia Leitte – “Horizonte” (15) Ivete Sangalo e Carlinhos Brown – “Quanto ao Tempo” (16) Exaltasamba – “Fui” (17) Wanessa Camargo featuring Ja Rule – “Fly” (18) Marcos & Belutti – “Perdoa Amor” (19) Ornella di Santis e Belo – “Agenda” (20) Cesar Menotti & Fabiano – “Se o Rei Mandar”
Mas creio que ainda não está perfeito, pois só tem coisasdo centro: cadê as bandas de forró, vanera e etc??
O Resto na noticia:
Revista "Billboard" lança sua versão brasileira De Agencia EFE – Há 2 horas Rio de Janeiro, 15 out (EFE).- A edição brasileira da revista americana especializada em música "Billboard" começou a ser vendida na quarta-feira nas bancas de São Paulo, Rio de Janeiro e outras das maiores cidades do país, segundo seus editores. A "Billboard Brasil", que aproveitará algumas reportagens da edição americana, se especializará no mercado musical brasileiro e incluirá versões nacionais das tradicionais listas dos discos mais vendidos no mundo e no país, como os famosos "Hot 100" e "The Billboard 200". A primeira edição da versão brasileira da revista traz em sua capa e como destaque uma matéria sobre o cantor Roberto Carlos, com uma entrevista sobre os 50 anos de sua carreira. Ao contrário da edição tradicional, com 116 anos de vida e que é publicada semanalmente, a revista brasileira terá periodicidade mensal. A "Billboard Brasil" terá seções dedicadas a lançamentos do mundo da música, entrevistas, artigos de especialistas e as últimas novidades, segundo seus editores. A brasileira será a quarta edição da Billboard que, além da americana, conta com publicações na Rússia e na Turquia. No Brasil, onde a redação da revista tem nove jornalistas, serão distribuídos mensalmente 40 mil exemplares, vendidos a R$ 8,90.
Parece que nossa luta pelo fim do preconceito cultural contra a Musica Original Brasileira encontrou um novo adepto. Nana mais nada menos que meu chefe do Bis MTV e que agora está blogando no novo portal da Record
Uma nota de esclarecimento se faz aqui necessária. O pessoal do Blog da Stefhany questionou a Preta Gil via Twitter e a atriz gorda ameaçou colocar seus advogados atrás deste distinto Cabaré. Assustados (e honestos que são), o pessoal da Sté foi atrás das fontes.
Eu escrevi meu texto baseado neste post do blog Bastidores do Forró. Cagada minha, era uma fonte secundária. Coisa de laranjão cabaço inciante, que é o que este escriba magrelo aqui é.
Agora vejam que coisa estranha. Quando localizamos a fonte primária sobre a qual o Diones Silva se baseou para escrever seu post, constamos que o parágrafo em que a Preta Gil é acusada de cortar a Stefhany simplesmente sumiu! Vejam com seus próprios e lindos olhinhos.
Bom, estamos diante de um mistério filho da puta. A Alta Cafetinagem deste distinto Cabaré foi convocada para uuma reunião extraordinária e depois muito bate boca, palavras de baixo calão e alguns momentos de ataques de bichiçe, chegaram às sguintes possibilidades:
Possibilidade 1: estamos diante de um caso de alucinação coletiva que ataca blogueiros.
Possibilidade 2: o colunista Péricles Mendel, da fonte original mentiu, ficou com o cú na mão quando viu que a notinha repercutiu e apagou. Se for isso, estamos diante de um verme.
Possibilidade 3: o colunista Péricles Mendel, da fonte original falou a verdade, ficou com o cú na mão quando viu que a notinha repercutiu e apagou. Se for isso, estamos diante de um protozoário, com utópicas aspirações de que um dia se transforme em um verme.
Possibilidade 4: Timpin está miseravelmente sem assunto e daí fica inventando sarna pra se coçar e comprando briga com qualquer atriz gorda que encontra pela frente.
Quando em minha coluna sobre a Stefhany, ainda na época em que ela era conhecida apenas pelos nerds aficcionados por vídeos do Youtube, incluí Preta Gil na mesma categoria de oportunistas do naipe de Claudia Leite e Gugu Liberato, todo mundo me alertou: Timpin, com isso você estará jogando no lixo toda e qualquer oportunidade de fazer algum contato, que seja para entrevista, com a Stefhany. Afinal de contas, a menina era fã da filha do ex-ministro Gilberto Gil.
Só que a intuição mega blaster do Timpinho aqui não costuma se enganar. O que eu alegava é que Preta Gil tinha vislumbrado na garota um futuro de sucesso e sagazmente quis tirar sua casquinha. Amadrinhando a jovem cantora, iria posteriormente colher com ela os louros da fama. Foi justamente o que aconteceu. Stefhany no Gugu? Preta Gil aparecia junto. Stefhany no Caldeirão do Huck, lá estava a atris gorda a tiracolo.
Aconteçe que o mundo dá voltas e karma ruim é um negócio que às vezes tarda, mas raramente falha. No dia 3 de outro, semana que vem, Preta Gil comandará na Boate Super 8, em Teresina, um show intitulado Noite Preta, com participação do conceituado Dj Puff, do Rio de Janeiro. Como Stefhany é do Piauí e Preta Gil toca seu hit "Eu sou Stefhany" em seu repertório, nada mais natural que um dueto das duas na terra natal da Self Made Girl.
Questionada sobre essa possibilidade, a atriz gorda foi enfática:
- Melhor não!
Questionada ainda sobre o porquê deste "melhor não!" tão rípido, largou na lata, mais rispidamente ainda:
- Ela está muito "estrela"...
Quem deu a dica foi o Diones Silva, de Sobral no Ceará, que toca o excelente blog Bastidores Forró. Abração Diones!
Tá vendo só Sté? Você não ouve o timpinho, não responde meus scraps... E olha que eu sou um cara que vive batendo de frente com quem diz que você precisa de produção melhor. Porra nenhuma, você já está pronta!
Pra finalizar, como meu sitemeter vive me dizendo que muita gente vem parar nesse Cabaré procurando pela letra de seu hit, vou satisfazer a vontade popular e colar aqui como adendo.
Eu Sou Stefhany Stefhany Composição: Stefhany e Nety
Em frente do meu portão Te esperei Te esperei Não veio
Agora vou te mostrar Que não sou mulher Não sou mulher De esperar
Eu sou linda Absoluta Eu sou Stefhany
No meu CrossFox Eu vou sair Vou dançar Me divertir Não vou ficar mais te esperando Pois agora eu sou demais
E ao chegar na festa Vejo você dançando Beijando outra mulher Será que você pensa que vou chorar Me desesperar por um bobo e velho romance
Eu sou linda Absoluta Eu sou Stefhany
No meu CrossFox Eu vou sair Vou dançar Me divertir Não vou ficar mais te esperando Pois agora eu sou demais
Ah! Ah! Eu esperei demais Ah! Ah! Não vou ficar aqui Ah! Ah! Não posso mais ficar aqui
Em frente do meu portão Te esperei Te esperei Não veio
Agora vou te mostrar Que não sou mulher Não sou mulher De esperar
Eu sou linda Absoluta Eu sou Stefhany
No meu CrossFox Eu vou sair Vou dançar Me divertir, oh! Não vou ficar mais te esperando Pois agora eu sou...
Não, não, não No meu CrossFox Eu vou sair Vou dançar Me divertir Não vou ficar mais te esperando Pois agora eu sou... Agora eu sou... Demais!